Razões para não sair com ela

Como ela se veste, o que cozinha, para onde vai ou deixa de ir. Ela está sempre atendendo as suas vontades, já que quando não faz isso, você fecha a cara. Ninguém tem que agradar as expectativas de ninguém. É bom agradar a quem se ama, mas isso não deve se tornar uma obrigação, de forma alguma. Mas mesmo se você achar que não se aplica a você, pense um pouco mais. Pode ser. Às vezes, estamos negando nossas próprias ações, então você precisa olhar bem para si mesmo e ver como suas ações contribuíram para que sua namorada quisesse uma folga. # 1 Ela não tem certeza sobre o relacionamento. Eu sei que você pensa que ela é. Campanha para jovem que orou ao entregar currículo, mas não consegue trabalhar por causa do isolamento pelo coronavírus Sobre Apoiadores Uma foto do jovem Alamartiny da Silva Ferreira , 23 anos, ajoelhado e orando em frente a uma urna onde deixou seu currículo para uma rede de surpermercados em Balsas (MA) emocionou dezenas de pessoas ... Razões para sair: Vocês já se conhecem, por isso, alguma coisa vocês têm em comum. Aproximar-se fica muito fácil. É uma boa ideia chamá-la para sair porque….Não há segredos. Ela te conhece, sabe o que você já aprontou e seus truques de conquista. E você já está ciente do passado dela. “Minha mãe ficou muito feliz… Ela não pode sair para carnaval já há alguns anos. Eu sinto que ela precisa de coisas boas e de emoções positivas. Eu quero que ela sinta todo o meu amor e carinho por ela. E saiba a sua importância na minha vida”, disse Mabelle em entrevista ao Só Notícia Boa. Ela pode apenas pensar que suas ações são amigáveis e não perceber que elas estão vindo para você como se ela estivesse procurando por um novo homem. As razões pelas quais ela é tão flirty Eu sei que ver sua namorada fazendo olhos esbugalhados com o garçom pode fazer você querer jogar um tijolo pela janela, mas relaxe um pouco! Ele está demonstrando, para si e para os homens que estão lendo este texto, que a experiência não foi tão fantástica assim, que não foi nada do que os amigos e a mídia disseram que seria. 5 - Ou seja, 70% dos homens que traem o fazem uma única vez e se arrependem, ou pelo menos não voltaram a trair. Talvez essa seja uma das muitas razões pelas quais minha filha se recusa veementemente a dizer a palavra “mamãe”. Mas vamos lá, ela é a UM. Eu acho que ela vai se recuperar. E não é como se não comemorássemos, fizemos muitas coisas divertidas juntos COMO FAMÍLIA. Nós simplesmente não convidamos mais ninguém. 17 coisas que você deveria saber antes de sair com um casal. ... (mas não para um casamento, essas coisas são caras). ... provavelmente há boas razões para isso. 12. Não entre nas brigas deles. Temos razões para clamar de alegria “Alcançarão exultação e alegria, e terão de fugir o pesar e o suspiro.” — ISAÍAS 35:10. 1. Quem tem hoje razões especiais para ter alegria? É PROVÁVEL que já tenha observado que poucos são hoje realmente alegres. No entanto, as Testemunhas de Jeová, como verdadeiros cristãos, são alegres.

O Lado Ruim das Vitórias: A Derrocada da Era Crefisa

2020.10.21 18:18 freddyjoker O Lado Ruim das Vitórias: A Derrocada da Era Crefisa

Olá amigos torcedores,
O post será longo, por isso vou quebrar em tópicos, para que possa pular as partes que não lhe interessarem:
1.Você não é o cara que defendia a permanência do Luxa? Tá feliz agora?? Não, obviamente não estou feliz, meu time perdeu quatro jogos consecutivos, coisa que não acontecia há vários anos. Mas ainda acho que demitir o Luxemburgo foi um erro. Entendam por favor uma coisa muito importante, que é essencial que os torcedores coloquem na cabeça, para que quem sabe um dia os dirigentes coloquem também: TROCAR O TÉCNICO NÃO RESOLVE NADA. Mais a respeito disso no texto a seguir.
2. Recapitulando a Era Crefisa:
2.1-2015: Em 2015 começou o que será conhecido para sempre como Era Crefisa. Uma parceria entre o clube e a marca, motivada por paixão dos dois lados, com o objetivo de recuperar um clube de imenso potencial que se encontrava enterrado numa vala de incompetência de vários anos.
Várias contratações, vários chapéus e, logo de cara, um título da Copa do Brasil. Todos nós comemoramos, nos emocionamos, começamos a pensar que estaríamos diante de uma nova era Parmalat, de super times e muitas taças. Mas deixam a nostalgia de lado e pensem com pragmatismo: aquele time jogava bem? NÃO! Ganhou aos trancos e barrancos e enganou a torcida e a direção que Marcelo Oliveira fazia um bom trabalho. Por causa disso, ele foi mantido na temporada seguinte, até se tornar insuportável continuar assistindo o show de horrores, que todos já conheciam. Aí está o primeiro erro: Deveríamos ter aproveitado a nova força do elenco e o título que acalmou os críticos e nos colocou em evidência para bolar um plano a longo prazo, escolher um técnico com as características que queríamos e montar o time em função dessa ideia.
2.2-2016: No ano seguinte, mudança de técnico: veio Cuca. Cuca era uma boa ideia, é um bom técnico, tem uma boa visão de futebol. Teria sido uma boa opção pra começar a temporada, ajudar a planejar as contratações, treinar na pré-temporada, mas o técnico deu sorte. O título de 2016 foi possivelmente o melhor dessa era, jogando um futebol legal, com um time bom. Cuca, infelizmente quis sair e, fomos forçados a recomeçar nosso projeto, coisas da vida.
2.3-2017: O escolhido para prosseguir foi Eduardo Batista. A escolha pode ser debatida, mas foi o caminho traçado pela diretoria. Porém, após apenas cinco meses, mais um erro amador: fomos tentar convencer Cuca a retornar. Aposto que muitos palmeirenses gostaram da ideia, tomados por nostalgia e memórias boas. Mas demos o primeiro sinal de que não sabemos o que estamos fazendo, contratamos um profissional sem ter confiança em seu trabalho e o demitimos na primeira oportunidade por razões sentimentais. Que entidade séria faz algo assim??
Por vários fatores, Cuca não durou nem seis meses no cargo e, mais uma vez, um recado para o mundo: O Palmeiras não respeita técnicos e não faz ideia do que está fazendo. Aproveitem essa pausa para refletir: O que mudou com a mudança de técnico? Já tivemos quatro mudanças e um título, vocês acham mesmo que esse título foi a regra ou a exceção?
2.4-2018: Continuando: Roger Machado. O próximo nome, a próxima aposta. Técnico jovem, perfil diferenciado, projeto a longo prazo, novas ideias. A propaganda foi a mesma... a mesma enganação. Na metade do ano, já estava demitido. A essa altura, no ápice do desespero e do amadorismo, fomos atrás de Felipão. Jogamos pro alto as ideias novas e o projeto. A diretoria queria alguém que pudesse aguentar as críticas da torcida e protegê-los delas, o presidente além de incompetente foi covarde.
Felipão, assim como Cuca, conseguiu dar algum jeito num time claramente superior à concorrência, com um elenco muito mais rico que os demais. Com isso, tivemos o título de 2018.
2.5-2019: As costas largas e o futebol resultadista conseguiram manter o bigode no cargo por mais de um ano, algo inédito nessa Era. Mas quando o resultados pararam de vir, ficou escancarada que a ideia de jogo não era bonita. Algo que já sabíamos. Mas novamente, precisávamos dar o recado: Não respeitamos técnicos e não sabemos o que estamos fazendo. Dessa vez, sobrou inclusive para Alexandre Mattos. Todos pagavam o pato, menos quem era realmente responsável, diretoria AMADORA e presidente COVARDE.
2.6-2020: Para 2020, mais ilusões, mais promessas, mais propagandas: Vamos atrás de Sampaoli. Mas advinha só, o argentino estava atento e viu o que aconteceu nos últimos anos. Técnicos desrespeitados, diretoria covarde e emocional, o elenco que antes carregava o piano, agora não tinha mais nível pra isso. Não ia ter dinheiro pra contratar, não ia ter estabilidade. Quem de vocês aceitaria trabalhar assim?? Ao ouvir o ÓBVIO não, a última amostra de amadorismo e covardia: Luxemburgo. Assim como 2018, dane-se o projeto, dane-se a mentalidade, a renovação. Nós da diretoria só queremos alguém que possa tomar bronca no nosso lugar, alguém que se tudo der errado, possamos apontar o dedo, mandar embora e dizer "é uma nova folha, uma nova oportunidade, um novo projeto" pela quinta vez.
3.Conclusões: Ganhamos títulos, então não pode estar tudo tão ruim... ESTÁ! E OS TÍTULOS ENGANARAM A TODOS! Todos os clubes sobem e descem a escada da relevância e do favoritismo quase aleatoriamente, porque são todos INCOMPETENTES e nunca sabemos quem vai ser o próximo menos incompetente da vez. Sabem porquê? Porque são geridos por torcedores! Alguém que usará sua paixão para motivar suas escolhas, automaticamente não está qualificado para tal escolha. Vocês acham que Paulo Nobre foi bem porque era mais palmeirense que os outros? NÃO! Paulo Nobre foi bem porque soube separar onde e quando deveria ser torcedor.
Agora vamos assistir o Flamengo aprender a lição em apenas um ano que não aprendemos em cinco: é necessário um projeto, é necessário ter paciência, é necessário SER PROFISSIONAL. Ver clubes como Internacional e Galo passar a nossa frente com menos dinheiro e menos relevância nacional, simplesmente porque foram minimamente competente. Estamos atrás DO SANTOS na tabela, o Santos afundado em dívidas, proibido de contratar, contando migalha pra pagar salários. Não é possível que vocês achem que o que estamos fazendo está certo.
4.Comparações com o Liverpool: Como é de praxe nos meus posts, mais um paralelo com o Liverpool: Eu sou torcedor dos Reds e acompanhei quase trinta anos de jejum por incompetência administrativa. Sabe como isso acabou? Um empresário americano comprou o clube e contratou profissionais para tomarem as decisões. Klopp foi contratado para um projeto, seu primeiro contrato foi de três anos. Ele perdeu jogo pra cacete, vários vices, várias humilhações, várias piadas, várias derrotas em clássicos. Mas isso não abalou a diretoria, porque eles não são torcedores, eles são gestores e o fracasso é aceitável quando se traça um caminho vencedor. Invés de queimar dinheiro com contratações, eles sentavam com a COMISSÃO TÉCNICA PERMANENTE (que incluía analistas de desempenho e o próprio Klopp) e analisavam o mercado. A diferença entre o vice de 2018 e o título de 2019 na Champions League forem apenas duas contratações (precisavam de um goleiro e um zagueiro e fizeram as contratações mais caras da história para trazer as melhores opções disponíveis nessas posições. Poderiam ter usado esse dinheiro para trazer dois ou três goleiros decentes e dois ou três zagueiros decentes, mas eles queriam jogadores para ser campeão!). O Liverpool foi o time grande da Europa que menos gastou com contração nos últimos anos. Do vice do Inglês de 2019 pro título de 2020, não teve NENHUMA mudança no time titular. Simplesmente eles se mantiveram firmes e competentes, só que os outros times continuaram circulando na roda da incompetência.
5.Mensagem aos torcedores: Como torcedor, eu vejo esses fatos e entendo. Vemos coisas assim no futebol a vida toda em todos os clubes. Mas como empresário e gestor, eu vejo essas coisas e passo mal. Uma entidade séria, com objetivos sérios... demite funcionários por razões sentimentais; não tem competência de traçar um plano de ação, com opções e alternativas; não consegue digerir críticas sem demitir todos os envolvidos para agradar um bando de conselheiros, que também são torcedores sentimentais que não tem capacidade ou competência para opinar em nada disso. Luxemburgo tinha que ficar, porque a diretoria e o presidente tinham que morrer com essa escolha, tinham que entender que usar treinador de escudo para críticas até ele não aguentar mais, só pra arranjar outro, é destruir nosso clube, nosso time, nosso respeito perante ao mundo e o mercado.
Agora Angel Ramirez também nos deu o óbvio NÃO. Disse, que não largaria o projeto atual dele no meio para embarcar na nossa bagunça, talvez na próxima temporada, dependendo de como estiverem as coisas. Nossa diretoria não esperava isso: ALGUÉM SENDO PROFISSIONAL. Um homem que mantém sua palavra e quer terminar o que começou e não se deixar levar pela ambição e emoção para entrar num possível furada? QUE ABSURDO!
6.Projeções para o futuro: Eu tinha medo da Leila como presidente, porque ela parecia "torcedora demais" e parecia não manjar nada de futebol. Mas honestamente, acho que com o poder de barganha dela (sem ela e sua empresa, não temos dinheiro pra nada) ela pode ser justamente o que precisamos: alguém pragmático, de costas largas, que não vai precisar contratar escudos; alguém que vai admitir que não entende suficiente de futebol para tomar decisões sobre o assunto e VAI CONTRATAR DIRETORES E ADMINISTRADORES PROFISSIONAIS. Que não vão agir com ação, emoção, sentimentalismo e nostalgia e perpetuar nossa participação nessa montanha russa de incompetência que é o futebol brasileiro.
NÃO IMPORTA os resultados, o desempenho em campo, nada disso é razão para demitir um técnico no meio da temporada. Existem vários outros fatores influenciando essas coisas além de UMA PESSOA. Quando os jogadores preguiçosos vão pagar o pato? Quando o presidente vai olhar em volta e falar 'melhor eu sair' ou no mínimo 'melhor eu pagar alguém que saiba o que está fazendo'? Esse elenco foi esculachado ano passado inteiro, mas esse ano a culpa é do Luxa. Essa diretoria foi esculachada por vários anos, mas agora a culpa é do Luxa. E o resultado disso? Os técnicos que poderiam dar jeito nisso não querem vir mais. Nós conseguimos solidificar a imagem de MOEDOR DE TÉCNICO.
7.FIM:Eu tenho pena do Luxemburgo, que entrou nessa barca furada porque estava desesperado para provar que ainda tinha o jeito, que ainda podia ser um dos melhores. Um homem que nos deu tanto, um ídolo do clube, disposto a ser usado de escudo para uma diretoria ridícula, sabendo que seria o primeiro a cair, mesmo não tendo nem metade da culpa pelas derrotas.
Argumentem o quanto quiserem de formação, escalação, jogadas ensaiadas, mas parem de se enganar achando que mudando só o técnico, essas coisas vão se acertar.

tldr: A diretoria troca de técnico para mascarar sua incompetência e nós estamos caindo nessa manobra porque eles deram sorte de levantar um ou outro caneco no caminho. Chega de ser complacente com amadorismo e covardia por parte dos gestores, chega de achar que o técnico é culpado de tudo. Chega de #ForaLuxa, cadê o #ForaGalliote??

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2020.10.04 19:07 misakiness [Sério] Síndrome de Fadiga Crónica

Boas. Venho aqui procurar possíveis testemunhos para esta condição.
Em 2013, aos 16 anos, tive Mononucleose Infecciosa. Depois de 2 semanas de cama e da doença passar, queixei-me à médica de família que me sentia sempre exausta fisicamente. Quando me deitava à noite sentia que o corpo não estava a descansar, e acordava na manhã seguinte sabendo que tinha dormido porque mentalmente estava bem, mas fisicamente continuava tanto ou mais cansada que no dia anterior. Ela explicou-me que enquanto o vírus não fosse "totalmente expulso" do corpo, o que podia demorar até 18 meses, era possível que ainda tivesse alguns sintomas de cansaço dada à resposta imunológica do organismo.
Acontece que, passados 7 anos e meio, continuo cansada. Sinto que nunca mais fui a mesma pessoa, e só consigo mesmo aperceber-me disto quando me comparo às outras pessoas da minha idade ou quando penso em como eu era antes da doença. Os meus níveis de energia são bastante baixos, embora haja dias melhores que outros. E tem piorado significativamente ao longo dos anos.
As razões pelas quais me fizeram ignorar um pouco a procura por um diagnóstico foram as seguintes:
  1. Nos dois anos seguintes à doença, simplesmente aceitei que me ia sentir assim porque a médica me tinha dito que era normal
  2. Aos 18 mudei de cidade e entrei na Faculdade, e culpei o meu cansaço nas viagens semanais, novas rotinas, festas, aulas e estudo
  3. Comecei a envolver-me em atividades extracurriculares, que muitas vezes me faziam dormir pouco e consumiam muita energia física e mental
  4. Quando me queixava de cansaço todos à minha volta me diziam "isso passa" ou que eu era só "preguiçosa"
Há cerca de ano e meio comecei a ter uma rotina mais normal e foi aí que me apercebi que realmente o que eu estava a passar não era normal. Sempre gostei de dormir muito ao fim de semana, mas antes da doença eu não tinha qualquer problema em acordar com o despertador e ir fazer a minha vida. Sempre que oiço o despertador e acordo, desligo-o, e o meu corpo simplesmente dá shutdown. É preciso uma grande força mental para me obrigar a levantar, ou um compromisso que eventualmente tenha e que me desperta mais facilmente. Ainda assim, comecei a ser uma pessoa que se deixa dormir e chega atrasada, o que nunca acontecia (nem eu quero que aconteça), e sinto isto a piorar de dia para dia.
O meu horário ideal de sono são blocos de 10 a 12 horas, mas não invalida que ainda assim acorde cansada. Se deixar o meu corpo dormir, sou capaz de dormir dias inteiros. Não é como se eu acordasse e teimosamente dissesse "não, não quero, agora vou ficar na cama até me querer levantar". Mentalmente eu quero fazer coisas, até porque não deixo de ter responsabilidades, mas simplesmente o meu cérebro desliga e é muito difícil acordar. Recentemente tive alguns crashes e passei fins-de-semana inteiros a dormir e só acordava naturalmente porque tinha de me alimentar. Para além disso, mais recentemente tenho tido graves problemas de concentração, e os poucos picos de energia que tenho, quando aparecem, são por volta das 18h até às 20h e das 22h até às 2h da manhã. Não interessa a que horas me deito, quantas horas durmo, a temperatura do quarto, a quantidade de cobertores, se comi antes de dormir ou não, se deixo as janelas abertas: deito-me cansada, acordo cansada.
Recentemente tive um estágio curricular de 6h diárias, o que não é nada. Ainda assim chegava a casa e só queria deitar-me. Não é um cansaço incapacitante, consigo puxar por mim para continuar a fazer coisas, trabalhar, sair com amigos, etc. Mas é bastante incómodo por ser algo constante. O cansaço está sempre lá.
Fiz várias análises ao sangue ao longo destes anos e sempre esteve tudo dentro dos valores normais. Falei nisto à minha médica de família e a resposta que obtive foi "perder peso, beber mais água, fazer exercício físico, estabelecer padrões de sono". Ora vejamos:
  1. Perdi 15kg nos últimos 18 meses e estou dentro do peso saudável
  2. Bebo pelo menos 1,5L de água por dia
  3. Estive no ginásio alguns anos. É verdade que com a faculdade me tornei menos ativa mas também nunca fui completamente sedentária, e desde março que faço exercício diariamente (pessoas fit da quarentena assemble!)
  4. Pá, quanto a horários de sono: já tentei, mas também com a dificuldade que tenho em acordar não serviu de muito
  5. Também já tomei vitaminas e não fizeram ponta
Já me tinha cruzado com a síndrome de fadiga crónica num artigo online, mas só há uns dias é que me dediquei a ler e a pesquisar mais sobre o assunto. Ao analisar as causas deparei-me com a infeção pelo vírus de Epstein-Barr, a Mononucleose Infecciosa, e apercebi-me que uma grande percentagem de pessoas que afirmam ter estes sintomas sofreram da doença anos antes. Deixo inclusive este estudo, feito em 2009. Existem inúmeros artigos sobre a ligação de vários tipos de infeções virais ao aparecimento de sintomas de fadiga constante, e a maioria são sobre o vírus de Epstein-Barr. Inclusive conheço outras pessoas que tiveram Mononucleose e se queixam do mesmo: estão sempre cansados. Também já li várias threads no cfs sobre o assunto. Para quem quiser ler mais sobre a Síndrome, pode ver aqui.
Tenho medo que isto eventualmente continue a piorar e afete mais o meu dia-a-dia e a minha vida profissional. Alguém se consegue relacionar ou tem alguma sugestão do que fazer?
TL;DR: Há 7 anos atrás tive Mononucleose Infecciosa e desde então que me sinto sempre cansada e preciso de dormir 10 a 12 horas por dia. Sou aparentemente saudável. Acho que tenho SFC. Help pls.
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2020.09.17 06:24 Rotarki Eu preciso de uma luz

Eu vou tentar resumir para que não fique muito grande. Eu tenho 22 anos de idade, estou no último ano da faculdade, faço curso na área de tecnologia da informação e estou bastante perdido na minha vida. Eu perdi a vontade de lutar por mim, ao mesmo tempo, eu não quero desistir da minha vida.
Eu formei no ensino fundamental, médio e curso técnico sem tirar uma nota abaixo da média, eu nunca fiquei de recuperação ou reprovei em absolutamente nada, tudo sempre foi muito fácil pra mim, eu simplesmente ia e dava certo, sem me importar com qualquer coisa que pudesse ser um obstáculo. Eu era extremamente cheio de vontade e queria ser alguém 'grandioso', mas o único motivo para isso era a capacidade de construção de uma família feliz, queria ter uma esposa e 2 filhos, e ser para eles um herói, esse era meu sonho de criança. Minha motivação esteve por muito tempo arraigada à ideia de estar ao lado de um amor, e construir uma vida assim... Mas, ao longo da minha vida eu fui me decepcionando muitas vezes, e nunca confiei muito em ninguém, nem em amigos que eu amo, porque penso que estes mesmos podem me deixar um dia. Nunca namorei de verdade, e a garota da qual eu cheguei mais perto disso, que eu mais confiei em toda minha vida e me abri de todas as formas, me abandonou no fim e foi extremamente doloroso, eu me senti substituído e inválido, fraco. A vida perdeu o sentido, e eu me senti um homem impotente comigo mesmo, desprezível até, inferior.
Claro, depois de um tempo eu percebi que o erro era em sua maior parte da garota em questão, e eu também errei em interpretar o quão especial ela era pra mim, eu superei esse relacionamento mas não voltei a ver cor na vida, aquilo era tinha sido o rompimento do último fio que mantinha minha vontade no mundo. O mundo é repleto de pessoas podres, crueldade e decepções de todas as espécies, eu sei que há, entretanto, no meio de todo o caos algumas centelhas de luz, e é justamente o que eu preciso nesse instante, um pequeno milagre, que claro, pequenino aos olhos alheios, pois para mim seria possivelmente o maior que vivi após o meu nascimento. Eu entrei na faculdade já deturpado mentalmente, não era mais obrigado a ficar na sala de aula portanto eu matava muitas aulas, eu não me importava com absolutamente nada, nem com resultados de provas, trabalhos, notas ruins...(Não foi quando houve o rompimento da relação com a garota, eu já entrei na faculdade meio desanimado da vida, o rompimento do relacionamento com a garota foi no começo de 2020, meu último ano da faculdade) Por mais inteligente que eu pudesse ser, não havia como adivinhar o conteúdo da prova sem nem ter feito absolutamente nenhuma aula anterior a mesma, então eu afundava absurdamente em tudo, foi assim durante todos os anos da faculdade, mas eu conseguia ser aprovado ainda assim, porque meu esforço mínimo já gera grandes resultados, costumeiramente.
Chegamos ao problema: Eu não consigo mais me esforçar nem minimamente, eu perdi totalmente o interesse no mundo. Após o problema do último relacionamento, eu fiz um pequeno plano de curto prazo do qual, surpreendentemente, tudo aconteceu, o último estágio do plano era sair do meu emprego e focar em estudar programação, porque é o que está relacionado ao meu curso e onde tenho maiores possibilidades de ganho. Eu me encontro na fase aonde eu posso simplesmente me esforçar e estudar, mas não tenho vontade, eu não consigo ir adiante nisso porque não tenho desejo disso, e não consigo ter motivação e nem o mais importante, disciplina. Pra quê me esforçar? Pelo quê lutar? Eu não amo nada, não consigo amar nada, e não tenho ambição ou cobiça de construir mais nada, eu não sei nem se ainda quero realizar aquele meu grande sonho de ter uma família, eu me decepcionei demais vivendo. Eu sinto que já vivi tudo, já senti como é ter muito dinheiro, como é ter relações sexuais, como é amar e como é ser desprezado, eu nunca me senti verdadeiramente amado por uma garota, mas isso nem mesmo é o foco principal. Eu conseguiria seguir adiante, sabe? Eu sei que se eu sentisse verdadeiramente vontade, eu dobraria o mundo de joelhos pois eu realmente me esforçaria em prol de algo. Acontece que se foi toda a minha vontade de lutar, eu tô cansado. Eu não tiro minha vida porque não quero desistir, eu não quero assumir que eu perdi, eu sei e acredito que enquanto houver vida há esperança, mas... Como pode haver esperança para alguém que não quer mais lutar? Eu não consigo simplesmente abrir um vídeo no youtube de 20 minutos pra estudar, eu tenho desejo de fazer qualquer outra coisa. Antes que pense algo como 'Você só não gosta tanto assim de programação' bem, eu gostaria de gostar de alguma coisa, mas não há nada que eu ame na vida, não há nada que me dê verdadeiramente prazer e que eu queira, eu tenho apenas existido. Pelo menos acho interessante programação.
Eu juntei um dinheiro, consigo me manter por 11 meses sem depender de nenhuma ajuda financeira, eu realmente planejei para que eu pudesse viver esse momento e me dedicar 100% ao estudo de programação, mas eu não consigo me dedicar nem 1%. O tempo tá passando, e eu já tô nessa tem alguns meses, eu tenho vários trabalhos atrasados na faculdade que eu não tenho vontade de resolver, inclusive o meu TCC. Eu sinto que isso tudo é uma bomba relógio até dar um grande problema, mas eu não sinto medo, e as duas razões pra isso são: 1- Eu não me importo 2- Eu sei que se eu me importasse, eu resolveria qualquer coisa.Eu já cogitei que tudo isso pudesse ser uma grande auto-sabotagem, e que eu construí durante 4 anos uma arma pra me destruir, porque no fundo eu me odeio, mas não sei se isso era mesmo a resposta, considerei várias vezes tê-la encontrado, falhei em todas. Esse é o grande abismo da minha vida, infelizmente, cedo demais eu encontrei ele. Eu penso que se eu superar essa necessidade do desejo para lutar, não existirá nunca mais algo que seja um obstáculo pra mim, eu, ironicamente, sou meu maior obstáculo. Como vencer à mim mesmo? Eu não sei se alguém poderá realmente me entender e me dar alguma pista de como sair desse labirinto mental que eu vivo, mas eu preciso tentar pelo menos esse pouco aqui, porque eu sou teimoso demais pra desistir totalmente de mim.
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2020.09.17 06:23 Rotarki Preciso de uma luz.

Eu vou tentar resumir para que não fique muito grande. Eu tenho 22 anos de idade, estou no último ano da faculdade, faço curso na área de tecnologia da informação e estou bastante perdido na minha vida. Eu perdi a vontade de lutar por mim, ao mesmo tempo, eu não quero desistir da minha vida.
Eu formei no ensino fundamental, médio e curso técnico sem tirar uma nota abaixo da média, eu nunca fiquei de recuperação ou reprovei em absolutamente nada, tudo sempre foi muito fácil pra mim, eu simplesmente ia e dava certo, sem me importar com qualquer coisa que pudesse ser um obstáculo. Eu era extremamente cheio de vontade e queria ser alguém 'grandioso', mas o único motivo para isso era a capacidade de construção de uma família feliz, queria ter uma esposa e 2 filhos, e ser para eles um herói, esse era meu sonho de criança. Minha motivação esteve por muito tempo arraigada à ideia de estar ao lado de um amor, e construir uma vida assim... Mas, ao longo da minha vida eu fui me decepcionando muitas vezes, e nunca confiei muito em ninguém, nem em amigos que eu amo, porque penso que estes mesmos podem me deixar um dia. Nunca namorei de verdade, e a garota da qual eu cheguei mais perto disso, que eu mais confiei em toda minha vida e me abri de todas as formas, me abandonou no fim e foi extremamente doloroso, eu me senti substituído e inválido, fraco. A vida perdeu o sentido, e eu me senti um homem impotente comigo mesmo, desprezível até, inferior.
Claro, depois de um tempo eu percebi que o erro era em sua maior parte da garota em questão, e eu também errei em interpretar o quão especial ela era pra mim, eu superei esse relacionamento mas não voltei a ver cor na vida, aquilo era tinha sido o rompimento do último fio que mantinha minha vontade no mundo. O mundo é repleto de pessoas podres, crueldade e decepções de todas as espécies, eu sei que há, entretanto, no meio de todo o caos algumas centelhas de luz, e é justamente o que eu preciso nesse instante, um pequeno milagre, que claro, pequenino aos olhos alheios, pois para mim seria possivelmente o maior que vivi após o meu nascimento. Eu entrei na faculdade já deturpado mentalmente, não era mais obrigado a ficar na sala de aula portanto eu matava muitas aulas, eu não me importava com absolutamente nada, nem com resultados de provas, trabalhos, notas ruins...(Não foi quando houve o rompimento da relação com a garota, eu já entrei na faculdade meio desanimado da vida, o rompimento do relacionamento com a garota foi no começo de 2020, meu último ano da faculdade) Por mais inteligente que eu pudesse ser, não havia como adivinhar o conteúdo da prova sem nem ter feito absolutamente nenhuma aula anterior a mesma, então eu afundava absurdamente em tudo, foi assim durante todos os anos da faculdade, mas eu conseguia ser aprovado ainda assim, porque meu esforço mínimo já gera grandes resultados, costumeiramente.
Chegamos ao problema: Eu não consigo mais me esforçar nem minimamente, eu perdi totalmente o interesse no mundo. Após o problema do último relacionamento, eu fiz um pequeno plano de curto prazo do qual, surpreendentemente, tudo aconteceu, o último estágio do plano era sair do meu emprego e focar em estudar programação, porque é o que está relacionado ao meu curso e onde tenho maiores possibilidades de ganho. Eu me encontro na fase aonde eu posso simplesmente me esforçar e estudar, mas não tenho vontade, eu não consigo ir adiante nisso porque não tenho desejo disso, e não consigo ter motivação e nem o mais importante, disciplina. Pra quê me esforçar? Pelo quê lutar? Eu não amo nada, não consigo amar nada, e não tenho ambição ou cobiça de construir mais nada, eu não sei nem se ainda quero realizar aquele meu grande sonho de ter uma família, eu me decepcionei demais vivendo. Eu sinto que já vivi tudo, já senti como é ter muito dinheiro, como é ter relações sexuais, como é amar e como é ser desprezado, eu nunca me senti verdadeiramente amado por uma garota, mas isso nem mesmo é o foco principal. Eu conseguiria seguir adiante, sabe? Eu sei que se eu sentisse verdadeiramente vontade, eu dobraria o mundo de joelhos pois eu realmente me esforçaria em prol de algo. Acontece que se foi toda a minha vontade de lutar, eu tô cansado. Eu não tiro minha vida porque não quero desistir, eu não quero assumir que eu perdi, eu sei e acredito que enquanto houver vida há esperança, mas... Como pode haver esperança para alguém que não quer mais lutar? Eu não consigo simplesmente abrir um vídeo no youtube de 20 minutos pra estudar, eu tenho desejo de fazer qualquer outra coisa. Antes que pense algo como 'Você só não gosta tanto assim de programação' bem, eu gostaria de gostar de alguma coisa, mas não há nada que eu ame na vida, não há nada que me dê verdadeiramente prazer e que eu queira, eu tenho apenas existido. Pelo menos acho interessante programação.
Eu juntei um dinheiro, consigo me manter por 11 meses sem depender de nenhuma ajuda financeira, eu realmente planejei para que eu pudesse viver esse momento e me dedicar 100% ao estudo de programação, mas eu não consigo me dedicar nem 1%. O tempo tá passando, e eu já tô nessa tem alguns meses, eu tenho vários trabalhos atrasados na faculdade que eu não tenho vontade de resolver, inclusive o meu TCC. Eu sinto que isso tudo é uma bomba relógio até dar um grande problema, mas eu não sinto medo, e as duas razões pra isso são: 1- Eu não me importo 2- Eu sei que se eu me importasse, eu resolveria qualquer coisa. Eu já cogitei que tudo isso pudesse ser uma grande auto-sabotagem, e que eu construí durante 4 anos uma arma pra me destruir, porque no fundo eu me odeio, mas não sei se isso era mesmo a resposta, considerei várias vezes tê-la encontrado, falhei em todas. Esse é o grande abismo da minha vida, infelizmente, cedo demais eu encontrei ele. Eu penso que se eu superar essa necessidade do desejo para lutar, não existirá nunca mais algo que seja um obstáculo pra mim, eu, ironicamente, sou meu maior obstáculo. Como vencer à mim mesmo? Eu não sei se alguém poderá realmente me entender e me dar alguma pista de como sair desse labirinto mental que eu vivo, mas eu preciso tentar pelo menos esse pouco aqui, porque eu sou teimoso demais pra desistir totalmente de mim.
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2020.09.02 07:23 ShadowGhoulATK Às vezes dá vontade de conhecer uma pessoa só pelo prazer e pela luxúria mesmo

Conta throwaway por razões óbvias, eu sou um rapaz de 22 anos que não tem muito sucesso em relacionamentos e tem muitos problemas pra se abrir, "ter atitude" de chegar em uma guria para conversar e conhecer, o resultado dessa aversão ao risco é que eu nunca tive um namoro de fato e ainda sou virgem. Eu sempre fui uma pessoa mais de querer namorar alguém, conhecer, realmente se conectar, mas a verdade é nunca ter tido sexo na minha vida me incomoda muito.
Eu vejo meus amigos sendo tão abertos com isso, conhecendo pessoas, fazendo sexting com elas, tendo suas noites de prazer e me dá vontade de fazer isso também, conhecer uma guria aberta a tal proposta (pois é patético simplesmente sair panfletando pênis sempre que vê um Nick feminino), só pela carne mesmo, eu quero sentir isso (e não, nunca fui a puteiro e nem tenho condição de ir agora sem emprego).
Bem, desculpem-me se esse não é o lugar pra esse tipo de postagem, mas é algo que martelou minha cabeça a noite toda.
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2020.08.12 04:23 YatoToshiro FGO: Hundred Years' War of the Evil Dragons: Orleans AD.1431 (Analise)


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Chegando na era, Ritsuka Fujimaru e Mash Kyrielight notam um anel gigante de luz no céu. Romani Archaman especula que é do tamanho da América do Norte, e pode ser uma das razões para o futuro ter sido incinerado. A dupla logo encontra uma brigada de escoteiros francesa, mas os soldados os consideram suspeitos e atacam. Derrotando os soldados, a dupla segue um soldado em retirada de volta para um forte em ruínas. Lá eles descobrem que o rei Carlos VII foi morto por Jeanne d'Arc, que foi ressuscitada como a Bruxa Dragão. Quando o forte é atacado por monstros, a própria Jeanne d'Arc chega para ajudar a matá-los.
Escapando para uma floresta próxima, Jeanne admite que seus estados são classificados para baixo, e ela não tem suas habilidades de classe como governante. Embora convocada apenas algumas horas atrás, ela entende que outro matou Carlos VII e conquistou Orléans. Romani avisa que se a França for destruída, o progresso da humanidade em direção à liberdade e à igualdade irá estagnar na Idade Média. Jeanne se pergunta como seu outro eu pode convocar e controlar tantos dragões, que requerem a mais alta magecraft para convocar. Juntando-se a Ritsuka e Mash, ela diz a eles para minimizar suas atividades em quaisquer cidades e vilas para evitar a detecção da outra Jeanne. Ela diz que eles deveriam reunir informações amanhã.
No dia seguinte, o grupo segue para La Charite para reunir informações sobre Orléans. Infelizmente, eles chegam para encontrar a cidade já destruída e seus cidadãos mortos. Romani avisa o grupo de um novo grupo de cinco Servos e implora que eles se retirem. No entanto, eles ficam e encontram Jeanne Alter. Ela revela que destruiu a cidade como parte de seu plano para destruir a França. Ela então ordena que Vlad III e Carmilla matem Jeanne. Mash e Jeanne seguram os vampiros, mas eles logo ficam sobrecarregados. Porém, de repente, Maria Antonieta chega para ajudar. Depois de levá-los de volta, Wolfgang Amadeus Mozart aparece e desencadeia Requiem for Death para segurar o inimigo enquanto o grupo escapa. Depois que eles escapam, Jeanne Alter ordena que Santa Marta os persiga. Ela então ordena que os outros continuem destruindo a França enquanto ela retorna ao seu palácio para convocar mais Servos.
Montando acampamento em uma floresta próxima, Jeanne revela que todos os Servos de Jeanne Alter possuem Melhoramento Louco, independentemente do alinhamento ou histórico. Romani atribui isso ao Santo Graal que está sendo usado para dar a eles a habilidade de classe Berserker. Jeanne então explica sua teoria por que Servos sem Mestre como ela foram convocados. Ela teoriza que a causa é o Graal resistindo à reversão da causalidade de ter um dono antes mesmo de a guerra começar. O grupo concorda em encontrar outros Servos que seriam aliados em potencial antes que Jeanne Alter o faça. Mais tarde naquela noite, o grupo é confrontado por Martha. Embora ordenada por Jeanne Alter para apenas observar, ela decide testar suas habilidades. Depois de derrotá-la, ela diz a eles para irem para Lyon. Lá eles encontrarão um matador de dragões que pode matar o dragão pessoal de Jeanne Alter.
Atendendo às palavras de Martha, o grupo vai a uma cidade próxima para obter informações. Como a presença de Jeanne causaria pânico, Marie entra sozinha enquanto os outros esperam do lado de fora com Jeanne. Ela retorna e revela que Lyon foi destruído há um tempo. Os sobreviventes agora se refugiam na cidade vizinha. Lyon já teve um protetor que provavelmente era o matador de dragões de que Martha falava. Mas ele foi dominado pelos servos de Jeanne Alter quando eles vieram para destruir Lyon. Marie também revela que o marechal Gilles de Rais planeja retomar Lyon. O grupo então segue para as ruínas de Lyon para procurar o matador de dragões.
Enquanto procuram por Lyon, o grupo encontra o Fantasma da Ópera, que recebeu o controle da cidade por Jeanne Alter. Após derrotar Phantom, Romani avisa o grupo para evacuar a cidade, detectando um dragão e três Servos vindo em sua direção. Mas eles ficam para continuar sua busca pelo matador de dragões. Romani detecta uma leitura fraca de Servo no castelo da cidade. Ritsuka, Mash e Jeanne vão para lá, enquanto Marie e Mozart ficam para trás.
Ritsuka, Mash e Jeanne chegam ao castelo para encontrar Siegfried preso. Eles o libertam e saem do castelo, mas são confrontados por Jeanne Alter e seu dragão, Fafnir. Jeanne Alter comanda Fafnir para incinerar o grupo, mas Jeanne e Mash mal protegem a todos. Siegfried afasta o dragão maligno, permitindo que o grupo escape. Escapando de Lyon, eles veem Charles-Henri Sanson e Lancelot atacando soldados franceses com seus wyverns. Jeanne vai proteger os soldados enquanto os outros lutam com Sanson e Lancelot. Jeanne é confrontada por Carmilla enquanto rechaça os wyverns, mas Marshall Gilles chega para atacar os wyverns com tiros de canhão. Carmilla ordena a Lancelot que segure o grupo enquanto ela e Sanson recuam. Depois de derrotar Lancelot, o grupo saiu apesar de Marshall Gilles querer confirmar a identidade de Jeanne.
Chegando a um forte abandonado, Marie cura a ferida de Siegfried, mas as maldições sobre ele impedem qualquer cura posterior. Ele se lembra de sua derrota pelos servos de Jeanne Alter. Porém, um deles o escondeu no castelo; Jeanne deduz que foi Martha. Ela afirma que eles precisam de outro servo santo para remover as maldições de Siegfired, pois ela não tem o poder. O grupo então se dividiu para pesquisar; Ritsuka e Mash com Siegfried e Mozart, e Jeanne e Marie juntos. Antes de partir, Mash dá um dispositivo de comunicação para Jeanne.
Ritsuka, Mash, Mozart e Siegfried viajam para Thiers, onde encontram Elizabeth Bathòry e Kiyohime. Após o grupo defender a cidade de um ataque inimigo, Elizabeth e Kiyohime os atacam após serem insultados por Ritsuka. Depois de serem derrotados, Ritsuka explica que estão procurando um santo. Kiyohime responde que encontrou Georgios, que foi para o oeste, na mesma direção que Jeanne e Marie foram. Mash então entra em contato com Jeanne, que acabou de fazer contato com Georgios. Ele concorda em ajudar assim que a cidade sob sua proteção for evacuada. No entanto, a cidade é atacada por Jeanne Alter, mas Georgios se recusa a sair até que a evacuação seja concluída. Marie então convence ele e Jeanne a irem embora enquanto ela protege os civis. Depois que eles saem, ela é confrontada por Sanson e luta com ele. Depois que ele se retira, Marie é confrontada por Jeanne Alter. Ela então implanta o Palácio de Cristal antes de lutar contra Jeanne Alter.
Reagrupando-se com os outros, Jeanne conta a eles sobre o sacrifício de Marie. Ela e Georgios então removem as maldições de Siegfried enquanto Kiyohime e Elizabeth se juntam ao grupo. Saindo de Thiers, eles montaram acampamento em um acampamento próximo para se preparar para o ataque a Orleans. Enquanto isso, em Orleans, revela-se que Sanson perdeu a cabeça quando Marie morreu, e Chevalier d'Eon relata que o grupo está se preparando para atacar. Jeanne Alter ordena que Gilles de Rais convoque mais dragões em preparação para o ataque. De volta ao acampamento, o grupo concorda que um ataque frontal é sua única opção. Siegfried pede que eles protejam a ele e a Ritsuka enquanto ele vai matar Fafnir. Elizabeth e Jeanne decidem derrotar seus respectivos oponentes, e Kiyohime diz que protegerá Ritsuka enquanto Mozart usará sua música para distrair os wyverns.
Enquanto o grupo marcha em direção a Orleans, eles são confrontados por Wyverns e Atalanta. Depois de derrotá-los, Jeanne confronta Jeanne Alter, que anuncia que fará os dragões lutarem cem anos depois da destruição da França. Porém, de repente, o marechal Gilles chega e ordena que seus homens bombardeiem o inimigo com artilharia. Siegfried então vai lutar contra Fafnir enquanto Ritsuka e os outros lutam contra Vlad e d'Eon. Depois de derrotá-los, o grupo é confrontado por um Sanson insano, mas as palavras de Mozart o devolvem ao normal. Depois que Mozart e os outros o derrotam, eles ajudam Elizabeth a derrotar Carmilla. O grupo então ajuda Siegfried a matar Fafnir, cuja morte causa pânico nos wyverns e leva Jeanne Alter a recuar com Gilles.
Enquanto Siegfried, Mozart e Geogios ficam para trás para lidar com os wyverns, os outros correm para o palácio de Orleans. Enquanto isso, no palácio, Jeanne Alter ordena que Gilles a proteja enquanto convoca outro Servo. Chegando ao palácio, o grupo eventualmente encontra Gilles e luta com ele. No entanto, eles são incapazes de derrotá-lo, mas Kiyohime e Elizabeth imploram que os outros sigam em frente enquanto eles o seguram.
Na sala do trono, Ritsuka, Mash e Jeanne enfrentam Jeanne Alter. É revelado que Jeanne Alter não tem nenhuma das memórias de infância de Jeanne. Depois de derrotar seus Shadow Servants, o grupo luta e derrota Jeanne Alter. Quando ela morre, Gilles entra na sala e pega o Graal que emergiu de Jeanne Alter. Jeanne percebe que Jeanne Alter era o Graal, por nunca ter existido no Trono dos Heróis. Gilles confirma isso, revelando que ele criou Jeanne Alter de seu desejo de ressuscitar Jeanne. O grupo então luta e o derrota. Posteriormente, Ritsuka e Mash retornam à Caldéia com o Graal.
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Começo até pensei que a Historia era um "Mundo Alternativo de Fate/Apocrypha", mas confesso que não sei exatamente se era isso. kkkkkk
2º Aventura em Fate/Grand Order e aqui até que estou gostando da Historia. Infelizmente Orleans não teve versão em Anime como no Começo do jogo que foi em Fuyuki, Que é bem triste pois essa parte eu apostaria que daria para fazer uma lutas bem foda e melhor que Apocrypha.

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2020.07.30 02:02 rainhadoguadina Relaçoes casuais

Olá, Conheci um rapaz há 4anos. Ele na altura não queria nada serio porque tinha acabado de sair de uma relação. Queria sexo comigo e dizia que nao tinha tempo para mim a não ser para isso. Entretanto disse-me que estava a começar uma relação. Senti-me a pior pessoa do mundo, porque ele não tinha tempo para estar comigo mas para estar com aquela rapariga já tinha. As coisas com ela não correram bem e ele nunca deixou de me mandar mensagem. Só que eu não queria nada casual, queria algo mais sério, mas nunca tive coragem de lho dizer de forma tão explícita. Ele sabia que me tratava mal, que eu me sentia horrível com as coisas que ele me dizia. Ao mesmo tempo, eu culpava-me por ele não querer nada sério comigo. Sempre me questionei porque ele me tratava mal, porque ele próprio disse-me que não tratava as raparigas daquela forma. Em relação a namorados, nunca me sentia suficientemente capaz de estar numa relação com alguém. Sentia que a pessoa merecia melhor do que eu. Por todas as razões e mais algumas. Oh porque me sentia fisicamente pouco atraente, ou porque não me sentia merecedora de estar com alguém. Nunca tive namorado, sempre tive curtes ocasionais. Mas com este rapaz nunca consegui, porque morria de medo que ele me obrigasse a fazer algo que eu nao quisesse
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2020.07.25 04:25 YatoToshiro Ultradimension Games #5 - Mary Skelter: Nightmares


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Alice: Alice é membro das Blood Maidens. Nascida como uma Blood Maiden, Alice era capaz de matar Marchens com apenas as mãos nuas em tenra idade. Devido a essa habilidade e ao fato de seus olhos mudarem de cor quando ela é exposta ao sangue de Marchen, ela foi rotulada como um monstro e foi temida e abusada por seus colegas. Depois que Jack a protegeu de seus atormentadores, Alice formou um forte apego a ele. Quando Marchens atacou sua vila, Alice e Jack foram capturados e presos na área das ruas da cidade na cadeia.
Bom ela é a Protagonista do jogo então falar dela é spoiler.
Red Riding Hood Red Riding Hood é o primeiro e líder das Blood Maidens.
Ela é uma garota de sangue quente que corre pela prisão para cumprir sua missão, como demonstrado quando ela sai para salvar Alice. Devido ao seu comportamento ardente, porém imprudente, as pessoas ao seu redor às vezes entram em pânico.
Ela gosta de Jack por ter a coragem de enfrentar os habitantes de Jail e gosta de ter alguém para manipular.
Sua libido de sangue a inclina a usar algo sobre a cabeça. Ela se sente desconfortável com a ideia de que seu capuz seja rasgado ou arranhado e, se precisar removê-lo por razões como limpeza, sua frente confiante se deteriorará rapidamente.
Gretel: Uma jovem curiosa, mas o que não lhe interessa, encontra falta de emoção. Ela tem o hábito de falar sem visões morais.
Ela parece ter interesse em Jack, vendo-o como uma pessoa de boa índole. Por não ter bom senso, ela diz coisas que fazem até as Donzelas de Sangue se encolherem, mas ela parece bem com isso, e pode até gostar das reações deles.
Relacionamentos: Hansel: Hansel é seu irmão e o protetor de sua casa na área do dormitório. Embora ela não seja excessivamente expressiva do relacionamento deles, ela se sente genuinamente triste com a morte dele, a ponto de quase entrar no Blood Skelter.
Jack: Jack é um indivíduo incomumente gentil. Isso interessa a Gretel, pois ele relutou em lutar com Hansel com a revelação de seu relacionamento e a inteligência de Hansel. Ele também é um bom sujeito de teste sempre que ela tem uma poção ou experimento.
Alice: Enquanto Gretel vê Alice como uma camarada em "perceber o mundo com lógica" em oposição ao resto do "pensamento baseado em emoções" da Equipe Sangrenta, os dois frequentemente discutem, principalmente quando os valores de Gretel se chocam com o senso comum da sociedade.
Rapunzel: Rapunzel é frequentemente visto com algum tipo de comida, mas Gretel sempre parece seguir sempre que o primeiro tem doces de qualquer tipo. Gretel tem o hábito de encarar Rapunzel para forçá-la a comer doces.
Sleeping Beauty: A Sleeping Beauty é um membro das Blood Maidens, a irmã mais nova de Thumbelina e Snow White e aquele com o comportamento mais embaraçoso. Mais frequentemente, suas ações e comportamentos sem objetivo confundem Jack sem fim. Apesar disso, ela oferece a mão (e a extensão, os seios) a Jack quando ele precisa de ajuda. Ela raramente fala com palavras, freqüentemente balançando ou acenando com a cabeça em resposta ao que os outros dizem. No entanto, quando ela fala, sua voz soa sonolenta.
Snow White: É um membro das Blood Maidens e a irmã do meio de Thumbelina e Sleeping Beauty. Ela é uma pessoa gentil, tratando frequentemente as pessoas ao seu redor com a maior compaixão e cuidado. Ela fala com Jack - que geralmente está preocupado com as outras garotas - de uma maneira gentil e tenta ajudá-lo a realizar suas tarefas. No entanto, devido à sua natureza desajeitada, as coisas nem sempre correm como o planejado.
Por alguma razão, seja por sua falta de autoconfiança ou por causa e efeitos, ela tem medo de se olhar no espelho.
Thumbelina Thumbelina é membro das Blood Maidens e a irmã mais velha de Sleeping Beauty e Snow White. Ela se orgulha de ser a mais velha do grupo, muitas vezes sendo rigorosa com Jack e repreendendo-o. Mesmo nos momentos em que Jack realiza uma tarefa ou faz algo meritório, ela não pode elogiá-lo, o que faz com que ela pareça tímida às vezes.
Thumbelina pode ser melhor descrita como uma "tsundere", ou alguém que tende a se movimentar entre uma frente hostil e uma gentil, principalmente no que diz respeito a expressar qualquer tipo de sentimentos afetuosos.
Sua libido no sangue se manifesta como uma inclinação para se enroscar em um espaço pequeno por várias razões, do mal ao medo. Geralmente o primeiro, como sua personalidade tsundere resulta em ela ser incapaz de expressar seus sentimentos ou até mesmo colocar o pé na boca.
Relacionamentos Sleeping Beauty e Snow White: Como a mais velha das irmãs, Thumbelina se sente obrigada a mostrar seu melhor exemplo para que elas e todos os outros vejam.
Red Riding Hood: Embora a RRH possa ter a antiguidade como uma Blood Maiden do Amanhecer, Thumbelina se orgulha de ser a mais velha cronologicamente. Embora ela não se importe com a RRH por ser a irmã mais velha da Equipe de Sangue ou algo assim, ela não vai segurar a língua de alguém com antiguidade.
Jack: Como o único homem da equipe de sangue e um ativo valioso para evitar Blood Skelter, apesar de sua falta de capacidade de combate, Thumbelina tem alguns sentimentos confusos em relação a ter Jack por perto. A maior parte disso decorre de como Jack sempre parece entrar nas situações mais embaraçosas com as outras Donzelas de Sangue, embora ela fique particularmente irritada quando são suas irmãs que acabam nesse momento.
Rapunzel: Rapunzel é o membro mais jovem das Blood Maidens e é conhecida por suas longas tranças loiras. Ao encontrar Jack, ela assume que ele é a ração de emergência do grupo e passa a roê-lo. Apesar disso, Jack passa a cuidar dela e brincar com ela, fortalecendo ainda mais o vínculo deles.
O lugar favorito de Rapunzel para dormir é no peito da Bela Adormecida, com quem ela costuma ser vista dormindo.
Kaguya: Kaguya é um membro das Blood Maidens e é conhecida por sua atitude preguiçosa. Devido à sua personalidade letárgica, ela constantemente se esconde no quarto. Ela também monta um grande veículo chamado "Bamboo No.1" como um meio de se mover e lutar. Apesar disso, ela mal move seu próprio corpo e não luta até que suas demandas sejam atendidas.
Ela é magra por ser uma pessoa que não faz nada, mas suas roupas escondem uma figura significativamente dotada, para grande desgosto de garotas como Alice e Thumbelina.
Apesar de seu comportamento preguiçoso, ela pode - ou não - ter a capacidade de liberar o "Truant Seven Tools" de sua saia.
Sua imensa preguiça e fixação em tesouros é provavelmente o resultado de sua libido no sangue.
Jack: Jack é o principal protagonista de Mary Skelter: Nightmares. Ele é um Blood Youth, capaz de utilizar seu sangue para reverter os efeitos do sangue de Marchen nas Blood Maidens.
Jack é gentil, mas tímido, quase um capacho quando se trata de interações como as de Kaguya ou Thumbelina. Ele é propenso a crises de autodepreciação devido à sua falta de capacidade de contribuir para os esforços de Dawn. Há momentos em que ele se sente exasperado ou até um pouco irritado, principalmente quando se envolve em discussões entre as Donzelas de Sangue.
A libido de sangue de Jack se manifesta como um desejo de escalar lugares altos, o que no jogo se torna um desejo de subir a cadeia. Comparado com as outras Donzelas, essa Libido de Sangue não afeta abertamente a personalidade de Jack.
O comportamento prestativo e gentil de Jack permanece até como um pesadelo, embora isso seja parcialmente frustrado por sua aparência e seu discurso agora diminuído. Isso parece estar em desacordo com a sua natureza como um pesadelo, onde toda batalha é uma luta para Jack evitar atacar tudo. Enquanto as outras Donzelas de Sangue e personagens podem entender parcialmente seus murmúrios, apenas Otsuu parece ser capaz de entender o contexto completo do que Jack tenta dizer.
Jack parece ter se tornado um pouco confuso desde que se tornou um Pesadelo, ocasionalmente saindo da festa para pegar itens aleatórios, embora isso às vezes resulte em presentes que as Donzelas de Sangue desfrutam.
Relacionamentos: Alice: Após a infância e prisão em comum, Alice passou a ver Jack como mais ou menos o único motivo para continuar vivendo, quanto mais lutar por Dawn. Ela mostra uma tendência a se defender imediatamente quando os outros o atacam por várias ocorrências, exceto quando ela se envolve em uma discussão e Jack passa. Então ela insiste que Jack fique do lado dela da questão. Se Jack for ferido ou sequestrado, Alice será a primeira a ajudá-lo, para o bem e para o mal.
Red Riding Hood: Ela vê Jack como um irmão mais novo com algumas tripas sérias para desafiá-lo na Cadeia, embora ela acredite que ele tem o hábito de se meter em problemas.
Thumbelina: As relações de Thumbelina com Jack são um pouco complicadas, dado o grande número de vezes que ela testemunhou Jack no que pode ser descrito como eventos de "tarado sortudo" e sua propensão a (inadvertidamente) seduzir garotas. Ela admite que Jack tem seus momentos confiáveis.
Kaguya: Kaguya é inicialmente neutra para Jack, na melhor das hipóteses, dada sua falta de inclinação em relação a qualquer tipo de esforço ou interação social. Mais tarde, ele evolui (?) Para Kaguya vendo Jack como uma espécie de criado de plantão.
Gretel: Gretel vê Jack como um garoto extraordinariamente gentil, dada sua relutância em lutar contra Hansel. Ele também é um bom sujeito de teste sempre que ela tem uma hipótese ou poção para experimentar.
Rapunzel: Como a pessoa que alimenta seus doces, Rapunzel vê Jack como uma boa pessoa que lhe dá comida saborosa.
Hameln: Como a pessoa preciosa de sua "senhora" Alice, Hameln vê Jack como alguém que precisa de proteção.
Hameln: Hameln é impetuosa e barulhenta, referindo-se a si mesma como o Rei Demônio, embora seu insulto ocasionalmente atrapalhe suas palavras. Por alguma razão, ela se apega a Alice, chamando-a de "senhora" e cumprindo suas palavras com obediência gaguejante.
Hameln é mais ou menos um "personagem secreto", mas ela é obrigada a obter o True Ending para este jogo. Primeiro, Jack precisa fazer o Mary Gun Reverser, dando um motor hidráulico chique a Haru. Este evento está disponível apenas quando todas as Donzelas de Sangue baseadas no enredo tiverem sido recrutadas. Em seguida, o jogador deve ir a um ponto do evento que aparece na Área 3 das Ruas da Cidade. Isso leva à área da Caverna Subterrânea.
Ao entrar na caverna subterrânea, Hameln fica na entrada, sem vontade de sair do caminho. A festa percebe seus olhos rosados e tenta diplomacia, mas ela permanece calada e ataca. Depois de derrotá-la, Hameln não acredita na sua perda antes de se apresentar. Um breve argumento segue antes que Hameln se acalme rapidamente, depois responde às perguntas da festa dizendo que não há núcleos ou Pesadelos aqui. Gretel leva um momento para mexer com Hameln antes de ser parado por Alice. Hameln então declara que se tornará amiga de todos por uma questão de proteger Alice e se junta à festa.
_________________________________________________________ Curiosidades: Apesar disso ser OBVIO vou falar agora as referencias das personagens. Jack = João e o Pé de Feijão. Alice = Alice no País das Maravilhas Red Riding Hood = Chapeuzinho Vermelho Sleeping Beauty = Bela Dormecida Snow White = Branca de Neve Thumbelina = A Polegarzinha Gretel = Maria. No Brasil = João e Maria. Alemanha = Hansel und Gretel A versão Original de João e Maria.
Kaguya = Princesa Kaguya em Conto do Cortador de Bambu. Uma narrativa popular japonesa do século X,
Hameln = Hamelin (em alemão: Hameln) é uma cidade da Alemanha no estado de Baixa Saxônia (Niedersachsen), capital do distrito de Hamelin-Pyrmont. Hamelin é cortada pelo rio Weser e localiza-se na região de colinas (Weserbergland) muito procurada por turistas andarilhos e ciclistas
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2020.07.17 04:50 clathereum2 Contardo Calligaris, "Cartas a um jovem terapeuta", cap. IV, 2007

"Caro amigo,
Você me perguntou: 'O que faço, se me apaixono por uma paciente?'. E lhe respondi laconicamente: 'Será que é uma questão urgente?'. Você replicou: 'Desde o começo de minha formação, pratico (só de vez em quando, não se preocupe) um devaneio em que curo milagrosamente uma moça emudecida por sua loucura e, lógico, nos amamos para sempre.' Depois disso, decidi levar sua pergunta a sério.
Talvez você se lembre de que, na minha primeira carta, falei um pouco da admiração, do respeito, e, em geral, dos sentimentos que destinamos às pessoas a quem pedimos algum tipo de cura para nossos males.
Comentei que era bom que fosse assim, pois esses afetos facilitam o trabalho de um terapeuta. E acrescentei que isso é especialmente verdadeiro no caso da psicoterapia, com a exceção de que, neste caso, espera-se que o encantamento se resolva, acabe um dia. Sem isso, a psicoterapia condenaria o paciente a uma eterna dependência afetiva.
Repare que, às vezes, sentimentos negativos, como o ódio, permitem e facilitam o trabalho psicoterápico, tanto quanto o amor. Mas é certo que o amor é a forma mais comum dos sentimentos cuja presença assegura o começo de uma psicoterapia. Ou seja, é muito frequente que um/uma paciente se apaixone por seu terapeuta.
A psicanálise deu a essa paixão um nome específico: amor de transferência. O termo sugere que o afeto, por mais que seja genuíno, sincero e, às vezes, brutal, teria sido “transferido”, transplantado. Ele se endereçaria ao terapeuta por procuração, enquanto seu verdadeiro alvo estaria alhures, na vida ou na lembrança do paciente. Você já deve ter ouvido mil vezes: o amor de transferência, grande ou pequeno, é a mola da cura.
Primeiro, ele possibilita que a cura continue apesar dos trancos e dos barrancos. Segundo, ele permite ao paciente viver ou reviver, na relação com o terapeuta, a gama de afetos e paixões que são ou foram também dominantes em sua vida; essa nova vivência, aliás, é a ocasião de modificar os rumos e o desfecho dos padrões afetivos que, geralmente, assolam uma vida, repetindo-se até o enjôo. Terceiro, ele pode, às vezes, ser o argumento de uma chantagem benéfica: o paciente pode largar seu sofrimento por amor ao terapeuta, para lhe oferecer um sucesso, para ganhar seu sorriso, para fazê-lo feliz. Esse terceiro caso apresenta alguns inconvenientes óbvios: o paciente que melhorar por amor a seu terapeuta nunca se afastará dele, pois parar de amar seria para ele largara razão pela qual se curou, ou seja, voltar a sofrer como antes ou mais ainda.
Você deve também ter ouvido mil vezes que um/uma terapeuta não pode e não deve aproveitar-se do amor do paciente ou da paciente. Você pode ter carinho e simpatia por seu/sua paciente, mas transformar a relação terapêutica em relação amorosa e sexual é mais do que desaconselhado.
Por quê?
Nota: para simplificar, no que segue, falarei do terapeuta no masculino e da paciente no feminino. Mas o mesmo vale seja qual for o sexo do terapeuta e seja qual for o sexo do paciente, incluindo os casos em que esse sexo é o mesmo.
Um argumento que é usado tradicionalmente para justificar essa interdição é o seguinte: o afeto que uma paciente pode sentir por seu terapeuta é fruto de uma espécie de quiproquó. O terapeuta não é quem a paciente imagina. A situação leva a paciente a supor que seu terapeuta detenha o segredo ou algum segredo de sua vida e que, graças a esse saber, ele poderá entendê-la, transformá-la e fazê-la feliz. Ou seja, a paciente idealiza o terapeuta, e quem idealiza acaba se apaixonando.
Conclusão: o apaixonamento da paciente é um equívoco. E não é bom construir uma relação amorosa e sexual sobre um equívoco. Se paciente e terapeuta se juntarem, a coisa, mais cedo ou mais tarde, produzirá, no mínimo, uma decepção e, frequentemente, uma catástrofe emocional, pois a decepção virá de um lugar que pode ter sido idealizado além da conta.
Esse argumento, na verdade, vale pouco. Explico por quê: a paixão de transferência é, de fato, igual a qualquer outra paixão. Em outras palavras, os amores da vida são fundados num qüiproquó tanto quanto os amores terapêuticos. Quando nos apaixonamos por alguém, a coisa funciona assim: nós lhe atribuímos qualidades, dons e aptidões que ele ou ela, eventualmente, não têm; em suma, idealizamos nosso objeto de amor. E não é por generosidade; é porque queremos e esperamos ser amados por alguém cujo amor por nós valeria como lisonja. Ou seja, idealizamos nosso objeto de amor para verificar que somos amáveis aos olhos de nossos próprios ideais.
Então, se o amor de transferência não é muito diferente de qualquer amor, será que está liberado? Pois é, não está liberado: há outros argumentos contra, e são de peso; eles não se situam do lado do paciente (cujo amor é bem parecido com um amor verdadeiro), estão do lado do terapeuta.
Por que um terapeuta toparia a proposta amorosa de uma paciente? Por que ele se declararia disponível e proporia um amor quase irrecusável a uma paciente já seduzida pela situação terapêutica? Há três possibilidades.
1) A primeira é perfeitamente explicada no auto-de-fé do ex-presidente Clinton, quando, em suas memórias recentemente publicadas, ele narra e tenta entender seu famoso envolvimento com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinski. Com notável honestidade e capacidade analítica, Clinton não justifica seus atos pelo transporte da paixão, mas declara que ele se deixou seduzir ou (tanto faz) que ele seduziu Lewinski simplesmente 'porque podia'. Ele acrescenta (admiravelmente) que, de todas as razões possíveis, essa é a pior, a mais condenável.
'Transar porque pode' não significa só transar porque é fácil, porque o outro é acessível. Significa transar pelo prazer de poder. É como se a gente gostasse de bater em enfermo porque isso dá a sensação de ser forte.
O consultório do terapeuta tomado por essa fantasia se transforma num templo (ou num quarto de motel), em que as pacientes são chamadas a participar de ritos que celebram a potência do senhor.
Esse abuso dos corpos produz estragos dolorosos, porque ele se vale de uma oferta generosa de amor: “Posto que você me ama, ajoelhe-se”. É uma situação próxima à ‘ do abuso de uma criança, quando os adultos que ela ama e em quem confia se revelam sedentos de demonstrar sua autoridade pelas vias de fato, na cama ou a tapas.
Invariavelmente, o terapeuta deslumbrado pela descoberta de que ele 'pode' agir do mesmo modo com as pacientes com quem ele transa e com aquelas com quem ele não transa. A fantasia de abuso invade todo seu trabalho terapêutico, ou seja, ele não analisa nem aconselha, ele dirige e manda, pois ele goza de e com seu poder.
2) Mas há terapeutas, você me dirá, que se apaixonam mesmo por uma paciente e até casam. Concordo. Aliás, essa é a segunda possibilidade.
O curioso é que, em regra, os analistas que se apaixonam pelas pacientes que os amam são recidivistas. Eles se casam com várias pacientes, uma atrás da outra. Um psicanalista famoso, de tanto casar com pacientes, ganhou o apelido 'Divã, o Terrível'.
Conheço as desculpas: a gente trabalha duro e não tem tempo para sair na noite, onde a gente encontraria uma companheira? Afinal, não é banal que as pessoas encontrem suas metades no ambiente de trabalho? Além disso, o terapeuta se apaixona por alguém que ele conhece (ou imagina conhecer) muito bem; essa não é uma garantia da qualidade de seus sentimentos? Pode ser. Mas resta uma dúvida, que se torna quase certeza à vista da repetição.
Esses psicoterapeutas ou psicanalistas que se juntam com verdadeiras séries de pacientes devem ser tão cativos da situação terapêutica quanto suas pacientes. Explico. A paciente se apaixona porque tudo a leva a idealizar seu terapeuta. O terapeuta deveria saber que é útil que seja assim, mas também deveria saber que, de fato, sua modesta pessoa não é o remédio milagroso e definitivo que curará os males de sua paciente. Ora, é provavelmente disto que ele se esquece. O terapeuta, seduzido pela idealização de sua pessoa, como o corvo da fábula, acredita no que diz o amor de sua paciente, ou seja, acredita ser a panaceia que tornará sua paciente feliz para sempre.
Generoso? Ingênuo? Nada disso, apenas vítima, por exemplo, de uma obstinada esperança de voltar a ser o neném que, por um mítico instante, no passado, teria feito sua mãe absurdamente feliz.
A série continua porque a decepção é garantida. O terapeuta (como homem e companheiro) não é uma panaceia (ninguém é). A paciente com quem ele se casou, uma vez feita essa descoberta trivial, manifestará sua insatisfação e, com isso, fará a infelicidade do nené caprichoso com quem casou. Pronto, acaba o casamento. Entretanto, como disse, a esperança do terapeuta é obstinada; não é fácil desistir do projeto de ser aquela coisa que traz ao outro uma satisfação absoluta. Por que não tentar outra vez?
Os terapeutas recebem regularmente, em seus consultórios, os cacos desses dois tipos de desastres: o das abusadas e o das casadas e abandonadas por não se terem mostrado perfeitamente satisfeitas. São cacos difíceis de serem recolados. A decepção amorosa da paciente é violenta: afinal, ela foi enganada por um objeto de amor ao qual atribuía poderes e saberes quase mágicos.
O pior desserviço desses desastres é que, de fato, eles impedem que as vítimas encontrem a ajuda da qual precisam. Frequentemente, ao tentar uma nova terapia, elas não param de esperar que se engate uma nova relação erótica (pois lhes foi ensinado, por assim dizer, que a cura virá de um amor correspondido com seu terapeuta). Outra eventualidade é que elas nunca mais consigam estabelecer a confiança necessária para que um novo tratamento se torne possível.
3) Existe uma terceira possibilidade para os amores terapêuticos. É possível que se apaixone por sua paciente um terapeuta que não queira apenas gozar de seu poder e que não seja aflito pela síndrome de fazer a 'mamma' feliz. E é possível que uma paciente se apaixone por seu terapeuta sem acreditar que ele seja o remédio a todos os seus males.
Afinal, não é impensável que dois sujeitos, que tenham algumas boas razões de gostarem um do outro, se encontrem num consultório. Todos sabemos que um verdadeiro encontro é muito raro, e é compreensível que um terapeuta não faça prova da abnegação profissional necessária para deixar passar a ocasião. Mas, convenhamos, se esse tipo de encontro é tão raro, é difícil acreditar que possa repetir-se em série... Como diz o provérbio, errar é humano, perseverar é diabólico. Ou seja, pode acontecer uma vez numa vida. A partir de duas, a série é suficiente para provar que o terapeuta está precisando de terapia.
Abç."
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2020.07.06 00:45 dukaymon Ou os dois são loucos ou nenhum é.

Dia 1: Mário pega no carro e foge, saindo do concelho.
Dia 2 a dia 10: após abandonar o carro num parque de estacionamento a 230 km de casa, Mário esconde-se num pinhal e aí fica até acabaram as poucas latas de comida que trazia na mochila.
Dia 11 a dia 33: alimentado-se de frutas e vegetais que vai roubando de campos agrícolas e sem nunca ficar no mesmo sítio mais do que um dia, Mário encontra-se já a 300 km de casa, perto da fronteira.
Dia 33 a dia 77: sem se atrever a aproximar-se da civilização, por medo que o reconheçam (e não só), no meio do mato Mário encontra refúgio num casebre abandonado, envolto em silvas e arbustos, que funcionam como camuflagem, impedindo que mesmo o transeunte mais atento pudesse vislumbrar o edifício aí escondido. Na praia deserta que fica a 500 metros do local, Mário obtém o alimento que precisa e bebe a água da chuva que se acumula num pequeno tanque decrépito atrás do casebre.
Dia 78: Mário tenta pôr fim a tudo.

"Desculpem-me o mal que vos causei", lia-se na carta, "mas quero que saibam que, tal como rio rebenta o dique e inunda os campos em seu redor, se vocês sofrem por minha culpa, é porque não consegui conter em mim tanto sofrimento."
Dobrou a folha ao meio e deixou-a sobre um banco. Uma lágrima tinha esborratado o texto, deixando uma das palavras totalmente ilegível e, de forma parcial, a palavra que lhe antecedia e a palavra seguinte, mas ele nem reparou. Também não interessava, provavelmente ninguém iria descobrir aquela carta.
Levantou-se, saiu do casebre e caminhou nervosamente até à arriba de onde decidira que haveria de ser conduzido pela gravidade até ao abismo álgido e salgado que o tinha vindo a seduzir sempre um pouco mais de cada vez que o contemplara.
Era um dia ventoso e borralhento, mais ventoso ainda à beira mar, no cimo da falésia. Lá em baixo o mar castigava as rochas impassíveis que outrora haviam estado cobertas por um amplo lençol de areia.
Mário olha para baixo e murmura sofridamente:
-Como é possível que isto já tenha sido uma praia, e eu tenha sido tão feliz nela!
E não contém as lágrimas quando à mente lhe vêm as imagens dos longos e soalheiros dias de verão passados naquele lugar com os amigos, na adolescência.
Vinte anos separavam essas memórias do presente, vinte anos que, a bem dizer, pareciam cem ou mesmo vinte anos vividos por uma pessoa diferente, de tão antipodal era o seu estado de alma na altura em que decide suicidar-se, face à alegria, a energia e o fulgor do seu espírito na juventude.
Mário tentava sempre, quando ainda fazia um esforço para não desistir de viver, impedir-se de recordar esses bons momentos do passado, por saber que lhe agravavam a dor do presente. "O mau não parece tão mau a quem nunca conheceu o bom. Tomara que nunca tivesse experimentado a felicidade!", pensava ele.
Mas agora que está prestes a acabar tudo, que mal advinha de deleitar-se uma última vez com o sol e o calor desses Verões longínquos? A dor terminaria em breve.
- Seja esta a minha última refeição de condenado, um festim para as sensações! - disse ele.
A sua mente é então invadida por todas essas boas recordações que tanto procurara reprimir: as gargalhadas de fazer doer a barriga, os planos e objectivos idílicos para o futuro, a descoberta do prazer da sexualidade, as fogueiras acendidas pouco antes do Sol mergulhar no mar, com o intuito de obrigarem a praia a dar palco à sua puberdade até durante a noite.
Mário trauteia uma música da adolescência, de um desses Verões insuportavelmente felizes, e conforta-se com acreditar que dentro dos vãos e grutas daquela defunta praia ainda é possível ouvir o eco da sua melodia.
No alto do precipício o vento fustiga-o, e ele, de olhos fechados, imagina-o como sendo os seus amigos a saltarem para cima dele em jeito de brincadeira.
Esteve assim largos minutos, a colher quanta felicidade podia colher de um campo de alegrias já ceifado há muito. Até que a noção do presente retorna, para converter essa alegria em suplício: a realidade desesperante que põe fim à miragem de um oásis.
A chuva começava a cair tímida e lentamente, mas era perceptível que se estava a tornar ligeiramente mais forte a cada minuto que passava. Mas o vento, pelo contrário, seguia o sentido oposto ao crescendo da chuva.
-Ah, sim, o último banho do meu último dia de praia - diz Mário sarcasticamente, no seu habitual exercício de auto-comiseração, levantando a cabeça para encarar a chuva.
- Basta! - resmungou ele, cheio de repulsa de si mesmo, por não conseguir deixar de tratar com sarcasmo nem mesmo aquele que era o momento mais sério da sua vida.
Dito isto, baixa a cabeça, fita o abismo, vendo o mar que parecia aumentar de fúria, ofendido com a indiferença dos rochedos, e, sem ponderar um segundo, por medo que a coragem lhe viesse a faltar, dá aquele que pretende que seja o último mergulho da sua vida.
Mantém os olhos fechados e sente nos ouvidos o assobio do ar, que sobrepõe-se ao som da ira do oceano. E assim vai descendo, até que, de súbito, vê as memórias da sua vida, que naquele derradeiro momento parecem-lhe mais vívidas do que alguma vez pareceram, darem lugar a memórias estranhas e alheias a tudo o que vivera, e mas mais bizarro ainda: vê-as, não da sua perspectiva, mas da perspectiva de outra pessoa, que ele não fazia ideia de quem era.
Assustado, abre os olhos de repente e vê o mar a uns quantos metros de distância. Depois disso não se lembra de mais nada.

Quando acordou, Mário deparou-se com uma enfermeira que, empunhando uma seringa, tentava encontrar uma veia no seu braço. Ao vê-lo acordar, a enfermeira apressa-se a chamar um médico.
- O que é que aconteceu? - pergunta Mário, desorientado, ao médico que lhe auscultava o peito.
-Não se lembra do que aconteceu? - pergunta o médico. - O senhor atirou-se de uma falésia. Por sorte, ou mesmo por milagre, caiu numa zona em que a água tinha profundidade suficiente para que não tivesse morte imediata nas rochas. O hospital irá contactar a sua mulher e o o seu filho para informá-los que o senhor já se encontra consciente.
-Desculpe!? Mulher e filho? Eu sou solteiro e vivo com os meus pais! Enganou-se no paciente.
O médico, surpreendido, observa a sua ficha clínica e pergunta-lhe:
- Você não se chama Mário Costa Figueiredo?
-Sim - respondeu Mário.
-Então não há nenhum engano!
-Não, desculpe, há de certeza um equívoco... - retorna Mário, irritado e, ao tentar levantar os braços em protesto, repara que um deles estava algemado à cama.
- Ah, sim já me lembro, apanharam-me finalmente! Mas eu não tenho família nenhuma! Nem sou responsável pelo crime que me atribuem!
O médico calou-se, na dúvida entre estar perante um legítimo caso de amnésia ou um criminoso a mentir para tentar passar a ideia de que estava inocente.
Disse: "eu volto já" e afastou-se.
Os dois polícias que estavam de vigia à porta da sala onde Mário estava internado entraram assim que o médico avisou-os que ele tinha acordado e, a alguma distância, fitaram-no com cara de poucos amigos e trocaram entre si palavras que Mário não conseguia ouvir.
Provavelmente insultos, pensou Mário.
E pela razão certa, mas não contra a pessoa certa. Mário era suspeito de matar uma mulher grávida. O crime fora gravado e a cara dele tinha aparecido na televisão, mas não era ele.
Porém, o facto de se ter posto em fuga não fizera nenhum favor à sua reputação de auto-proclamado inocente, embora se ele próprio se tinha visto em vídeo a cometer aquele crime hediondo, seria impossível parecer mais culpado mesmo que tivesse ficado placidamente sentado no sofá à espera que a polícia arrombasse a porta de sua casa para o prender.
Setenta e oito dias em fuga andou Mário, até ser encontrado inconsciente na praia, após a tentativa falhada de suicido.
Mas porque fugiu Mário? E porque se tentou matar? As respostas, que parecem óbvias - não ser injustamente condenado por homicídio e estar cansado de viver como um pária fugitivo - não satisfazem totalmente as perguntas. Se esses foram factores a ter em conta, havia contudo algo de mais profundo, mais inquietante e mais assustador - ele fê-lo porque, no seu íntimo, sentia-se de alguma maneira culpado pelo crime que não cometeu.
Um Mário completamente seguro da sua inocência talvez não fugisse se o acusassem de um crime cometido por outrem. E decerto que jamais aceitaria carregar a culpa alheia por um crime, mesmo que todas as testemunhas jurassem pelos parentes defuntos que o tinham visto a disparar a arma. Nem mesmo que ele se tivesse visto a matar a vítima, como de facto viu. Nem mesmo que a sua vida dependesse disso. Mário estava inocente e sabia-o com toda a certeza, mas sabia também, com equivalente grau de certeza, que era (um pouco) culpado.

Mas os problemas de Mário não começaram com o homicídio.
Um estranho acontecimento ocorrido vinte anos antes, fora o que dera início à inexorável descida de Mário ao abismo.
Mário sempre jurou que pouco tempo antes do acidente que o tinha deixado desfigurado, tivera uma premonição. Um sentimento repugnante, um misto de desespero e medo avassalador, acompanhado por um arrepio na espinha, que sentira ao ver um relâmpago cair no sítio onde meses mais tarde seria atropelado por um carro.
Estropiado e desfigurado, não foi mais capaz de arranjar emprego e muito menos manter uma vida amorosa com uma mulher. Tinha passado os últimos vinte anos da sua vida a viver em casa dos pais, dependente destes, sem quase nunca sair à rua. Um adulto que nunca experimentara ser adulto, alguém que ia envelhecendo mas cuja vida parara para sempre na adolescência.
Sem coragem para matar-se, a única coisa que desejava, dia a pós dia, era a morte.


As provas não deixavam margem para dúvida: as impressões digitais recolhidas no local do crime eram dele, bem como ADN. Se ele não era culpado deste crime, as prisões estavam cheias de inocentes.
E no entanto não era culpado, asseverava ele com toda a convicção e honestidade possíveis de se encontrar num inocente injustamente acusado.
Mário foi condenado à pena máxima. A "sua" mulher esteve presente no julgamento, chorosa, desolada, horrorizada. E na cara de Mário era patente a incredulidade de um viajante do tempo que encontra no futuro um mundo tecnologicamente impossível de conceber na sua era. Estarei louco?, pensou ele. E foi nisso que preferiu acreditar, confrontado com a sua "nova" realidade. Mas não cometi aquele crime, posso estar louco mas não sou assassino!
A mulher visitou-o relutantemente apenas uma vez na prisão. Quando, durante essa visita, ele lhe disse que nunca a tinha visto na vida e que não tinha filho algum, nem com ela nem com ninguém, ela sentiu alívio por ter sido ele a pôr fim a tudo. Se fosse eu a rejeitá-lo, ele ainda me mandava matar!, pensou ela à saída da prisão.Mário depressa se aclimatou à vida de recluso, que ele não considerava pior que a vida miserável que tinha levado durante os últimos vinte anos, enclausurado em casa dos pais. Ao fim do primeiro ano, Mário decide escrever um livro, uma espécie de biografia "barra" apologia da sua inocência.
Falou da premonição, do acidente meses mais tarde, da visão que teve quando se tentou matar; tentou demonstrar o seu álibi para a momento do crime e falou das suas famílias: a verdadeira, os pais, dos quais nunca mais teve notícia e nunca mais não foi capaz de encontrar, como se nunca tivessem existido (a casa onde viviam também não existia), e da nova família e nova vida que o universo lhe atribui depois de se ter atirado da falésia.

O manuscrito chamou a atenção do psiquiatra que acompanhava Mário. O psiquiatra tinha diagnosticado Mário com amnésia retrógrada e classificara as memórias anteriores ao acidente de confabulações.
O psiquiatra tinha um amigo, Alexandre, um sujeito lunático mas interessante, que tinha interesse no ocultismo, em particular na parapsicologia. O psiquiatra, Carlos de seu nome, que gostava de ficar a ouvir o seu amigo e antigo colega de faculdade a debitar disparates fantasiosos mas originais quando se encontravam aos domingos à tarde, na casa deste último, sempre com um leve sorriso de troça na cara, sem, contudo, ser desrespeitoso e sem que Alexandre levasse a mal, decidiu mostrar-lhe uma cópia do manuscrito, com a autorização de Mário.
Numa terça-feira de manhã, no caminho para o trabalho, Carlos parou na casa do seu amigo e entregou-lhe o manuscrito, na expectativa de ouvir Alexandre discorrer sobre o assunto no domingo seguinte.
- Olha o que um recluso lá da prisão escreveu. Diverte-te.
E saiu um pouco apressado, pois já ia atrasado.
Domingo chegou, e, para quebrar o hábito, era Alexandre que batia à porta de Carlos logo após o almoço e não o inverso, como sempre sucedera. Estava nervoso e efusivo, como um adolescente prestes a perder a virgindade.
- Tenho de falar com esse tipo. A que horas podem os prisioneiros receber visitas? - perguntou Alexandre.
Carlos tentou demovê-lo, pois não lhe agradava a ideia que um doente mental como Mário, e ainda por cima um paciente seu, fosse influenciado por um excêntrico como Alexandre, por mais bem-intencionado que fosse. Discutiram e foram-se zangando gradualmente mais com o decorrer da discussão. No fim, para não arruinar aquela amizade que ambos prezavam, Carlos concedeu que Alexandre visitasse Mário, até porque não havia maneira legal de o impedir.

O dia em que Mário e Alexandre se conheceram chegou, e, assim que Mário o viu, pensou tratar-se de algum daqueles "novos" parentes ou amigos da sua realidade pós tentativa de suicídio.
- Ah, sim, você é o tal amigo do psiquiatra - disse Mário, aliviado por não ser nada daquilo que esperara.
Alexandre disse que lera o livro e Mário interrompeu-o:
-Deve pensar que eu sou maluco ou mentiroso, não é? - acrescentou ele.
Houve uma pausa e Alexandre, num tom sério, respondeu:
- Não, não acho...
Os olhos de Mário acenderam-se e, após alguns uns segundos, perguntou:
Quer dizer que você... acredita?
Uma pausa, mais longa que a anterior, separou a pergunta de Mário da resposta de Alexandre. Alexandre aproximou a cara do vidro e, como que reconfortando um amigo em sofrimento, diz com voz baixa mas firme:
- Acredito.
Mário pergunta imediatamente, incrédulo e extático:
-Acredita que eu sou inocente ou no resto? Ou em tudo?
Alexandre diz:
-Acredito que teve de facto aquilo a que chama de "premonição". Acredito que viu o que viu quando se atirou para o mar e, embora não descarte a hipótese de amnésia, creio que é possível que esteja a ser sincero quando diz que a sua família não é de facto a sua família. Quanto ao crime, devo ser a única pessoa no mundo que não está convicto da sua culpabilidade.
Mário não sabia o que achar. A realidade para ele não fazia sentido. Se ele próprio vira-se a cometer o crime e sentia-se um pouco culpado por isso, embora soubesse que não o cometera, e se havia provas irrefutáveis que apontavam para si, como é que era possível que alguém duvidasse disso, ainda para mais um total desconhecido como Alexandre? Uma realidade em que Mário era casado e tinha um filho, era uma realidade em que também podia existir alguém como Alexandre. Mas provavelmente estava louco, como preferia acreditar.
Quase a chorar, Mário pergunta:
-O que o leva acreditar em mim?
Alexandre diz:
-Conhece o conceito de doppelganger?
- Sósias? Sim - respondeu Mário.
-Certo - retorquiu Alexandre-, mas não me refiro somente a pessoas apenas com similaridades físicas com outras pessoas sem parentesco. Falo de uma relação entre dois ou mais indivíduos que vai além do que é meramente o aspecto físico, a uma relação de transcendência psicológica, uma ligação talvez metafísica entre mentes.
-Desculpe, mas não acredito nessas coisas - retrucou Mário. - E não vejo o que tem isso a ver com o meu caso. Está a querer dizer que foi um sósia meu que cometeu o crime?
-Não acredita, mas no entanto jura que a sua família foi trocada, que não cometeu o crime apesar das evidências e que viu a vida de outra pessoa à frente quando tentou matar-se. Se não acredita, então só podemos concluir que é louco, certo? E para além disso, é você que afirma ter tido uma "premonição". Ora, não acredita em si próprio? Loucura por certo...

Mário, sentiu-se tocado. Nunca revelara a ninguém que achava que talvez estivesse louco. Mas que outra explicação haveria?
-Não me diga que o meu sósia também tem o meu ADN e as minhas impressões digitais? - disse Mário, um pouco desdenhoso. - E quando eu falei de premonição, se você leu mesmo livro, decerto se lembrará que não invoquei explicações paranormais. Eu senti que algo de mau ia acontecer, e aconteceu. Foi apenas isso, um sentimento. Se eu "adivinhei" o futuro ou se foi um sinal "dos Céus" abstenho-me de especular.
Pense nisto - disse Alexandre-, tal como duas pessoas diferentes, sem qualquer contacto entre si, podem acertar nos números da lotaria, também é possível, mas extremamente improvável, que duas pessoas tenham o mesmo ADN. A probabilidade é tão baixa que no mundo você não encontrará ninguém geneticamente igual a si, mas se a população mundial fosse suficientemente numerosa, seria possível encontrar; e quanto mais numerosa fosse, mais probabilidade haveria. Seriam seus "gémeos" idênticos, apesar de não serem filhos dos mesmos pais... - Mário ia dizer algo, mas Alexandre aumentou e apressou a voz de modo a impedido de exprimir-se. - Quanto à premonição, se você pressentiu algo de mau que iria acontecer meses depois, então é óbvio que temos de recorrer a explicações não usuais para isso, pois prever o futuro não é considerado possível pela ortodoxia científica. Dou-lhe o seguinte exemplo como forma de fazê-lo perceber melhor onde quero chegar:
"Há várias décadas, na Austrália, um homem, incapaz de adormecer, decide ir à varanda para apanhar ar. No momento em que vê a lua cheia sente uma repulsa macabra inexplicável, como nunca tinha sentido, um mal-estar físico como se tivesse ingerido algum veneno. Era perto da meia-noite. No dia seguinte, a polícia bate à sua porta e informa-o que a sua filha fora assassinada. O médico legista determinou que ela tinha sido morta por volta da meia-noite.
"Não havia maneira do pai saber que a filha estava a ser assassinada a dezenas de km de distância, no entanto esse acontecimento foi sentido por ele de algum modo, a não ser que acreditemos que se tratou de uma coincidência.
"Isto costuma acontecer também com gémeos idênticos, em que um deles é sensível ao que se passa com o outro."
-Continuo sem perceber o que tem isso a ver comigo - disse Mário.
-Da mesma forma que a mente consegue sentir a dor ou alegria de alguém que nos é biologicamente próximo, ou mesmo idêntico, você, como confessou no seu livro, talvez sente-se um pouco culpado pelo crime porque aquele poderia ser o seu irmão gémeo ou algum "clone" sem relação a si, como referi há pouco. Esta - um irmão gémeo - seria a explicação mais simples, e portanto mais plausível, para o sucedido. Mas como acreditar nisto se você próprio confessou o crime na sua carta de despedida? E se eu acreditasse nisto não estaria aqui.
Mário ficou atónito:
-Desculpe?
Alexandre, que não estava surpreendido com a surpresa de Mário, não que achasse que ele estava amnésico ou a fingir, diz:
-Sim, após acordar no hospital você revelou o seu esconderijo à polícia e lá encontraram a sua carta, na qual desculpava-se pelo sofrimento causado à sua mulher e filho e confessava o homicídio da sua amante grávida. .
-Não, lamento, isso não aconteceu. Eu escrevi uma carta, sim. Mas como tem você conhecimento disso? - pergunta Mário. Que um estranho tivesse conhecimento de uma carta que nem a polícia que investigou o crime e perseguiu Mário durante quase três meses conhecia, seria motivo de estupefacção e medo para qualquer pessoa, mas em Mário, que já passara e continuava a passar por coisas mais bizarras, isso não causou tanto espanto como deveria. Mário acrescenta:
-Mas não escrevi isso que diz. E para além disso, a polícia, que eu saiba, nunca encontrou a carta porque eu, com vergonha, nunca mencionei o esconderijo. Não queria que a minha carta de despedida fosse descoberta tendo eu sobrevivido, seria vergonhoso demais. Mas em nenhum parágrafo da carta admiti o crime, pois não o cometi. Apenas pedia desculpa aos meus pais pelo sofrimento que lhes causei, motivado pelo sofrimento que eu sentia.
-Lembre-se, eu acredito que esteja a ser sincero quando diz o que diz. E que essa sinceridade não advém das confabulações em que um amnésico acredita, mas correspondem aos factos.
"Eis o que eu acho: você não matou aquela mulher. Mas você também matou-a. E as suas duas famílias são ambas suas mas não ao mesmo tempo. E as memórias que viu na mente são suas e e não são suas, pois foram e não foram vividas por si.
"Aquela sua premonição, tida no momento de uma descarga de energia - o relâmpago - foi a recolecção, por parte da sua mente, da informação de um evento que tinha acontecido no futuro, mas um futuro doutro universo, futuro esse que, em relação à linha temporal do nosso universo, seria um acontecimento do passado. Doutro modo, você não poderia ter tido a premonição, pois a causa (o acidente) teve de anteceder o efeito (a premonição do acidente) para que aquele pudesse ser previsto. Como, de acordo com as leis da física, as causas nunca antecedem os efeitos, o acidente teve de ocorrer primeiro noutro universo para que o conhecimento dele neste universo pudesse anteceder o seu acontecimento neste universo. É esta, a meu ver, a explicação para o fenómeno vulgarmente denominado «premonição»: a falsa «previsão» do futuro que não é mais que a lembrança, neste universo, de um evento já ocorrido noutro universo e que irá também ocorrer neste. E falo da verdadeira premonição, não da ilusão de premonição que advém das naturais falhas e vieses cognitivos da mente humana."
-Agora você já está a abusar- disse Mário. - Ou você é mais louco do que eu ou está a fazer pouco de mim.
Alexandre esboçou um sorriso, mas logo ficou sério:
- Não, repare, o que eu lhe estou a tentar dizer é que acredito que cada um de nós tem pelo menos um outro "eu", e talvez uma infinidade de "eus", que existem simultaneamente connosco, mas não aqui. O que acontece, na minha opinião, é que, por razões que ainda não vislumbro, às vezes esse(s) diferente(s) universo(s), ou partes dele(s), como você, ou eu, ou uma cadeira, ou uma árvore, ou um simples átomo, cruza(m)-se com o nosso, da mesma maneira que duas linhas de pesca se emaranham ao cruzarem-se, ou como dois fios de electricidade, que correm paralelos de um poste ao outro, tocam-se quando há vento. E ao fazerem-no podem trocar matéria, energia e informação. As memórias que você viu, e que se calhar irá ver com mais frequência, ou nunca mais, são as memórias do seu outro "eu" de um universo paralelo, com o qual você trocou informação. A "nova" vida que todos dizem ser sua após a queda no mar, talvez não seja mais que a "sua" vida de um universo paralelo. Talvez você não seja deste universo, ou talvez sejamos nós, e quando digo nós refiro-me à totalidade do que existe neste universo, que estejamos a mais; se calhar este universo, ao emaranhar-se com outro, foi esvaziado do seu conteúdo original, excepto você, e preenchido com o conteúdo desse outro universo. E agora você, neste seu universo, paga pelo crime que o seu outro eu cometeu naquele nosso universo. E o seu outro eu deve andar por lá livre como um passarinho. Que bela forma de escapar à justiça, não acha?
"E às vezes, creio que acontece o seguinte: quando dois universos se «cruzam» apenas um deles recebe matéria ou energia do outro. É esta, a meu ver, a origem de alguns doppelgangers. Que podem ser de pessoas, animais, plantas ou coisas inanimadas.
"É natural que se sinta culpado do crime, foi você que o cometeu. Se um pai é capaz de sentir uma filha a ser assassinada e um gémeo a dor de outro gémeo, como não havia você de sentir o que você próprio fez?"
Mário abanou a cabeça como quem está farto de ouvir baboseiras e levantou-se da cadeira.
-A visita acabou - disse ele ao guarda. E foi reconduzido à sua cela.
Devo estar louco, de facto. E se calhar até cometi o crime e não me lembro. Se calhar estão todos certos. Mas aquele tipo também não devia andar à solta, pensou Mário. E talvez estivesse certo também.
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2020.07.04 01:46 throwawaypt123123 “Aquele rapaz que toda a gente conhece”

Esse, era eu quando era novo. O popular. O “fixe”. O que tinha boas notas, mas não se juntava com os “nerds”. O que só fazia porcaria nas aulas. O que jogava bem à bola. O que se chegava à frente.
Era o centro de toda a atenção sem a procurar. Era assim e pronto. Olhando para trás, vejo que os meus colegas ou me admiravam, ou me invejavam. De qualquer maneira, não passava indiferente a ninguém.
O meu gosto natural pela aprendizagem levou-me sempre a ter excelentes classificações durante esses anos, embora me juntasse com os “piorzinhos”. No entanto, algo viria a mudar. O meu interesse desvaneceu. De repente questionava-me o porquê de estar a aprender aquilo, e deixei de apreciar o processo independentemente do conteúdo. Cresci e comecei a questionar-me das coisas? Talvez os professores tivessem piorado? Os colegas mudaram? A matéria lecionada deixou de ser relevante? Talvez um pouco de tudo.
E aí está o grande e popular OP, com por volta de 18 anos, a chumbar no 12ºano e longe de ser o centro das atenções (pelo contrário), irreconhecível. Que se passou? Para além do facto das minhas notas terem baixado drasticamente, a minha personalidade também se alterou. Coisas da adolescência? O grupo social que me seguiu durante grande parte até aos 16 separou-se. De repente, uma nova turma, que apesar de com certeza ter ouvido alguns dos meus “feitos”, não me conhecia, não sabia o “boss” que eu era. Um pequeno, mas gigante, passo fora da minha zona de conforto. E porque não continuar a ser eu, nesta nova etapa? Poderia continuar a ser “aquele”. Mas não. Encolhi. Medo. Da rejeição? Da reação das outras pessoas? Desta última, sem dúvida. Aquela idade em que se começa a ter a dita “noção”. E passei a gostar de estar nas “sidelines”. O discreto. Não era forte o suficiente para dar passos fora da minha “cena”.
Hoje, compreendo como sair da nossa zona de conforto é das coisas mais importantes da vida. Mas retomemos. Mal eu sabia como a minha vida ainda estaria para piorar.
Chumbado. Imagino como alguns colegas de infância se questionaram (ou regozijaram) perante tal coisa. Para além do desapontamento geral da minha família, a perda da continuidade natural do processo de passagem para a universidade fez-me perder grande parte do contacto com os meus amigos. E aí, pela primeira vez, tive um relance do que é estar sozinho. Eles lá, a viver tudo aquilo que é o afamado ano de “caloiro”, e eu cá, preso por uma disciplina da treta. Um ano horrível.
O meu pai. Um pai “à maneira antiga” talvez? Nunca fomos amigos. Trabalho, desenrascanço, responsabilidade. Aquilo que ele me ensinou. Do nada, cancro. 1 mês de tratamento. E pronto. Mas porquê? Uma pressão enorme. Enorme demais para eu aguentar na altura. Pressão de não saber como reagir, como sentir, como lidar. Não tenho apoio. Estou sozinho. As minhas irmãs têm a vida delas. Não as culpo, nem nunca as vou culpar. Tal como com o meu pai, nunca fomos próximos. A diferença de idades obviamente não ajuda, mas a de personalidades também. Não sei como apoiar a minha mãe. E, de repente, num ano, estou para trás nos estudos, longe dos amigos, sem pai e sem saber o que fazer. Seguir em frente. Passei à disciplina e entrei num curso que na altura pensei que me pudesse devolver o gozo da aprendizagem. Depressa percebi que não.
3 anos. 3 anos em que mal lá pus os pés, 3 anos a gastar rios de dinheiro à minha mãe. Para quê? Para me divertir, para gozar, para viver e tentar recuperar daquele ano sofrível. Que nojo. Arrependo-me de não ter estudado e completado o curso? Uma pergunta difícil de responder. Estaria num emprego certamente com melhores perspetivas de carreira. Mas como estaria como pessoa? Nunca vou saber. Podia estar pior. Quanto a isso, acredito que não me posso dar ao luxo de me arrepender. As variáveis são muitas para calcular se estaria melhor ou pior. O nojo, vem sim de me ter aproveitado da minha mãe para tal feito. Prometi a mim mesmo que não viveria nem mais um cêntimo da boa vontade da minha mãe.
E assim começou o meu novo trajeto. Trabalho. Total independência passou a ser o meu objetivo mais importante. Consegui-o, com certamente erros pelo caminho. No entanto, falta qualquer coisa. Muita coisa.
Socializar é uma coisa difícil para mim nos dias de hoje. Engraçado como as coisas mudam. Dou-me bem com toda a gente, e as pessoas gostam de mim (digo eu). Gosto principalmente dos mais velhos. É fácil dar-se bem com pessoas mais velhas. Sinto que não julgam tão facilmente. As conversas fluem mais naturalmente. Difícil dar-me com as pessoas da minha idade. Não me consigo identificar com muitas coisas. Talvez pelo facto de pensar em como elas não passaram por aquilo que eu já passei. Os poucos amigos que tenho são os mesmos, mas estão longe. É importante mantê-los, mas gostava de fazer novos. Mas não me consigo abrir, tornar-me vulnerável. Tenho muitos colegas, mas não consigo fazer amizades.
Redes sociais? Nunca percebi a lógica. É com certeza um dos motivos pelo qual não me identifico com as pessoas da minha idade. Mas porquê? Sempre vi redes sociais como forma de “autopromoção”. Uma ferramenta para aumentar o nosso próprio ego. Que outro motivo existirá para a dependência das pessoas nesta coisa? A necessidade de nos sentirmos aceites pela sociedade. Sermos “famosos”, de certa forma. O problema, está no facto de ser tudo uma farsa. Essa vontade leva a que as pessoas se apresentem online não como realmente são, mas como querem que os outros as vejam. “Likes”. Imagino como se sentem bem por terem essa aceitação, essa forma de bajulação. Mas esse ego, esse aumento de autoestima, é falso. Faz mal às pessoas. Essas coisas têm de se ganhar pelas nossas ações na vida real. Acredito mesmo nisto. Um cancro da sociedade atual. Querem falar uns com os outros? Existem telemóveis porra. Não me lixem.
Nunca tive uma namorada “a sério”. Tinha o quê, uns 13 anos? Se bem me lembro, chegámos a dar um beijo. Não o considero a sério pela idade que tinha. Deixei a vida passar-me à frente nesta questão, sem dúvida. Beijei outra na universidade. E nada mais. Hoje, percebo o porquê. Pela mesma razão de me ser difícil socializar. Esta armadura que criei à minha volta. Durante estes anos, nunca me apercebi. Do medo. De me tornar vulnerável perante o que me aconteceu. De partilhar sentimentos.
Não estava obviamente preparado para perder o meu pai naquela altura (nunca ninguém está), mas principalmente por causa da minha idade e das outras circunstâncias que me rodeavam. Não sabia. A realidade atingiu-me muito recentemente, anos após o ocorrido. Não tinha maturidade emocional para lidar com a situação. Olho para trás e agora, apenas agora, percebo o meu pai. Também ele tinha esta armadura, um medo de se tornar vulnerável. As razões, não as conheço. Certamente algo o afetou quando era mais novo, tal como me afetou a mim. E sinto uma frustração enorme. Frustração porque nunca conheci verdadeiramente o meu pai por causa disto. Nem consigo imaginar a frustração dele, naquela cama à espera de morrer, após ter passado uma vida desta forma. A última coisa que ele me disse foi para ter cuidado, quando fosse tratar de uma tarefa que usualmente era dele. O tom dele, no entanto, mostrou que aquelas palavras significavam muito mais. Ficaram coisas por dizer, com certeza. Mas a armadura impediu-o. Não só naquele momento, mas em inúmeros anteriores. Está tudo bem pai. Eu vou partir a minha. Não irei deixar o medo conduzir a minha vida. Não posso. Um dia, não vou deixar que os meus filhos não me vejam tal como eu sou. Não te culpo.
Culpa. Como posso culpar alguém? Acredito que temos de tomar responsabilidade por tudo aquilo que nos acontece. Claro, há imprevistos, há coisas que estão fora do nosso controlo. Mas no final de contas, temos escolhas e maneiras de enfrentar as coisas. Isso já é do nosso lado. A vida é só de quem a vive.
Escrevo isto tudo porque conheci alguém. Não só alguém, mas uma rapariga que eu achei que fosse especial para mim. Sinto que a conheço apesar de mal a conhecer. Os sinais de interesse da parte dela estavam lá. E eu, o que fiz? Nada. Absolutamente nada. Pensei demasiado. Se não estaria a imaginar coisas, em como seria possível que uma rapariga tão gira e gentil pudesse estar interessada em mim. E agora passou a oportunidade. Não sei se poderei sequer voltar a vê-la frequentemente. E tive esta súbita realização da minha vida. Este medo enorme de sair da minha zona de conforto fez com que eu perdesse a oportunidade. Quem sabe o que poderia ser? Até podia não dar em nada. Mas agora não sei, e isso é infinitamente pior do que qualquer que fosse o desfecho.
Será que posso culpar o meu passado por isto? O meu pai por ser assim? A minha mãe ou as minhas irmãs? Não. A culpa é minha. Mas esta conclusão não é assim tão negativa. Sinto-me acordado. O mundo ficou um pouco mais claro. E agora cabe-me a mim, abrir-me para ele.
OP, 27 anos.
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2020.05.04 00:40 altovaliriano Jon Snow (Parte 4)

O primeiro capítulo de Jon é o quarto de A Dança dos Dragões e ele se inicia com Jon tendo sonhos de lobo. Dentro de Fantasma Jon adquire uma sensibilidade para saber quantos irmãos estão vivos.
Esta é uma habilidade que pode ser muito útil caso Jon venha a habitar Fantasma após ter sido morto em seu último capítulo, mas isso é assunto para o sexto livro, Os Ventos do Inverno.
No quinto livro, o que importa notar é que os capítulos de Jon começam com ele dentro de Fantasma, e terminam com ele pronunciando o nome do lobo gigante. Parece que Martin se utiliza da tendência dos leitores a desejarem histórias com fechamento de ciclo para deixar implícito o futuro de Jon.
Depois do sonho, porém, vemos um personagem diferente daquele que deixamos em A Tormenta de Espadas. Jon está mais orgulhoso, não aceita provocações de Sor Godry Farring ou de Stannis Baratheon. Os diálogos internos marcam mais presença do que suas palavras para descobrirmos seu estado espírito. Muito diferente daquele garoto que Janos Slynt e Alliser Thorne conseguiram arrancar uma confissão pesarosa de que quebrara seus votos com Ygritte.
Em verdade, a forma como Jon se impõe sobre Stannis durante todo o livro é admirável. Talvez por isso Martin tenha escolhido que víssemos Lorde Snow tratando com o rei antes do que viria a seguir com Goiva, Samwell e Janos. A mesma irredutibilidade ocorre com Melisandre, mas ela também é outra pessoa de quem o leitor foi treinado a desconfiar, por isso o novo Lorde Comandante parece prudente em não toma-la como conselheira.
Olhando em retrospectiva, porém, fica claro que Jon Snow tinha medo do que me Melisandre pudesse fazer. Afinal, suas primeiras atitudes como Lorde Comandante são todas voltadas a impedi-la de ferir os dois Aemons (o Targaryen e o filho de Mance).
Isso nos leva aos primeiros sinais de que há algo errado com Jon Snow. A princípio parece que o cargo está lhe subindo à cabeça, mas por fim acabamos por entender que, baseado no conselho que meistre Aemon deu a Aegon V (e ao próprio Jon), o recém-empossado Lorde Comandante acredita que seus sentimentos devem passar pelo filtro da maturidade e que o jeito maduro de resolver as coisas é agir em desacordo com sua idade.
Curiosamente, as lições da história deveriam alertar Jon de que Aegon V morreu tragicamente, governando em isolamento, cercado de inimigos. Talvez assim teria hesitado em ouvir Aemon neste quesito.
Pois bem. Após Jon Snow ter se mostrado competente no jogo de palavras com Stannis e Melisandre ele tenta tomar as rédeas do assunto do filho de Mance. Sabendo-se incapaz de exercer pressão real sobre a corte de Baratheon, Jon inteligentemente força o elo mais fraco da corrente: Goiva.
Em uma cena de monstruosa tirania, digna de Randyll Tarly, Jon usa a falta de força de vontade de Goiva contra ela. Usa sua submissão para força-la a abandonar o filho. Chega ao ponto de obriga-la a por uma mão sobre um chama para mostrar como a criança de Mance morreria. E completa com uma ameaça, para incentivá-la a não lhe desobedecer:
Uma coisa eu lhe prometo: no dia em que queimarem o filho de Dalla, o seu morre também.
(ADWD, Jon II)
É claro que o leitor conhece as intenções de Jon e, naturalmente, duvida que ele levaria a cabo este tipo de empreitada. Mas Goiva não sabia, como Jon está ciente. A forma exagerada como executa a manipulação lembra a ameaça que Jaime faz a Edmure, que nunca saberia que Jaime dificilmente cumpriria a promessa de atirar a criança em uma catapulta (isso porque, com a ameaça, Jaime estava tentando manter a promessa, feita à Catelyn, de que não levantaria armas contra os Tully).
Algo de semelhante acontece na conversa com Samwell. Quando dá a ordem de partir para Vilavelha, Jon esperava que o jovem intendente cooperasse alegremente. Mas Tarly fica nervoso, amedronta-se e fica na defensiva sobre suas capacidades. Jon, então, toma a decisão de matar “o menino em você e o menino nele” para se sobrepor até mesmo ao medo que Samwell tem de desobedecer o próprio pai.
Desobedecer Jon se torna mais temível do que desobedecer Randyll Tarly para Sam. Isso diz algo.
– Não vai tentar. Vai obedecer. [...]
Sam pareceu ceder. – Como meu senhor ordena. [...]
Sam fugiu dele como Goiva havia feito.
(ADWD, Jon II)
Com Janos Slynt, porém, a conversa foi totalmente diferente. Em nenhuma vez Jon pensou “mate o menino e deixe o homem nascer”. Na verdade, Jon já pensava em decapitar Janos Slynt desde o primeiro momento em que os vimos juntos em A Dança dos Dragões:
Jon deslizou o oleado pela espada bastarda, observando as luzes da manhã brincando em suas ondulações, pensando em quão fácil a lâmina atravessaria pele, gordura e tendões para separar a cabeça feia de Slynt de seu corpo. Todos os crimes de um homem eram esquecidos quando ele vestia o negro, assim como todas as alianças, ainda assim era difícil pensar em Janos Slynt como um irmão. Há sangue entre nós. Esse homem ajudou a assassinar meu pai e fez o melhor que pôde para me matar também.
(ADWD, Jon II)
Jon tem boas razões para ter um tratamento rígido com relação a Janos. Somente por intervenção de Cotter Pyke foi que o ex-Capa Douradas não conseguiu enforcar Snow. E mesmo depois disso, ainda assim o enviou para matar Mance Rayder durante uma negociação, uma missão sabidamente suicida. Então, agora eleito Lorde Comandante, era necessário que Jon lidasse rapidamente com Janos Slynt.
Caso o garoto fosse um jogador do Jogo do Tronos como Tyrion, teria angariado o apoio de alguém tão influente quanto Janos e Alliser para poder executar Janos por ter o enviado a morte de propósito. Porém, eu acredito que Jon tenha se deixado levar pela formalidade de Janos de querer justificar seus atos. Primeiro, quando precisou que Jon confessasse ter traído seus votos, e depois ao disfarçar a nova sentença como uma oportunidade de redenção:
– Mesmo assim – falou Slynt –, não quero que se diga que Janos Slynt enforcou um homem injustamente. Não quero. Decidi dar-lhe uma última chance de demonstrar que é tão leal como diz ser, Lorde Snow.
(ASOS, Jon X)
Portanto, inconscientemente, Jon Snow sente a necessidade de arranhar um subterfúgio para acabar com Slynt. Talvez enviar Janos para Guardagris tenha sido a forma encontrada por Jon para que esse subterfúgio viesse a tona.
Afinal, por que outro motivo Jon teria pensado o seguinte quando Janos pergunta “Você acha que não vejo o que está fazendo?”:
Estou lhe dando uma chance, senhor. É mais do que deu para meu pai.
(ASOS, Jon X)
A resposta violenta de Janos à ordem já era esperada. O ex-Capa Dourada o xingou e fez ameaças veladas, se negou a obedecer e ainda fez uma demonstração de violência ao sair.
– Não. – Lorde Janos levantou-se abruptamente, derrubando a cadeira para trás. – Não vou partir humildemente para congelar e morrer. Nenhum bastardo de um traidor vai dar ordens para Janos Slynt! Não estou sem amigos, fique sabendo. Aqui e em Porto Real também. Eu era Senhor de Harrenhal! Dê sua ruína para um dos tolos cegos que atiram uma pedra por você, porque eu não vou para lá. Você me ouviu, rapaz? Não vou para lá!
– Você vai.
Slynt não se dignou a responder, mas chutou a cadeira para o lado quando saiu.
(ASOS, Jon X)
Jon entretanto sabia que tudo aquilo era encenação e ameaças vazias, tanto que assim pensou ao assistir a cena:
Ele ainda me vê como um garoto, Jon pensou, um garoto inexperiente que pode ser intimidado por palavras raivosas.
(ASOS, Jon X)
No dia seguinte, Janos deu resposta similar, em público, mas não repetiu as ameças de que tinha amigos em Porto Real. Na frente dos homens da Patrulha apenas xingou novamente Jon e abertamente disse para ele enfiar a ordem no rabo. No final de A Tormenta de Espadas, mesmo que Jon tenha feito comentários sarcásticos e até tenha se revoltado quando foi sentenciado à forca, este não foi tratamento que Snow ofereceu a Janos quando este estava provisoriamente no comando.
Matar Slynt, entretanto, não era a única alternativa, como Jon bem ponderou. Como Lorde Comandante poderia prendê-lo ou força-lo a ir para Guardagris como subalterno de outro oficial. Ainda que Jon considere que seria apenas uma questão de tempo até que Slynt revidasse, estes pensamentos revelam que Snow sabia que a atitude de Slynt não era necessariamente punida com a morte. Matar Janos Slynt foi uma atitude política.
Quando Goiva se negou a obedecer Jon, ele a ameaçou. Não houve ameaças com Slynt. Na verdade, quando Jon estava coagindo Goiva e Sam a obedecerem-no, ele lembrava da lição de meistre Aemon, “mate o garoto”, indicando que deveria fazer o que achava certo, mesmo que fossem amargas.
enquanto enfrentava Slynt, Jon em nenhum momento pensou na lição de Aemon. Nem no primeiro encontro privado, nem durante a confrontação pública. Jon queria matar Slynt desde o começo. Inclusive, Martin magistralmente inseriu uma breve parágrafo entre o insulto de Janos e a ordem de Jon:
Alliser Thorne deu um tênue sorriso, os olhos negros fixos em Jon. Em outra mesa, Godry, o Matador de Gigantes, começou a rir.
(ASOS, Jon X)
Seria coincidência que o escritor tenha colocado dois homens que zombaram de Jon no passado para rir quando ele era insultado em público por um subalterno? Acho que não.
Em seus pensamentos, não constatamos que Jon estivesse ofendido pelas risadas. Porém, eu acredito que aquilo afetou a percepção de todos que estavam no recinto. As pessoas ao redor, que não estavam presentes na primeira vez que Janos insultava Jon, devem ter concluído que Jon estava estabelecendo que puniria o desafio e a zombaria com a morte.
Na cabeça de Jon, a morte de Janos era uma mensagem para Alliser Thorne e quaisquer conspiradores que estivessem ali. Um lembrete de que ele não pegaria leve com aqueles que lhe ameaçassem. Não era uma mensagem para qualquer homem que pensasse em desobedê-lo, haja vista que Jon apenas descartou as outras opções porque achava que elas beneficiavam a conspiração de Janos e Alliser.
Entretanto, as pessoas ali presentes não estavam dentro da cabeça de Jon Snow. Tampouco estavam presentes quando Goiva e Sam contestaram as ordens de Jon. O que eles viram foi que, ao primeiro sinal de desobediência, Jon decretou a morte de um subalterno. Alguns até podem ter visto além e pensado que, primeira oportunidade que lhe foi dada, Jon estava eliminando o segundo lugar na eleição ao cargo de Lorde Comandante.
Mas a punição, por mais dura e desproporcional que fosse, não era ilegal. Por isso o próprio Alliser Thorne abriu caminho para Emmet e Edd imobilizarem Janos. Ainda assim, é evidente que Jon alimentava expectativas os apoiadores de Janos se rebelassem. Na verdade, ele queria um subterfúgio para matar Alliser Thorne também. Pode ser que, inconscientemente, tenha escolhido matar Janos justamente para também acabar com Thorne:
Sor Alliser Thorne alcançou o punho da espada. Vamos lá, Jon pensou. Garralonga estava pendurada em suas costas. Mostre seu aço. Me dê motivo para fazer o mesmo.
(ASOS, Jon X)
Mas o fato é que Jon temia os eventuais eleitores de Janos Slynt que ali poderiam estar presentes. Martin fez constar um parágrafo inteiro em que Jon pensava o quanto o mundo parecia "equilibrado no fio da espada". No entanto, neste mesmo parágrafo, Martin faz uma menção breve aos homens de Stannis no recinto.
Este é outro elemento que pode ter funcionado como um freio para um eventual revolta. Ninguém em sã consciência acreditaria que Stannis seria tolerante com um motim. Especialmente quando Jon parecia ser aliado do Rei (o que deve ter ficado mais evidente quando Stannis assentiu para Jon depois a execução, parecendo aprová-la).
A caminho da execução Janos continua a esbravejar. Pela primeira vez neste dia grita que tem amigos em Porto Real, citou até o nome de Tywin e diz que não está assustado. Entretanto, quando Jon volta atrás (na verdade, apenas muda a forma de execução), uma coisa interessante ocorre.
Ficamos sabendo que Bowen Marsh parece ser um seguidor da Fé dos Sete ("Oh, os Sete nos salvaram – ele ouviu Bowen Marsh gritar"), muito embora provenha de uma Casa Nortenha. Isso é que se mostra importante ressaltar, pois que Septão Cellador foi uma dos acusadores de Jon quando Slynt havia chegado a Castelo Negro. Assim, fica menos estranho que Marsh (do Norte), Yarwick (das Terras Ocidentais) e um septão tenham mais tarde se aliado contra Jon. Essa devoção aos Sete diminui as diferenças culturais entre eles e torna a aliança mais crível. Sem falar que isso ressignifica as acusações de Janos sobre Jon ter a “marca da besta” com Fantasma (elo de warg), uma acusação que deve parecer mais abominável à luz dos Sete.
O insulto final aos conspiradores veio logo depois da cabeça de Janos ter rolado, quando, como dizem, o cadáver não havia nem esfriado. A última fala do capítulo vem de Owen Idiota, que estava sob o cadáver de Slynt pedindo suas botas a Jon, como um saqueador pedindo licença a um comandante. Esta obscenidade que pode ter soado como o escárnio final para os opositores de Jon.
Vai ter parte 5.
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2020.04.23 23:52 tempe_zei Regresso ao Brasil

Estou hesitante em escrever esse desabafo, já que tem a chance de alguns não entenderem meu ponto de vista. Também existe a chance que eu seja chamada de mimada/privilegiada. Porém quero ouvir opiniões diferentes, porque, no fundo eu tenho medo de estar me iludindo.
Quero deixar claro que tudo que estou escrevendo é o meu ponto de vista, minha opinião. E desculpa por esse texto gigante, são muitos sentimentos e razões.
Agora ao que interessa, eu nasci no Brasil e morei lá por 14 anos. Dai, me mudei para a Alemanha, fiquei lá por dois anos. Depois vim para os Estados Unidos, e estou aqui desde então (8 anos mais ou menos). 10 anos fora do Brasil no total (tirando visitar). Eu sempre tive vontade de voltar a morar no Brasil, mas cada ano que passa, a vontade aumenta.
Eu sei, é difícil acreditar. Existem muitas pessoas que fariam qualquer coisa pra morar fora. Não me entenda errado, eu sou extremamente grata por todas as oportunidades que eu tive: aprendi inglês e hoje falo muito bem, me formei em uma faculdade aqui, conheci milhares de pessoas, criei conexões e abri meus olhos pro mundo (o que na real me fez perceber o que tinha perdido no Brasil e o amor que sinto pelo meu país.)
Eu ia estudar medicina aqui nos EUA, tanto que terminei meu undergraduate em fisiologia humana e pre-medicina (aqui você precisa de um bacharel antes de poder estudar medicina), mas, eu fiquei pensando com meus botões ''por que eu vou ficar adiando algo que eu quero tanto ? '' É verdade que um diploma Americano vale bastante, e se eu virasse médica aqui antes de ir pro Brasil, eu teria mais oportunidades. Mas uma coisa que também me empurrou para não estudar medicina aqui, é o processo seletivo. Eu não gosto de fazer um milhão de coisas ao mesmo tempo, eu gosto de focar em uma coisa só. Enquanto eu estava no meu undergraduate, além de ter que ter notas maravilhosas (A's e talvez um ou dois B's), eu tinha que fazer trabalho voluntário, shadowing (seguir médicos enquanto eles trabalham), tinha que ser líder em alguma coisa (tipo de um clube ou até organizar uma ONG), tinha que ensinar pessoas, fazer pesquisa (curar o câncer talvez), entre outras coisas, e tudo antes até mesmo de começar a estudar medicina. E eu não to falando de fazer só alguns deles por uns dias, eu to falando de ter que fazer todos (se você quiser ser um bom concorrente) durante seus 4 anos no undergraduate, e você tem que mostrar comprometimento. Sim, isso te faz uma pessoa melhor, e te ajuda a expandir sua visão de vida, mas quando você ta indo mal em uma classe e precisa estudar mais, isso não ajuda. Durante meus anos na faculdade, eu entrei em um ciclo vicioso que me causou muitos problemas mentais. Começou uma prova que não tinha entendido o material muito bem, ai falhei a prova. Tirar F mesmo, não um C. Ai eu me senti péssima, mas não desisti, continuei. Só que ficava cada vez mais díficil, e eu me sentia que não era boa o suficiente, então ficava extremamente triste, o que me fazia não querer sair de casa para fazer as coisas extras, e cada vez mais a pressão subia. Chegou a um ponto que não me reconhecia mais. Mas enfim, como não estava me fazendo bem ser esse tipo de pessoa que seria uma ótima concorrente, notei que seria melhor mesmo só ir pro Brasil e estudar ai. Sem contar que me ajuda muito mais aprender os termos médicos em Português, pois so sei eles em Inglês.
Não estou querendo dizer que na faculdade do Brasil isso não aconteça, mas não ajudava que eu sempre me senti muito sozinha desde que sai do Brasil. Não importa quanto tempo você mora em um lugar estrangeiro, você sempre será um imigrante, e querendo ou não isso faz muita diferença. É uma dor e solidão que você so entende quando sente ela na pele.
A parte que eu tenho medo de estar me iludindo é que eu me sinta assim sozinha quando voltar pro Brasil também. Querendo ou não, eu mudei o suficiente para não ser 100% Brasileira nem ser 100% Americana. Eu sempre sinto que não pertenço a lugar algum, não sei o português super bem, mas até o inglês, mesmo falando perfeitamente, sinto que ainda não sei o suficiente, e escrevo como uma criança nas duas linguas. Porém, no outro lado da moeda, eu tenho esperança que não vou me sentir assim, porque mesmo que eu tenha mudado e não seja a mesma pessoa, eu tenho um amor incrível pelo Brasil. Eu quero comer pão fresco, eu quero ver gente na rua andandno de Havainas, eu quero ver o mar quando sentir vontade, quero falar minha língua, ver o jeitinho Brasileiro (não só as gambiarras, mas também o nosso jeito de conversar, de se cumprimentar, etc...). São coisas pequenas, mas eu juro, faz uma diferença gigante! Você começa a ser agradecido por tudo na vida, até as coisas mais banais.
Mas pessoal, não sou cega não. Eu sei que o Brasil tem seus milhares de problemas, eu sei que existe uma diferença enorme entre classes sociais e sei também que a vida pode ser muito difícil para quem não tem acesso a recurssos. Mas não pensem que país de primeiro mundo não tem seus problemas não. Eu ja passei necessidade tanto no Brasil quanto nos EUA, e uma das coisas que mais me marcou foi quando meu pai estava entre trabalho e nós não tinhamos plano de saúde aqui no EUA. Sabe o que é viver com medo de se arranhar para não pegar uma infecção qualquer? Aqui não tem um sistema público de saúde, então quando você não tem plano, você tem que escolher entre ficar doente ou vender sua casa para pagar as contas de hospital. É um absurdo, e é extremamente assustador. Isso já aconteceu comigo mais de 4 vezes. Agora que sou mais velha, tive que arrumar um emprego que paga mais ou menos (mais pra menos) porque eles são plano de saúde. Se eu quissese pagar sozinha, teria que pagar no mínimo $500 USD sem contar que existe co-pay quando você visita o médico, detuctible, out-of-pocket expenses. Sempre irá te custar mais. Sem contar que quando você tem plano e agenda uma consulta, você vê o médico por 5 minutos, que realmente faz todo o resto são enfermeiras.
Outra coisa que notei, o ensino médio daqui é muito fraco comparado ao Brasileiro (particular). Estou agora no processo de estudar para o vestibular e quando olhei o que precisava saber, eu notei que tudo que vocês aprendem no ensino médio, eu aprendi na faculdade e hoje devo as calças em student loans. Tirando as minhas aulas específicas de anatomia, todo os resto, o Brasileiro aprende no ensino médio. Uma das classes que eu falhei na FACULDADE foi química orgânica. Mas na prova do vestibular (que supostamente é feita por pessoas que não tem ensino superior), tinha perguntas de química organica. Quando me mudei pra cá também, sempre estava mais avançada em matemática por causa do ensino que tive no Brasil.
Enfim, eu sei que o Brasil ta longe de ser perfeito, mas eu acho que cada um tem suas prioridades na vida. Uns preferem comprar tudo, e pra isso morar no EUA é maravilhoso (mas essa felicidade da compra nunca dura muito em mim). Outros tem filhos e querem segurança, e isso infelizmente o Brasil não tem muita. Mas eu gosto de ter uma vida que eu sinta que estou no lugar certo para mim, no lugar que eu não vivo depressiva, em um lugar que até passear no shopping me traz uma felicidade sem comparação.
Estou aberta a opinões de pessoas que moram no Brasil, ou até fora. Eu so não quero me iludir e quando finalmente voltar ao Brasil proxímo ano, ter a famosa síndrome do regresso.
E por último desculpa se tiver algum erro de Português.
Edit: gramática
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2020.04.16 21:44 LittleCato5001 A solidão é um estado de espírito, não uma maldição inquebrável.

Muitas pessoas vêm aqui desabafar a respeito da solidão que sentem, sobre como ninguém se interessa por elas, e como irão morrer sozinhas.
Vai doer no ego de vocês, mas acreditem quando digo que isso lhes fará bem: a solidão é opcional.
Ninguém passa uma vida inteira sozinho porque o destino quis. Você realmente acredita nisso?
Um pouco sobre mim: dos 14 aos 22 anos, fiquei sozinho. Nem uma ficante, nada. Minha concepção de mundo na época era a de que eu iria morrer sozinho, pois ninguém me amaria de verdade. Aos 14 anos tive uma namorada, e ela era tudo pra mim; em resumo, o fim do relacionamento foi traumatizante por várias razões e fatos que procederam ao término. 8 anos de solidão. Não fiquei com ninguém, não me apaixonei de verdade por ninguém, escolhi viver sozinho para não ter meu coração quebrado novamente.
Ano passado, algo mudou em mim. Uma necessidade enorme de me sentir amado, de ter alguém ao meu lado para dividir minha vida tomou conta de mim. Bom, sou um cara que saio pouco e sou muito introspectivo, então optei pela linha mais fácil: apps de relacionamento. Baixei todos! Tinder, Happn, Bumble, Badoo etc. os primeiros meses foram difíceis! Nenhum match. Até recebia um número bom de likes, mas nunca dava like em alguém interessado. Comecei a achar que a culpa era dos outros, e minha neurose de que eu deveria morrer sozinho começou a tomar conta de mim novamente. Entretanto, algo me ocorreu: parei de levar em consideração o que meu ego me dizia, e pensei que talvez a culpa fosse, em verdade, minha! Eu era seletivo demais: não curtia perfis de garotas com fotos provocantes, de piercing no nariz, universitárias de faculdades de baixo calão, tatuadas, com nomes estranhos, pra não dizer um monte de outras coisas. É verdade que eu procurava um par perfeito, mas eu estava no mínimo exagerado em meu filtro ideológico. Eu era um merdinha preconceituoso.
Passei a ser mais tolerante, e logo deu resultado. Dei um match, outro, outro, e assim foi. Não foram muitos, mas finalmente eu poderia começar a conhecer mulheres que de fato estavam interessadas por mim.
Bom, não exatamente.
Outra coisa que descobri é como muita gente usa esses aplicativos apenas para inflar o próprio ego. Algumas nem sequer responderam minhas mensagens, e todas as que respondiam claramente não tinham o menor interesse pela minha vida. Queriam apenas ser bajuladas.
Fiquei triste, mas não desisti.
Em um belo dia, algo me chamou a atenção: uma mulher, tão bela mas tão bela, que meu coração palpitou. Mas nem tudo são flores: ela era toda tatuada, fotos provocantes, narguileira, piercings, etc. Eu já havia passado pra esquerda muitas mulheres lindas, porém desse mesmo estilo, mas algo me dizia que eu devia passar pra direita. E o fiz.
It’s a match!
Levei um susto. Não imaginei em um milhão de anos que uma mulher tão bela se interessaria por um cara igual a mim.
Mandei mensagem, e ela logo respondeu, e passou o número dela.
Demos match na quarta à noite, conversamos o dia inteiro na quinta, e saímos na sexta.
E que mulher interessante, que mulher especial!
Aprendi algo muito importante aquele dia: não se pode julgar alguém por meia dúzia de fotos em um aplicativo de paquera. Ela era gentil, culta, bem humorada, muito sensível, extremamente inteligente e muito compreensiva. Logo no primeiro encontro, contei tudo pra ela: que não ficava com mulher alguma faziam 8 anos, que era virgem aos 22 anos, que estava nervoso. Fui sincero, e fiquei com medo de tê-la assustado. Entretanto ocorreu o contrário: ela ficou cativada com minha sinceridade, e achou fofo o fato de eu ser virgem. Não me julgou, não riu de mim, apenas ouviu o que eu tinha a dizer, e me elogiou.
Ao fim do encontro, ficamos. A deixei em casa, e senti um calor muito forte dentro de mim. Acho que eu estava apaixonado, depois de apenas um encontro.
Passamos os próximos dias conversando, e saímos novamente. Dessa vez as coisas estavam mais desenroladas, e já estávamos dando mãos, fazendo carícias e flertando.
Após isso, começou a quarentena.
Fiquei um mês sem ver ela, mas nunca deixei de falar com ela por mensagem, áudio ou vídeo. No inicio, achei que a quarentena esfriaria as coisas, mas ocorreu o contrário: uma expectativa muito grande foi sendo gerada, e fomos ficando cada vez mais íntimos.
Nessa segunda, finalmente nos organizamos de nos vermos. Busquei-a na casa dela, e a levei pra minha. Apenas digo que foi a noite mais intensa da minha vida. Uma noite apaixonante, que nunca irei esquecer.
Hoje estamos apaixonados um pelo outro.
Temos algumas diferenças, mas também temos muito em comum. Ela me faz uma pessoa melhor, mais tolerante, me fez começar a gostar de tatuagens e piercings, e me fez perceber como o ser humano é, de fato, muito complexo.
Moral da história: não desista. Existe alguém muito especial por aí, e você nunca irá conhecer essa pessoa se não sair da sua zona de conforto. Nunca, repito, NUNCA julgue um livro pela capa. O ser humano é extremamente complexo, e muito mais que uma foto de perfil.
Sempre existirá alguém por aí que se interessará por você. Sempre. Não desista. Não desista. Se jogue, corra riscos (bons riscos) e não sinta medo da rejeição. Aceite os outros como eles são. Busque a felicidade!
Texto escrito por um cara que passou 8 solitários anos.
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2020.03.28 03:40 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 5

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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Novamente, eu ergo montanhas sobre montículos nesta parte e na próxima, presumindo que tudo o que fazem os homens do norte em Winterfell, especialmente Lorde Manderly, é suspeito.

O Norte: Homens Stark

Wyman Manderly, um Operador Sutil

Anteriormente, eu teorizei que Manderly poderia saber sobre Robb ter escolhido Jon para sucedê-lo como Rei do Norte de Robett Glover, que por sua vez ouve as notícias de seu irmão mais velho Galbart, desapareceu no Gargalo com Maege Mormont, ambos testemunhas do decreto de Robb (ASOS, Catelyn V). No entanto, Manderly jurou se declarar por Stannis caso Davos traga Rickon e Cão Felpudo de volta de Skagos? Rickon não seria redundante se Manderly pretendesse reconhecer Jon como seu rei?
A promessa de Manderly a Davos não é tão hermética quanto parece, para começar.
– [Wex] sabe para onde [Osha e Rickon] foram – Lorde Wyman disse.
Davos entendeu.
– Você quer o menino.
– Roose Bolton tem a filha de Lorde Eddard. Para impedi-lo, Porto Branco precisa ter o filho de Ned... e o lobo gigante. O lobo provará que o menino é quem dizemos que é, se Forte do Pavor tentar negar. Este é meu prêmio, Lorde Davos. Contrabandeie-me meu senhor suserano, e eu tomarei Stannis Baratheon como meu rei.
(ADWD, Davos IV)
Em primeiro lugar, observe que Manderly não especifica Rickon pelo nome, mas diz "suserano", deixando Davos concluir pelo contexto qual dos filhos de Ned ele quer dizer. Mesmo que ele não saiba nada sobre Jon, ele fica sabendo por Wex que Bran também sobreviveu ao saque de Winterfell. Sendo irmão mais novo, Rickon não pode ser Lorde de Winterfell antes de Bran, que não é desqualificado por sua deficiência (ou ser uma árvore!) E, até onde sabemos, não abdicou ou morreu. Então, com essas complicações, quem é o suserano de Manderly?
Em segundo lugar, Manderly não fala em nome de Porto Branco, mas em seu próprio nome. O que acontecerá com seu acordo com Davos, que não foi jurado aos deuses antigos ou aos novos, se Manderly morrer e seu filho, Wylis, o suceder como senhor? Manderly deliberadamente provoca os Freys em Winterfell às vias de fato durante o último POV de Theon. Sobre a morte de Pequeno Walder, ele comenta: “Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey”. Especula-se que Manderly não espera voltar de Winterfell vivo, assim como os homens do clã que marcham com Stannis preferem morrer banhados em sangue Bolton do que para as adversidades do inverno (ADWD, O Prêmio do Rei). A palavra que Lorde Wyman deu a Davos, sobre a qual Wylis pode negar conhecimento com sinceridade, é nula e sem efeito?
O Norte está prestes a enfrentar o pior inverno de muitas gerações, com um gelado apocalipse zumbi pra completar, após a morte de milhares de homens na Guerra dos Cinco Reis, fortalezas e colheitas arruinadas pela ocupação inimiga, sem expectativas de ajuda do Trono de Ferro, absortos como os sulistas estão em seus jogos de poder. Não é hora para os garotos-senhores, que são a ruína de qualquer casa, mesmo segundo Roose Bolton (ADWD, Fedor III). No entanto, se Jon for rei, certamente não faria mal para ele ter um herdeiro, já que é improvável que ele traga o seu próprio, pois jurou não tomar esposa ou ter filhos.
Manderly é capaz de tais truques? De tal traição? Todo o incidente das tortas de Frey sugere isso, em minha opinião.
[Davos] esperava ouvir Lorde Wyman falar, E agora eu me declaro pelo Rei Stannis, mas, em vez disso, o homem gordo sorriu um estranho sorriso cintilante e disse:
– Agora tenho um casamento para assistir. Sou gordo demais para subir em um cavalo, como qualquer homem com olhos pode ver claramente. [...]. Meu corpo tornou-se uma prisão mais lúgubre do que a Toca do Lobo. Mesmo assim, preciso ir para Winterfell. Roose Bolton me quer de joelhos, e sob o veludo da cortesia mostra a cota de malha de ferro. Preciso ir de barcaça e de liteira, cercado por uma centena de cavaleiros e por meus bons amigos das Gêmeas. Os Frey vieram pelo mar. Não têm cavalos com eles, então devo presentear cada um deles com um palafrém como presente de convidado. Os anfitriões ainda dão presentes de convidados no Sul?
– Alguns dão, meu senhor. No dia da partida dos convidados.
– Talvez você entenda, então.
(ADWD, Davos IV)
Manderly não tem escrúpulos em observar cuidadosamente a literalidade das leis da hospitalidade, mas violar seu espírito. Ele faz gestos amigáveis aos Freys e os mata assim que seus presentes de convidado o libertam de suas obrigações de anfitrião.
O Senhor de Porto Branco fornecera a comida e a bebida, [...]. Os convidados do casamento se fartaram em [...] três grandes tortas de casamento [...]. Ramsay cortou as fatias com sua cimitarra, e Wyman Manderly serviu pessoalmente, oferecendo as primeiras porções fumegantes para Roose Bolton e sua gorda esposa Frey, as seguintes para Sor Hosteen e Sor Aenys, filhos de Walder Frey.
– A melhor torta que já provaram, meus senhores – o gordo senhor declarou. – Empurrem tudo para baixo com um dourado da Árvore e apreciem cada pedaço. Eu sei que vou.
Fiel à sua palavra, Manderly devorou seis porções, duas de cada uma das três tortas […]
O Senhor de Porto Branco era a imagem perfeita do gordo feliz, gargalhando, sorrindo, brincando com os outros senhores e batendo em suas costas, pedindo aos músicos esta ou aquela canção.
– Nos dê A noite que terminou, cantor – gritou. – A noiva gostará desta, eu sei. Ou cante para nós os feitos do bravo jovem Danny Flint, e nos faça chorar. – Ao olhá-lo, era possível pensar que era ele o recém-casado.
– Está bêbado – disse Theon. [...] Lorde Manderly estava tão bêbado que pediu quatro homens fortes para ajudá-lo a sair do salão.
– Devíamos ouvir uma canção sobre o Rato Cozinheiro – ele murmurou, enquanto passava cambaleando por Theon, apoiado em seus cavaleiros. – Cantor, dê-nos uma canção sobre o Rato Cozinheiro.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
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O Cozinheiro Ratazana tinha feito com o filho do rei ândalo um grande empadão com cebolas, cenouras, cogumelos, montes de pimenta e sal, uma fatia de bacon e um escuro vinho tinto de Dorne. Depois, serviu-o ao pai dele, que elogiou o sabor e pediu para repetir. Mais tarde, os deuses transformaram o cozinheiro numa monstruosa ratazana branca que só podia comer os próprios filhos. Desde então, vagueava por Fortenoite, devorando os filhos, mas sua fome ainda não estava saciada.
– Não foi por assassinato que os deuses o amaldiçoaram – dizia a Velha Ama – nem por servir ao rei ândalo o filho num empadão. Um homem tem direito à vingança. Mas matou um hóspede sob o seu teto, e isso os deuses não podem perdoar.
(ASOS, Bran IV)
No banquete de casamento, Manderly zomba maliciosamente de seus inimigos bem diante de suas caras, brincando com a ignorância do que ele fez. Além disso, ao fornecer a comida e a bebida, Lorde Wyman garante que ele e seus co-conspiradores não violem o direito de hóspede, que é uma forma de confiança mútua entre anfitrião e hóspede. De qualquer forma, ele tem alguma margem de manobra, porque provavelmente ainda considera Winterfell a casa dos Starks. Os deuses não puniriam mais intensamente Manderly por matar Boltons e Freys do que a Roose por enforcar as duas dúzias de posseiros encontrados no castelo, quando ali chegaram (ADWD, O Príncipe de Winterfell).
No entanto, o subterfúgio de Manderly não para por aí. Ele faz conluio com Mance Rayder e suas esposas de lança. Eles se encontraram na estrada, e Mance diz a Manderly que ele procura um caminho para Winterfell para roubar a noiva de Ramsay em nome de Jon Snow, o irmão dela. Sendo os vassalos mais meridionais dos Stark, tanto geográfica quanto historicamente, os Manderlys não sofrem tanto com ataques selvagens quanto, por exemplo, os Umbers e estariam melhor dispostos a ter o Povo Livre como aliados.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão. Lorde Manderly trouxera músicos de Porto Branco, mas nenhum era cantor, então, quando Abel apareceu nos portões com um alaúde e seis mulheres, fora mais do que bem-vindo.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Que coincidência que Lorde Manderly, que sempre pensa em tudo, não trouxe cantores para as festividades! Estranho, porque no banquete da colheita em Winterfell, alguns livros atrás, ele tem músicos e um cantor em sua procissão, com um malabarista para completar.
Os músicos de Lorde Wyman tocavam com bravura e bem, mas a harpa, a rabeca e a trompa foram em breve afogadas por uma maré de conversas e risos, o tinir de taças e pratos, e os rosnados de cães que lutavam pelos restos. O cantor cantava boas canções, Lanças de Ferro, O Incêndio dos Navios e O Urso e a Bela Donzela, mas só Hodor parecia estar ouvindo. [...]
(ACOK, Bran III)
Eu não acredito em tais coincidências. Manderly – que já decidiu assassinar Jared, Symond e Rhaegar Frey no momento em que conversa com Davos – provavelmente planeja prepará-los em tortas, servi-los aos seus parentes e pedir uma música sobre o Rato Cozinheiro. O que – a menos que ele queira cantar a música – exigiria um ou dois bardos.
Mance não é o único em Winterfell com quem Manderly tem um acordo prévio. Antes do mesmo banquete da colheita, Manderly levanta a idéia de construir uma frota de navios de guerra para Bran, Ser Rodrik e Meistre Luwin.
Além de uma casa de cunhagem, Lorde Manderly também propôs construir uma frota de guerra para Robb.
– Há centenas de anos que não temos força no mar, desde que Brandon, o Incendiário, tocou fogo nos navios do pai. Concedam-me o ouro necessário, e ainda este ano porei para flutuar galés em número suficiente para tomar tanto Pedra do Dragão como Porto Real.
(ACOK, Bran II)
Sor Rodrik e Meistre Luwin não se comprometem inicialmente, prometendo apenas conversar com Robb sobre o assunto, mas Sor Rodrik logo tem uma idéia.
Hother [Umber, Terror das Rameiras] queria navios. [...]
Sor Rodrik puxou as suíças:
– Vocês têm florestas de pinheiros altos e velhos carvalhos. Lorde Manderly tem construtores navais e marinheiros com fartura. Juntos, deveriam ser capazes de pôr na água dracares em número suficiente para defender as costas de ambos.
– Manderly? – Mors Umber [Papa Corvos] fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? [...]
– Ele é gordo – admitiu Sor Rodrik –, mas não é bobo. Irá trabalhar com ele, caso contrário o rei ficará sabendo o por quê. E , para espanto de Bran, os truculentos Umber concordaram em fazer o que ele ordenava, embora não sem resmungos.
(ACOK, Bran II)
Em A Dança dos Dragões, a frota está construída.
Passo do Castelo era uma rua com degraus, um largo caminho de pedra branca que levava da Toca do Lobo, pela água, até Castelo Novo, em sua colina. Sereias de mármore, com vasilhames de óleo de baleia queimando aninhados nos braços, iluminavam o percurso enquanto Davos subia. Quando alcançou o topo, virou-se para olhar para trás. De onde estava, podia ver os portos. Ambos. Atrás do quebra-mar, o porto interno estava repleto de galés de guerra. Davos contou vinte e três. Lorde Wyman era gordo, mas não era negligente, ao que parecia.
(ADWD, Davos II)
E não há a menor sugestão de que Roose saiba alguma coisa sobre isso. Ou seja, Terror das Rameiras ainda não lhe disse: “Fico pensando o que o Lorde Lampréia fez com toda a madeira que cortamos para ele. Deveríamos ter construído galés de guerra juntos”. Uma explicação seria que, apesar de Terror das Rameiras ter tomado partido dos Boltons e Papa Corvos o de Stannis, os Umbers ainda estão de fato trabalhando com Manderly.
Uma vez em Winterfell, Manderly tem nova oportunidade de conspirar.
[Roose:] "Alguém está matando meus homens." [...]
– Temos que olhar para Manderly – murmurou Sor Aeny s Frey. – Lorde Wyman não tem amor por nenhum de nós.
[Roger] Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
– Não afirmo que Lorde Wyman agiu por conta.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Ah- ha! Lord Manderly tem feito reuniões secretas pró-Stark sob o disfarce de visitar a privada? XD
Bem, talvez não (risadas). Falando sério, nessa mesma cena, Frey ressalta que Manderly chegou a Winterfell com trezentos homens, um terço dos quais são cavaleiros. Ele pode empregar seus funcionários de confiança para passar mensagens, bem como usar suas conexões já estabelecidas com os selvagens e os Umbers (embora os primeiros tenham quase certeza de ter segundas intenções). A lista completa de Casas que compareceram ao casamento, excluindo-se a Senhora Dustin e seu séquito, é a seguinte:
Estandartes estavam pendurados nas torres quadradas, batendo com o vento; o homem esfolado de Forte do Pavor, o machado de batalha dos Cerwyn, os pinheiros dos Tallhart, o tritão dos Manderly, as chaves cruzadas do velho Lorde Locke, o gigante dos Umber, a mão de pedra dos Flint e o alce dos Hornwood. Dos Stout, listras bifurcadas castanhoavermelhadas e douradas; dos Slate, um campo cinza com duas bordas estreitas brancas. Quatro cabeças de cavalo proclamavam os quatro Ryswell dos Regatos; uma cinza, uma negra, uma dourada e uma marrom. A brincadeira era que os Ryswell não conseguiam concordar nem sobre as cores de suas armas. Acima deles, pairava o veado-e-leão do garoto que se sentava no Trono de Ferro, a milhares de quilômetros de distância.
(ADWD, Fedor III)
Manderly e os Lockes estão em contato desde antes da chegada de Davos em White Harbor. Há um Locke na corte de Manderly, identificável por seu brasão, embora não tenha nome e, portanto, tenha parentesco incerto com Lorde Locke. Esse homem não está contra Roose, mas acha que Ramsay é um psicopata e prefere não vê-lo governar o norte. Mais uma vez, Ramsay é um grande fardo para a Casa Bolton. Um que Manderly e sua facção podem explorar:
[Frey:] Qualquer que seja o nome, ele logo estará casado com Arya Stark. Se você quer ser fiel à promessa, faça aliança com ele, pois ele será o Senhor de Winterfell.
[Wylla:] – Ele jamais será meu senhor! Ele obrigou a Senhora Hornwood a se casar com ele, então a trancou em um calabouço e a fez comer seus dedos.
Um murmúrio tomou conta da Corte do Tritão.
– A donzela diz a verdade – declarou um homem atarracado, em branco e púrpura, cujo manto era preso por um par de chaves de bronze cruzadas. – Roose Bolton é frio e astuto, sim, mas um homem pode lidar com Roose. Todos conhecemos piores. Mas esse filho bastardo dele... dizem que é louco e cruel, um monstro.
(Davos III, ADWD)
Os Hornwoods, é claro, têm boas razões para odiar Ramsay por ter torturado e assassinado sua Senhora viúva. Eles, assim como os Cerwyns e Tallharts, têm outros pontos para acertar com pai e filho, no entanto. Ramsay traiçoeiramente matou seus homens junto com Sor Rodrik no saque a Winterfell. Entre os mortos apresentados a Theon estão o herdeiro de Lord Cerwyn, Cley, e o irmão de lorde Tallhart, Leobald. Como se isso não bastasse, foram novamente homens de Hornwood, Cerwyn e Tallhart que Roose entregou aos Lannisters e Tyrells em Valdocaso. Sor Helman Tallhart, mestre da Praça de Torrhen, foi morto nessa batalha.
Por fim, uma coluna de homens a cavalo apareceu, saída da fumaça que pairava no ar. À cabeça vinha um cavaleiro com uma armadura escura. Seu elmo arredondado brilhava num vermelho lúgubre, e um manto rosa-claro caía de seus ombros. Parou o cavalo junto ao portão principal, e um de seus homens gritou para que o castelo se abrisse.
– São amigos ou inimigos? – berrou-lhes Lorren Negro.
– Traria um inimigo tão bons presentes? – O Elmo Vermelho fez um sinal com a mão, e três cadáveres foram despejados à frente dos portões. Um archote foi brandido por cima dos corpos, para que os defensores no topo das muralhas pudessem ver o rosto dos mortos.
– O velho castelão – disse Lorren Negro.
– Com Leobald Tallhart e Cley Cerwyn – o jovem senhor fora atingido no olho por uma flecha, e Sor Rodrik perdera o braço esquerdo, do cotovelo para baixo.
(Theon VI, ACOK)
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[Varys:] Ontem de madrugada, o nosso bravo Lorde Randyll apanhou Robett Glover nos arredores de Valdocaso e encurralou-o contra o mar. As perdas foram pesadas de ambos os lados, mas no fim os nossos leais homens prevaleceram. Dizem que Sor Helman Tallhart está morto, bem como mais de mil homens. Robett Glover volta a Harrenhal comos sobreviventes, em sangrenta desordem, sem sonhar que irá encontrar atravessados no caminho o valente Sor Gregor e seus bravos.
(Tyrion III, ASOS)
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Os portões de Valdocaso estavam fechados e trancados. [...]Quando a aurora rebentou, os guardas apareceram nos baluartes. Os agricultores subiram para seus carros e sacudiram as rédeas. Brienne também montou […]
Os guardas mandavam as carroças passar quase sem olhar [...] [O capitão] fez um gesto para os guardas. – Deixem-na passar, rapazes. É uma garota.
O portão abria-se para uma praça de mercado, onde aqueles que tinham entrado antes dela descarregavam [...] Outros vendiam armas e armaduras, e muito barato, a julgar pelos preços que gritavam quando ela passava. Os saqueadores chegaram com as gralhas pretas depois de todas as batalhas. [...]Também se arranjava roupa: botas de couro, mantos de peles, sobretudos manchados com rasgões suspeitos. Conhecia muitos dos símbolos. O punho coberto de cota de malha [Glover], o alce [Hornwood], o sol branco [Karstark], o machado de lâmina dupla [Cerwyn], todos eram símbolos do Norte.
(AFFC, Brienne II)
Infelizmente para os Boltons, se os Hornwoods, Cerwyns e Tallharts ainda não perceberam quem é responsável por seus infortúnios, Manderly pode informa-los (e certamente o fará).
Davos tentou se lembrar das histórias que ouvira.
– Winterfell foi capturado por Theon Greyjoy, que fora protegido de Lorde Stark. Ele condenou os dois filhos mais jovens de Stark à morte e colocou suas cabeças sobre as muralhas do castelo. Quando os nortenhos vieram derrubá-lo, passou o castelo inteiro pela espada, até a última criança, antes de ser morto pelo bastardo de Lorde Bolton.
– Não morto – disse Glover. – Capturado e levado para Forte do Pavor. O Bastardo vem esfolando-o.
Lorde Wyman assentiu.
– A história que você ouviu é a que todos nós escutamos, tão cheia de mentiras quanto um pudim de passas. Foi o Bastardo de Bolton quem passou Winterfell pela espada... Ramsay Snow, ele se chamava então, antes do rei menino torná-lo um Bolton. [...], não verdadeiramente, mas pensam que precisamos fingir acreditar, ou morreremos. Roose Bolton mente sobre sua participação no Casamento Vermelho, e seu bastardo mente sobre a queda de Winterfell.
(Davos IV, ADWD)
Até os pequenos habitantes de Porto Real não têm problemas em apontar os culpados por trás do Casamento Vermelho. Não é preciso ser um gênio para descobrir que Roose e Tywin estavam em conluio quando Roose milagrosamente sobreviveu ao massacre nas Gêmeas para ser nomeado Protetor do Norte pelo Trono de Ferro, com uma nova esposa de Frey ao seu lado. E então os Bolton têm a ousadia de trazer dois mil Freys para o norte, hospedando-os em Winterfell.
– Os senhores podem não saber – disse Qyburn –, mas nas tabernas e casas de pasto da cidade, há quem sugira que a coroa pode ter sido de algum modo cúmplice do crime de Lorde Walder.
Os outros conselheiros fitaram-no com incerteza.
– Refere-se ao Casamento Vermelho? – perguntou Aurane Waters.
– Crime? – disse Sor Harys. Pycelle pigarreou ruidosamente. Lorde Gyles tossiu.
– Aqueles pardais são particularmente diretos – preveniu Qyburn. – O Casamento Vermelho foi uma afronta a todas as leis dos deuses e dos homens, ela dizem, e os que tiveram uma participação no caso estão condenados.
(Cersei IV, AFFC)
Manderly provavelmente ouve a verdade sobre o saque de Winterfell via Wex, mas um jovem homem de ferro mudo não é a única testemunha viva do delito de Ramsay. Sobreviventes da batalha que ocorreu do lado de fora dos portões de Winterfell se juntaram à marcha de Stannis (ADWD, Jon VII), possivelmente a mando dos Mormonts. Da mesma forma, Robett Glover é um sobrevivente de Valdocaso e poderia facilmente alegar que Roose fora responsável por essa farsa, haja vista a indiferença deste último pela captura de Bosque Profundo.
No Vau Rubi, o atraso de Roose em atravessar o rio custa ao Norte outros dois mil homens – incluindo Norreys, Lockes e Wylis Manderly, que foram capturados – quando Gregor Clegane o alcança (ASOS, Catelyn VI). Com a traição dos Bolton exposta, Valdocaso e o Vau Rubi parecem repentinamente movimentos calculados da parte de Roose para sangrar seus companheiros nortenhos.
Mais importante ainda, Manderly traz para Winterfell boas novas dos Starks. Qualquer que seja o filho de Ned, Manderly pode fazer a única coisa que Roose sabe que fará as casas do norte o abandonarem em massa.
[Roose to Ramsay:] Parecemos fortes neste momento, sim. Temos amigos poderosos nos Lannister e nos Frey e o apoio relutante de grande parte do Norte... mas imagine o que vai acontecer quando um dos filhos de Ned Stark aparecer?
(ADWD, Fedor III)
A Senhora Dustin também.
No palanque, Lorde Wy man Manderly sentava-se entre dois de seus cavaleiros de Porto Branco, levando mingau com uma colher até seu rosto gordo. Não parecia estar apreciando nem um décimo do que saboreara comendo as tortas de porco no casamento. Em outro canto, Harwood Stout, de um braço só, conversava calmamente com o cadavérico Terrordas-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Segundo a teoria, Terror das Rameiras retransmite as palavras de Manderly, iniciando uma nova rodada no telefone sem fio. Stout é juramentado à Senhora Dustin e hospeda desde cedo Ramsay em sua fortaleza, sem dúvida infeliz ao ver as preciosas reservas de inverno de seu povo esvaziadas para apaziguar a vaidade mesquinha de Ramsay. Sem falar que Ramsay não faz nada para impedir que suas cadelas matem um dos cães de caça de Stout. (ADWD, Fedor III)
O poder dos Bolton no norte repousa sobre um leito de mentiras e ardis, que mal flutua no mar de ressentimento nortenho, e Manderly tem os meios e a vontade de perfurar essa frágil fundação. O que Manderly tem a dizer a Senhora Dustin? E qual a reação dela? Bem, isso é assunto para outro dia.
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2020.03.14 11:53 phirestarter1 Coisas para fazer enquanto o mundo (não) acaba

Para aqueles que estão em casa, privados de contacto com os mais próximos, seja por razões médicas ou por precaução, saibam que não estão sozinhos. Estamos todos no mesmo barco e se neste momento se sentem como eu, já percebemos que isto é grave, mas estão cansados das notícias e de audios falsos que vos chegam constantemente, feitos por gente que não terá mais nada que fazer. Portanto para nós e mesmo para estes últimos que não têm mais nada que fazer, vamos criar uma lista de atividades que se possam realizar gratuitamente, no conforto do lar de cada um.




A lista de coisas que poderia publicar aqui é infinita, portanto escolhi os que têm mais back catalog do que costumo seguir. Sem nenhuma ordem em especial:

Enquanto (ainda) podemos sair de casa neste momento, não é obrigatório para que possamos estar em forma. O exercício físico tem efeitos comprovados para o nosso bem estar geral. E enquanto alguns de nós tiram a roupa de cima da elíptica para ela não servir de cabide, não é preciso grande equipamento.

Há vários sites, apps e cursos online sobre aprender e manter um hábito de meditação. Sou utilizador de uma app apenas e é a que recomendo:


Já não sei de onde tirei esta imagem, mas também tem várias sugestões para todo o tipo de conhecimentos e how-to que queiram adquirir. Vou continuar a editar este post para adicionar secções sobre Podcasts/Youtube (já está), Meditação, Documentários e é claro, para acrescentar mais sugestões que possam aparecer.
Todas as plataformas de streaming como netflix, youtube, amazon e hbo fornecem um período experimental e a dividir por uns quantos amigos ou membros da família ficam a um valor quase simbólico.
Não sei que youtubers portugueses existem, muito menos quais são os de sucesso, mas pedia que quem os conhece e tem contacto com eles, que lhes solicitasse que nesta altura fizessem as lives de que tanto gostam os mais novos, de forma a manter toda a gente em casa.
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2020.03.13 21:51 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 3

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52818610878
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
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As Terras Fluviais: Corações Lupinos

Onde em Westeros está o Peixe Negro?

No final de O Festim dos Corvos, Sor Brynden Tully escapou do cerco de Correrrio, nadando por baixo de uma porterna levadiça como fazem os peixes, e está supostamente em algum lugar nas Terras Fluviais ou perto delas. Para onde ele foi? E o que está fazendo? Os defensores da Grande Conspiração do Norte têm algumas boas apostas.
[Peixe Negro:] Serei exibido em passeata por Porto Real, para morrer como Eddard Stark?
[Jaime:] – Permitirei que vista o negro. O bastardo de Ned Stark é o Senhor Comandante na Muralha. Peixe Negro estreitou os olhos.
– Terá seu pai também organizado isso? Catelyn nunca confiou no rapaz, se bem me lembro, assim como nunca confiou em Theon Greyjoy. Parece que tinha razão a respeito de ambos.
(AFFC, Jaime VI)
Primeiro, a teoria sustenta que o Peixe Negro sabe da intenção de Robb de nomear Jon seu herdeiro. Correrrio ainda desafiadoramente ostenta "um longo estandarte branco decorado com o lobo gigante dos Stark" (AFFC, Jaime V) em sua mais alta torre. Contudo, se Jeyne Westerling não tem filhos, por quem essa bandeira tremula? O Peixe Negro não pode pensar que o reino de Robb poderia sobreviver sem um rei, por mais velho e teimoso que ele seja.
Jon é brevemente mencionado durante o duelo de palavras entre Jaime e Peixe Negro. Muitos leitores tomaram a conversa como prova da baixa opinião de Tully sobre Jon, de sua impressão do bastardo de Ned Stark envenenada pelo ressentimento de Catelyn (embora ele nunca o tenha conhecido). Uma explicação alternativa, no entanto, é que Sor Brynden está tentando tirar Jon da atenção de Lannister.
A avaliação de Catelyn sobre Jon é compreensível, mas claramente colorida por sua raiva frustrada por Ned. Enquanto isso, o Peixe Negro, como o conselheiro mais próximo de Robb, deve saber o quanto Robb estima seu irmão. Parece um pouco ridículo acusar Jon de conluio com Tywin, de qualquer maneira, em minha opinião. A troco da duvidosa recompensa de comandar os criminosos e renegados da Patrulha da Noite? Nem mesmo Theon trai os Starks pelos Lannisters, pois se alia a seu sangue (o que corresponderia aos Starks para Jon).
Theon também espera ganhar a própria Winterfell como prêmio. Além do mais, este é o único ponto na conversa com Jaime em que há uma sensação de que Peixe Negro está concentrando toda sua atenção nas palavras de Jaime, levando-o a sério, em vez de zombar dele. Por que estaria ele tão na defensiva?
Supondo, então, que o Peixe Negro acredite que Jon agora seja seu rei (mas não tenha certeza porque ele não é testemunha da decisão final de Robb), Edmure provavelmente confirmaria o que seu tio já suspeita quando Jaime o envia para negociar a rendição de Correrrio. E há ainda mais no suposto conclave dos Tullys.
Edmure Tully finalmente encontrou a voz.
– Poderia sair desta banheira e matá-lo aí mesmo, Regicida.
– Podia tentar – Jaime esperou. Quando Edmure não fez nenhum movimento para se erguer, disse: – Vou deixá-lo saborear minha comida. Cantor, toque para nosso convidado enquanto ele come. Conhece a canção, suponho?
– Aquela sobre a chuva? Sim, senhor. Conheço-a.
Edmure pareceu ver o homem pela primeira vez.
– Não. Ele não. Afaste-o de mim.
– Ora, é só uma canção – Jaime rebateu. – Ele não pode ter uma voz assim tão ruim.
(AFFC, Jaime VI)
Por mais interessante que seja o trauma do casamento vermelho em Edmure e suaa história pessoal embaraçosa com esse cantor em particular (ASOS, Arya IV: “E quem disse que a canção era sobre ele? Era sobre um peixe. / Um peixe murcho”), a coisa mais importante nessa cena. é que Jaime deixa Tom das Sete, o espião da Irmandade sem Bandeiras, sozinho com Edmure por um tempo não especificado.
Tom provavelmente toca para Edmure, conforme solicitado, mas que músicas ele canta? Sobre Freys precisando serem enforcados? Prisioneiros prontos para serem libertados? Aqui está uma possível conexão entre Senhora Coração de Pedra e o Peixe Negro.
Então, quais são as opções de Sor Brynden após sua fuga? Ele pode ter se juntado ao Irmandade sem Bandeiras e, depois de sobreviver ao choque de descobrir que sua sobrinha amada virou um zumbi, escolheu participar das supramencionadas operações em andamento da Senhora Coração de Pedra. Edmure também está precisando de um resgate, apesar de Jaime ter aumentado sua escolta para quatrocentos homens no último momento (AFFC, Jaime VII).
Por outro lado, um melhor uso dos talentos do Peixe Negro seja para ele seguir para o Vale (onde serviu muitos anos e foi o Cavaleiro do Portão, uma posição de alta honra) e reunir outro exército de apoiadores de Stark para otimizar as tentativas da Irmandade sem Bandeiras em quebrar o controle de Lannister das Terras Fluviais.
Os Senhores Declarantes - Benedar Belmore, Symond Templeton, Horton Redfort, Anya Waynwood, Gilwood Hunter e Yohn Royce - têm se agitado contra o mandato de Mindinho (AFFC, Alayne I), e Bronze Yohn em particular era a favor de entrar na Guerra dos Cinco Reis ao lado dos Starks e Tullys após o Casamento Vermelho (ASOS, Sansa VI).
Uma inominada tia-avó de Ned (Edwyle Stark) casou-se com um filho mais novo do ramo menor da Casa Royce, e suas filhas casaram-se com Waynwoods, Corbrays e talvez Templetons (ASOS, Catelyn V). Por fim, mais um visto na lista de como a total psicopatia de Ramsay está prestes a arruinar os Boltons, Domeric [Bolton] foi criado no Vale e aparentemente era muito amado.
[Roose:] Tive outro, uma vez. Domeric. Um garoto quieto, mas mais realizado. Serviu quatro anos como pajem da Senhora Dustin, e três no Vale como escudeiro de Lorde Redfort. Tocava harpa, lia histórias e cavalgava como o vento. [...] Redfort dizia que ele era uma grande promessa. [...] Ramsay o matou. Uma doença das entranhas, disse Meistre Uthor, mas eu digo veneno. No Vale, Domeric apreciava a companhia dos filhos de Redfort. Queria um irmão ao seu lado, então cavalgou até as Águas Chorosas para buscar meu bastardo.
(ADWD, Fedor III)
E o que falar de Jon, então? O Peixe Negro não esqueceu seu dever para com o Rei no Norte, por mais alegremente ignorante Jon estivesse em A Dança dos Dragões.
A guarnição Tully partiu na manhã seguinte, despida de todas as suas armas e armaduras. Cada homem foi autorizado a levar comida para três dias e a roupa que trazia no corpo, depois de prestar um juramento solene de nunca mais pegar em armas contra Lorde Emmon ou a Casa Lannister.
– Se tiver sorte, um em cada dez homens pode respeitar esse juramento – Senhora Genna observou. [...]
Dois homens decidiram não partir com os outros. Sor Desmond Grell, o antigo mestre de armas de Lorde Hoster, preferiu vestir o negro. O mesmo decidiu Sor Robin Ryger, capitão da guarda de Correrrio.
– Este castelo foi meu lar durante quarenta anos – Grell justificou. – Você diz que sou livre para partir, mas para onde? Sou velho e corpulento demais para um cavaleiro andante. Mas os homens são sempre bem-vindos na Muralha.
– Como quiser – Jaime respondeu, embora isso fosse um aborrecimento. Permitiu que ficassem com as armas e as armaduras e destacou uma dúzia dos homens de Gregor Clegane para escoltá-los até Lagoa da Donzela.
(AFFC, Jaime VII)
A menos que Raff, o Querido, tenha falhado na ordem de Jaime de entregar os prisioneiros incólumes em Lagoa da Donzela, Grell e Ryger, ambos de confiança de Tully, provavelmente embarcam para Atalaia-Leste-do-Mar onde, conforme se teoriza, eles foram encarregados por Sor Brynden de servir a Jon, uma vez que ele fora coroado por Robb enquanto Peixe Negro lutava para garantir que ele tivesse um reino.

O homem encapuzado em Winterfell

Em um dos capítulos de A Dança dos Dragões, há algo de estranho.
Lá fora, a neve caía tão pesada que Theon não conseguia ver mais do que um metro adiante. Encontrou-se sozinho em um deserto branco, paredes de neve se erguendo de todos os lados até quase a altura de seu peito. Quando ergueu a cabeça, os flocos de neve roçaram em sua face como suaves beijos gelados. Podia ouvir o som da música no salão atrás de si. Uma canção suave, agora, e triste. Por um momento, sentiu-se quase em paz.
Mais adiante, cruzou com um homem que vinha na direção oposta, uma capa com capuz agitando-se atrás dele. Quando se encontraram frente a frente, seus olhos se encontraram brevemente. O homem colocou a mão na adaga.
– Theon Vira-Casaca. Theon assassino de parentes.
– Não sou. Eu nunca... eu era um homem de ferro.
– Falso é tudo o que você era. Como é que ainda está respirando?
– Os deuses não terminaram comigo – Theon respondeu, perguntando-se se aquele poderia ser o assassino, o caminhante noturno que enfiara o pau de Caralho Amarelo em sua boca e empurrara o homem de Roger Ryswell das ameias. Estranhamente, não estava com medo. Puxou a luva da mão esquerda. – Lorde Ramsay não terminou comigo.
O homem olhou e riu.
– Deixo-o para ele, então.
Theon marchou pela tempestade até que os braços e as pernas ficassem endurecidos pela neve, e as mãos e os pés dormentes pelo frio [...]
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Supondo que Theon não tenha imaginado o episódio inteiro e falado sozinho, quem é esse misterioso homem encapuzado?
O Fandom não tem escassez de teorias, muitas na beira da loucura ou orgulhosamente perto disso. (Benjen Stark? Sério? Howland Reed? São pessoas que desesperadas para finalmente conhecê-lo?) Um dos candidatos mais plausíveis, no entanto, é Harwin, em minha opinião. Um ex-membro da família Stark em Winterfell e um membro atual da Irmandade Sem Bandeiras, sob o comando da Senhora Coração de Pedra.
O homem encapuzado é novo em Winterfell, pois parece surpreso ao ver Theon. Ele definitivamente não esteve presente no casamento de Ramsay com a falsa Arya, quando Theon ficou ao lado da noiva como substituto de Ned Stark, e possivelmente só chegou, solitariamente, com a cobertura da tempestade de neve. Ele não apenas chama Theon de vira-manto, o que é bastante comum, mas também um matador de parentes. Foi sugerido que essa acusação não poderia ser feita por alguém que não fosse leal aos Starks e que não soubesse como Robb, Bran e Rickon encaravam Theon como um irmão. Por fim, Theon não reconhece o homem. Talvez isso signifique que seria um servo [como Harwin], uma pessoa que o antigo Theon teria considerado não ser digno de nota.
Harwin participa do julgamento de Brienne em O Festim dos Corvos.
[Lem:] Há um fedor de leão em você, senhora.
[Brienne:] – Não é verdade.
Outro dos fora da lei deu um passo adiante, um homem mais novo com um justilho gorduroso de pele de ovelha. Na mão trazia a Cumpridora de Promessas.
– Isto diz que é – a voz dele era carregada com o sotaque do Norte.
(AFFC, Brienne VIII)
Então, como poderia Harwin estar em Winterfell durante A Dança dos Dragões? Lembre-se de que Dança realmente se estende cronologicamente além de Festim. Arya tem seu primeiro ponto de vista em A Dança dos Dragões logo antes do supracitado capítulo de Theon, e Jaime aparece alguns capítulos depois. Além do mais, o último capítulo de Brienne em Festim ocorre quatro capítulos antes do final do livro.
Senhora Coração de Pedra teria boas razões para enviar um agente para Winterfell, caso ela soubesse do casamento forçado de Arya. Harwin é o homem ideal para a tarefa por causa de sua familiaridade com o Norte e porque ele é um dos últimos a ver Arya de perto, viva e com sua identidade comprovada além de qualquer dúvida (ASOS, Arya II-VIII).
Além disso, Harwin é um cavaleiro excepcional, rápido o suficiente para perseguir Arya, apesar de sua vantagem inicial, quando ela tenta escapar da Irmandade (ASOS, Arya III). Como ele explica, seu pai, Hullen, era mestre em cavalos em Winterfell.
Qual é a importância de Harwin ser o homem encapuzado? Bem, para começar, isso confirmaria suspeitas de que Coração de Pedra está conspirando com os homens do norte para restaurar o domínio Stark em todo o antigo reino de Robb (que inclui as Terras Fluviais).
Na verdade, em minha opinião, isso já é sugerido com sua viagem de ida e volta ao Gargalo. Harwin poderia garantir aos senhores do norte como os Umbers que Grande-Jon e outros reféns do Casamento Vermelho serão libertados em breve por amigos, permitindo que aqueles em Winterfell ajam sem medo de represálias. Mais importante ainda, ele é outro personagem que pode expor o embuste dos Bolton com a falsa Arya simplesmente pondo os olhos sobre a garota.
É verdade que os nortenhos podem não precisar de ajuda nesse assunto. Os Mormonts, Glovers, Manderly, Umbers, Liddles, Norreys, Wulls e Flints - até Lady Dustin -, todos no Norte têm informações para compartilhar. E eles provavelmente estiveram ocupados chegando à conclusão de que Stannis e os Bolton deveriam ter que sangrar um ao outro para que um Stark (ou um Snow legitimado) possa surgir das ruínas.
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2020.03.09 16:25 carretinha É possível responsabilizar a Globo e não o Drauzio?

A esse ponto, é provável que todos saibamos do cancelamento do Drauzio por parte da sociedade, por conta da participação de uma pessoa que cometeu crimes hediondos em uma matéria voltada a causar emapatia.
Antes de tudo gostaria de apresentar meu posicionamento (pra não ser cancelado tbm), quando eu vi eu nem reparei no abraço e concordo plenamente com a posição do Drauzio, de que é assustador que um ato tão humano cause tanta repercussão. Sou radicalmente contra a transfobia e desprezo a ideia de que porque uma pessoa trans ou presidiária é ruim isso significa que o grupo todo ou grande parte dele é ruim, mesmo porque de homem escroto o mundo tá lotado.
Contudo eu não consigo deixar de pensar que nós estamos passando pano pro Drauzio pq achamos ele um cara legal. Uma das coisas que eu li muito foi:
"Drauzio Varella fez o juramento a Hipócrates; a Globo, não. A emissora errou antes, ao não revelar os delitos das entrevistadas, e erra novamente agora ao usar o médico como escudo contra as contestações ao seu jornalismo."
Claro que essa é uma citação específica, mas é a posição de algumas pessoas na internet, inclusive a minha até eu me perguntar: Pera, será que eu não tô "passando pano" não?
Vamos lá, até onde sabemos, o Drauzio escreveu a matéria. E por mais que ele ao escrever possa não ter preocupado com os delitos, quem revisou tinha que preocupar. Afinal dependendo do delito o tiro poderia sair pela culatra (como saiu). Esse revisor deveria ter dito para o Drauzio rever a matéria, agora levando em conta os delitos. Ok, a Globo tem culpa nisso.
Contudo Drauzio não é um novato no jornalismo, faz anos que ele faz matéria pra Globo e por mais nobre que sejam os motivos dele escolher não divulgar os crimes, e eu acredito que ele desconhecia e preferiu não perguntar, foi uma escolha que fere uma determinada ética jornalística. Ou seja, tem como culparmos a Globo de não ter informado o crime e não culpar o Drauzio (que foi essencialmente a pessoa que decidiu não informar qual foi o delito)? Ele escreveu a matéria e ele deveria escrever uma possível correção.
A ideia não é que ele é um monstro e foi uma coisa terrível fazerem as pessoas terem empatia por quem cometeu um crime horrendo, não, mas ele deveria assumir a responsabilidade de falar: "Malz aê galera, realmente foi errado não mostrar os crimes, isso muda as razões do porque a Suzy não está sendo visitada, mas não muda o fato de que ela merece um tratamento humano e uma possível possibilidade de reinserção na sociedade, não lamento minhas atitudes, mas lamento não ter tido conhecimento e informado sobre esse fator para o público antes."
Enfim, a Globo teria errado se o Drauzio não tivesse 'errado' primeiro? Eles deveriam assumir mais a responsabilidade pela escolha?
Obs.: Eu particularmente acho que a matéria teria muito mais força se tivessem divulgado o crime dela, mas mostrado que apesar disso ela ainda merece um tratamento humanitário.
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2020.03.06 03:56 altovaliriano A glorificação da guerra e o sonho de Dunk

Em uma “segunda de SSM”, eu tratei sobre uma entrevista que o jornal britânico The Guardian fez com Martin. No final do artigo, o jornalista relata que perguntou a Martin qual era sua cena favorita nos livros e recebeu uma resposta inesperada:
Com isso em mente, ele tem uma cena favorita em que sentiu a escrita realmente acertou em cheio? Eu perguntei plenamente esperando que ele mencionaria um dos momentos mais famosos, como o Casamento Vermelho, por exemplo, ou a morte chocante de Ned Stark no primeiro livro.
Houve uma longa pausa antes que a resposta surpreendente chegasse. “Lembro que houve um discurso que um septão [a versão westerosi de um padre] faz a Brienne sobre homens quebrados e como eles se quebram. Eu sempre fiquei muito satisfeito em ter escrito aquilo”.
O discurso em questão é um pesado e longo monólogo do Septão Meribald dá em O Festim dos Corvos, no 5º capítulo de Brienne. Podrick pergunta se desertores e foras-da-lei de equivalem e Brienne responde laconicamente, mas Septão Meribald dá um resposta longa sobre como os desertores são o resultado da destruição que a guerra dos nobres causa na vida dos plebeus.
A quem conhece um pouco do pensamento de GRRM, a resposta ao jornalista apenas parece refletir sua posição pessoal anti-guerra que permeia toda sua obra, desde a primeira história que vendeu profissionalmente, “O Herói”. Em As Crônicas de Gelo e Fogo, o autor expõe o tempo todo as consequências catastróficas da guerra, tanto para o lado vitorioso quanto para o perdedor.
Inclusive, existe um longo e excelente texto escrito por um expert em armas nucleares que demonstra como Martin se inspirou nestes dispositivos de destruição em massa para criar os dragões de seu mundo e todo o jogo político ao redor de quem vai dominá-los. O fato de alguém conseguir puxar tantos paralelos entre armas nucleares e dragões dá uma pista do tom antiguerra de ASOIAF, além de mostrar o quanto ser baby-boomer influencia na visão de mundo de GRRM.
Como era natural de se esperar, os contos de Dunk e Egg não escapam a este tipo de abordagem. Porém, aqui Martin preferiu manifestar o tema de forma onírica.
Em um recente tópico aqui no valiria, eu tentei explorar as razões que fizeram com que GRRM nos contasse sobre a viagem de Dunk e Egg à Dorne, quando ele parece ter mudado de ideia sobre qual seria o enredo da história sucessora de O Cavaleiro Andante.
Dentre várias razões que apontei para a manutenção da jornada dornesa nos flashbacks de Dunk, eu especulei que a história da morte de Castanha serve como mote para o sonho de Dunk, pois essa história revela como inocentes podem morrer por decisões estúpidas de seus senhores. Mas eu gostaria de acrescentar que inocentes e votos de cavaleiro também morrem quando cavaleiros põem o cumprimento dos deveres para com seus senhores acima de proteger os fracos.
Este é o sentido do sonho de Dunk, emanado do sentimento anti-guerra de Martin, conforme analisarei a seguir.

Um cavaleiro antes de uma espada juramentada

De fato, desde o primeiro treinamento dos plebeus que obedeceram ao chamado de Sor Eustace para a guerra contra a Rohanne fica claro que eles não teriam qualquer chance contra os cavaleiros da viúva.
Quando Dunk afirma que a necessidade de mandar todos a morte por um disputa tão pequena é uma escolha que não cabe a eles, Egg responde com uma alegoria à lição de Sor Arlan, de não dar nomes a cavalos para evitar sofrer quando eles morrem:
– Isso não é você nem sou eu quem vai dizer – Dunk respondeu. – É dever de todos eles ir para a guerra quando Sor Eustace os convoca... e morrer, se necessário.
– Então não devíamos ter dado nomes para eles, sor. Isso só vai tornar a dor mais difícil para nós quando morrerem.
(A Espada Juramentada)
De fato, é incrível a quantidade de parágrafos que GRRM leva descrevendo o processo de “batismo” dos camponeses que tinham nomes iguais. A princípio, eu não entendi porque Martin achou que isso era importante, até que eu comecei a decodificar o sonho de Dunk.
Essencialmente, o que aconteceu com Castanha nas areias de Dorne é o mesmo que está acontecendo em Pousoveloz antes de Dunk começar a pensar em uma saída pacífica para o impasse entre Osgrey e Webber. O sonho é a forma como Dunk, um homem de lealdade inquestionável e raciocínio lento, começa a perceber as consequências da obediência cega que tem prestado a Sor Eustace.

O Prólogo de um sonho

Antes de passarmos à análise do sonho, um pequeno parágrafo precisa ser examinado. Quando Dunk se deita para dormir, ele lembra dos eventos do torneio de Vaufreixo, especialmente das tragédias que ocorreram naquele dia:
Supostamente, estrelas cadentes traziam boa sorte, então ele pediu para Tanselle pintar uma em seu escudo. Mas Vaufreixo trouxera tudo menos sorte para ele. Antes que o torneio acabasse, ele quase perdera uma mão e um pé, e três bons homens perderam a vida. Ganhei um escudeiro, no entanto. Egg estava comigo quando deixei Vaufreixo. E essa foi a única coisa boa de tudo o que aconteceu.
Esperava que nenhuma estrela caísse naquela noite.
(A Espada Juramentada)
Estes pensamentos antes do sonho provavelmente é o que desperta a memória de Dunk e faz com que Baelor e Valarr surjam em seu sonho. Contudo, Dunk cita que três pessoas morreram naquele dia, mas Valarr não era era uma delas.
Essa distinção é importante para entendermos como o subconsciente de Dunk parece estar funcionando durante o sonho. Como veremos a seguir.

Decodificando

Vamos analisar o sonho na íntegra.
Havia montanhas vermelhas a distância e areias brancas sob seus pés. Dunk estava cavando, enfiando uma pá no solo seco e quente e jogando a fina areia branca por sobre os ombros. Estava fazendo um buraco. Um túmulo, pensou, um túmulo para a esperança. Um trio de cavaleiros dorneses estava parado observando e zombando dele em voz baixa. Mais além, comerciantes esperavam com suas mulas, carroças e trenós de areia. Queriam ir embora, mas não partiriam até que ele enterrasse Castanha. Ele não deixaria seu velho amigo para as cobras, escorpiões e cães da areia.
Aqui Martin estabelece a cena, mas eu quero comentar especificamente as partes em negrito.
Aqueles que lembrarem do que realmente aconteceu no enterro de Castanha, devem desde já estranhar os comerciantes esperando Dunk enterrar o cavalo.
Eu não entendi a parte do túmulo à esperança quando li a primeira vez. Mas agora que sabemos que Castanha está sendo usada como alegoria às vítimas das guerras caprichosas dos nobres e à lealdade cega de seus cavaleiros, seu significado fica evidente.
Dunk está pessoalmente cavando um túmulo para os mais fracos, as pessoas que um cavaleiro jura proteger. As pessoas que viram valor nele quando ele enfrentou Aerion por Tanselle. E ao virar as costas para elas, Dunk se torna um cavaleiro hipócrita, como os demais.
Quanto aos três cavaleiros dorneses, a seguir veremos que eles não são os cavaleiros dorneses que estavam com Dunk, mas Sor Arlan, Baelor Quebralanças e Valarr. Martin preferiu apresenta-los aos poucos durante o sonho, por isso suas identidades não são reveladas nesse momento.
Por outro lado, quem lembrar dos detalhes do enterro de Castanha, saberá que não foi assim que os cavaleiros dorneses se portaram.
O castrado morrera de sede, na longa travessia entre o Passo do Príncipe e Vaith, com Egg em suas costas. Suas patas dianteiras pareciam ter se dobrado sob ele e o cavalo ajoelhou, rolou de lado e morreu. Sua carcaça estava ao lado do buraco. Já estava dura. Logo começaria a feder.
Esta realmente parece ter sido a forma como Castanha morreu. Mesmo que valha a pena debater se Martin não está criando um paralelo entre a sede que matou o cavalo e a seca que levaria a morte dos plebeus, me parece que essa parte só está aí para estabelecer o pano de fundo do acontecimento.
Dunk chorava enquanto cavava, para diversão dos cavaleiros dorneses.
Água é preciosa para se desperdiçar – um deles disse. – Não devia desperdiçá-la, sor.
O outro riu e disse:
– Por que está chorando? Era só um cavalo, e bem feio.
Castanha, Dunk pensou enquanto cavava, o nome dele era Castanha, e ele me levou nas costas por anos e nunca empacou ou mordeu. O velho castrado parecia uma coisa lamentável ao lado dos corcéis de areia lustrosos que os dorneses cavalgavam, com suas cabeças elegantes, pescoços longos e crinas se agitando, mas Castanha dera tudo o que podia dar.
É notável perceber que dois dos “cavaleiros” dão mais valor a água do que a Castanha, assim como Eustace (e Rohanne) do que a vida dos plebeus. Contudo, estes “cavaleiros” montam cavalos melhores do que um velho castrado, indicando que eles são de uma estirpe acima da pequena nobreza (como veremos a seguir).
– Chorando por um castrado de costas arqueadas? – Sor Arlan disse, em sua voz de velho. – Ora, rapaz, você nunca chorou por mim, que o colocou sobre as costas dele. – Deu uma risadinha, para mostrar que não queria causar mal com a censura. – Esse é Dunk, o pateta, cabeça-dura como uma muralha de castelo.
– Ele não derrubou lágrimas por mim tampouco – disse Baelor Quebra-Lança, do túmulo. – Embora eu fosse seu príncipe, a esperança de Westeros. Os deuses nunca pretenderam que eu morresse tão jovem.
– Meu pai tinha só trinta e nove anos – lembrou o Príncipe Valarr. – Tinha tudo para ser um grande rei, o maior desde Aegon, o Dragão. – Olhou para Dunk com frios olhos azuis. – Por que os deuses o levariam e deixariam você? – O Jovem Príncipe tinha o cabelo castanho-claro do pai, mas uma mecha loura-prateada o atravessava.
Vocês estão mortos, Dunk queria gritar, vocês três estão mortos, por que não me deixam em paz? Sor Arlan morrera de um resfriado, o Príncipe Baelor, de um golpe dado pelo irmão durante o julgamento de sete de Dunk, e seu filho Valarr, durante a Grande Praga daPrimavera. Não tenho culpa por esse. Estávamos em Dorne, nem mesmo ficamos sabendo.
Sor Arlan é o terceiro cavaleiro, mas o primeiro que vimos ser revelado. Depois, Baelor e, por fim, Valarr. Isso ocorre porque foi nesta ordem que eles morreram, e é a ordem inversa de suas idades.
Enquanto a fala de Valarr é uma repetição quase idêntica do último diálogo entre Dunk e o príncipe (até mesmo as descrições), as falas de Sor Arlan e Baelor se concentram no fato de que Dunk não havia chorado a morte deles, mas agora chorava a morte de um cavalo.
A razão para isso é porque Dunk não foi responsável pelas mortes de nenhum dos três, nem mesmo a de Baelor Quebralanças (ao menos não totalmente). Mas ele foi responsável pela morte de Castanha.
No caso de Valarr, o próprio Dunk não vê culpa sua.
Sor Arlan morreu de um resfriado e os pensamentos de Dunk foram de que “ele teve uma vida longa” e “Devia estar mais perto dos sessenta do que dos cinquenta anos, e quantos homens podem dizer isso? Pelo menos vivera para ver outra primavera” (O Cavaleiro Andante). Portanto, salvo por sentimentalismo, Dunk não havia porque achar que tinha culpa na morte do velho.
Já o Príncipe Baelor entrou no Julgamento dos Setes por conta própria, sem que Dunk sequer cogitasse convidá-lo e para a total surpresa dos Targaryen na equipe dos acusadores. Então, objetivamente não há culpa real de Dunk. Ele não tinha uma escolha real.
Entretanto, mesmo que Dunk sinta-se a culpado, ele sabe que só poderia ser responsável por uma parcela. De fato, como o próprio cavaleiro admite, ele divide o fardo com Maekar: “Você o acertou com a maça, senhor, mas foi por mim que o Príncipe Baelor morreu. Então eu o matei tanto quanto o senhor” (O Cavaleiro Andante).
Contudo, Castanha morreu exclusivamente porque Dunk estava caprichosamente correndo atrás de uma mulher em uma das regiões mais inóspitas dos Sete Reinos.
– Você é louco – o velho disse para ele. – Não vamos cavar nenhum buraco para você quando se matar com essa tolice. Nas areias profundas, um homem deve estocar sua água.
Vá embora, Sor Duncan – Valarr disse. – Vá embora.
A mensagem aqui é bem direta: sacrificar os plebeus em nome do dever como espada juramentada era teimosia inútil, uma “guerra estúpida” como alegara Egg, pois ninguém realmente ligaria se ele morresse ou vivesse.
Egg o ajudava a cavar. O garoto não tinha pá, só as mãos, e a areia voltava para o túmulo tão rápido quanto eles a tiravam. Era como tentar cavar um buraco no mar. Tenho que continuar cavando, Dunk disse a si mesmo, embora suas costas e ombros doessem com o esforço. Tenho que enterrá-lo profundo o bastante para que os cães de areia não o encontrem. Tenho que...
– ... morrer? – perguntou Grande Rob, o simplório, do fundo do túmulo. Deitado ali, tão quieto e frio, com uma ferida vermelha irregular escancarando sua barriga, ele não parecia tão grande.
Dunk parou e o encarou.
– Você não está morto. Você está dormindo no porão. – Olhou para Sor Arlan, em busca de ajuda. – Diga para ele, sor – pediu. – Diga para ele sair do túmulo.
A primeira menção a Egg no sonho é como ajudante de Dunk na missão inútil, o que reflete a última discussão que teve com o escudeiro, na qual conseguiu sua obediência na base da rispidez.
Porém, no meio da tarefa, há a primeira indicação clara de que o ocorrido com Castanha serve de alegoria à situação atual, na qual Dunk está colocando inocentes em perigo ao convoca-los, treiná-los e ficar em negação sobre suas chances.
Até mesmo Sor Bennis, o Marrom, está mais desperto para isto do que Dunk. É claro que o cavaleiro marrom não queria mais trabalho, porém suas atitudes estavam mais voltadas a evitar um banho de sangue do que as tomadas por Dunk.
Com efeito, o cavaleiro não só era contrário a levar a notícia da represa a Sor Eustace, como também não se enganava quanto às chances dos camponeses que estava treinando.
Dunk estava em tamanha negação, que mesmo ao ver Grande Rob mortalmente ferido no buraco em que estava cavando, virtualmente perguntando a Dunk “Tenho que morrer?”, o cavaleiro ainda pediu auxílio a Sor Arlan, seu carinhoso mentor, aquele que lhe ensinou sobre os deveres de uma espada juramentada, que atestasse que nada de errado estava ocorrendo.
Só que não era Sor Arlan de Centarbor que estava parado perto dele, mas Sor Bennis do Escudo Marrom. O cavaleiro marrom só gargalhou.
– Dunk, pateta – disse –, destripar é algo lento, certamente. Mas nunca conheci um homem que viveu com as entranhas penduradas. – Uma espuma vermelha borbulhou em seus lábios. Ele se virou e cuspiu, e as areias brancas beberam tudo.
Buco estava parado atrás dele com uma flecha no olho, chorando lentas lágrimas vermelhas. E lá estava Wat Molhado também, a cabeça cortada quase na metade, com o velho Lem e Pate olho-vermelho e todo o resto. Todos tinham mastigado folhamarga com Bennis, Dunk pensou de início, mas então percebeu que era sangue escorrendo por suas bocas. Mortos, pensou, todos mortos, e o cavaleiro marrom zurrava.
– Sim, melhor se manter ocupado. Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca.
Porém, no lugar de Sor Arlan estava Sor Bennis. Isto é o sinal de que não havia lição de honra a ser aprendida, só a realidade nua e crua finalmente se mostrando a Dunk.
Todos morreriam na guerra e tudo seria absorvido e justificado por ela. Até mesmo pessoas que Dunk julgava estarem fora do alcance do conflito, como Egg.
A pá escorregou das mãos de Dunk.
– Egg – gritou –, fuja! Temos que fugir! – Mas as areias escorregavam sob seus pés. Quando o garoto tentou se precipitar para fora do buraco, tudo desmoronou. Dunk viu as areias cobrirem Egg, enterrando-o enquanto ele abria a boca para gritar. Tentou abrir caminho até o escudeiro, mas as areias erguiam-se por todos os lados, puxando-o para o túmulo, enchendo sua boca, seu nariz, seus olhos...
Apesar da alegoria, o sonho aqui mostra bem claramente que a indolência de Dunk levaria todos para dentro do túmulo que Dunk estava escavando para aqueles que morreram porque ele fechou os olhos.
A mensagem anti-guerra que parece estar subjacente aqui é a de que o cumprimento cego do dever não absolve ninguém da responsabilidade pelos mortos, e o conflito atinge a todos indiscriminadamente. E as consequências nefastas da guerra estão por todo nas terras Osgrey. Seja nas vilas ou nas amoreiras.

O epílogo de um sonho

Para finalizar, é preciso analisar o que realmente aconteceu durante o enterro de Castanha.
A primeira coisa a entender é que Dunk não chorou e não houve enterro nenhum:
Nunca chorei. Posso ter tido vontade, mas nunca chorei. Ele tentara enterrar o cavalo também, mas os dorneses não esperaram.
Porém, a lição que Dunk ouviu de um dos cavaleiros dorneses era relativa ao ciclo da vida e a aceitação de que os animais carniceiros que viriam cear da carne de Castanha estavam protegendo a sua própria prole:
– Cães de areia precisam alimentar seus filhotes – um dos cavaleiros dorneses dissera para ele enquanto o ajudava a tirar a sela e os arreios do castrado. – A carne dele vai alimentar os cães ou as areias. Em um ano, seus ossos estarão totalmente limpos. Isso é Dorne, meu amigo.
A partir desta mensagem é que Dunk, já acordado, faz uma nova reflexão sobre as eventuais mortes dos plebeus. Porém, nem mesmo nesta nova meditação Dunk é capaz de achar significado algum para que os novos soldados de Osgrey percam suas vidas:
Ao lembrar-se daquilo, Dunk não pôde deixar de se perguntar quem se alimentaria das carnes de Wat, Wat e Wat. Talvez haja peixes xadrezes no Riacho Xadrez.
Encerrada a questão no plano onírico e no plano racional, não surpreende que Dunk tenha, logo depois do treinamento, perguntando a Sor Osgrey por uma alternativa.
Uma espada juramentada deve serviço e obediência ao seu suserano, mas isso é loucura.

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2020.01.31 20:20 DoomMortal Propaganda em Portugal (Um país de Migração ?)

Boa tarde a todos.
Eu queria começar aqui um grande debate entre os portugueses sobre a minha opinião para saber se os portugueses aqui pensam a mesma coisa e
se os portugueses têm a mesma consciência de certas problemas que eu vejo em relação a política, informação e migração.
Por favor leiam o artigo ate ao fim. E vejam tambem os links externos. Eu prometo que vale a pena para mim e para voces.
Primeiro eu quero pedir já desculpa se a minha ortografia ou gramatika não esta, cem por cento.
Para entender o meu texto ou a minha motivação melhor, aqui umas informações sobre mim.
Eu sou de nacionalidade portuguesa e vivo dês de eu nascer em 1989 na Alemanha.
Sou filho de pais portugueses. O meu pai emigrou para a Alemanha em 1969. A minha mãe casou em 1989 e emigrou também para a Alemanha.
Por isso eu digo já de início que eu sei muito bem o que significa no exemplo do meu pai deixar tudo para trás para encontrar trabalho e uma vida melhor noutro pais.
Num paisque não sabe falar a língua. Que tinha de trabalhar no duro e sujo ate a reforma porque não tinha outra qualificação.
Ariscando a sua saúde e trabalhar horas extraspara ter uma vida melhor e dar uma vida melhor aos seus filhos. Mas eu também entendo e tenho de respeitar que há cidadãos nos seus países que não querem essa forma de migração. Isto não e racista nem xenofobia isto e democracia.
O que eu noto aqui na Alemanha e que o debate aqui esta intoxicado ou emocionado. Se chagar a houver um debate.
Os esquerdos argumentam de forma moral e os da direita argumentam de forma racional sem moralidade nenhuma.
Há uma grande separação dês da crise dos refugiados nesta sociedade alma que divide famílias, amigos e mesmo os partidos políticos em si.

Também vejo televisão portuguesa. E vejo também o que esta passando aqui, passa também no programa televisivo português.
Jornalistas e apresentadores argumentam de forma moral. Não há critica, nem na televisão nem nos jornais virtuais.
E sempre uma argumentação moral, de cima para baixo. Parece me que existe um esquecimento histórico e não há racionalidade nenhuma.
Há coisas que não tenham de ver com outras coisas.

Há pessoas perdendo o trabalho por denúncias por serem racistas ou xenofobias, ou são ameaçados por simplesmente serem de outra opinião.
Eu acho que isto esta, errado.
Esta separação esquerda contra direita e entendida. Nós precisamos unir a moralidade e a racionalidade. E por isso eu escrevo este texto.

Eu acho que em Portugal e em especial nos media portugueses(e igual se for privado ou publico), e nem só em Portugal
estão publicando informações descontextualizadas, fragmentadas.
Por isso e que há o debate dos fake news.
Porque há pessoas que descobriram que há alguma coisa ou coisas que não batem certas.

Aqui na Alemanha há uma grande perca de confiança nos jornais e na televisão pública.
Eu queria já que eu não connheco bem os media portugueses todos, se há media alternativos aonde vocês se informam ?

Aqui vai uma cronologia e analise histórica do meu ponto de vista dês de 2012/2013 ate hoje.
A minha tese e "A crise dos refugiados. Uma história cheia de mentiras no exemplo da Síria"
Digam se sabem ou não sabiam de estes eventos.

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Tudo começou a partir de 11 de setembro de 2001 A agenda para derrotar 7 países em 5 anos. Como o general dos Estados Unidos Wesley Clark disse numa entrevista. Aqui o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=c4Y2TPSra4Y

Mas eu vou passar a guerra do Afeganistão, Iraque e Líbia e vamos diretamente para guerra da Síria.

Guerra na Síria:
Todos pensaram que havia uma grande revolução por parte da população da Síria. A Primavera Árabe. Quem não se lembra.

Esta guerra civil começou em 2011 e persiste. Como a RTP e outras estações televisivas documentaram essa guerra? Depois da guerra em Líbia e o começo da guerra na Síria parece me que eu tinha já um dejavu. E um ditador o Bashar-Al-Assad. O próximo ditador como foi o Putin e o Gadaffi. Matam o povo. Mesmo a RTP, uma estação que e paga para por os contribuintes faz propaganda. O mesmo narrativo de todos.

Como isso pode ser? Não há investigação nenhuma? Quem tem interesses? De aonde são as armas e o dinheiro para continuar uma guerra por esses anos todos ? Nada. Eu ainda achei que só contar o que se passa não e propaganda. Mas com a crise de Venezuela, eu hoje tenho outra opinião. Depois em 2017 uma grande bomba!!!!!
Nem eu cheguei ouvir a bomba. Só em 2019 eu dei notícia. Quase ninguem ouviu nem escreveu sobre essa bomba internacional. Onde estão os jornalistas. Tanta gente formada de jornalistas a espera de sensações para fazerem um euro. Trabalham dia e de noite. Recebem prémios por serem melhor jornalistas. NINGUÉM. Nem em jornais nem na televisão pública ou privado. Silencio.
Os Estados Unidos revelam um programa administrado pela CIA para fornecimento de dinheiro, armas e treino de forcas "rebeldes" (Al -Quada e o Estado Islamico) para combate de Bashar al-Assad. O programa chama-se Timber Sycamore.
https://en.wikipedia.org/wiki/Timber_Sycamore

O que muitos no estrangeiro e mesmo dentro da Alemanha não sabem que há uma base militar alma "Ramstein" de onde os Estados Unidos pilotam drones para matarem "Terroristas". Mas neste caso utilizaram a base para mandar armas e ajuda para terroristas na Síria. Aqui um artigo de num jornal alemão sobre esse tema.
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101.html
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101-p2.html

Alguém no Telejornal chegou a explicar ao povo que EUA estava fazendo.
Como e possível que uma pessoa como Jose Rodrigues dos Santos que e praticamente a cara do noticiário e quase todas as noites pisca o olho ao publico, que esses jornalistas não são capaz de ver o que esta a passar?

Guerra na Síria e observatório sírio de direitos humanos:
Durante a guerra da Síria houve uma fonte de onde todos os jornalistas recebiam informações como fotos e vídeos. Foi o "Observatório sírio de direitos humanos". Esse observatório e dirigido por uma pessoa que vive dês de 2010 no exílio em Londres e tem simpatias com a "Irmandade muçulmana". Porque que os jornais e a estacões televisivas tinham de recorrer a esse material que não se sabe de onde veio.
Qual e a credibilidade de essa pessoa ?
Aonde estão os correspondentes da RTP. Já não há investigação e nem dinheiro e vontade ?

Depois vieram do nada os capacetes amarelos. Paramédicos equipados com comerás ? Nas noticias da RTP com o título "Imagem de menino sírio associada aos capacetes brancos" a RTP transmite 1 por 1 as noticias falsas.
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/imagem-de-menino-sirio-associada-aos-capacetes-brancos_v941771
E a "RT Deutsch" que e um programa Russo que e dirigido a população almã, que dizem que e o nosso inimigo e que faz a investigação ? https://www.youtube.com/watch?v=cowLqWdycCE

Afinal eu ainda encontrei um artigo que critica isto em português: https://www.abrilabril.pt/internacional/falsa-fachada-dos-capacetes-brancos

Agora vem o evento central que mudou tudo. Foi o começo da crise dos refugiados. Crise ? Não. Isso foi intencional. https://translate.google.de/translate?hl=de&tab=wT1&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101.html

Por causa dos cortes de dinheiros para os refugiados a UNHCR já não tinha dinheiro para alimentar tanta gente. Assim esta crise começou. Muita gente puseram-se em movimento para a Europa. Eu ainda me lembro quando tantos os refugiados chegaram a ilha de Lampedusa e ninguém se importava dos chefes dos estados da união europeia.

Eu quero dizer que isto tudo o que aconteceu são coisas que os nossos governos fizeram. E os nossos jornalistas e apresentadores tapam os culpados e apelam a humanidade para ajudar. Quem fez as guerras ? Quem não ajudou quando foi preciso? Quem se aproveitou dos refugiados/migrantes no passado e agora ?

Em Setembro 2015 chegaram os refugiados ou migrantes que vieram da Hungria a Áustria e Alemanha. Ainda hoje há um debate se a chancelar Angela Merkel deixou a fronteira aberta ou não. Porque a argumentação e que dentro de Schengen não há fronteiras. Porque isso e uma violação da lei porque os migrantes são obrigados a pedir asilo no primeiro pais que seja seguro.
As críticas dizem que Merkel violou a lei e que ela mandou o sinal a outros refugiados/migrantes que as portas estão abertas. E os outros dizem que e um ato humanitario.

Pacto Global para Migração:
Depois veio uma evento central que me assustou e preocupou no mesmo tempo. A assinatura do Pacto Global para Migração. Eu pensei: Isto não será um truque para legalizar a migração ilegal desde 2015? Já antes disto houve 21 petições que foram todas rejeitadas pela comissão de petição do Deutscher Bundestag.
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.welt.de%2Fpolitik%2Fdeutschland%2Farticle184254452%2FUN-Migrationspakt-Bundestag-veroeffentlicht-doch-Petition-gegen-Abkommen.html

Mas perto da assinatura do pacto foi autorizado uma petição que atingiu em recorde as votações necessárias para ser debatida em frente da comissão de petição. Mas essa conferencia podia só já ser depois da assinatura do pacto.

De um lado dizem que o pacto não muda nada em relação a migração, que e só afirma que os estados cumprem os direitos humanos e com o objectivo de reduzir a emigração.
Os estados continuam a ter a sua soberania.
Por ou outro lado este pacto e considerado um "compromisso politicamente vinculativo" ("Nos comprometemos") que promove: (Exerto do pacto de Migração)

O pacto chega a ser numas declarações contraditorias. Nos últimos dois pontos o pacto diz que migração e uma coisa boa.
Aqui há uma fonte de criticas que e neste caso não pode haver vozes que criticam a migração nem hipoteticamente haja algum impacto negativo.
Mas aqui já vou dizer: Os nossos media já antes do pacto não forram diferentes.


Excerto media portugueses (Aqui umas vozes portuguesas que promovem a migração):
---------------------------------------------------------------------------------
Aqui ainda gravei uma politica que diz que migração e uma coisa boa:
https://youtu.be/sG_U8zyT3zs

Aqui esta uma parte que diz que Portugal e um pais de migração:
https://youtu.be/uq80Bl-MpAY

E aqui vai mais uma parte, que diz não há diferença entre refugiados e migrantes:
https://youtu.be/169G1mZD1hU

Mesmo o nosso presidente Marcelo Rebelo de Sousa diz que Portugal “é um país de migração”.
https://news.un.org/pt/story/2018/09/1639682


Situação hoje na Alemanha:
Há mais violência nas estradas. Há mais criminalidade nas estradas.
Há criminalidade com facas e violação de mulhares em grupos de migrantes.
O negocio de droga no parque em Berlim foi legalizada porque não conseguem combater.
Coisas que nunca vi na minha vida.
Quem e esta gente? De aonde são? Alguns fazem por deposito tirarem com os papeis para não serem expulsos do pais.
O que vocês viram nas noticias em 2017 que houve mulheres serem agredidas por "refugiados" em Colonia ("silvesternacht 2017 köln"), só foi uma parte.
Eu já vi reportagens no programa regular televisão a noite para ninguém da população alma ver, aonde mostraram pessoas que fizeram parte do Estado Islâmico pediram asilo na Alemanha ou conseguiram se esconder na Alemanha.
Há pessoas que imigraram para a Síria para combater no Estado Islâmico e agora regressam.
Não quero saber se Portugal já tem também o mesmo problema.
Isto não há controlo nenhum. Em vez de fazerem constróis a essa gente e ao contrario:
E o combate a "Fake News" o combate a extrema direita o que eu vejo na televisão.
Em Portugal tambem ja comecou esse combate:
https://youtu.be/niDghq0yg-4
https://mediaveritas.pt/?area=noticias&n=13
A AFD e o resultado de essa politica errada. O partido e estigmatizada medial e politicamente.
O que eu não compreendo porque em Portugal não há ainda um partido como esse.

Minha conclusão:
Eu estou a ver um plano por trás de isto.
Primeiro eram refugiados da Síria.
Depois foram refugiados por razoes económicas/climáticas
E agora e a migração porque as populações de Portugal/Europa estão descendo(Portugal envelhecendo) e nos precisámos mais pessoas para trabalhar
Outras razões saram: Promover diversidade (Multiculturalismo), Nos precisamos profissionais (gente formada)
Já o ultimo ponto alguém pensou o que se passa nos países de origem se gente formada sair colectivamente de esses países ?
Qual e o impacto para essa sociedade ? Estão destruindo esses países economicamente.

O que eu digo e que isto e uma grande propaganda medial e politica. Alguém já ouviu uma critica contra essa crisa migratória na TV ou Jornal?
O que eu sinto, e que há portugueses abandonar o pais porque não conseguem sustentar as suas famílias e são obrigados a abandonar o pais.
E depois por trás são capaz de acolher pessoas de outros países e pagarem formação, residência etc.
E um cuspo na cara de cada pessoa que abandonou o pais e esta com saudades um dia regressar a Portugal.
E uma exploração das pessoas laborar para pagar em fim menos de salário e exploração por parte da nossa elite humanitária para eles sentirem-se com a consciência tranquila.
E depois vem uma deputada no link acima a relatar que migração e uma coisa boa? Pensa que as pessoas gostam de abandonar o pais aonde sabem falar a língua aonde estão os seus amigos, familiares etc.?
Eu afirmo outra vez que eu não tenho nada contra emigrantes. Os emigrantes também são vitimas de isto tudo.
São os políticos corruptos, jornalistas e apresentadores que pensam que são melhores e humanitários depois da merda de trabalho que fizeram estes anos todos.
Por isso e que è o combate a "Fake news", por isso e que há um combate a extrema direita.
Eu não sou pessoa que comunique muito em comunidades. Eu gosto em ler e saber de todas as opiniões e igual se for direita ou esquerda.
Qual e a voca opinião. Como e a situação em Portugal? Aonde voces se informaam.
Estou muito curioso.
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2019.12.27 14:57 silveringking A Queda do Império - Parte 2: Timor

Introdução
Como agradecimento pelo bacalhau de ouro, decidi fazer um esforço e postar a segunda parte da queda do império antes do fim do ano. Espero que esteja tão boa como a primeira parte.
Hoje vamos falar de Timor, uma pequena nota, algumas das coisas que eu vou dizer aqui ficariam melhor no artigo sobre a India, mas mesmo assim não consigo explicar Timor sem explicar a India, e para explicar a India tinha que explicar África primeiro, por isso hoje voltaremos a falar dos nossos amigos traficantes os Ingleses, também falaremos de um novo “player” neste jogo que é a colonização, os holandeses. Ah já agora, o artigo vai sair um pouco grande, pois há muito que contar sobre a colonização de Timor.

E tudo começa com um troll…
Para poder explicar a razão dos portugueses começarem a navegar os mares assim do nada, tenho de falar do maior troll de todos os tempos. O individuo anónimo que escreveu a primeira versão de uma carta falsa sobre o nome Preste João. Havia várias versões da carta que circularam no final da idade média, e não, não vos vou dar fontes, pesquisem e se eu estiver errado digam. Mas basicamente o que a carta contava era sobre um rei chamado Preste João que era muito rico e cristão, mas que estava rodeado de inimigos mouros e precisava de ajuda de qualquer reino cristão que o viesse salvar, em troca ele pagaria muito, muito dinheiro. Toda a nobreza europeia acreditou nisto, incluindo a nobreza portuguesa. Ironicamente realmente havia um reino cristão bem longe da Europa e isolado do resto do mundo cristão, a Etiópia, que é também é o local mais a sul, onde se encontram “naturalmente” judeus. Mas a Etiópia nunca foi muito rica e isto tudo foi uma coincidência. Havia, no entanto, uma segunda razão para querer navegar para Oriente, uma razão peculiar…

A especiaria mágica…
Se tiverem uma máquina do tempo funcional e acesso a um supermercado e quiserem ficar ricos, recomendo irem ao supermercado e comprarem noz-moscada e irem até à idade média e venderem-na. Ia vender que nem ginjas, isto porque na Idade Média a noz-moscada era extremamente rara, logo extremamente valiosa. O problema é que esta só crescia num pequeno arquipélago na Indonésia, que tinha o óbvio nome de Ilhas das Especiarias… São umas pequenas ilhotas de onde a árvore que produz noz-moscada crescia. Existia só nessas ilhotas, até mais tarde a planta ser importada para outros sítios, mas eu não vou discutir isso. A noz-moscada era tão valiosa e rara, que diziam que servia para tudo, até para curar pragas. Infelizmente, por uma pequena questão chamada de “Rota da Seda”, só os muçulmanos tinham acessos às ilhotas. Eles vendiam- sim aos Europeus, mas a preço de ouro…
Isso tudo mudou quando Vasco da Gama descobriu a rota por mar para a India. Nós e a Espanha fizemos um acordo e ficámos com o controlo de grande parte da Ásia, incluindo a Indonésia e essas pequenas ilhotas. Ainda existem vestígios da cultura portuguesa na Indonésia, eles dizem palavras como garfu (garfo), e existe uma ilha na Indonésia chamada de Flores. (Já agora Taiwan chamava-se Formosa pela mesma razão). Nós íamos bem encaminhados para tornar da Indonésia uma das nossas melhores colónias… Até que veio alguém para estragar tudo…

Entra um novo “player”
Se há alguém bom a ganhar e perder colónias rapidamente são os holandeses. Durante a ocupação filipina eles atacaram quase todas as nossas colónias para ficar com elas. Atacaram o Brasil e perderam no, atacaram Angola e perderam na, já agora o apelido van Dunem, que é o apelido da nossa ministra da justiça, é de origem holandesa, foi um holandês que ficou por lá e deixou muita prole mulata. Não foi só perder, no entanto, ganharam bastante no sudeste asiático, nós perdemos quase todas as nossas colónias do sudeste asiático para os holandeses, e eles consequentemente perderam nas para os ingleses. Todas menos umas poucas, incluindo parte de Ceilão. E agora vou vos contar uma história engraçada, o primeiro rei dos Braganças, deu a mão da filha, D. Catarina em casamento ao rei inglês e como dote deu lhe Ceilão. Não só, mas D. Catarina introduziu o hábito do chá aos Ingleses, que era um hábito originalmente português importado de Macau. Os ingleses ficaram tão viciados em chá, que as razões das Guerras do Ópio, eram o chá e o dinheiro chinês, ou seja, eles vendiam ópio para satisfazer o seu vicio de chá. Já agora, eu tenho a teoria de que Hong Kong foi escolhido a dedo exatamente por ser ao lado de Macau, que era na altura um porto importante…

As Índias Ocidentais Holandesas
Talvez das poucas colónias que os holandeses não perderam até lhes darem independência no século 20, foram Índias Ocidentais Holandesas, também conhecidas como Indonésia. A única parte da Indonésia que os holandeses nunca foram soberanos, foi Timor. E depois, penso que no século 18 se não me engano, nós estabelecemos um acordo com os holandeses a assegurar o controlo de Timor pelos portugueses. E assim ficámos com meia ilha ali entre a Indonésia holandesa e a Austrália inglesa.

A Colónia Penal
Timor era a nossa colónia mais miserável, nós ficámos com ela só para dizer que tínhamos terra, mas na verdade a sociedade em Timor estava longe de ser a mesma da India portuguesa ou de Macau, os Portugueses que iam para Timor eram brutais e não só com os nativos. Timor servia para dois motivos, cultivo de café e colónia penal. Para Timor só mandávamos a pior escumalha que tínhamos em Portugal, mandar alguém para Timor, muitas vezes significava a morte da pessoa. Por vezes a colónia até servia para afastar certos nobres da corte, punham nos na sua administração porque era distante e de lá eles não podiam fazer algaraviada no parlamento.

O sofrimento de Timor e Verão Quente
Timor era miserável, até mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, os japoneses não respeitaram a neutralidade portuguesa e ocuparam timor por estar perto dos interesses holandeses (curiosamente respeitaram-nos em Macau). Nunca houve grandes conflitos em Timor durante a Guerra Colonial, no entanto, era uma colónia “calma”, pobre, sem infraestruturas, mas calma. E aqui tenho de falar do Verão Quente e de um Homem chamado Henry Kissinger que foi Secretário de Estado de Richard Nixon e que sobreviveu para o ser para Ford. Kissinger era um político bastante astuto, como secretário de estado tinha muito poder, até com o Presidente. Na altura do Verão Quente, havia um grande risco de Portugal se tornar um país comunista, e Kissinger estava pronto para invadir Portugal, caso este se tornasse comunista, pois temia um país comunista na NATO. Ora quem elegeu um presidente comunista foram os Timorenses, a Indonésia sabia que os Americanos não iam gostar de ver Timor comunista, perguntaram se podiam invadir e estes disseram que sim. Foi assim que Timor se tornou uma província da Indonésia, dias depois de declarar a independência.

Guerrilha e Independência.
Apesar de ter sido imediatamente invadida pela Indonésia, muita gente foi contra a invasão e na verdade houve décadas de guerrilha devido a essa decisão. Portugal foi um dos grandes promotores da independência de Timor, e um dos aliados mais proeminentes da causa Timorense, foram, surpreendentemente, os Braganças. D. Duarte fora piloto em Angola e viu os horrores cometidos pelos portugueses, nos anos 90 fez várias campanhas a nível nacional e internacional para a independência de Timor e foi um grande “player” na causa de Timor. Eventualmente houve mudança de gerência na Indonésia. E a Indonésia juntou-se à causa portuguesa e libertou Timor, que ficou sobre a custódia das Nações Unidas por uns tempos, tornando-se a primeira nação do milénio. Devido ao grande apoio português, Timor é um grande promotor da cultura portuguesa no seu país, inclusive substitui o seu código civil que era baseado no holandês por um influenciado pelo código português de livre e plena vontade. É uma nação jovem e com perspetivas de futuro. Tem uma boa relação com Portugal e com a ASEAN (Association of South East Asian Nations), de quem é membro observador e pretende ser membro pleno, contando com o apoio da Indonésia e das Filipinas.

Espero que tenham gostado... Provavelmente não postarei mais até a janeiro, o próximo artigo será Angola e São Tomé, vou ter que falar sobre o Reino do Kongo e a Rainha Nzinga provavelmente, o artigo de Angola e São Tomé vai sair grande...
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2019.12.10 23:37 simonekama Comprar seguidores teste gratis ou um bom marketing Instagram?

Comprar seguidores teste gratis ou um bom marketing Instagram?
Comprar seguidores teste gratis pode ser muito eficaz se você utilizar uma automação Instagram que esteja preparada para o mercado de 2020.
Definir uma estratégia para ganhar seguidores no Instagram é o primeiro passo para quem deseja usar essa rede social para divulgar uma empresa ou até mesmo a sua marca pessoal.
Com o crescimento dessa rede no Brasil, muitas marcas vêm buscando no Instagram uma alternativa para a divulgação de seus produtos e serviços e para ganhar seguidores e curtidas no Instagram.
Moda, gastronomia, beleza e turismo, por exemplo, são setores que não podem ficar de fora do Instagram, por serem “a cara” dessa rede e por isso, encontram nela um ótimo lugar para a obtenção de leads.
O grande problema é que muitas dessas marcas estão partindo para o marketing no Instagram, ainda de uma forma amadora e improvisada.
O Instagram não para de crescer em todo o mundo e você precisa de uma automatização Instagram que esteja atualizada para o mercado de 2020.
Poucos meses após ser lançado, o aplicativo conseguiu mais de um 1 milhão de pessoas utilizando e muita gente busca por uma automacao Instagram que funcione.
Hoje, esse número passou de 1 bilhão de usuários, e aumentando. Isso quer dizer que a plataforma está totalmente diferente do que há alguns anos atrás.
Ela tem mais poder, mais capacidades, mais funções e mais adaptações para os seus usuários.
Podemos dizer que o Instagram nunca esteve tão bem-sucedido quanto agora para o crescimento de marcas pessoais e empresariais.
Portanto, você precisa saber como engajar com o público nessa plataforma e mapear essas curtidas no Instagram gratis com um objetivo de marketing ou de vendas.

Além de comprar seguidores teste gratis , você precisa entender o funcionamento da rede como um todo.

Mas antes de tudo isso, é preciso saber como ganhar mais seguidores no Instagram. Essa é a principal razão pela qual eu escrevi esse texto. Para contar sobre a automação Instagram gratis que tem feito sucesso no mercado.
Em um mercado tão competitivo como o do marketing no Instagram, tratar uma conta de Instagram corporativa da mesma forma que você trata a sua conta pessoal é um verdadeiro suicídio estratégico.
Por isso, é importante que antes de mais nada, a marca se prepare, elaborando uma estratégia de divulgar no Instagram, antes de sair por aí publicando qualquer coisa e rezando para ter algum resultado. Todos nós sabemos que isso não funciona.
  • Entendendo o conceito
  • Entendendo o marketing no Instagram
  • Determinando os seus objetivos no Instagram
  • Desenvolvimento de conteúdo
  • Preparação da estrutura
  • Alinhamento com outras estratégias de automatização Instagram
  • Monitoramento de resultados
Você verá que este planejamento básico de uma estratégia de marketing digital no Instagram não é tão difícil como pode parecer, mas certamente é fundamental para que a marca consiga bons resultados.

O passo a passo para elaboração de uma estratégia de marketing no Instagram

Abaixo você verá o passo a passo para elaborar uma estratégia de marketing digital no Instagram e projetar o seu negócio, ou marca pessoal nesta ferramenta.
Novos seguidores Instagram é importante e você precisa utilizar as melhores ferramentas.

Entendendo o conceito do Marketing e da automatização Instagram gratis

O primeiro passo para montar uma estratégia de marketing no Instagram é entender o próprio conceito de marketing nas mídias sociais, que tem características bem diferentes de outras estratégias de marketing digital.
O marketing nas mídias sociais é baseado no relacionamento, ou seja, você em primeiro lugar cria laços de relacionamento com seus seguidores e fãs, para depois, de forma sutil, apresentar a sua proposta comercial.
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