Casado / citas

En estas citas de carácter místico o filosófico comentaremos sobre ciencia, arte, filosofía, política y religión.Con un lenguaje que intenta ser ameno, al alcance de todos y sin pretender agotar los temas.Prestando atención a lo más significativo, interesante o controversial; para no aburrirnos con sutilezas que embotan el entendimiento y nada o poco agregan al tema principal. Nota: algunos recopiladores de citas se lo atribuyen a Pablo de Tarso. «Moza casada con un viejo, mal parejo; mozo casado con una vieja, mala pareja». «No vayas a cazar sin flechas en tu arco, a rezar sin libro, ni a casarte sin suerte». proverbios chinos «Si has de casarte, cásate por los oídos y no por los ojos». Find 28 listings related to Casa De Citas in Los Angeles on YP.com. See reviews, photos, directions, phone numbers and more for Casa De Citas locations in Los Angeles, CA. Directed by Jesús Yagüe. With José Luis López Vázquez, Isela Vega, Mauricio Garcés, José Lifante. Casa de citas Madrid. En la casa de citas Sugar Girls Madrid, valoramos la comodidad y privacidad de nuestros clientes por encima de todo, y conocemos la importancia de disponer del lugar adecuado para que cada cita sea inolvidable... pero discreta.Con esa idea en mente, nos pusimos a la búsqueda de las mejores instalaciones de Madrid, para que la experiencia de disfrutar de los encantos de ... Casa de citas Marbella Mansión Babylon Marbella es una casa de citas exclusiva con servicio las 24 horas . Aquí conocerás las más selectas escorts independientes, expertas que destacan por su belleza y que saben cómo hacerte vibrar de placer llevándote al clímax que tanto has buscado.

Sou babaca por expulsar o meu irmão da casa da minha mãe?

2020.07.25 11:59 tiarinhabaixa Sou babaca por expulsar o meu irmão da casa da minha mãe?

Olá turma, lubinha, gatas e editores! Como cês estão? Eu espero que bem, pois, euzinha não estou. Como diz o título, estou perturbada ultimamente, carregando o peso de uma possível culpa. E pensando ou não em compartilhar com vocês, optei em sim, compartilhar e ter uma visão diferente da minha nessa situação horrível.
Minha mãe teve quatro filhos com quatro homens diferentes, ela não comenta muito sobre nenhum, mas meu pai (atual homem no qual ela está casada), acabou contando sobre esses três homens (que eu espero muito NUNCA conhecer). E antes de contar o que realmente aconteceu para eu ter expulsado meu irmão mais velho, quero que vocês entenda um pouco o contexto dos meus motivos.
Contexto:
Como disse anteriormente, minha mãe acabou se envolvendo com homens diferentes em sua vida, e acabou engravidando de alguns deles. O primeiro homem no qual engravidou a minha mãe, não quis assumir a responsabilidade do filho e abandonou minha mãe grávida, como na época, minha mãe era muito jovem, ela entrou em desespero total e acabou tendo que deixar o meu irmão sobre os cuidados da minha vó. E apesar da minha vó ter aceitado cuidar do meu irmão, é claro que ela julgou minha mãe pela falta de responsabilidade consigo mesma ao ponto de confiar em um homem assim, e os meus "tios" (não considero eles tios) ao invés de dar um apoio, apenas julgou mais e mais ainda. Isso abalou totalmente o psicológico da minha mãe, mas pelo bem do meu irmão, ela aceitou tudo.
O segundo homem no qual ela ficou grávida, era totalmente tóxico e agressivo (sim, ele batia nela) e ela não suportando mais aquela situação, acabou fugindo dele, tendo que deixar outra vez sua filha (minha segunda irmã mais velha) sobre os cuidados da minha vó. Já o terceiro homem, esse, nem meu pai sabe o que aconteceu, mas por observar as reações da minha mãe quando cita sobre esse cara, foi um dos homens no qual mais lhe feriu. E a única que sabe sobre ele, é a minha terceira irmã, que também não gosta nenhum pouco de falar dele.
Vocês devem estar se perguntando do porquê eu está falando disso, então irei explicar: Minha terceira irmã (Vamos chamá-la de Bruna) e eu, fomos criadas juntas pela minha mãe, diferente dos meus outros dois irmãos (Vamos chamá-los de John e Maria) que foi criados pela minha vó. John e Maria, sempre teve ciúmes de nós (Bruna e eu) por ter sido criados pela minha mãe, e eu até entendo o motivo deles, MAS, diferente da Maria que entende os motivos pelo qual foram criados pela minha vó, John não aceita isso, e em todas as brigas que temos com ele, o mesmo aponta que tivemos a oportunidade de sermos criados pela minha mãe e ele não, que ele e Maria foram abandonados.
Minha mãe, apesar de não comentar, é a que mais sofre com esses tipos de comentários, chegando a se culpar por esse sofrimento que meu irmão passou, chorando horrores as escondidas. E isso me afeta para um caralho, porque todo (ou quase) filho não gosta de ver a sua mãe sofrer.
E esses taques de ressentimentos dele, também me afeta, porque eu o admiro bastante, mas amo em um nível extremo a minha mãe, considero ela a mulher mais forte que conheço e para mim ela sempre será um exemplo de que "por mais difícil que seja, um dia vou ser feliz". Eu tento, de coração, entender essas mágoas que o meu irmão tem, mas estou extremamente cansada dessa situação toda. E então, chegamos no dia em que não aguentei mais e acabei tomando uma atitude.
O dia em que expulsei meu irmão de casa:
Minha mãe tem uma regra importante em casa: Não leve seu namorado para dormir em casa, a não ser, que você seja casado com ele. E eu, sempre respeitei essa regra, Bruna também respeitou e Maria também. MAS, meu irmão, acabou não respeitando essa pequena regra e levou sua namorada para dormir aqui em casa.
Ele explicou que a sua namorada havia brigado feio com o seu pai e que a mesma lhe pediu ajuda. Certo, ele acabou ajudando ela, e tudo bem, quem não ajudaria o seu namorado em uma situação dessas, né? MAS, o real problema disso, é que ele não havia comentado que ela iria ficar aqui, só comentou quando ELA já estava aqui.
E isso só não deixou minha mãe puta, como também me deixou puta de raiva com ele. Mas acolhemos a garota muito bem, dando nosso apoio emocional. Eu acabei dividindo meu quarto com ela (era uma das condições para ela dormir aqui, já que ele desrespeitou uma regra que todas as outras respeitou), e ele mesmo não gostando da ideia, acabou aceitando.
Okay, as coisas estavam resolvidas, o que daria de errado? Bom, o simples fato de que ele, no meio da noite, entrou no meu quarto e ficou com ela. "Mas o que tem de errado nisso?", não teria nada de errado, se fosse o fato dele ter apenas ficado ali, PORÉM, os dois acabaram TRANSANDO no MEU quarto e na MINHA presença. Ele achou que estava dormindo, e eu realmente estava dormindo de início, mas como tenho sono fraco, acabei acordando e presenciando essa cena desconfortável. E aquilo foi a gota da água.
Eu já não estava bem com a simples razão de ter que dividir o meu quarto com alguém que não conheço, ela era a namorada dele e não a minha, mas aceitei mesmo não gostando da ideia. Agora ele me desrespeitar e transar com a ela na MINHA presença? Isso foi um absurdo para mim. Eu respeito a privacidade de todo mundo, para que assim, respeitassem a minha também, mas ele não fez isso. Comentei com a minha mãe sobre a minha noite desagradável, e a mesma, depois da garota ter ido embora, foi tirar satisfação com o meu irmão. E então, chegou o cenário que eu explodi.
Meu irmão começou negando ter acontecido algo, mas como eu afirmei o que tinha ouvido, o mesmo começou a entrar na ofensiva, dizendo diversas coisas que afetaria a minha mãe, mas o que foi a razão de tudo, foi ele colocar o "abandono da minha mãe" nessa situação. Isso me tirou do sério total, e em um ato incontrolável, acabei mandando ele ir embora de casa. A discussão que era apenas dele e da minha mãe, agora era minha e do meu irmão, o mesmo apontou que eu não era a dona daquela casa para mandar ele ir embora e minha mãe e meu pai tentou me impedir, mas eu estava totalmente alterada, cansada dele sempre ter que culpar a minha mãe por tudo. Então com raiva, disse bem claro para John que se ele não fosse embora por conta própria, eu o colocaria para fora, ele não acreditou de imediato, mas eu fiz o que eu disse.
Entrei no quarto dele e comecei a pegar todos os seus pertences e roupas, colocando os próprios na rua. Isso foi chamando a atenção dos vizinhos, mas não me importei, continuei colocando tudo dele na rua, enquanto gritava para que o mesmo fosse embora. Nessa situação toda, acabei desabafando também, comentando tudo o que eu achava dessa atitude infantil dele de sempre ter que colocar o passado em situações que não tem nada haver, falei que não aguentava mais esses ressentimentos e que se fosse para ele continuar no passado, que ele não voltasse ali. E assim, acabei cortando todos os tipos de laços que tenho com o mesmo e expulsei da casa da minha mãe.
Então turminha, sou babaca por tê-lo expulsado?
submitted by tiarinhabaixa to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.23 03:33 HoBaLoy E SE Olyvar Frey for realmente o protegido de Rosby?

Por conta de uma sugestão, mais uma vez de u/altovaliriano e de um tema já muito comentado pela fandom com teorias a respeito, resolvi discorrer um pouco sobre essa possibilidade.
Sabemos da morte de Lord Gyles Rosby em AFFC e sabemos também que Rosby era um local próspero e que Lord Gyles deixara uma polpuda fortuna como herança. Não a toa, apesar de sua aparente e frequente tentativa de sempre agradar a Rainha Cersei, ele fora nomeado como Mestre da Moeda em AFFC.
Para apoiar esta teoria comecemos com a genealogia.
Em um capítulo de Catelyn em Correrrio de ASOS ficamos sabendo que a sexta esposa de Walder Frey é uma Rosby, mais precisamente Bethany Rosby em menção direta feita por Lothar Frey:
– É muita gentileza, Vossa Graça. Uma vez esses termos aceitos, fui instruído para oferecer ao Lorde Tully a mão de minha irmã, a Senhora Roslin, uma donzela de dezesseis anos. Roslin é a filha mais nova de meu pai e da Senhora Bethany da Casa Rosby, sua sexta esposa. Tem um temperamento afável e um dom para a música.
O parentesco específico de Bethany com Lord Gyles não é mencionado.
O filhos de Bethany com Walder Frey mencionados no final de ASOS, são Perwyn, Benfrey, Willamen, Olyvar e Roslin
Perwyn, o mais velho, era um dos Frey presentes no cerco de Correrrio, Benfrey foi uma das baixas dos Frey no Casamento Vermelho, Willamen é um meistre a serviço da Casa Hunter, Roslin, como sabemos, casara com Edmure Tully.
Olyvar Frey nascera em 281 AC, ou seja, quando do acontecimento do Casamento Vermelho teria 18 anos, já um homem feito, inclusive era mais velho que Robb Stark.
Também em ASOS Robb menciona Olyvar Frey:
– Insultou gravemente a Casa Frey, Robb.
– Não era essa a minha intenção. Sor Stevron morreu por mim, e Olyvar foi um escudeiro tão leal como qualquer rei pode desejar. Pediu para ficar comigo, mas Sor Ryman levou-o comos outros. Todasas suas forças. Grande-Jon incitou-me a atacá-los...
Posteriormente em ASOS também é mencionado que Olyvar não estaria presente ao Casamento de Roslin com Edmure por conta do dever:
Sor Ryman Frey piscou e disse:
– Senhor. Sim?
– Tinha a esperança de pedir a Olyvar para me servir como escudeiro quando marchássemos para o norte – disse Robb –, mas não o vejo aqui. Estará no outro banquete?
– Olyvar? – Sor Ryman balançou a cabeça. – Não. Olyvar não. Partiu... partiu dos castelos. Dever
O que podemos especular com tal menção a dever? Fora apenas uma mentira para que Olyvar não estivesse presente em algo que não aprovava ou ele tivera que partir realmente para lutabarganhar por algo?
Falyse Stokeworth em AFFC menciona a existência do protegido de Lord Gyles quando este já estava mal de saúde e passara por Rosby a caminho de Porto Real.
– Desconfortável – lamentou-se Falyse. – Choveu quase o dia todo. Pensávamos em passar a noite em Rosby, mas aquele jovem protegido de Lorde Gyles nos recusou hospitalidade – fungou. – Guarde minhas palavras. Quando Gyles morrer, aquele desgraçado malnascido há de fugir com o seu ouro. Até pode tentar exigir as terras e a senhoria, embora legitimamente Rosby deva passar para as nossas mãos quando Gyles falecer. A senhora minha mãe era tia de sua segunda esposa, prima terceira do próprio Gyles.
Trata-se de uma passagem interessante. Por que o protegido de Rosby negaria hospitalidade à Falyse Stokeworth? Será que tinha rejeição a Casa Stokeworth por seu apoio incondicional à causa Lannister ou era apenas por conta dessa suposta alegação de Falyse de que por eles Rosby deveria ser herdada?
Em capítulos de Cersei quando conversava com o Grande Meistre Pycelle em AFFC mais uma vez existe a menção ao protegido de Gyles Rosby
– Não há filhos de sua semente, mas há um protegido... – ... que não é do seu sangue – Cersei ignorou aquele aborrecimento com um golpe de mão. – Gyles conhecia nossa terrível necessidade de ouro. Sem dúvida que lhe falou do desejo que tinha de deixar todas as suas terras e fortuna a Tommen – o ouro de Rosby ajudaria a refrescar seus cofres, e as terras e o castelo de Rosby podiam ser outorgados a um dos seus como recompensa por serviços leais. Lorde Waters, talvez. Aurane tinha andado sugerindo a necessidade que sentia de uma propriedade, sua senhoria não passava de uma honraria vazia sem propriedades. Cersei sabia que o homem tinha os olhos postos em Pedra do Dragão, mas mirava alto demais. Rosby seria mais adequado ao seu nascimento e estatuto.\*
(...)
– Lorde Gyles adorava Vossa Graça de todo o coração – Pycelle disse –, mas... seu protegido... – ... sem dúvida irá compreender, depois de ouvir você falar do desejo expresso por Lorde Gyles ao morrer. Vá, e cuide do assunto.*
Por fim, existem as menções já na regência de Kevan Lannister (no Epílogo de ADWD) sobre a herança de Rosby:
– Em breve, espero – disse, em vez disso, antes de se virar para o Grande Meistre Pycelle.
– Há mais alguma coisa? O Grande Meistre consultou seus papéis.
– Devíamos endereçar a herança de Rosby. Seis petições foram colocadas...
– Podemos tratar de Rosby em alguma data futura. O que mais?
De qualquer forma o que se percebe pelas passagens transcritas é que o protegido de Rosby já estava com controle de Rosby, inclusive negando hospitalidade a Falyse Stokeworth já em AFFC.
Como pontos desfavoráveis, também percebidos nas passagens supracitadas temos Falyse mencionando que era ele era baixo nascimento, o que poderia indicar que não teria qualquer sangue de qualquer casa nobre e Cersei Lannister dizendo que o protegido “não era de seu sangue”.
Mesmo assim, a Casa Frey aparentemente é uma casa que possui reputação duvidosa entre a nobreza, isso poderia suprir o comentário de Falyse Stokeworth. Já o comentário de Cersei poderia indicar simplesmente que o protegido não teria sangue em via direta de Gyles Rosby.
Favoravelmente a tal teoria podemos mencionar que os Frey tradicionalmente enviaram protegidos para serem criados com parentes de outras casas. Entre os casos mencionados nos livros cita-se o caso de Merrett Frey que fora enviado para servir de pajem e escudeiro de Sumner Crakehall (que tinha parentesco com Amarei Crakehall, terceira esposa de Walder Frey) e Geremy Frey, casado com Carolei Waynwood enviara um filho e uma filha para serem protegidos da Casa Waynwood.
Seria algo interessante que, embora os Freys tenham assassinado Robb Stark, sua mãe e companheiros, Olyvar poderia demonstrar que nem todos os Freys precisam ser traiçoeiros.
Por fim, partindo da possibilidade e probabilidade de Olyvar Frey ser o protegido de Rosby, e já estar controlando o local, quais seriam as consequências disto nos próximos livros? Lembremos que Rosby fica em um dos caminhos a Porto Real.
Os Nortenhos, os Stark sobreviventes e eventuais lordes rebeldes das Terras Fluviais, poderiam ter um local de segurança nas Terras da Coroa?
E a Senhora Coração de Pedra em relação a este Frey especificamente? Lembremos que Catelyn Stark o menciona em tom de lealdade e antes de morrer também chega a conclusão da traição no Casamento Vermelho por conta de sua ausência.
Existe alguma comunicação entre o protegido de Rosby e outros lordes no sentido de jurar lealdade a um ou outro, tanto em regiões quanto à pretendentes do Trono de Ferro?
O que acham de tal teoria e o que especulam que se ela for confirmada possa gerar?
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2020.05.23 11:34 coup85 [Magnet] España ya era el país más polarizado de Europa. El coronavirus sólo está agrandando la brecha.

[Magnet] España ya era el país más polarizado de Europa. El coronavirus sólo está agrandando la brecha.


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Magnet - España ya era el país más polarizado de Europa. El coronavirus sólo está agrandando la brecha
¿Te irías de cañas con un afiliado de Vox? ¿O con un simpatizante de Podemos? Son preguntas en apariencia triviales bajo las que subyace uno de los principales problemas políticos de España: la polarización política. La crisis del coronavirus tan sólo ha exacerbado diferencias ideológicas y afectivas que, durante los últimos años, habían aumentado notablemente. Hasta el punto de colocarse a la cabeza de Europa.

Más rotos. Lo ilustra un trabajo elaborado por un grupo de investigadores especializados en la materia. A partir de 76 encuestas realizadas en 20 países entre 1996 y 2015, la investigación discierne en qué lugares la polarización, definida como la antipatía de un votante cualquiera hacia el resto de partidos del espectro político, es un problema mayor. España es con diferencia el primero de la lista, seguido de Grecia y Francia.

¿Por qué? El estudio atribuye a las condiciones económicas, y muy especialmente a los elevados niveles de desempleo, un rol crucial. Otras investigaciones (PDF) han vinculado la desigualdad con una mayor fractura política, afectiva e ideológica interna. La búsqueda de líderes fuertes, como Orbán en Hungría o Trump en Estados Unidos, estaría vinculada con el estrés producido por la desigualdad.
Sus votantes interpretarían que el orden establecido, el curso normal del país, se ha roto, decae. Y para arreglarlo votarían a políticos autoritarios.
Hay más. En España, el deterioro percibido de la economía se dirigiría contra la clase política. En el último CIS los españoles consideran a sus dirigentes como el segundo problema del país. La ruptura de la base electoral de PP y PSOE, los dos partidos históricamente hegemónicos, habría dado pie a una mayor polarización, sintetizada en alternativas políticas más extremas tanto a izquierda (Podemos) como a derecha (Vox).
Evolución. En el camino, nos habríamos radicalizado. A finales de 2019 el 15% de los españoles se ubicaba en posiciones extremas dentro de la escala ideológica, un porcentaje que duplicaba al de principios de la pasada década. La polarización encajona posturas, penaliza los acuerdos (percibidos como "traiciones", como la prórroga del Estado de Alarma votada por Cs) y bloquea el proceso legislativo. ¿Suena familiar?
Lo ilustra este gráfico de El Mundo.
📷A Flourish scatter chart
Bloques. Es algo que hemos experimentado durante el último ciclo electoral. Más partidos que nunca llegaron al Congreso. Pero también las líneas de "bloque" (izquierda vs. derecha) quedaron más definidas que nunca, sin espacios de entendimiento en el centro. Nos abocaríamos al tribalismo: arrullados en torno a identidades definidas y muy fuertes, las diferencias ideológicas saltarían a la esfera personal. No se trata simplemente de opiniones que difieren. Como explican aquí:
Nos agrupamos en torno a grupos que compiten entre sí en un juego de suma cero, donde la negociación y el compromiso se perciben como una traición, ya sean estos grupos políticos, raciales, económicos, religiosos, de género o generacionales.
Predicción. No es un fenómeno exclusivo de España. La polarización ha aumentado en todos los países, tan dispares como la India, Polonia o Francia. Estados Unidos sería el mejor ejemplo: es posible predecir con un alto grado de acierto las posiciones políticas de una persona en función de su renta, lugar de residencia, raza, género y edad. No se trata de adoptar tal o cual política, sino de nuestra propia identidad, nuestro yo.
El otro. En tales circunstancias, las diferencias ideológicas tornan en amenaza existencial. Así, una mayoría de votantes demócratas estadounidenses rechazaría expresamente tener una cita con un votante de Trump; y crisis como las del coronavirus se interpretarían de forma radicalmente distinta no en base a las propuestas, las medidas y las ideas, sino en torno a las líneas partidistas. Los míos vs. los suyos.
En ese sentido, los últimos tres meses en España no auguran grandes cambios a corto plazo.
https://magnet.xataka.com/en-diez-minutos/espana-era-pais-polarizado-europa-coronavirus-solo-esta-agrandando-brech
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2020.04.07 11:35 Gonzaloredpill Referentes y perspectivas en seducción

Hoy quisiera hablarles sobre diferentes perspectivas en seducción e ir brevemente mencionado a sus referentes mas claros . Obviamente son muchos lo que no podré mencionar pero me centraré en lo que realmente e estudiado de manera mas extensa y que representan un punto de vista claro y definido en seduccion .
Ross jeffries : Ross fue quiza unos de los primeros en intentar crear un metodo de seducción basandose en otras diciplinas , algunos dicen que es anterior a mystery pero esto no indica que mystery se alla basado en el trabajo de Ross, de hecho ambos métodos distan mucho el uno del otro . De hecho ambos an tenido una ribalidad por años . Lo interesante de Ross es debido al hecho que el tenía un bagaje en programacion neurolinguistica (PNL) . El se formo con los fundadores de esa diciplina ( Richard Bandler y John Grinder ) , la pnl es una diciplina que busca estudiar la manera de comunicarse de los grandes terapeutas , pero a traves de las herramientas de la gramática transformacional . En PNL existen dos modelos de comunicacion , uno es el metamodelo ( lenguaje específico ), y el otro es el metamodelo inverso (languaje vago ) . Este último modelo explica la configuracion del lenguaje de la hipnosis ericksoniana, tambien conocida como hipnosis conversacional , donde lo principal es el uso de historias y metaforas para crear estados de alta sugestividad . Por lo tanto lo que Ross enseñaba era como poder crear estados de alta receptividad , crear emociones , sensaciones fisicas , y poder sugestionar idea o situaciones . Y no solo eso , si no que también poder introducir anclajes para luego recrear esas mismas respuestas posteriormente con la misma persona . Si sientes curiosidad por esta perspectiva te recomiendo que no solo estudies a ross si no que sobre todo leas los libros principales de la PNL escritos por sus propios fundadores , esos libros son " la estuctura de la magia " y " trancefórmate " y obviamente que puedas buscar los videos de las sesiones hipnoticas de milton ericksos las cuales puedes encontrar en youtube , ya que en él esta basado todo el metamodelo inverso de la PNL ya que erickson es considerado el mas grande hipnoterapeuta del siglo .
Mystery : bueno creo que la mayoria conocemos a mystery , cuando hablamos de pick up , game y la primera comunidad de foros online sobre seducción , es una respuesta casi unánime la de considerar a mystery como el gran referente de la comunidad de pick up artist . Mystery fue mentor directo de gran parte de los pick up artist de la vieja escuela que son altamente reconocidos ( Tyler , Style , Todd , y muchos mas ) . Mystery basó su método principalmente en estudios de sexualidad evolutiva junto con la experiencia que fue tomando con cada approach . El principal legado de mystery esta en el marco teórico con la creación de su metodo formado por tres etapas , atracción , confort , seducción , en ese orden y donde cada etapa estaba formada por tres subetapas . A mystery le debemos conceptos como calibracion , validación, cualificación , indicadores de interes , indicadores de desinterés , entre muchos otros . La fama de mystery no solo se debe a su aporte teorico si no también se gano la admiracion por las habilidades que tenia seduciendo en la vida real , ya que mystery en su mejor epoca fue quiza uno de los mas carismaticos , calibrados socialmente , sabía atraer la atención de todos en la sala , etc. En su mejor epoca fue quiza uno de los mejores .
RSD Luke : queria hablar de alguien de rsd pero la mayoria de ellos han sido enseñados tanto por tyler como por mystery , por lo tanto en el fondo todos enseñan algo del metodo mystery . Lo que si vale la pena mencionar antes de hablar de Luke es que aun cuando los principales couches de RSD como Tyler , Todd , Julien , etc. Enseñan un metodo de pick up basado en el metodo mystery , en RSD avanzaron un poco mas en la metodología , buscando salirse del juego basado en tener todas las interacciones escritas de libretos y buscaron solo quedarse con la estructura para asi tener interacciones mas naturales y congruente a lo cual llamaron natural game . Pero volviendo a luke , queria mencionarlo ya que el fue probablemente el primero en enseñar una manera de juego llamada social circle game o juego de circulo social . Sabemos ya que unos de los puntos principales en game es la etapa inicial que es la de valor social . Indicators of higher value y aun cuando uno puede crear este tipo de valor social de la nada , ya sea con negas , con la validacion o haciando cualificar a la otro persona . El valor social que viene de los circulos sociales importantes es mucho mas solido y lleva al juego a otra escala . Luke enseña como lograr estar acargo de circulos sociales con gente importante , famosa , con dinero y poder y asi poder crear ambientes para estas personas , creando eventos privados y muy exclusivos donde esta gente pueda asistir , asi tambien conocer mujeres de alto calibre , modelos , y muchas mujeres hermosas que muy poca gente siquiera tendria oportunidad de conocer en persona . Este estilo de game le hace tener una valor social y una preseleccion muy dificil de replicar y que es muy dificil de igualar con otros metodos .
Steve " the Dean " williams : la ultima mención la queria hacer para uno de los tipos que vengo estudiando ultimamente que es Steve del canal de youtube "the man mindset " . Steve es un old school , el cual aprendio seduccion de la manera en que se enseñaba antes de toda la comunidad de pick up artist . Basicamente steve es un ejemplo de game de la calle , de ese juego que se enseñaba entre hombres , que pasaba de boca a boca , muy de calle y muy directo . Steve no adhiere demasiado a toda la metodología de pick up clasica de la linea de mystery . De hecho steve cree que es una manera manipulativa y difícil de sostener . Sus enseñansas se basan en masculinidad clasica y juego directo pero progresivo . Este estilo solo funciona si uno es extremadamente honesto y al mismo tiempo tienes tus estándares claros , la unica manera de poder mostrar interés desde un principio y no perder es cuando juegas a tu propio juego y no al de ellas , muestras interes desde el principio pero luego avanzas gradualmente a medida que ella no solo demuestre su interes , si no que demuestra voluntad por respetar tus estandares . tambien enseña conceptos como no ser una opcion si no ser una oportunidad . Steve tiene una capacidad que me parece impresionante para hablar de manera imaginativa y sugestiva y para hacerlas invertir a las mujeres en la seducción al ir estimulandolas cada vez de manera mas clara .
Tom Leykis : este lo agrege despues de publicar el post , pero lo tenia en mente desde un principio ya que concidero que es una perspectiva diferente y que logró gran repercusión , lo suficiente para incluirlo dentro de estas menciones . Tom leykis fue un animador de radio que conducía su propio programa " Tom Leykis show " en el cual habia una sección llamada " Leykis 101 " el estuvo casado varias veces y finalmente decidio luego de su ultima separación quedarse soltero y concentrarse en su carrera , sus inversiones financieras y seduccion . En la sección principal de su programa "Leykis 101" enseñaba su perspectiva sobre game , la cual se basaba principalmente en el concepto de estatus y el de bad boy . Sus consejos básicos eran , concentrarse en conocer mucha gente importante , lo cual a su vez trae de por si mucha opciones de negocios . Al crear esa realidad vas a tener accesos a muchas chicas que cuesta conocer y ese estatus social que as ligrafo va a ser el indicador de alto valor que te facilitará el juego , el aconsejaba que incluso si uno tiene mucha plata , no gastarla en las chicas ya que si uno tiene el estatus y el dinero, es suficiente para tener a la chica , "es suficiente con tenerlo para tener a la chica , no es necesario darselos ". Pero lo mas aplicable para el resto de los mortales eran sus conceptos de lo que podríamos llamar filosofia del chico malo . El enseñaba a solo comunicarse con las chicas para cordinar citas y así tener algo de acción ,o para tener interacciones que aumenten el deseo en ellas .Aconsejaba mantenerse alejado de todo trato amistoso o platónico con ellas y de todo tipo de interaccion que no sea en el tono de amantes .Enseñaba a ser impredecibles , inalcansable , y evitar sobre todo transformarse en esa figura en la cual ella pueda depender . Enseñaba también a mantener las relaciones en tu marco y bajo tus reglas . Tom Leykis es quizá el que a enseñado de manera mas amplia todos los conceptos de chico malo en seducción , y pueden encontrar su programas resubidos en youtube .
Bueno gente , seguramente hay alguna que otra manera de ver seducción que no he mencionado acá pero almenos hemos podido identificar estilos bien diferenciados , seducción con hipnosis conversacional , pick up metodo mystery , juego de circulo social , lo que llamo juego Callejero de la vieja escuela y juego de chico malo del estilo de Tom Leykis. Si quieren hacer sus aportes en los comentarios estan mas que bienvenidos . Buena semana y buen juego .
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2020.02.05 16:52 Heterostory ¿Qué es lo que quiero en mi vida sexual?

Hola, soy un chavo de 26 años, recien cumplidos. Estoy casado con un excelente esposa y estamos esperando un bebé. Para iniciar mis preguntas y puedan apoyarme con sus experiencias y cómo han resuelto esto en sus vidas, les platicaré unos aspectos importantes en mi vida...
.- Mi padre de sangre me rechazo al saber que mi madre estaba embarazada de mi. Me parezco tanto a él que una vez facebock me relaciono con su perfil en el etiquetado.
.- Crecí con un padre que nos adopto a mi hermano y a mi.
.- Mi hermano crecio odiandome porque el no tenia el apellido de nuestro padre adoptivo y yo si.
.-La religión Cristiana recibio a mis padres y mi padre dejo de golpearme y ser duro conmigo.
.- Yo lloraba por todo y a mis 7 años me iba mal en la primaria, por lo que decidieron cambiarme de primaria terminando mi 2do año de primaria.
.- En tercero de primaria ya estaba aplicandome en la escuela y estaba sobresaliendo un poco en matematicas.
.- Mi maestro de matematicas abusó sexualmente de mi aprovechandoce de mi vulnerabilidad y de la gran confianza de mis padres hacia los maestros y que yo debia aprender de la vida y dejar de llorar por todo.
.- Mi maestro de matematicas invitó a otros 2 maestros a que me violaran. Esto durante mas de 3 meses en distintas ocasiones... Redactare en otro post este tema...
.- Mi hermano tambien abusaba de mi de forma indirecta haciendome tocamientos y humillandome sexualmente, el mayor que yo por 3 años. ya lo perdoné pero sigue grabado en mi memoria.
.-Para cuando cumpli 14 años experimente por "primera vez" mi sexualidad cuando mi primo me obligo a que lo penetrara por el ano despues de chantajearme con decirle a mi madre que me masturbaba en la regadera. No fue nada placentero ni me gustó hacerlo.
.- Por medio de una aplicacion de citas, contacté a un niño, mayor que yo en ese entonces para yo darle por el culo, nos citamos en el monte y termine dandole... no se sintio nada placentero ni me agradó en lo absoluto.
.- Para mis 16 años mi madre me pregunta si yo soy Gay, a lo que yo le respondo que no... ella me dice que su sueño en la vida es verme casado, con hijos una esposa y verme prosperar con mi patrimonio, que ser gay no es normal y que dios no estaria de acuerdo con ello porque el ano no fue hecho para eso... pero que si fuera asi ella me aceptaria, pero debia decírselo en ese momento. Le repeti que no soy gay.
.- Para cuando cumpli 17 busque a un señor que me enseñara a tener relaciones sexuales, el me cojio por primera vez (yo buscandolo) y me lo coji tambien en varias ocasiones... en ese entonces mi placer solo era momentaneo, no lo disfrutaba y tenia mas miedo que placer.
.- Segui en la busqueda de mi satisfaccion cuando tenia los 18 hasta los 22, en ese entonces solo habia tenido sexo con hombres y casi siempre como activo. Mi momentos variaban de entre una hora o 3 horas sin parar, pero solo terminaba si yo me masturbaba.
.-Conoci a un chavo, estudiante en la universidad, por medio de otros que ya habia conocido, en ese entonces mantenia muchas relaciones sexuales con diferentes personas. si es que 3 veces a la semana y 3 personas distintas en esas mismas. El chavo del cual hablo me dio pie a que podia yo ser gay, pero dentro de mi yo decia que era heterosexual, solo que estaba experimentando.
.- Luego, conoci en el 2014 a una chava, yo le correspondi a sus afectos e intenciones de formalizar una relacion estable y duradera. Mantuve relaciones sexuales con ella durante mas de un año 5 meses sin buscar a nadie mas fiel 100%. Despues me entere que ella buscaba en conversaciones a quien le habia quitado su virginidad, un señor, poco mayor que ella, ya casado y con hijos. Su esposa fue quien me advirtio que habia conversaciones fuertes con imagenes de ellos desnudos y que ella era quien le insistia que se vieran. La enfrente y lo nego, nos separamos por un mes.
.- Durante ese mes en mi mente volvio la idea de querer satisfacerme y busque por medio de una app de citas y resulto que me encontre con un compañero de clases de ella. Mi esposa en ese entonces mi novia y yo esudiamos la misma carrera. Con este chavo solo fue platica y una supuesta videollamada que nunca se efectuo. pero quedo grabado en las conversacion de skype.
.- Regreso con mi novia, ella me insiste en volver y la perdono. pero con los meses ella encuentra mi conversacion de facebook y de skype y las conecta y me reclama por haber buscado a alguien cuando nos separamos y que era un hombre. Le explique que tenia la curiosidad de experimentar algo, pero que no se dio y lo acepto. Para ella yo le habia contado que era un don juan con las mujeres y me la pasaba cojiendo con muchas pero no me satisfacian.
.-Con el tiempo, ella seguia revisando mis mensajes y yo le era fiel, pero quise molestarla y finji una conversacion que se subio de tono en el momento que mi amigo mando imagenes de un chavo y un pene enorme, muy real para creer que se habia tomado una foto casera. Mi en ese momento novia (si, la misma) vio mi conversacion mientras yo me bañaba... muy rapida para ser verdad... y me encaro... le repeti que me gustaria experimentar que era curiosidad y que ella entenderia el porque mi inquietud de buscar algo asi (ya le habia platicado que mis maestros me habian violado de niño, solo esa parte de la historia) ella lo entendio y me hizo prometer que jamas la engañaria, lo le prometi que nunca la engañaria con ninguna mujer. Aqui ya viviamos juntos, llevabamos 3 años de novios y un año de union libre.
.-Pasa un poco mas el tiempo, ya a los 5 años de relacion (2 de vivir juntos) y le pido matrimonio. Yo me sentia muy feliz con ella a mi lado y sentia que ella me apoyaba en cada aspecto de mi vida.
.- Deje de buscar sexo, por mas de 8 meses, pero algo en mi me desperto la hormona y volvi a buscar a un tipo por medio de un aplicacion, le conte una parte de mi historia y el me dijo que me entendia y que podia ayudarme. Me ofrecio que podia ser un poco rudo conmigo en el sexo y que con eso yo iba a liberarme.
.- Este tipo, ya estando en su departamento, me inyecto la droga llamada cristal en el ano y con la euforia yo dije muchas cosas que no olvidare jamas... entre ellas me di cuenta que no amaba a mi prometida, que solo estaba con ella por las apariencias y que no era feliz realmente. Este tipo me metio el pene de forma violenta que me hizo sangrar y doler muchisimo .. esa noche no volvi a casa, tenia marcas de una tabla marcada en mi nalga, marcas de un cinturon, estaba jadeando y sudando como loco y sobre todo me dolia mucho mi cuerpo, me habia humillado de una forma muy fuerte y tenia marcas del piso en mis puños, rodillas y en general todo mi cuerpo estaba marcado. Mi piel es clara asi que era muy notorio que algo habia pasado. Jueves en la noche paso todo esto
.- El viernes llegue al trabajo y finji que alguien me habia tirado por unas escaleras, todos me creyeron y me crei ya historia.
.- Regrese al departamento de este chavo y me volvio a maltratar de la misma forma otra vez, pero me negue y me resisti a la droga y me dijo que solo funcionaria si me drogaba asi que decidi volver a casa.
.-Ya en casa nadie noto mis marcas, por suerte mi piel sana rapido. Sino que hasta el sabado en la noche le pido a mi prometida que me compre una pomada para las hemorroides, me dolia de una forma tan fuerte que no podia caminar. Ella me obligo a mostrarle mi ano y se asusto de la forma en que estaba maltratado.
.-El domingo resuto que termine convenciendome de ir a consultar por que queria analgesicos, me operaron y termine internado por 2 semanas.
.-Termino mi recuperacion de un mes sin nada de sexo y vuelvo al trabajo.
.- Un viejo conocido con el cual nunca tuve sexo anteriormente, me contacta y accedo a verle, le di oral y el a mi y me gusto el trato amable de un hombre.
.-Al dia siguiente tuve sexo intenso con mi prometida y me gusto tanto que me senti realmente enamorado de ella y decidi que deberiamos casarnos sin lujos, que fuera por amor y no apariencias.
.-Planeamos comprar una casa, para comprar la casa que nos gusto ocupabamos casarnos. Nos casamos en una boda express por el civil.
.-Mi ahora esposa, me dice que estamos embarazados y me cae la noticia feliz y triste a la vez, yo presintiendo que es niño recuerdo lo infeliz que fui de niño y me sumerjo en un mar de anecdotas.
.-Busco la comprension de un adulto que me aconseje, pero con este terminamos teniendo sexo y resulta ser un pedofilo que quiere le presente a mi hijo para ir moldeandolo a su gusto y placer...
.-Me alejo de este señor, pero me sigue atrayendo su imagen... se parece tanto a mi maestro de matematicas...
.-Busco refugio a mis emociones en alguien de mi edad y resulta que tambien terminamos teniendo sexo fuerte pero muy emocional...( con fuerte me refiero a no tan lento a como lo hice con el señor, les recuerdo que me operaron el ano ya 8 meses atras)
.- Tenemos tantos ideales en comun este chavo y yo que termina atrayendome tanto, su voz me hace sonreir, platicar con el me hace suspirar, me siento relajado y tranquilo a su lado, siento que todo es posible y que realmente puedo ser feliz.
.- Regreso a casa y mi esposa me espera (aun embarazada, ya 5 meses) y se me acurruca y me dice que se habia preocupado por mi la noche anterior que no llegue a casa por estar con mis amigos, resulta que mi cuñada la asusto llegando golpeada a casa y mi esposa creyo que yo llegaria igual o peor por tratarse de una fiesta... Yo llegue peor, porque en mi mente ahora se nublaba con la idea de que queria el divorcio para estar con ese chavo que me hacia suspirar.
.-Pero mi esposa saca un as de la manga y me propone que me puede estimular, porque encontro un pequeño dildo que tenia para rehabilitacion por la cirugia y ella entendio completamente mi situacion. Le prospuse que yo trambien le compraria uno del tamaño de mi pene o menor para que se sintiera comoda cuando yo no estuviera y acepto (aun no los compramos).
.- La idea de que tengo a una esposa que me ha comprendido en cada etapa, que esta a mi lado, que va a ser la madre de mi hijo, que me ama de una forma tan apasionada me hace entender que yo a ella tambien la amo, porque le correspondo de muchas maneras. Solo que sexualmente estoy inseguro. No habia sentido un sentimiento hacia nadie como el que senti por ese chavo y por mi esposa anteriormente. Y me doy cuenta que es muy probable sea gay o bisexual, por mi historia, pero me siento hetero porque amo a mi esposa y la idea de no separarme de ella me hace feliz.
.- Con este chavo que me enamore de una forma fugaz, le indico que si tuviera que dejar a alguien seria a el, ya que aun no estoy seguro con mis sentimientos... y el me entiende, pero regresa al tema de querer tener sexo porque le gusto mucho... ahi entiendo que fisicamente soy atractivo, pero que nadie se ha interesado por lo que digo o pienso ni por lo que yo creo que es corrrecto mas que mi esposa.
.-Ahora estoy confundido porque apesar de haber alejado a este chavo, sigo enamorado de el, pero a la vez enamorado de mi esposa y enormemente entiernecido por mi hijo que aun viene en camino.
.- No me siento haber sido infiel antes de este chavo, con el realmente me siento culpable porque le correspondi en mente y alma a dos personas cuando siempre, atras, solo era sexo.
.- Entre las platicas que tuve con el, me hizo que me preguntara ¿Qué decisión debo tomar para ser realmente feliz?.
.- Decidi seguir con mi esposa y mi familia, el rumbo que llevo hasta el momento, pero sé que dentro de mi seguire buscando el placer de estar con un hombre y que me trate de una forma entre salvaje y dulce.
.- Con mi esposa el sexo es muy rutinario y hasta tedioso, solo una postura, si se pone interesante son dos. El sexo oral no es para nada bueno, y cuando me masturba siento que lo hace de forma brusca pero sin tacto hasta llegar a molestar. Con un hombre, me gusta que me hagan sexo oral, siento un gran placer, cuando soy activo siento que puedo ser tan rudo o suave como a mi me plazca y siento que el otro se revuelca de placer por mi. cuando penetro a mi esposa ella se pone muy caliente y le encanta mucho, pero si quiero ser mas rudo me pide que pare y solo es en una posicion, la del misionero. por lo cual me cansa la monotonia y termina por quitarme la calentura. Cuando me penetrar, siento que no hay nada mejor en el mundo (hablado de sexo), que con un movimiento certero que haga el otro puedo alcanzar el climax, pero igual, en ambos casos, con hombre o con mujer casi siempre termino masturbandome porque duro mucho o porque el otro o ella ya se cansaron.
.-Mi placer sexual llega al punto en que quisiera que ella fuese mas abierta a experimentar el placer sexual, a como un hombre me hace sentir. Y con un hombre siento que le falta el sentimiento que a mi me gustaria en la relacion.
.- Estoy realmente confundido porque siento que si pido que mi esposa me penetre la podria perder, pero si no lo hago siento que igual la podria perder si me encuentra que sigo buscando sexo con un hombre
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2020.02.05 01:00 Heterostory ¿Qué es lo que quiero en mi vida sexual?

Hola, soy un chavo de 26 años, recien cumplidos. Estoy casado con un excelente esposa y estamos esperando un bebé. Para iniciar mis preguntas y puedan apoyarme con sus experiencias y cómo han resuelto esto en sus vidas, les platicaré unos aspectos importantes en mi vida...
.- Mi padre de sangre me rechazo al saber que mi madre estaba embarazada de mi. Me parezco tanto a él que una vez facebock me relaciono con su perfil en el etiquetado.
.- Crecí con un padre que nos adopto a mi hermano y a mi.
.- Mi hermano crecio odiandome porque el no tenia el apellido de nuestro padre adoptivo y yo si.
.-La religión Cristiana recibio a mis padres y mi padre dejo de golpearme y ser duro conmigo.
.- Yo lloraba por todo y a mis 7 años me iba mal en la primaria, por lo que decidieron cambiarme de primaria terminando mi 2do año de primaria.
.- En tercero de primaria ya estaba aplicandome en la escuela y estaba sobresaliendo un poco en matematicas.
.- Mi maestro de matematicas abusó sexualmente de mi aprovechandoce de mi vulnerabilidad y de la gran confianza de mis padres hacia los maestros y que yo debia aprender de la vida y dejar de llorar por todo.
.- Mi maestro de matematicas invitó a otros 2 maestros a que me violaran. Esto durante mas de 3 meses en distintas ocasiones... Redactare en otro post este tema...
.- Mi hermano tambien abusaba de mi de forma indirecta haciendome tocamientos y humillandome sexualmente, el mayor que yo por 3 años. ya lo perdoné pero sigue grabado en mi memoria.
.-Para cuando cumpli 14 años experimente por "primera vez" mi sexualidad cuando mi primo me obligo a que lo penetrara por el ano despues de chantajearme con decirle a mi madre que me masturbaba en la regadera. No fue nada placentero ni me gustó hacerlo.
.- Por medio de una aplicacion de citas, contacté a un niño, mayor que yo en ese entonces para yo darle por el culo, nos citamos en el monte y termine dandole... no se sintio nada placentero ni me agradó en lo absoluto.
.- Para mis 16 años mi madre me pregunta si yo soy Gay, a lo que yo le respondo que no... ella me dice que su sueño en la vida es verme casado, con hijos una esposa y verme prosperar con mi patrimonio, que ser gay no es normal y que dios no estaria de acuerdo con ello porque el ano no fue hecho para eso... pero que si fuera asi ella me aceptaria, pero debia decírselo en ese momento. Le repeti que no soy gay.
.- Para cuando cumpli 17 busque a un señor que me enseñara a tener relaciones sexuales, el me cojio por primera vez (yo buscandolo) y me lo coji tambien en varias ocasiones... en ese entonces mi placer solo era momentaneo, no lo disfrutaba y tenia mas miedo que placer.
.- Segui en la busqueda de mi satisfaccion cuando tenia los 18 hasta los 22, en ese entonces solo habia tenido sexo con hombres y casi siempre como activo. Mi momentos variaban de entre una hora o 3 horas sin parar, pero solo terminaba si yo me masturbaba.
.-Conoci a un chavo, estudiante en la universidad, por medio de otros que ya habia conocido, en ese entonces mantenia muchas relaciones sexuales con diferentes personas. si es que 3 veces a la semana y 3 personas distintas en esas mismas. El chavo del cual hablo me dio pie a que podia yo ser gay, pero dentro de mi yo decia que era heterosexual, solo que estaba experimentando.
.- Luego, conoci en el 2014 a una chava, yo le correspondi a sus afectos e intenciones de formalizar una relacion estable y duradera. Mantuve relaciones sexuales con ella durante mas de un año 5 meses sin buscar a nadie mas fiel 100%. Despues me entere que ella buscaba en conversaciones a quien le habia quitado su virginidad, un señor, poco mayor que ella, ya casado y con hijos. Su esposa fue quien me advirtio que habia conversaciones fuertes con imagenes de ellos desnudos y que ella era quien le insistia que se vieran. La enfrente y lo nego, nos separamos por un mes.
.- Durante ese mes en mi mente volvio la idea de querer satisfacerme y busque por medio de una app de citas y resulto que me encontre con un compañero de clases de ella. Mi esposa en ese entonces mi novia y yo esudiamos la misma carrera. Con este chavo solo fue platica y una supuesta videollamada que nunca se efectuo. pero quedo grabado en las conversacion de skype.
.- Regreso con mi novia, ella me insiste en volver y la perdono. pero con los meses ella encuentra mi conversacion de facebook y de skype y las conecta y me reclama por haber buscado a alguien cuando nos separamos y que era un hombre. Le explique que tenia la curiosidad de experimentar algo, pero que no se dio y lo acepto. Para ella yo le habia contado que era un don juan con las mujeres y me la pasaba cojiendo con muchas pero no me satisfacian.
.-Con el tiempo, ella seguia revisando mis mensajes y yo le era fiel, pero quise molestarla y finji una conversacion que se subio de tono en el momento que mi amigo mando imagenes de un chavo y un pene enorme, muy real para creer que se habia tomado una foto casera. Mi en ese momento novia (si, la misma) vio mi conversacion mientras yo me bañaba... muy rapida para ser verdad... y me encaro... le repeti que me gustaria experimentar que era curiosidad y que ella entenderia el porque mi inquietud de buscar algo asi (ya le habia platicado que mis maestros me habian violado de niño, solo esa parte de la historia) ella lo entendio y me hizo prometer que jamas la engañaria, lo le prometi que nunca la engañaria con ninguna mujer. Aqui ya viviamos juntos, llevabamos 3 años de novios y un año de union libre.
.-Pasa un poco mas el tiempo, ya a los 5 años de relacion (2 de vivir juntos) y le pido matrimonio. Yo me sentia muy feliz con ella a mi lado y sentia que ella me apoyaba en cada aspecto de mi vida.
.- Deje de buscar sexo, por mas de 8 meses, pero algo en mi me desperto la hormona y volvi a buscar a un tipo por medio de un aplicacion, le conte una parte de mi historia y el me dijo que me entendia y que podia ayudarme. Me ofrecio que podia ser un poco rudo conmigo en el sexo y que con eso yo iba a liberarme.
.- Este tipo, ya estando en su departamento, me inyecto la droga llamada cristal en el ano y con la euforia yo dije muchas cosas que no olvidare jamas... entre ellas me di cuenta que no amaba a mi prometida, que solo estaba con ella por las apariencias y que no era feliz realmente. Este tipo me metio el pene de forma violenta que me hizo sangrar y doler muchisimo .. esa noche no volvi a casa, tenia marcas de una tabla marcada en mi nalga, marcas de un cinturon, estaba jadeando y sudando como loco y sobre todo me dolia mucho mi cuerpo, me habia humillado de una forma muy fuerte y tenia marcas del piso en mis puños, rodillas y en general todo mi cuerpo estaba marcado. Mi piel es clara asi que era muy notorio que algo habia pasado. Jueves en la noche paso todo esto
.- El viernes llegue al trabajo y finji que alguien me habia tirado por unas escaleras, todos me creyeron y me crei ya historia.
.- Regrese al departamento de este chavo y me volvio a maltratar de la misma forma otra vez, pero me negue y me resisti a la droga y me dijo que solo funcionaria si me drogaba asi que decidi volver a casa.
.-Ya en casa nadie noto mis marcas, por suerte mi piel sana rapido. Sino que hasta el sabado en la noche le pido a mi prometida que me compre una pomada para las hemorroides, me dolia de una forma tan fuerte que no podia caminar. Ella me obligo a mostrarle mi ano y se asusto de la forma en que estaba maltratado.
.-El domingo resuto que termine convenciendome de ir a consultar por que queria analgesicos, me operaron y termine internado por 2 semanas.
.-Termino mi recuperacion de un mes sin nada de sexo y vuelvo al trabajo.
.- Un viejo conocido con el cual nunca tuve sexo anteriormente, me contacta y accedo a verle, le di oral y el a mi y me gusto el trato amable de un hombre.
.-Al dia siguiente tuve sexo intenso con mi prometida y me gusto tanto que me senti realmente enamorado de ella y decidi que deberiamos casarnos sin lujos, que fuera por amor y no apariencias.
.-Planeamos comprar una casa, para comprar la casa que nos gusto ocupabamos casarnos. Nos casamos en una boda express por el civil.
.-Mi ahora esposa, me dice que estamos embarazados y me cae la noticia feliz y triste a la vez, yo presintiendo que es niño recuerdo lo infeliz que fui de niño y me sumerjo en un mar de anecdotas.
.-Busco la comprension de un adulto que me aconseje, pero con este terminamos teniendo sexo y resulta ser un pedofilo que quiere le presente a mi hijo para ir moldeandolo a su gusto y placer...
.-Me alejo de este señor, pero me sigue atrayendo su imagen... se parece tanto a mi maestro de matematicas...
.-Busco refugio a mis emociones en alguien de mi edad y resulta que tambien terminamos teniendo sexo fuerte pero muy emocional...( con fuerte me refiero a no tan lento a como lo hice con el señor, les recuerdo que me operaron el ano ya 8 meses atras)
.- Tenemos tantos ideales en comun este chavo y yo que termina atrayendome tanto, su voz me hace sonreir, platicar con el me hace suspirar, me siento relajado y tranquilo a su lado, siento que todo es posible y que realmente puedo ser feliz.
.- Regreso a casa y mi esposa me espera (aun embarazada, ya 5 meses) y se me acurruca y me dice que se habia preocupado por mi la noche anterior que no llegue a casa por estar con mis amigos, resulta que mi cuñada la asusto llegando golpeada a casa y mi esposa creyo que yo llegaria igual o peor por tratarse de una fiesta... Yo llegue peor, porque en mi mente ahora se nublaba con la idea de que queria el divorcio para estar con ese chavo que me hacia suspirar.
.-Pero mi esposa saca un as de la manga y me propone que me puede estimular, porque encontro un pequeño dildo que tenia para rehabilitacion por la cirugia y ella entendio completamente mi situacion. Le prospuse que yo trambien le compraria uno del tamaño de mi pene o menor para que se sintiera comoda cuando yo no estuviera y acepto (aun no los compramos).
.- La idea de que tengo a una esposa que me ha comprendido en cada etapa, que esta a mi lado, que va a ser la madre de mi hijo, que me ama de una forma tan apasionada me hace entender que yo a ella tambien la amo, porque le correspondo de muchas maneras. Solo que sexualmente estoy inseguro. No habia sentido un sentimiento hacia nadie como el que senti por ese chavo y por mi esposa anteriormente. Y me doy cuenta que es muy probable sea gay o bisexual, por mi historia, pero me siento hetero porque amo a mi esposa y la idea de no separarme de ella me hace feliz.
.- Con este chavo que me enamore de una forma fugaz, le indico que si tuviera que dejar a alguien seria a el, ya que aun no estoy seguro con mis sentimientos... y el me entiende, pero regresa al tema de querer tener sexo porque le gusto mucho... ahi entiendo que fisicamente soy atractivo, pero que nadie se ha interesado por lo que digo o pienso ni por lo que yo creo que es corrrecto mas que mi esposa.
.-Ahora estoy confundido porque apesar de haber alejado a este chavo, sigo enamorado de el, pero a la vez enamorado de mi esposa y enormemente entiernecido por mi hijo que aun viene en camino.
.- No me siento haber sido infiel antes de este chavo, con el realmente me siento culpable porque le correspondi en mente y alma a dos personas cuando siempre, atras, solo era sexo.
.- Entre las platicas que tuve con el, me hizo que me preguntara ¿Qué decisión debo tomar para ser realmente feliz?.
.- Decidi seguir con mi esposa y mi familia, el rumbo que llevo hasta el momento, pero sé que dentro de mi seguire buscando el placer de estar con un hombre y que me trate de una forma entre salvaje y dulce.
.- Con mi esposa el sexo es muy rutinario y hasta tedioso, solo una postura, si se pone interesante son dos. El sexo oral no es para nada bueno, y cuando me masturba siento que lo hace de forma brusca pero sin tacto hasta llegar a molestar. Con un hombre, me gusta que me hagan sexo oral, siento un gran placer, cuando soy activo siento que puedo ser tan rudo o suave como a mi me plazca y siento que el otro se revuelca de placer por mi. cuando penetro a mi esposa ella se pone muy caliente y le encanta mucho, pero si quiero ser mas rudo me pide que pare y solo es en una posicion, la del misionero. por lo cual me cansa la monotonia y termina por quitarme la calentura. Cuando me penetrar, siento que no hay nada mejor en el mundo (hablado de sexo), que con un movimiento certero que haga el otro puedo alcanzar el climax, pero igual, en ambos casos, con hombre o con mujer casi siempre termino masturbandome porque duro mucho o porque el otro o ella ya se cansaron.
.-Mi placer sexual llega al punto en que quisiera que ella fuese mas abierta a experimentar el placer sexual, a como un hombre me hace sentir. Y con un hombre siento que le falta el sentimiento que a mi me gustaria en la relacion.
.- Estoy realmente confundido porque siento que si pido que mi esposa me penetre la podria perder, pero si no lo hago siento que igual la podria perder si me encuentra que sigo buscando sexo con un hombre
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2020.01.06 10:32 alforo_ Embistiendo, que no invistiendo

"En España, de cada diez cabezas, nueve embisten y una piensa" (Antonio Machado). Así ha ocurrido en el debate de investidura estos días en el Congreso de los Diputados. Los representantes de la derecha, la ultraderecha y la ultra-ultraderecha reaccionaria no han hecho otra cosa que embestir; no investir que es lo que tocaba. Se han lanzado contra el candidato a Presidente y todo lo que se movía a su izquierda de forma violenta, con insultos y descalificaciones, aportando pocas ideas salvo la palabra que tanto les gusta repetir, cuadrándose y con voz engolada: ¡España, todo por España!
Pedro Sánchez no ha logrado la mayoría absoluta en la primera votación y confía en desbloquear el Gobierno en la del martes. Obtiene 166 'síes', 165 'noes' y 18 abstenciones. La votación se repetirá el próximo día 7 y todo parece que Sánchez saldrá investido por mayoría simple, más votos favorables que en contra. El candidato cerró el debate pidiendo moderación, afirmando que "Esta coalición progresista es el mejor antídoto contra esta coalición del apocalipsis"
España está a punto de marcar un nuevo hito en su historia si el pacto entre Pedro Sánchez y Pablo Iglesias obtiene el respaldo necesario en el Congreso, con la sombra del tamayazo planeando sobre el Congreso. De salir adelante, habrá por primera vez un gobierno de coalición en el país y España se sumaría al listado de otros países en Europa con tradición de gobiernos conjuntos entre dos o más partidos, algo que se ha ido implantando en los últimos años en las comunidades autónomas españolas pero que se resistía en el ámbito nacional.
La sesión de investidura del sábado ha sido muy literaria y poética, que ha chocado con los insultos e improperios lanzados. De Bertolt Brecht, Benito Pérez Galdós, Mario Vargas Llosa, Antonio Machado o Albert Camus. Citas literarias, textuales o retocadas, se han intercalado entre la artillería dialéctica. Comenzó el candidato a la Presidencia del Gobierno, con Bertolt Brecht: "¿Qué tiempos son estos en los que tenemos que defender lo obvio?". "Su moral política es como una capa con tantos remiendos que no se sabe ya cuál es el paño primitivo", le ha replicado, Pablo Casado, parafraseando a Benito Pérez Galdós, el día en que se cumple el centenario de su muerte. Más libertades se ha tomado el popular con Mario Vargas Llosa al preguntar a Sánchez: "¿Cuándo se jodió, no el Perú, sino el socialismo constitucional?"
Desde la Transición, ningún ganador de unas elecciones había necesitado tanto el apoyo de otras formaciones políticas como ahora. Sánchez ya lo necesitaba después del 28 de abril, cuando PSOE y Podemos sumaban diez escaños más, pero el socialista se negó a negociar desde un principio un gobierno de coalición y, cuando accedió, a Iglesias no le pareció suficiente. "No hay tradición" de un Gobierno de coalición, se justificaba, abogando por un gobierno "a la portuguesa" de apoyo parlamentario.
Pero tras las elecciones del 10 de Noviembre ambas fuerzas progresistas perdieron fuerza y el multipartidismo terminó por explotar con más partidos que nunca y el escenario se tornaba más complicado para formar un Gobierno estable. El fracaso de tres meses de negociaciones tras el 28A se consolido en menos de 48 horas tras el 10N; "Lo que en abril se había convertido en una oportunidad histórica, hoy es una necesidad histórica", dijo Pablo Iglesias desde la Moncloa durante una comparecencia conjunta con Sánchez y en esas estamos.
Según el #NuevoAcuerdoParaEspaña de la #CoaliciónProgresista, estas son algunas de las medidas que el PSOE y UP se comprometen: subida del salario mínimo a 1.200 euros y subida de pensiones con arreglo al IPC para los jubilados; subida del IRPF a las rentas altas a partir de 130.000 euros; bajada de impuestos a Pymes y autónomos que facturen menos de 1 millón de euros; derogar la ley; subir los impuestos a las rentas altas y derogar la reforma laboral; impulsar la vía política para abordar el conflicto político catalán; la asignatura de Religión dejará de contar para la nota media y no tendrá alternativa; compromiso para limitar el precio de los alquileres; una ley que blinde el solo sí es sí y más planes para la violencia machista; aprobar la ley de cambio climático; revertir los límites a las investigaciones judiciales aprobados por Rajoy; aprobar una de las grandes reivindicaciones de la actual fiscal general del Estado; asistencia sanitaria en casa y banda ancha para repoblar la España vacía; acuerdo por la eutanasia y para eliminar los copagos introducidos por el PP; aumentar el presupuesto para Cultura; homenaje a las víctimas del franquismo el 31 de octubre y a los exiliados el 8 de mayo, las casas de apuestas solo podrán abrir a partir de las diez de la noche.
La investidura de Sánchez resucita al PP de las trincheras y la radicalidad. Casado y Abascal compiten en insultos a Sánchez, por liderar una oposición que anticipa una legislatura bronca y de judicialización política. Abascal denunciará a los que quieren "trocear" España. El ambiente destila ya más crispación y más trazo grueso que el que se vivió entre 2004-2008 con la virulenta y vehemente estrategia que desplegó Rajoy contra el entonces presidente Zapatero. El PP, Vox y Cs, más que investir, embisten, pese a que el PP afirma que "Sánchez se ha sumado a la embestidura contra el Estado de derecho". En el Parlamento del XIX, los diputados se referían a quienes les precedían en el uso de la palabra como "mi ilustre opinante". En el del XXI, lo que se estila es llamarle "sociópata, mentiroso, fatuo, arrogante y patético", que es como el líder del PP, Pablo Casado, llamó a Pedro Sánchez nada más subirse a la tribuna de oradores. El "cayetanismo" se ha impuesto en la calle Génova. En su desvarío, Arrimadas pide un 'tamayazo' a la bancada socialista: Solo hace falta un valiente.
Santiago Abascal, que pidió la detención inmediata de Torra, por estar en "absoluta rebeldía", embistió contra Sánchez anunciando una triple ofensiva en el Congreso, en los tribunales y en las calles para "frenar" los planes de un Gobierno que calificó de traidor, fraudulento e ilegítimo. "Es un fraude, un mentiroso, un estafador, un político indigno y un personaje sin escrúpulos, que a caballo del apoyo mediático y sometiendo a las instituciones, es capaz de cualquier cosa por seguir viviendo en La Moncloa". Es un villano de cómic, llegó a decir "es un Tirano Banderas, que lo mismo se envuelve en la bandera nacional que en la estelada, en la europea o en la cubana". Impresentable.
El PSOE ha logrado la ruptura del bloque independentista; ERC mantiene la abstención pese a que ve un "golpe de Estado" tras la decisión de la JEC y JxCAT votará "no" porque duda de un candidato con "mil rostros". La sorpresa de la jornada la dio la diputada Ana Oramas, de Coalición Canaria, que decidió desobedecer la abstención aprobada por la dirección de su partido y anunciar que votará "no" por coherencia y sus principios. Hizo una introducción en forma de poema, "puedo escribir los versos más tristes esta noche", para después arremeter con dureza contra el candidato a la investidura. "Usted quería un gobierno gratis total y ahora esta dispuesto a pagar el mayor precio que se podría pagar".
Algunos discursos en titulares: Pedro Sánchez advierte de que "España no se va a romper ni la Constitucón" y enarbola el patriotismo social frente al discurso apocalíptico de la derecha. Sánchez defiende el diálogo en Cataluña porque la solución al conflicto no llegará sólo de la aplicación de la ley (Ver intervención completa de Pedro Sánchez). El candidato socialista propone "retomar el diálogo en el punto en que los agravios comenzaron a acumularse". Emplaza a todos los partidos a acordar "una propuesta de España diversa que se enriquece en la pluralidad de sus identidades, lenguas, culturas y personas".
Iglesias sale en tromba contra la derecha de la anti España. "Sólo aceptan la democracia y las instituciones cuando mandan ustedes", dice el líder de Podemos. Iglesias advierte a la derecha: "Los avances sociales se seguirán produciendo en este país a pesar de ustedes". Iglesias afirma que la tarea del próximo Gobierno será "reparar las traiciones a España" del Partido Popular. Otra frase: "Ustedes no entienden la diversidad de nuestra patria. No aceptan que una mayoría parlamentaria que representa a los ciudadanos construya un nuevo Gobierno. Desprecian a esta mayoría y, al despreciar al Parlamento, desprecian a España". Por su parte Alberto Garzón (futuro nuevo ministro de Consumo): "La radicalización de las derechas es para ver quién rentabiliza el conflicto".
Gabriel Rufián advierte a Sánchez de que si "no hay mesa de diálogo no hay legislatura": somos catalanes, republicanos y somos independentistas y ante todo somos demócratas. Jamás ni por activa ni por pasiva favoreceremos un gobierno de extrema derecha. Aitor Esteban del PNV defiende la investidura como "una gran oportunidad" pero pide a Sánchez "liderazgo" para enfrentar los riesgos .El diputado de Teruel Existe ha denunciado que es víctima de "una presión tremenda en los medios y las redes".
Decíamos que el debate ha sido muy literario y poético. Marcando distancias con el candidato, la portavoz de JxCAT, Laura Borràs, ha recordado un célebre texto de Martin Niemöller: Cuando los nazis vinieron a llevarse a los comunistas, guardé silencio, ya que no era comunista..., aunque ha preferido explicarlo a leerlo. "En España lo mejor es el pueblo. Siempre ha sido lo mismo. En los trances duros, los señoritos invocan la patria y la venden; el pueblo no la nombra siquiera, pero la compra con su sangre y la salva", recordaba Pablo Iglesias a Antonio Machado. "La democracia si es consecuente no puede beneficiarse de las ventajas de la venganza", citaba Jaume Asens, a Albert Camus, en los sesenta años de su muerte.
Frente a lo cultural y literario, la bronca sin medida, bajo el control de "la derecha, la ultraderecha y la ultra-ultraderecha". La portavoz de EH Bildu, Mertxe Aizpurua, ha tenido que soportar a las tres derechas gritando "asesinos", "viva el rey" y "fuera, fuera" y con el secretario de la Mesa, Adolfo Suárez, dándole la espalda durante toda su intervención. La tensión ha llegado a tal punto que la presidenta del Congreso ha tenido que intervenir: "En el Parlamento se defienden las posiciones políticas mediante la palabra, no mediante el grito o el insulto. ¿Pueden dejar de gritar por favor?". La primera chispa saltó cuando Aizpurua aludió al rey para calificar su intervención televisada el tres de octubre de 2017 como un gesto de autoritario. En medio de toda esa tensión, Pedro Sánchez ha conseguido salvar el debate con Bildu sin tomar partido en la bronca ni responder a las alusiones.
Adriana Lastra, portavoz del grupo socialista en el Congreso, cerró el debate, con una excelente intervención y de manera contundente: "Hemos escuchado a las derechas llamar traidor a quien ha ganado las elecciones y han llamado a frenarlo", amenazando con un golpe de Estado por todos los medios. Una mención especial le ha dedicado a Inés Arrimadas, a quien ha acusado de hacer el ridículo "alentando tamayazos" por pedir a los diputados socialistas que sean valientes y no secunden la investidura. "Los diputados de esta Cámara no son arribistas ni son tránsfugas", le ha espetado.
En su turno de respuesta a Lastra, Sánchez ha aprovechado para cargar contra la portavoz de Ciudadanos por llamar "al transfuguismo de diputados y diputadas". Ha clamado que "Frente a la coalición del apocalipsis, la coalición progresista que va a gobernar España", terminando su intervención con un menaje de esperanza: "dejemos a la coalición del apocalipsis con su rencor y su vuelta al blanco y negro".
Catalunya y ETA han sido protagonistas en el debate, junto con gritos, insultos, improperios y descalificaciones. Hay que destacar como positivo, que la izquierda ha escenificado su unidad, por primera vez desde la moción de censura, y se prepara para una oposición sin tregua.
El día 7 se votará definitivamente la investidura y sabremos si tenemos un gobierno progresista o vamos a unas nuevas elecciones, que todos dicen no querer. Veremos.
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2019.11.01 16:11 Jessie_Custer Lo de Pablo Iglesias en las entrevistas es de vergüenza ajena

Y pensar que he votado a esta persona. Bueno, en realidad no era este Iglesias, era otro. No se parece en nada.
A ver, un par de temas para aclarar. Ya no se si se ha vuelto límite o cree que lo somos nosotrxs
1 Claro que no da igual exhumar a Franco después de las elecciones. ¿Qué pasa si gobiernan las derechas? ¿Alguien con 2 dedos de frente pondría la mano en el fuego a que no consiguen revertirlo o demorarlo?. Lo dudo mucho. Hay que perder mucho el norte o querer engañar mucho a la gente para que después de llegar hasta aquí ahora retrasarlo estúpidamente solo porque este señor este preocupado por su futuro. Es una ridiculez.
2 En toda la entrevista del hormiguero, solo cita a Casado para decir que comparten médico de niños ¿en serio? ¿De verdad no tiene nada que criticar de la derecha?
Pedro Sánchez será lo que sea a mi me da igual, nunca lo he votado, perp obviamente hay un abismo entre él y Rivera, Casado o Abascal ¿De verdad Iglesias no tiene un mn para criticar a los que son realmente nuestros rivales, los que son muy peligrosos para nuestro pais. Solo habla para dar cera a Sánchez.
Da la sensación de que solo le importa su poltrona. Que insultante.
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2019.10.27 19:33 camilosw Emigrando a Alemania

En este post contaré mi experiencia sobre mi proceso para emigrar a Berlín a trabajar como Frontend Developer y en un siguiente post les contaré cómo han sido los primeros días y que esperar una vez estén acá. Pero antes, recomiendo que lean el anterior post sobre emigración a Alemania escrito por Jonathan Alvarez, ya que en este obviaré todo lo que él ya aclaró. El post lo pueden encontrar aquí https://www.reddit.com/devco/comments/bdmw23/recopilaci%C3%B3n_proceso_eu_blue_card_alemania_mi/
Antes de empezar el proceso de buscar trabajo y aplicar a alguna entrevista, te recomiendo que tengas algunos ahorros, porque tendrás varios gastos antes de recibir el primer sueldo en Alemania. De eso hablaré más adelante.
Visa según tus estudios
Si tienes un título universitario, lo más seguro es que vas a aplicar a la Blue Card, la cual te permite viajar con tu pareja sin que el o ella deba cumplir con algún requisito especial. Pero si no tienes un título universitario, también puedes obtener una visa de trabajo con un ZAV approval que se obtiene con la Federal Employment Agency y la empresa que te contrate lo debe solicitar y enviártelo. El principal inconveniente es que si viajas con tu pareja, él o ella deberán acreditar A1 en alemán para obtener la visa de reunificación.
Antes de aplicar a la Blue Card, debes comprobar que tu universidad y tu carrera aparezcan en la siguiente página https://anabin.kmk.org/anabin.html. Todo está en Alemán, pero estos son los pasos que debes seguir:
Institución:
Carrera
Si la institución o la carrera no aparecen, puedes optar por la visa de trabajo o intentar validar la carrera, lo cual te costará 200 euros más el valor de envío de los documentos que te soliciten a Alemania. En mi caso tuve que optar por la opción de validar la carrera, ya que no aparecía en Anabin y con el permiso de trabajo no me podía ir con mi esposa. Estos son los papeles que te solicitarán:
Todos los documentos se deben enviar físicos y en español, pero no deben ser originales. El título universitario y el certificado de notas de las materias de la universidad se deben autenticar en una notaría, para los demás documentos no es necesario. El proceso luego de recibido el pago y los documentos puede tomar entre una y dos semanas cuando se trata de una aplicación para la Blue Card. Aquí puedes encontrar toda la información https://www.kmk.org/zab/central-office-for-foreign-education/statement-of-comparability-for-foreign-higher-education-qualifications.html.
Viajar con tu pareja
Si tienes planeado viajar con tu pareja, pero aun no se han casado, es mejor que te cases así sea por lo civil porque vas a tener que entregar el certificado de matrimonio en la embajada. Hazlo con tiempo, porque el matrimonio por lo civil no es de un día para otro, tienes que pedir una cita y te la pueden dar para dentro de uno o dos meses. No sé si un certificado de unión libre sacado en una notaría sirva, ya que en nuestro caso decidimos no correr el riesgo y nos casamos después de varios años viviendo juntos.
Si vas a aplicar para la visa de trabajo en lugar de la Blue Card, recuerda que tu pareja debe presentar un examen de A1 en alemán.
Donde llegar
En Berlín los apartamentos amoblados son muy populares, lo malo es que los arriendos aquí son muy caros. En otras ciudades de Alemania los costos pueden variar, pero no los he revisado. Debes reservar uno antes del viaje para al menos tres meses y así te puedan entregar la carta que debes presentar para el registro de tu dirección (Anmeldung). Una vez reservado, deberás pagar por adelantado el primer mes de arriendo y un depósito equivalente a dos meses. En estas páginas puedes encontrar apartamentos, aunque encontrarás más si buscas en Google:
https://wunderflats.com/en/
https://www.coming-home.com/en/
Los apartamentos los reservan con mucho tiempo de anticipación, así que dependiendo de tu cronograma, puede que no encuentres muchas opciones económicas. En mi caso el tiempo fue muy apretado y varios de los apartamentos que había encontrado ya no estaban disponibles, así que terminé pagando un arriendo de 1390 euros al mes.
Gastos
Como comenté al inicio, antes de empezar a buscar trabajo en Alemania, revisa tus finanzas porque vas a tener muchos gastos antes de recibir el primer pago:
Y hasta aquí lo que tenía para agregar al post de Jonathan Alvarez. Pronto escribiré sobre mi experiencia aquí en Alemania y algunas cosas que deben tener en cuenta cuando lleguen.
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2019.10.09 06:02 Davidemagx Es una ficción (Repost corregido para lectura en celular)

Alejandro era un hombre casado
galán, buen mozo, inseguro
arriba en la escala social vivía con ella, su mujer,
a quien de oros bañaba y de afectos faltaba, con ella convivía
no la amaba por la noche y se notaba
después de mucho tiempo de pelearla
que ninguna promesa pasa el día.

Una noche de banderas blancas se subieron en el coche,
terminaron en un pub
en la barra el apoyado con la mujer entre los brazos,
miraba la multitud de caras entre flashes y neones
cuando la vio pasar, con el cielo en la mirada
y ella le devolvió la vista y la sonrisa
disimulado la siguió con los ojos hasta los baños
se excuso de la legal y se abrió paso a los trancazos

Entre codos y apretones llegó hasta la puerta
la espero ansioso con cada puerta abierta
finalmente la muchacha, hermosa y proporcionada
lo encontró allí parado como un blanco caballero
se comieron con la vista a simple encuentro
unas palabras de primera vez, "Ale"
"Victoria" dijo ella hundiéndose en un beso
y la mujer esperaba mientras, confiada y ya sin ánimos para reyerta

Los encontrados se dieron cita en la pantalla móvil
y se alejó el esposo con nueva alegría en el pecho
la trampa en la solapa y el pantalón sintiéndose estrecho
a encontrar a la mujer primera, a la legal
que no increpó la ausencia excusada en estar tranquila
"te saliste con la tuya" se dijo el esposo
después de un rato a casa ella quería sexo,
él se durmió como un oso

La mañana trajo un "buen día" de la divina
un regalo para el cansado, agua para el sediento
y cuidando de no despertar a la de la alianza
se deslizó fuera de cama y al baño
para devolver el mensaje a la paloma
Media hora y jugueteo, volaron textos y un video
tenía que verla pronto y se dieron lugar y fecha
"Esta noche 10:30" acordaban ellos soplar al viento

Pendiente estuvo de cada mensaje y cada hora
la legal lanzaba ostias que el no devolvía, lo agotaba, lo pudría,
"seguro tenes a otra" le decía
"¿qué decís? ¡enferma!" contestaba como escudado
"atendeme un poco, mirame, desgraciado"
"así como estás de loca no me tienta"
la pelea siguió por unas horas
"te vas a la mierda, loca" y coordinando con la fechoría a las 10 salía

La levantó en una vereda entre Salta y Buenos Aires
charla breve, charla necia, unas birras
en un bar el juego de lo nuevo, el gusto a no se debe
ella menor, de 17, el ya con 35
"Que linda parejita" comentó una vieja ingenua
y se hicieron los bonitos con todo y sonrojarse
para luego levantarse e irse a morir a un telo
el sexo fue divino, revolvieron hasta el suelo

En la cucharita los dos melosos
la nena jugaba con el pelo
y el le hablaba de la otra, la malvada
la bruja de la alianza y el recelo
del cansancio y de sentirse vivo en mucho tiempo
"No se que hiciste pero me gusta" dijo el blanco caballero
"a mi también me gusta" dijo la nena antes de un beso
y se enlazaron de nuevo hasta llegada la alborada

Pasaron los meses, la mujer era una fiera
él se atrincheraba o la ignoraba y guardaba su secreto,
su remedio ante aquel mal
su dama tras la cortina, la que ahora todo era
repitieron los encuentros, los hoteles y promesas
mal decía él a la bruja de la sortija
y ella lo envolvía con perfumes en los labios
no era hechicería, eran los años

Una noche más de hacerla suya
dejó en su vientre la semilla
la damita que lo amaba quería darle todo
y él parecía dispuesto de cualquier modo
se amaron otro rato con el cuerpo y las palabras
se dejaron como siempre, a las 7
"Te amo" decía ella
"Te amo" él le devolvía y se alejaba.

Una semana y Andrés que no llegaba
Victoria no dijo nada y marchó a la farmacia amiga
donde una mujer de bata rezaba "¿Que buscas?"
"Un test de embarazo" le pedía
y la mujer tomaba del estante una caja rosada mirando sin prejuicio,
"pasá por caja"
Victoria sonriendo para esconder los nervios
pagó en efectivo

"Positivo" decía el test
Victoria sintió su mundo darse vuelta
y vio la luz al final del túnel
así su amado estaría con ella
le escribió emocionada para darle la noticia
hubo un visto sin respuesta
las horas que pasaron angustiantes
y un mensaje, uno sólo "¿quién sos?"

La malvada ahora gritaba con fuerza redoblada
Alejandro la miraba mudo, ¿cómo pudo descuidarse?
le gritó "loca enferma" en su afán de victimizarse
y salió de la casa para no aguantarla
"Paso a buscarte donde siempre, soy yo"
avisó a la nena que preocupada respondió "¿estás bien amor?"
"hablamos luego", salió a toda marcha
a buscar la divina, su cura, su remedio

En el mismo primer telo después de haber cogido
se sentaron al debate los amantes
"Dame tiempo, te lo pido" dijo él casi atrevido
"Te amo, por supuesto, te quiero yo conmigo"
dijo ella tomándole la mano
y llevándola a su ombligo
pero el se mostró algo frío
puso al tiempo por excusa y la despachó con prontitud

Volvió a la casa de la guerra
y la malvada lo recibía con los bolsos preparados
"Me voy y quiero divorcio, quiero sangre, quiero todo" dijo
y Alejandro contemplaba sus males
discutieron y al final del griterío se encontraron como nunca
o quizás fue conveniente, la mitad perder es mucho
"Ella o yo" dijo la esposa
"Vos" aseguró el marido

"Te pido que ya no jodas, ese hijo no es mío ni lo quiero"
El blanco caballero se convirtió en zorro austero
"¿Yo te amo y me haces esto?"
"Es tu culpa por estar con alguien casado" dijo el monstruo
La bloqueó y se dio por desvanecido
Victoria quedó llorando la traición
con las manos en el vientre
y el llanto desgarrando el corazón

Mamá y papá supieron tras haberles confesado
a su rabia sumó reprobación
"Sos muy chica para ser madre"
y un tiempo luego la llevaron a un doctor
de moral y reputación manchadas
de matrícula revocada
en un caserón apartado a escondidas de los indiscretos
para no verse en la vecinada y la difusión

"Todo va a estar bien, nena" oró el carnicero
con chaqueta blanca y camisa negra
la acostó en una pieza que olía a muerte
y le puso un suero con algún mejunje
la dejó por varias horas sin mirarla
mientras los padres le recalcaban la vergüenza
con miradas reprobatorias y palabras aplastantes
Victoria sentía la vida escaparse

Sentada en el inodoro de ese lugar macabro
dejó casi su vida con la sangre
y así le dio de alta, cual jabalí atravesado por lanza
"Llevenla al hospital para que no muera" dijo el insensible,
"pero antes paguen que esto es mi negocio"
quiso insultarlo la madre pero bien sabia ella
que no escapaba de también
ser deplorable en esa tranza

Victoria ya estuvo en casa
Alejandro ni enterado
"Te amo todavía, es por vos que hago ésto. Adiós"
leía en el mensaje de texto
y se colgó del techo sofocada por la depresión
la encontró su padre y perdió la cordura
a los dos los sumió la culpa
y quisieron su justicia

"Ella estaría acá si no fuese por ese canalla"
gritaba el padre en la comisaría
la policía se hizo presente
y la mujer atendía histérica
llorando y arrancándose los pelos
Alejandro estaba en el sillón con la cara explotada
a sus pies como a un metro el arma asesina
"Fue suicidio" dijo la viuda

La causa leyó "suicidios"...

Los personajes y hechos relatados aquí no son reales
cualquier parecido con la realidad es pura coincidencia
ustedes saben, no hace falta que les aclare
es otra de esas que no son verdad
una historia fabulada
es sólo ficción.

Fin.
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2019.04.08 12:29 NoMeVoyMeQuedo Por qué los barrios pobres no van a votar: la abstención en las zonas más excluidas duplica a la de las más ricas

El barrio sevillano de 'las 3.000 Viviendas', uno de los más empobrecidos de España, fue el que más se abstuvo en las elecciones generales de 2016. Los que más participaron fueron los vecinos del acomodado barrio del Pla del Remei, en Valencia "Es un pez que se muerde la cola: como no votan, los políticos no se interesan por ellos, ellos no se sienten escuchados y vuelven a abstenerse en las siguientes elecciones", explica el investigador Manuel Trujillo BUSCADOR Busca entre las 16 mayores ciudades españolas y comprueba cuál es la renta media del barrio y cuántos votantes se abstuvieron en 2016 Raúl Sánchez 07/04/2019 - 21:37h Compartir en Facebook Compartir en Twitter Norte y sur, este y oeste, centro y periferia o costa e interior pueden marcar las fronteras invisibles de una ciudad. Muchas veces, esos límites no solo señalan las desigualdades económicas sino también políticas. Vivir en un barrio rico o pobre influye de manera determinante en las probabilidades de que una persona acuda a votar a su colegio electoral o se quede en casa en unas elecciones generales.
Por ejemplo, una brecha de casi 90.000 euros de ingresos por hogar separa al barrio de 'las 3.000 Viviendas' en Sevilla, el segundo más empobrecido de España, y El Viso en Madrid, el más rico. La desigualdad económica también se convierte en desigualdad electoral: en el primero, el 55% de los residentes no acudieron a votar en las elecciones generales de 2016; en el segundo, el 18%.
¿Una casualidad? Los datos analizados por eldiario.es muestran que los barrios con menos renta se abstuvieron el doble en las elecciones generales de 2016 que las zonas más acomodadas en las 16 mayores ciudades españolas. Mientras que la abstención alcanzó el 42% en los barrios con una renta media por debajo de los 20.000 euros, solo el 20% de los residentes de las zonas con ingresos superiores a los 50.000 euros renunciaron a votar.
Este es el resultado del análisis de eldiario.es de los datos del proyecto estadístico Urban Audit, publicados por el Instituto Nacional de Estadística, y los resultados electorales de las elecciones generales del 26J. Ver metodología
"Esto no es nuevo, siempre ha habido agujeros negros electorales que han sido los barrios más pobres", explica Braulio Gómez, doctor en Ciencia Política de la Universidad de Deusto y autor de varios trabajos sobre la relación entre abstención y renta. "Si en tu casa no tienes la nevera en condiciones para mantener tu vida cotidiana, es más difícil que tengas ese tiempo para buscar información política", comenta Gómez.
La tendencia se repite en los 16 municipios más poblados de España: cuanto más pobre es el barrio, más se abstuvieron sus residentes en las elecciones generales de 2016. Sin embargo, este fenómeno se agrava en las ciudades con mayor brecha entre barrios humildes y zonas acomodadas. Es decir, áreas metropolitanas más desiguales.
Pero, ¿por qué los residentes de barrios como El Raval (Barcelona), San Cristóbal (Madrid), Los Pajaritos (Sevilla) o Palma-Palmilla (Málaga) acuden menos a votar? Los expertos lo achacan a un alejamiento total de la política y una sensación de exclusión por su situación económica.
"Es un tipo de cultura que es lejana a ellos, que no les representa no participan porque no es su juego político", argumenta Miguel Alhambra, sociólogo de la Universidad Complutense de Madrid y autor de un estudio académico sobre desigualdad social y abstención electoral en Madrid y Barcelona. "Es un efecto de la propia desigualdad: si para tener voz y voto tienes que tener capital cultural, al final te callas", comenta.
'Las 3.000 Viviendas' y la zona de Juan XXIII en Alicante son los barrios que más se callaron en las elecciones del 26J. Alrededor de la mitad de los residentes decidieron no ejercer su derecho al voto en 2016. "Aunque realmente digamos que no hace falta gran cosa (para votar), coger tu DNI y acercarte al colegio electoral, algo que nos parece sencillo, no lo es para muchas personas", explica la doctora en psicología social Cristina Cuenca.
Para Cuenca, es complicado decir "que vaya a votar" a una persona que esté en "una situación de desempleo cronificado, una familia afectada porque el padre o la madre tenga un problema de adicción o una persona sin hogar".
Pero, ¿cómo y a qué partidos votan los barrios de renta más bajas y mayores problemas derivados de esta desigualdad? Para comprobarlo, analizamos los datos de 509 barrios de las mayores ciudades españolas.
Fuente: Urban Audit, INE, Ministerio de InteriorMade with Flourish
Los investigadores alertan de las consecuencias políticas de la segregación entre barrios humildes de baja participación y zonas acomodadas con alta participación. "Es un pez que se muerde la cola: como no votan, los políticos no se interesan por ellos, ellos no se sienten escuchados y vuelven a abstenerse en las siguientes elecciones", argumenta Manuel Trujillo, investigador del Instituto de Estudios Sociales del CSIC.
Precisamente, el estudio Urnas Vacías en los suburbios de las ciudades, realizado por Trujillo y Braulio Gómez para el Observatorio Social de La Caixa, identificó una correlación "altísima" entre vivir en una zona caracterizada por la carencia de todo tipo de recursos y la abstención electoral en las municipales de 2015.
"A nivel electoral, cuando se agudiza este fenómeno, la izquierda pierde muchísimos votos", afirma Trujillo, que pone como ejemplo las pasadas elecciones autonómicas en Andalucía. Tal y como publicó eldiario.es, la abstención se disparó el 2D en los barrios más pobres de Sevilla, Málaga y Córdoba, donde Podemos y sobre todo el PSOE tenían más poder electoral.
Los datos de las generales del 26J, en 2016, también señalan esta tendencia: los partidos de izquierda son mucho más fuertes en los suburbios de las grandes ciudades y las candidaturas de derecha consiguen más votos en las zonas más ricas. Un voto de clase que se agudiza en los extremos: la izquierda promedia el 67% de las papeletas en los barrios que ingresan menos de 20.000 euros y la derecha se lleva el 74% de los sufragios en las zonas con una renta media superior a los 50.000 euros por hogar.
Manuel Buñuel, politólogo e investigador de la relación entre abstención y renta en la ciudad de Sevilla, asegura que existe una sensación en las zonas más marginadas de que la clase política solo va a esos barrios durante la campaña electoral y que después están "cuatro años sin aparecer". "Se ha luchado tanto tiempo para que el voto se ampliara a más capas de la población y los que más lucharon por ampliarlo son los que más se abstienen actualmente", reflexiona Buñuel.
Un fenómeno que apenas ha variado con el surgimiento de formaciones políticas como Podemos o Ciudadanos, según concluye el estudio Urnas Vacías. "Esto genera una concentración de poder político: si los ricos siempre votan, tendrán más poder en sus manos para que se tengan en cuenta sus intereses", explica el investigador Braulio Gómez.
La renta media de los diez barrios que más se abstuvieron en las generales de 2016 era de 19.000 euros por hogar. Entre los diez que más participaron, la cifra sube hasta los 68.000. Para Manuel Trujillo, "esto se acaba convirtiendo en un déficit democrático porque hay cierta población que no se siente representada y que no acaba siendo escuchada".
Más de una treintena de barrios de las grandes áreas urbanas registraron porcentajes de abstención por encima del 40% de los residentes en 2016. Si resides en alguna de las 16 mayores ciudades españolas, puedes buscar tu barrio.
BUSCADOR: ¿cuántos vecinos se abstuvieron en cada barrio en las elecciones del 26J? Busca un municipio o barrio y descubre el porcentaje de abstención o a qué candidaturas votaron los barrios más pobres y ricos. Solo se incluyen 509 barrios de las 16 ciudades más pobladas
Flourish logoA Flourish data visualisation Fuente: Urban Audit, INE, Ministerio del Interior
Para contextualizar la desigualdad política de las ciudades españolas, analizamos los datos de abstención y renta media en los barrios que representan el 20% más rico y el 20% más pobre de diez de las mayores áreas urbanas en España. Haz click en alguna de las siguientes ciudades para leer cada apartado.
Barcelona Gijón Bilbao Sevilla Las Palmas de G.C. Madrid Valencia Córdoba Zaragoza Vigo 1. La segregación económica de Barcelona
Tres factores unen a los barrios de El Raval, El Besòs, el Maresme y Nou Barris. Son los barrios que más se abstienen, más empobrecidos y con mayor población extranjera de Barcelona. Frente a ellos, el distrito de Sarrià-Sant Gervasi agrupa las zonas de mayor renta, menor abstención y más población nativa.
Una segregación económica, racial y social que divide a Barcelona entre la ciudad de Convergencia y PP frente a la de En Comú y el PSOE.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
CDC
En Comú
PP
PSOE
Cs
ERC 20% más pobre
AbstenciónRenta media41,1%24.410€ 20% más rico
AbstenciónRenta media28,3%55.712€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Las Mil Quinientas viviendas de Gijón
En 1953, el Instituto Nacional de la Vivienda recibe el encargo de realizar un proyecto para alojar a los obreros que procedían del ámbito rural de Gijón en el Pumarín. Así es como se desarrollaron las Mil Quinientas viviendas que transformaron el barrio en una zona obrera. Todavía hoy, el Pumarín es la segunda zona más pobre de Gijón (23.591€) y en la que más se abstuvieron sus votantes (33,7%).
La zona residencial de urbanizaciones de Las Mestas es la más rica y también la que más participación registró en las elecciones del 26J.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media34,3%22.895€ 20% más rico
AbstenciónRenta media27,5%35.186€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Vivir al lado del Guggenheim en Bilbao
Más de 20.000 euros conforman la brecha entre Abando, el distrito más rico y que más participa de la ciudad de Bilbao, y el resto de zonas de la ciudad. "En Bilbao hay una alta desigualdad pero no llega a los niveles que se llegan en Sevilla, Málaga o Badajoz aunque dentro de Euskadi sí que llama la atención", afirma Braulio Gómez, doctor en Ciencia Política de la Universidad de Deusto.
La desigualdad de Bilbao se manifiesta entre los que viven al lado del Guggenheim, que apenas se abstienen y votan principalmente a PP y PNV, y la zona sur de Errekalde, la más pobre donde Unidos Podemos fue el más votado en 2016.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PNV
PP
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media35,7%27.304€ 20% más rico
AbstenciónRenta media27,2%48.514€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Urnas vacías en 'las 3.000 Viviendas'
La abstención consiguió la mayoría absoluta en 'las 3.000 Viviendas' de Sevilla en las elecciones generales de 2016. El 55% de los votantes decidió abstenerse en un barrio en el que PSOE y UP se llevan el casi el 80% de los votos. Frente a ellos, menos del 20% de los votantes se abstuvieron en el barrio más rico de Sevilla, Santa Clara, donde PP y Cs son opciones mayoritarias.
"Si lo que se lleva al debate es lo que opina un votante de los Remedios o de Triana, no se van a tener en cuenta los problemas de las 3.000 Viviendas", afirma el politólogo Manuel Buñuel.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PSOE
PP
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media40,9%17.648€ 20% más rico
AbstenciónRenta media20,3%42.911€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Las barriadas de Las Palmas, carne de abstención
La brecha económica entre el barrio que más se abstuvo en las elecciones de 2016, las barriadas de la Vega de San José, y el que más participó, la céntrica zona de Arenales-Lugo, es de casi 20.000 euros por hogar. Una diferencia que señala la desigualdad entre el centro histórico construido alrededor del Puerto de Las Palmas y las barriadas periféricas del sur, asentadas en pendiente sobre la ladera de la montaña.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media40,2%21.281€ 20% más rico
AbstenciónRenta media30,7%38.264€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Madrid, una brecha de norte a sur
La capital madrileña presenta los mayores índices de desigualdad de las grandes ciudades españolas, una brecha que se dibuja de sur a norte. Los barrios más pobres del sur, como San Cristóbal (Villaverde) o San Diego (Puente de Vallecas), se abstienen casi el triple que las lujosas zonas más ricas del norte como El Viso (Chamartín) o Piovera (Hortaleza).
Un mapa que dibuja los feudos del PP que siempre votan en las generales frente a los dominios abstencionistas de Unidos Podemos y el PSOE.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP
Cs 20% más pobre
AbstenciónRenta media34,2%24.541€ 20% más rico
AbstenciónRenta media18,6%66.586€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Centro frente a periferia en Valencia
Los residentes del lujoso barrio de El Pla del Remei, en el centro de Valencia, fueron los más entusiastas de las elecciones del 26J. Con solo un 14% de abstención, es el barrio que más participó de las grandes ciudades españolas. Casualmente, es el más rico de la capital y la zona en la que el PP consiguió más porcentaje de voto (61%).
Los mayores índices de abstención se concentran en los barrios pobres de las zonas periféricas como En Corts, El Grau o Tres Forques - La Fontsanta.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
Pod. - Comp. 20% más pobre
AbstenciónRenta media28,4%23.640€ 20% más rico
AbstenciónRenta media19,0%39.736€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. El sur obrero se abstiene en Córdoba
Más de la mitad del suelo en el barrio de El Naranjo-Brillante, el más rico de Córdoba, está destinado a urbanizaciones, chalets y viviendas unifamiliares. En el Sector Sur, el más pobre de la capital de provincia, las zonas industriales y comerciales acaparan la mitad del suelo, según los datos del INE.
Casi 20 puntos separan los niveles de abstención de ambos barrios en las generales de 2016.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP 20% más pobre
AbstenciónRenta media39,4%19.254€ 20% más rico
AbstenciónRenta media21,3%39.228€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. La frontera invisible de Zaragoza
Apenas 3 kilómetros separan las urbanizaciones con piscina de Casablanca, en Zaragoza, con el barrio obrero de Delicias. Aunque no tienen una frontera física, sí existe una simbólica que los separa: los hogares de Casablanca ingresan 30.000 euros más y se abstienen casi la mitad que sus vecinos de Delicias.
Una brecha que se traslada a la perspectiva de voto de los principales partidos. PP y Ciudadanos son mayoría en Casablanca, el barrio más rico de la capital aragonesa, y PSOE y Unidos Podemos son primera fuerza en el más pobre, Delicias.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
PSOE
UP
Cs 20% más pobre
AbstenciónRenta media32,1%24.806€ 20% más rico
AbstenciónRenta media22,0%43.153€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
  1. Astilleros frente a centro histórico en Vigo
El barrio de Teis en Vigo, el más pobre de la ciudad gallega, fue el que registró el mayor porcentaje de abstención (32%) el 26J. Los principales astilleros de la ciudad y gran parte del puerto comercial señalan un barrio de marcado perfil obrero e industrial donde la candidatura de En Marea fue primera fuerza.
Una zona que se contrapone al centro histórico de Vigo, el barrio más rico de la ciudad gallega, el que más participó (un 26%). El PP fue el partido más votado.
Partido más votado en cada sección censal en las elecciones generales de 2016
PP
En Marea
PSOE 20% más pobre
AbstenciónRenta media29,7%27.838€ 20% más rico
AbstenciónRenta media27,9%34.394€ Fuente: Urban Audit, Ministerio de Interior
Metodología
Para esta información, se han cruzado los datos por secciones censales de las elecciones generales de 2016 con los de renta media por hogar de la operación estadística de Indicadores Urbanos Urban Audit referentes al año 2016, que divide las ciudades en áreas suburbanas (SCD). Estas separaciones no siempre coinciden con divisiones administrativas de distritos o barrios. Solo se han incluido las 16 ciudades más pobladas de España ya que son los únicos municipios que tienen datos de renta desglosados por barrio.
En cada área suburbana, se ha calculado el porcentaje de votos de cada candidatura y el nivel de abstención en las elecciones del 26J a partir de las secciones censales que la componen. Se han descartado los datos de 9 secciones censales de las divisiones realizadas por Urban Audit no existían en las elecciones generales de 2016.
Se han identificado a PSOE, Unidos Podemos y sus confluencias, ERC, Bildu, PACMA y BNG como partidos de izquierda y a PP, Ciudadanos, CDC, PNV, CC, UPyD y Vox como partidos de derecha.
07/04/2019 - 21:37h 0 Compartir en Facebook Compartir en Twitter Enviar a Menéame Imprimir Detrás de esta noticia... Podemos publicar esta noticia gracias a las cuotas que pagan nuestros más de 34.000 socios y socias. Ellos garantizan nuestra independencia editorial y económica. Pero necesitamos más socios para seguir contratando periodistas y publicar más contenidos como este. Si tú también crees en un periodismo libre y de calidad hazte socio, hazte socia. ENLACES PATROCINADOS Jaime González, irreconocible en su reaparición televisiva Jaime González, irreconocible en su reaparición televisiva La Vanguardia La inspección de 120.000km de tu Audi A3 por 299€. Solicita cita. La inspección de 120.000km de tu Audi A3 por 299€. Solicita cita. formularios.audi.es Polen de abeja. Propiedades, cómo tomarlo, para qué usarlo. Polen de abeja. Propiedades, cómo tomarlo, para qué usarlo. universomiel.es El nuevo Kia Ceed Tourer está diseñado para el conductor. DescúbreloEl nuevo Kia Ceed Tourer está diseñado para el conductor. Descúbrelo El nuevo Kia Ceed Tourer está diseñado para el conductor. Descúbrelo Kia Semana Crossover & SUV de Ford, del 8 al 17 de abril Semana Crossover & SUV de Ford, del 8 al 17 de abril Ford Hipoteca NARANJA de ING. Con cero, cero posibilidades de equivocarte Hipoteca NARANJA de ING. Con cero, cero posibilidades de equivocarte ING Más en eldiario.es De dónde viene la extrema derecha: un obispo ultra y la familia de Barberá De dónde viene la extrema derecha: un obispo ultra y la familia de Barberá Podemos se postula en su programa para el 28A como la alternativa al "trío de Colón" y al "temblor de piernas" del PSOE Podemos se postula en su programa para el 28A como la alternativa al "trío de Colón" y al "temblor de piernas" del PSOE La Comunidad de Madrid exige a 70.000 jóvenes pagar un impuesto desconocido para deducirse el alquiler en la declaración La Comunidad de Madrid exige a 70.000 jóvenes pagar un impuesto desconocido para deducirse el alquiler en la declaración recomendado por Los comentarios de nuestros socios 1 luiscor1221 los ricos votan todos, los curas votan todos, los policias,guardias civiles y militares votan ... 2 quijotesco Siempre me he preguntado como es posible que el inconformismo ciudadano sea tan grande pero ... 3 Paubcn Creo que mas que el factor económico interviene el factor cultural, aunque un alto nivel ... 4 Artero No, no es casual, se debe en primer lugar al analfabetismo o simple alfabetización, lo cual ... 5 Cuyobai Los 'problemas' de la legislación electoral quedan sin resolver. Casualmente. 8 DONGUIDO Aquí unas explicaciónes muy bien fundamentadas de por qué los pobres, los obreros, votan a la ... 9 Huge_Head la brecha económica da como resultado la brecha cultural ,que se podría evitar mucho mas fácil ... 11 pepeespuche22 Lleváis toda la razón en El Palmar (Murcia) una pedanía de 24.000 habitantes en los barrios ... 13 Mr.Spock El neoliberalismo persigue la creación de una inmensa clase trabajadora solo preocupada por ... 14 JRG Buenísimo artículo de análisis de datos. En mi opinión shí está una de las bolsas de abstención. ... 15 jjrs50 El gran logro de la derecha es que muchos ciudadanos voten en contra de sus propios intereses. 16 Davex Votar no solo es un derecho, es una responsabilidad y por tanto debería ser una obligación. Pero ... Hazte socioComenta tú también20 comentarios
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2018.11.17 11:44 CollapsingHabitation Experiência de governo: Vivência pessoal e pessoas próximas

Fato: Documento sigiloso produzido pelo Exército na década de 1980 mostra que oficiais superiores de Jair Bolsonaro o avaliaram como dono de uma "excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente", tendo o próprio reconhecido em interrogatório ter feito garimpo "na cidade de Saúde, próximo de Jacobina [BA] - https://outline.com/EPhV6R
Contexto: A cidade de Jacobina possui dez quilombos, sendo dois certificados e oito não certificados.
http://www.jacobina.ifba.edu.bindex.php/ultimas-noticias/587-quilombos-historia-e-cultura-sao-debatidos-durante-evento-sobre-consciencia-negra-no-ifba
Promessa de governo: Bolsonaro promete liberar garimpo em terras quilombolas - https://outline.com/Njw2S9
Fato: Casado com uma das irmãs de Bolsonaro, Vânia, o empresário Theodoro da Silva Konesuk invadiu terras quilombolas, segundo uma decisão da Justiça no dia 10 de setembro. Ele foi condenado a devolver uma área pertencente aos remanescentes do quilombo do Bairro Galvão, em Iporanga, município vizinho de Eldorado.
https://deolhonosruralistas.com.b2018/10/21/cunhado-de-bolsonaro-e-condenado-por-invasao-de-quilombo-no-vale-do-ribeira/
Resposta: "Quilombola não serve nem pra procriar"
https://congressoemfoco.uol.com.bespecial/noticias/bolsonaro-quilombola-nao-serve-nem-para-procria
Promessa de governo: Bolsonaro defende que áreas quilombolas possam ser vendidas - https://outline.com/PA472d
Fato 1: Em 4 de julho de 1995, Jair Bolsonaro foi abordado por dois assaltantes, que levaram sua moto e sua arma.
http://www.e-farsas.com/recorte-de-jornal-antigo-mostra-que-bolsonaro-foi-assaltado.html
Resposta 1: No mesmo dia, a Secretaria de Segurança Pública designou 50 policiais de diversas delegacias e departamentos especializados para buscarem a motocicleta roubada.
https://outline.com/XgUhcC
Fato 2: em 23 de julho de 2006, Flavio Bolsonaro foi assaltado por três homens armados, um deles menor de idade, que levaram o carro que o então deputado estadual dirigia.
https://brasil.estadao.com.bnoticias/geral,deputado-bolsonaro-e-assaltado-no-rio-de-janeiro,20060723p28894
Resposta 2: Bolsonaro diz que maioridade penal deveria cair para 14 anos
https://www.folhape.com.bpolitica/politica/reformas/2018/10/29/NWS,85946,7,766,POLITICA,2193-BOLSONARO-DIZ-QUE-MAIORIDADE-PENAL-DEVERIA-CAIR-PARA-ANOS-RELATIVIZA-CENSURA-DITADURA.aspx
Promessa de governo: Bolsonaro pretende mudar a excludente de ilicitude, para dar mais liberdade a agentes públicos de combaterem o crime sem risco de serem investigados por possíveis excessos
https://www.correiobraziliense.com.bapp/noticia/brasil/2018/11/13/interna-brasil,719338/o-que-e-a-excludente-de-ilicitude-que-bolsonaro-quer-mudar.shtml
Fato: Bolsonaro foi autuado pelo Ibama, em janeiro de 2012, e multado em R$ 10 mil, por prática de pesca amadora na Estação Ecológica de Tamoios, onde a atividade é proibida - https://outline.com/AJy5kv
Resposta: Propôs lei proibindo aos agentes de fiscalização ambiental o uso de armas de fogo
http://www2.camara.leg.bcamaranoticias/noticias/SEGURANCA/453609-PROPOSTA-PROIBE-USO-DE-ARMA-DE-FOGO-POR-FISCAIS-AMBIENTAIS.html
Promessa de governo: Bolsonaro diz que Ibama e ICMBio vão deixar de ser indústrias de multa em seu Governo
https://www.rondoniagora.com/eleicoes/bolsonaro-diz-que-ibama-e-icmbio-vao-deixar-de-ser-industrias-de-multa-em-seu-governo
Fato: Eduardo Bolsonaro se sentiu ofendido por sua ex-namorada Patrícia Lélis ter sido "vista em uma balada LGBT acompanhada de um médico cubano, usando uma roupa vulgar e, como se não bastasse, rebolando até o chão.", segundo postagem dele no Facebook.
https://congressoemfoco.uol.com.bespecial/noticias/palavroes-ameacas-e-o-conflito-sentimental-que-levou-eduardo-bolsonaro-a-ser-denunciado/
Resposta preemptiva: "Jair Bolsonaro diz que há um exército de cubanos no Brasil e que poderá haver derramamento de sangue" durante discurso na Câmara
https://www.youtube.com/watch?v=13dFHi9Unkk
Promessa de governo: Jair Bolsonaro propõe "expulsar" cubanos do Mais Médicos por meio do Revalida
https://ultimosegundo.ig.com.bpolitica/2018-08-22/jair-bolsonaro-mais-medicos.html
Consequência real: Cuba decide deixar programa Mais Médicos no Brasil e cita declarações 'ameaçadoras' de Bolsonaro
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/11/14/cuba-decide-deixar-programa-mais-medicos-no-brasil.ghtml
Disso tudo, não é difícil ver pra onde vai o próximo governo.
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2018.08.23 20:15 master_x_2k Zumbido IV

Zumbido IV

Brian llegó cuando Perra y yo estábamos caminando penosamente por el campo con palas y bolsas de basura en la mano. No es la imagen que quería que él tuviera de mí, pero me alegré de verlo de todos modos.
Me limpie usando el grifo en el abrevadero de agua de los perros, pero todavía estaba cubierta de huellas sucias de las patas, manchas de hierba y la piel todavía me picaba con la sensación de que los bichos se arrastraban sobre mí. No tenía ninguna duda de que, con mi pelo mojado y el estado de mi ropa, me veía bastante espantosa.
“Hay agujeros de bala en la puerta de entrada”, Brian habló desde el otro lado de la alambrada, levantando la voz para ser escuchado sobre el torrente de ladridos. Llevaba su traje y su casco, pero tenía la visera levantada y no estaba envuelto en su oscuridad. Desde la distancia, se vería como un tipo con equipo de motocicleta.
“Tranquilos”, ordenó Perra, y los perros se callaron. Al ver lo que los otros perros estaban haciendo, los pocos que no habían aprendido el comando se detuvieron después de uno o dos ladridos más.
“Sí, dispararon sus armas unas cuantas veces”, le dije.
“Y todavía están aquí”, dijo, con leve incredulidad.
“Mi decisión”, le dijo Perra.
“Es una mala decisión”, la amonestó.
“No voy a irme.”
Brian se cruzó de brazos. “¿Es tu orgullo o testarudez digno de lastimar a esos perros?”
Ella frunció el ceño y miró a los perros.
“Lo que dijeron sobre las salchichas,” dije en voz baja, “sobre envenenar a tus perros. No podrías detenerlos a menos que estuvieras aquí todo el día, todos los días, y tal vez ni siquiera entonces.”
“Es cobarde”, Perra escupió las palabras.
“Son cobardes”, le dije. “Básicamente la definición de cualquiera que se une a un grupo de odio. Pero incluso si atacaran de forma más directa, ¿podrías manejarlo? ¿Podrías si veinte personas aparecieran con armas de fuego? ¿O si Night y Fog pasaban a las tres de la mañana, cuando estás solo tú y estos muchachos?”
“Yo puedo arreglármelas sola.”
Suspiré un poco y planté mi pala en el suelo. Tenía que pensar en una forma de convencerla. Si perdía la paciencia frente a su terquedad, ella ganaría la discusión, y todos perderíamos.
“Lo sé. ¿Pero no es mejor confiar en nosotros? ¿Para de verdad manejar esto en lugar de hacerlo sola, escondiéndote y dejando que esos cabrones tengan el poder?”
“No me estoy escondiendo”, me miró enojada. “Estoy protegiendo-”
Brian la interrumpió, “Proteger a tus perros significaría llevarlos a un lugar seguro.”
Ella sacudió su cabeza violentamente. “No. Si hago eso, los malnacidos ganan.”
“Entiendo lo que dices”, le dije. “De verdad, sé a qué te refieres. Pero nuestra prioridad número uno es protegerlos a ti y a esos perros. Una vez que nos hayamos encargado de eso, podemos enfocarnos en enfrentar cualquier amenaza.”
Ella golpeteo con sus dedos contra su muslo, mirando hacia el edificio.
“¿Vamos a encargarnos de ellos?”, Ella hizo la pregunta un desafío.
“Sí”, habló Brian. “No me gusta que estos tipos se estén mudando a esta área. No me gusta que lleguen tan lejos como para atacar a un miembro de nuestro grupo. Si no hacemos algo para responder pronto, va a lastimar nuestra reputación. Necesitamos reputación, nos protege, da a la gente razones para pensar dos veces antes de jodernos.”
Perra asintió. “Bueno.”
Brian arqueó una ceja, “¿Bueno qué?”
“Iré, y vendrán los perros.”
Él sonrió, “Bien. No creo poder saltar esta cerca sin hacer enojar a esos perros, así que me reuniré contigo en la puerta de entrada. Voy a llamar a Coil en el camino.”
“Está bien”, dije. Cuando dio vuelta para irse, yo levanté la mano en el saludo de despedida más pequeño y patético del mundo. A pesar de que estaba bastante segura de que no lo había visto, me quedé sintiéndome como una idiota por hacerlo.
Eché un vistazo a Perra, que me estaba mirando con curiosidad.
“¿Qué?”, ​​Le pregunté, sintiéndome dolorosamente consciente de mí misma.
“Él te gusta.”
“N-”, comencé. Antes continuar con mi protesta, tuve que detenerme. Perra apreciaría la franqueza y la honestidad más que cualquier otra cosa. No estaba segura de poder darme el lujo de parecer deshonesta o de tener dos caras con ella. “…Sí. Me gusta.”
Ella giró para volver a entrar. Un horrible pensamiento me golpeó en ese momento.
“¿Te...te gusta a vos?", Le pregunté.
Ella giró su cabeza para darme una mirada enojada, una que no podía leer en lo más mínimo.
“Porque si lo haces”, me apresuré a agregar, cuando comencé a caminar detrás de ella, “Oye, tú estuviste aquí primero. Me alejaré y mantendré la boca cerrada si quieres intentarlo.”
Hubo unos cinco segundos en los que estuvo muy callada. Mi pulso latía en mi garganta. ¿Por qué me importa tanto esto?
“Deberías ofrecerle dormir con él.”
“¿Y-eh, qué?” Tartamudeé. El alivio se mezcló con la vergüenza, y el abrupto cambio de tema me dejó luchando por ordenar mis pensamientos.
“Es lo que quieren los chicos. Dile que estás disponible si alguna vez quiere coger. Él lo aceptará de inmediato, o comenzará a pensar en ti como una posibilidad y aceptará tu oferta más tarde.
“Eso es- Es más complicado que eso.”
“Es complicado porque las personas hacen que sea complicado. Solo corta con las estupideces y ve por él.”
“No creo que te equivoques sobre la necesidad de tener menos expectativas, reglas y rituales en torno a las citas, estupideces, como dices, pero no creo que pueda hacer lo que sugieres.”
“Lo que sea.”
Me di cuenta, tardíamente, que ella realmente me había ofrecido un consejo. Por... luché por encontrar la palabra. Por muy mal dirigida que hubiera sido su sugerencia, especialmente con Brian, fue probablemente el gesto más evidente de buena voluntad que le había visto, junto a ella diciéndole a Armsmaster que creía que yo podía patearle el culo.
“Gracias, igualmente”, le dije. “Lo, eh, lo tendré en cuenta.”
“No me importa si lo haces.”
Cruzamos el interior del edificio y Perra abrió la puerta para dejar entrar a Brian. Por un segundo, pensé que su franqueza la llevaría a decirle a Brian abiertamente que me gustaba, pero no era el caso. Estaba más centrada en evitar que los perros más rebeldes se escabullen y evitar que ladren al visitante nuevo que en nuestra conversación.
“No puedo contactar a Coil”, nos informó Brian.
“No pude alcanzar a Lisa o Alec antes”, respondí. “¿Crees que algo está pasando?”
Él asintió con la cabeza, “Tal vez. Quédate aquí con Rachel. Voy a chequear a los demás.”
“No”, dijo Perra. “No necesito niñera, y me estoy molestando con ustedes dos estorbándome. Taylor se va contigo. Me quedaré aquí y empacaré.”
“No es una buena idea”, dijo Brian, sacudiendo la cabeza, “Si te atacan mientras tanto-”
“-Tengo a Brutus, Judas y Angelica. Me las arreglé sola durante años, me encargué de personas más duras que esos hijos de puta. Si hay problemas, corro.”
“¿Y si toman a uno de tus perros como rehén?”, Le pregunté. “¿Uno en los que aún no puedes usar tu poder?”
Una mirada oscura pasó por su rostro mientras consideraba eso. “Entonces corro... y me vengo otro día, en mis términos.”
Brian golpeó su pie durante unos segundos. “Bueno. Si hay problemas, será bueno tener a Taylor cuidándome la espalda. Si puedo comunicarme con Coil, cuando lo haga, voy a tratar de conseguirte algunos camiones y personas que los conduzcan. Mientras tanto, mantente alerta y que no te maten.”
Perra frunció el ceño, pero ella asintió.
“Taylor, deberíamos irnos. Mientras antes veamos a Lisa y Alec, mejor me sentiré”, él ya se estaba moviendo cuando terminó de hablar.
En el momento en que estábamos fuera del alcance del oído, se quitó el casco, metiéndolo debajo de un brazo, y me preguntó: “¿Qué pasó?”
Le dije, explicando todo después del punto en que Perra y yo escuchamos el alboroto que estaban causando el hombre botella y su pandilla.
“Es curioso que sea Kaiser quien tenga problemas para controlar a su gente”, reflexionó Brian, cuando terminé.
Me preguntaba si todavía estaba adolorido por lo que Kaiser había dicho en la reunión.
“Coil aumentó la presión en el momento en que se rompió la tregua contra los ABB. Me sorprendería si Kaiser no tuviera las manos llenas con eso”, respondí.
“¿Lo estás defendiendo?”
No era frecuente que me sintiera muy consciente de la diferencia en los colores de nuestra piel, pero que me preguntaran si estaba inventando excusas para el supervillano de la supremacía blanca era uno de esos momentos.
“No quiero subestimarlo, es todo”, le dije.
Brian suspiró, “Sí. Quizás tengas razón. Pero Kaiser estaba dispuesto a exigir una indemnización por el ataque a su círculo de pelea de perros, y estoy más que dispuesto a hacer lo mismo por este ataque de sus skinheads, si llega a eso.”
“Ambos eventos tienen algo sustancial que ver con Perra”, noté.
“Soy consciente de ese hecho”, me dijo, frunciendo el ceño. “Ella es útil, ella es un recurso valioso para el equipo, pero viene con algunos problemas. Ya lo solucionamos en el pasado, lo solucionaremos en el futuro.”
“Claro.”
“¿Como estaba ella? ¿Alguna pelea?”
“Nada serio. No, en verdad estuvo bastante bien. Incluso podría hacerlo de nuevo, si ella me deja.”
“De verdad”, respondió, con escepticismo claro en su tono.
“De Verdad.”
“¿Qué cambió?”
“Estoy descifrándola, creo. Como opera, come piensa.”
“Llevo diez meses en el mismo equipo con ella, y ni siquiera he estado cerca de entender cómo piensa. Normalmente puedo evitar que vaya demasiado lejos o lastime a alguien, mantenerla en línea y hacer que siga las instrucciones, pero todavía no he tenido una conversación con ella que no haga que quiera golpearme la cabeza contra la pared.”
“Ese podría ser el problema. Estás a cargo, te admira, te respeta, pero...” Hice una pausa. ¿Cómo podría decir esto sin entrar en los detalles de su modo de pensar? “...Pero tu eres una especie de figura de autoridad en nuestro grupo, y su personalidad exige que desafié la autoridad. Especialmente cuando está insegura.”
Brian consideró eso. Con una nota de aprobación en su voz, él comentó: “Le estás poniendo bastante empeño.”
“Creo que te sería mucho más fácil manejarla si tomas un papel de liderazgo oficial en nuestro grupo. No solo ser el líder por defecto, sino tomar el puesto. Si no te sientes cómodo con eso, o si piensas que los demás te lo harán demasiado difícil, bueno, probablemente se sentirá más cómoda si confía en ti como alguien a cargo con el tiempo, mientras demuestras que puedes manejarlo.”
“Han pasado diez meses, ¿cuánto tiempo necesita?”
“¿Y ella ha tenido cuántos años, sin padres, maestros, jefes? Quiero decir, incluso cuando tenía padres adoptivos, no creo que fuera todo rayos de sol y arco iris, ¿sabes?”
Se frotó la barbilla. “…Sí.”
“Dime que no ha mejorado al menos un poco en el transcurso de esos diez meses.”
“Ligeramente.”
“Ahí lo tienes. Solo mejorará de aquí en adelante.”
Él me ofreció un gruñido derrotado en respuesta.
Brian caminaba a grandes zancadas, y tenía piernas largas, lo que me obligó a hacer pequeños trotes para mantener el ritmo. No era agotador, estaba en forma lo suficiente para correr, pero era vergonzoso sentirme como un niño pequeño tratando de mantener el ritmo de un adulto.
De cualquier manera, hicimos buen tiempo para volver al departamento.
Brian se llevó el dedo a los labios mientras se ponía el casco y bajaba la visera, emanando su oscuridad para ocultar el disfraz. Hice una mueca y traje bichos para cubrir mi rostro, llamando más desde el área para formar el comienzo de un enjambre. Brian - Grue ahora - extendió la mano y cubrió la puerta principal del departamento en la oscuridad, luego la abrió sin el más mínimo crujido o chillido. Antes de que subiéramos las escaleras de metal que conducían al segundo piso, él las cubrió con una capa de su poder para hacer que nuestros pasos fueran completamente silenciosos.
No anticipé la escena en la sala de estar del departamento.
La TV estaba encendida, mostrando anuncios. Alec yacía en el sofá, con los pies sobre la mesa de café, una comida en su regazo. Lisa estaba sentada en el otro sofá, la computadora portátil apoyada en sus piernas, un teléfono en su oreja. Giró la cabeza mientras subíamos las escaleras, nos dirigió una mirada extraña y luego volvió su atención a su computadora portátil.
“¿Por qué carajos no están contestando sus teléfonos?” Grue levantó su voz espeluznante. Levantó su visor y desterró la oscuridad a su alrededor.
Lisa frunció el ceño y levantó un dedo. Ella continuó hablando por teléfono, “-no estoy de acuerdo con esto, y si me lo hubieras preguntado, habría dicho que no deberías hacerlo. No, sí, creo que es una medida efectiva.”
Señaló la computadora portátil, y di un paso adelante, moviendo los bichos de mi cara y hacia el centro de mi espalda, donde estarían presentes, pero no en el camino, descansando sobre la tela en lugar de sobre la piel. Miré a la pantalla.
“Mi problema es que no son solo ellos. Son sus familias”, dijo Lisa por teléfono. “Regla implícita[1], no se jode con la familia de una capa.”
Leí el contenido del correo electrónico que ella tenía abierto. Sentí una bola de terror asentarse en la boca del estómago. Me incliné sobre el respaldo del sofá y le puse una mano en el hombro para estabilizarme mientras bajaba la mano para presionar la tecla de avanzar página en la computadora portátil. Leí más del correo electrónico y luego presioné el botón otra vez para desplazarme hacia abajo otra vez.
Cuando leí lo suficiente de la página para verificar mis sospechas, presioné la tecla de inicio para regresar a la parte superior de la página. Comprobé quién más había recibido el correo electrónico y la hora en que lo enviaron.
“Carajo”, murmuré. “¡Mierda!”
Lisa me miró, frunció el ceño y luego habló con la persona que estaba al otro lado del teléfono. “¿Podemos terminar de discutir esto más tarde? Tengo que hablar con mi equipo sobre esto. Kay. Luego.”
El correo electrónico era una lista. En la parte superior de la lista estaba Kaiser. Después de su entrada estaban sus lugartenientes, Purity, Hookwolf y Krieg, y el resto de los miembros del Imperio Ochenta y Ocho. Ni siquiera estaba limitado a personas con poderes, señalando a algunos capitanes sin poderes e incluso a algunos de los lacayos de bajo nivel.
La lista incluye imágenes y texto. Debajo de cada uno de los nombres de los villanos había un bloque completo de datos, señalando sus nombres civiles completos, profesiones, direcciones, números de teléfono, las fechas en que se mudaron a la ciudad y las primeras apariciones de sus identidades de traje en Brockton Bay. Había imágenes de ellos en traje emparejado con imágenes de sus supuestas identidades civiles, más o menos igualadas en ángulo y tamaño para facilitar la comparación. La mayoría de las entradas tenían archivos zip adjuntos, sin duda con más datos y evidencia.
Kaiser. Max Anders, presidente y director ejecutivo de Medhall Corporation, una compañía farmacéutica con sede en Brockton Bay. Padre de un Theodore Richard Anders y una Aster Klara Anders. Dos veces divorciado, actualmente vive en un piso en el centro de la ciudad. Conduce un BMW negro. Originario de Brockton Bay, hijo de Richard Anders. Richard Anders, según el correo electrónico, era Allfather, el fundador de Imperio Ochenta y Ocho. Según las imágenes, era evidente cómo la armadura se ajustaba a su rostro y cuerpo, y que tanto Kaiser como Max Anders tenían la misma altura y el mismo tipo de cuerpo.
También había otras imágenes, que mostraban a Max Anders con una hermosa rubia de veintitantos años, y Max Anders con una mujer de pelo castaño mayor en una cafetería, con la mesa llena de lo que parecía ser papeleo. Me desplacé hacia abajo para confirmar mis sospechas, la rubia apareció en otra foto con su hermana gemela. Fenja y Menja.
La mujer de pelo castaño era Purity, según el correo electrónico. Mucho más recatada de lo que podría haber pensado, dada la gran presencia que tenía de traje. Nombre real, Kayden Anders. Decoradora de interiores. Madre soltera de una tal Aster Anders. Purity fue promovida al segundo al mando de Kaiser en la misma semana en que Kayden Russel tomó la mano de Max en matrimonio para convertirse en Kayden Anders. Su separación se produjo en el mismo período de tiempo que Purity dejó el Imperio Ochenta y Ocho para, aparentemente, hacer las cosas por su cuenta. Pequeñas citas apuntaban a archivos aparentemente en el archivo zip adjunto.
Se alegaba que Krieg era James Fliescher. Jefe de una cadena de farmacias, a su vez conectado a Medhall. Padre de tres, casado. Según las notas en su bloque de información, se tomó unas vacaciones dos veces al año con su familia. El correo electrónico indicaba que el archivo comprimido tenía copias de correos electrónicos entre compañías donde les había dicho a sus compañeros de trabajo que había ido a lugares como América del Sur o París, y los registros de vuelo mostraban que estaba mintiendo. Él siempre fue a Londres. Dos veces al año, cada año, durante casi veinte años. Ni una sola vez, durante estos viajes, se había visto a Krieg en Brockton Bay.
La lista continuaba, y continuaba.
Cada pieza de información conectada a otras. Incluso la información sobre los soldados rasos como los que conocí anteriormente con el negocio de Kaiser, muestra cómo fueron empleados como empleados de bajo nivel de Medhall y sus negocios derivados. Parecía que todos tenían antecedentes penales, excepto las personas arriba de todo.
En resumen, era lo suficientemente amplio como para tomar un tipo especial de ignorancia voluntaria para no comprar lo que el correo electrónico estaba vendiendo.
El correo electrónico había sido enviado no solo a Lisa, sino al Brockton Bay Bulletin, a media docena de otras estaciones de noticias locales y a varias nacionales. Todos los que importaban y algunos que no.
El correo electrónico había sido enviado a la 1:27 pm esta tarde. Hace menos de una hora. Esas eran las verdaderas malas noticias.
“¿Coil hizo esto?” Murmuré.
Lisa asintió, con fuerza, “Síp.”
“Con tu ayuda, supongo.”
“Solo un poco. Me preguntó algunas veces, que le ofreciera mis pensamientos sobre algunas cosas, ponerlo en el camino correcto, eliminar posibilidades. No pensé que llegaría tan lejos, o que iría tan lejos. Una vez que lo puse en el camino correcto, aparentemente usó investigadores privados y hackers para desenterrar el resto de esto y obtener la evidencia fotográfica.”
“Carajo”, murmuré.
“No estoy de acuerdo con esto”, dijo. “Está cruzando una línea. No se trata solo de meterse con el enemigo, va a haber un montón de daños colaterales.”
“¿Por qué no contestaste tu teléfono?” Brian cambió de tema.
Ella parpadeó un par de veces, sorprendida, "Mi teléfono estaba casi sin carga, así que agarré uno desechable nuevo para hablar con el jefe. No quería usar el teléfono con el resto de la información de contacto de ustedes, solo para estar seguros. Alec estuvo conmigo todo el tiempo. Debería haber recibido llamadas.”
“Revisa tu teléfono, Alec”, dijo Brian, brusco.
Alec lo hizo. Sus ojos se abrieron, “Oh mierda.”
“Parte de ser miembro de este equipo es estar de guardia si te necesitamos. Lo juro,” Brian gruñó a Alec, “voy a patearte el culo tan fuerte-”
Lisa miró de Brian a Alec hacia mí, “Algo sucedió. ¿Hay alguien herido?”
“Sí, algo pasó, no, nadie está herido. Eso realmente no es lo que me preocupa”, le dije. Señalé la pantalla, “¿Coil planeó esto? ¿Es esto un plan suyo? ¿Usando su poder? ¿Usar su manipulación del destino o lo que sea para crear una coincidencia general, ponernos en una mala posición y obligarnos a unirnos a él?”
Lisa negó con la cabeza con fuerza, “No percibí nada parecido a eso, y no es así como funciona su poder. Además, esperaba que estuviéramos de acuerdo de todos modos. Él no pondría en peligro eso con un truco como este. Es demasiado crudo.”
“Así que fue solo él atacando al Imperio Ochenta y Ocho en un nuevo frente, y una maldita mala coincidencia para nosotros”, dije, tanto a mí misma como a cualquier otra persona.
“¿Qué está pasando?”, Preguntó Alec.
Inhalé profundamente e intenté explicar qué tan mala era la situación. “Coil acaba de hacer una gran jugada contra el Imperio, y parece que fue anónimo. Perra y yo peleamos con algunos de sus subordinados casi al mismo tiempo.”
“Yo no-” comenzó Alec.
“Míralo de esta manera”, interrumpí, “Kaiser y cada uno de sus veintiún lacayos superpoderosos van a estar lo suficientemente enojados como para querer matar a alguien, después de que Coil fue y puso sus vidas de cabeza. Kaiser y su gente saben quiénes somos, de nuestra cooperación contra los ABB. Específicamente, ellos saben quién es Lisa. Entonces, ¿a quién van a culpar por esto, si no al grupo con el que su gente estaba luchando esta misma tarde, el grupo con la muy talentosa recopiladora de información en sus filas?”
“Oh.” Alec dijo. “Mierda.”
“Exactamente.”
[1] Código Implícito: Las Unspoken rules o más “oficialmente” conocidas como Unwritten rules son reglas que tiene la comunidad de capas sobre como se comportan, no es un acuerdo formal, por eso las palabras unspoken=implícitas, sin mencionar, y unwritten=orales, sin escribir, tácitas. Aunque no son leyes formales el código tácito es respetado tanto por héroes como villanos.

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2017.09.16 17:55 albedrio Una sociedad menguante. Lastrada en lo económico y en lo afectivo. Los ancianos son caros y pesados de cuidar. Veremos cosas moralmente indeseables. La presión hacia la eutanasia no deseada va a ser creciente porque los recursos son escasos.

Fundador y director de la fundación Renacimiento Demográfico, Alejandro Macarrón es ingeniero de telecomunicaciones, consultor empresarial y autor del libro Suicidio demográfico en Occidente y medio mundo, que pronto se publicará en inglés. Cita en su libro al economista Juan Velarde que advierte que «de seguir así España desaparece», pero desaparece de verdad... El problema de la natalidad no es tan urgente como una crisis económica o el tema catalán. Sin embargo, a la larga es inexorable que si seguimos con tan baja natalidad, España desaparecería.Lo pongo en condicional porque falta tiempo, pero es pura matemática. No es opinable. Vamos al precipicio, el de la extinción, otra cosa es que reaccionemos.La extinción tardaría siglos, pero antes viviríamos en una sociedad sin niños, descompensada. Cuando empecé a estudiar el asunto, me impresionó que sus efectos eran más inmediatos de lo que se suele pensar y el poco caso que se hace a un problema tan profundo. ¿Tan desolador es el paisaje demográfico español? Nos enfrentamos a una ola de envejecimiento.La edad más numerosa de la población española de hoy son 40 años, dentro de una década serán 50...Vamos hacia una sociedad absolutamente llena de mayores, lo cual estaría muy bien si no fuera porque no hay gente joven para compensarlo. En España, nacen menos niños que en el siglo XVIII.Es verdad que se ha reducido la mortalidad infantil, pero si no aumenta la tasa de natalidad, cada año nacerán un 2% menos de niños. El pueblo español ya está menguando. Los españoles autóctonos cada vez somos menos. Tenemos las tres provincias (entre las que tienen al menos 100.000 habitantes) con récord mundial en balance entre muertes y nacimientos.En Zamora, en 2016 por cada nacimiento hubo tres muertes. En Lugo y Orense ya hay dos muertes por cada nacimiento. No es que tengamos la menor tasa de fecundidad en Europa, es que España ha tenido en los últimos 20 años la menor tasa de natalidad del mundo en promedio. La despoblación de esas regiones, ¿no es también un problema de falta de falta de oportunidades? Es mezcla de los dos. Si el país estuviese compensado demográficamente y viviéramos todos en ciudades, sería deseable tener una España más articulada, pero no sería trágico. El problema es que tampoco hay suficientes niños en las ciudades. La despoblación tiene un componente económico.Pero si vives en un lugar en el que casi solo hay viejos, quieres irte. Tengamos la edad que tengamos, nos gusta la juventud.Si te rodeas sólo de ancianos, ves la muerte, la decrepitud. Es desalentador... En los sitios que se van despoblando la calidad de vida disminuye. Los servicios sociales son muy caros. Un ejemplo es la Sanidad. La sociedad española tiene un dilema moral y económico sobre qué hacer en las zonas donde quedan sólo ancianos y gente de edad avanzada. ¿Les atendemos y en ese caso, nos arruinamos o no les atendemos? Tanto los niños como los ancianos cuestan dinero.Pero los niños son una inversión que produce en el futuro y a los ancianos les damos una calidad de vida. Pero la riqueza que se llevan, se consume y no produce en el futuro. También cita en su libro a Miguel Hernández: «La salvación de España / de su juventud depende» Tampoco hay que hacer demasiado la pelota a la juventud porque vivimos en una sociedad en la que se hace la pelota a la mujer por ser mujer, al joven por ser joven... Pero es verdad que la juventud es esencial. Para el reto demográfico y para emprender e innovar. Una sociedad que languidece tiene menos innovación.Esto no quiere decir que no haya gente mayor innovadora pero es más fácil emprender e innovar si eres joven porque tienes que atreverte, tienes que cuestionar los tabúes, no tener rigideces. Si eres joven y te equivocas no pasa nada porque te puedes recuperar. Esa juventud existe, pero repartida por el planeta. Es un argumento facilón. En Asturias, cuando yo nací, nacían el triple de niños que ahora. Asturias es la primera región de Europa en la que, si nada cambia, desaparecerá la población. Me da mucha pena. No me consuela que en Nigeria crezca mucho la población. Históricamente, el número de personas era decisivo para el desarrollo de los pueblos. Pero con el desarrollo de la democracia, la ciencia, la tecnología, Europa -y su extensión, EEUU- da un salto enorme en productividad, es decir, que compensa que seamos menos. Si produces 20 veces lo que una persona primitiva, aunque tengas la mitad de gente, produces más. Por eso Occidente domina el mundo. Pero ahora que el tercer mundo está emergiendo, la productividad media de su población se está igualando a la nuestra, con lo cual el número de personas vuelve a ser decisivo. Cuando China iguale en productividad a EEUU tendrá entre cuatro y cinco veces su PIB.Los europeos tendemos a la irrelevancia.Si los nuevos líderes mundiales son democráticos, no pasa nada. Pero en China ha habido una eliminación masiva de niñas solo por ser niñas.Y pensemos en el mundo musulmán con una mayoría pacífica, pero una minoría agresiva. Si hacen la transición a la no agresividad, como lo hizo el mundo cristiano, bien, pero si no.... En Occidente tenemos que pensar que debemos a la comunidad, a la humanidad, tener hijos. No pasa nada si alguno no los tiene, pero la mayoría debe tenerlos. Nos hemos conformado con que la inmigración sostenga la demografía en tiempos de bonanza... En la historia ha habido inmigraciones virtuosas que han ayudado a construir países como EEUU. Pero ha habido otras como los bárbaros, cuya expansión no fue sólo cosa de batallas, fue una inmigración masiva. En Europa tenemos el problema del yihadismo. Una inmigración que viene y que una parte de ella, muy minoritaria pero que hace mucho daño, odia al país o a la cultura donde se integra. Es tremendo. Lo hemos visto en Cataluña... El caso del nacionalismo catalán, como el vasco, es elocuente. Los nacionalismos son tribalistas pero no les he oído nunca preocuparse por la descendencia. El País Vasco ha sido un desastre en natalidad. Ahora está repuntando un poquito, pero ha sido la región de España que más ha envejecido desde que murió Franco. Y en Cataluña, los catalanes de pura cepa, la natalidad nativa, es la menor históricamente. Es una de las razones de que haya necesitado tanta inmigración. Cataluña mejora sus cifras globales gracias a los magrebíes. Casi la mitad de los niños que nacen o viven en Cataluña no son de padres españoles, no ya catalanes. La Cataluña del futuro no será española. Pero tampoco será catalana.Si consiguen integrar a los inmigrantes, muy bien. Pero si no, será una sociedad fracturada y dual. En Gerona, el 20% de los niños que nacen son hijos de musulmanes.En Tarragona y Lérida, el 15% y en Barcelona, el 12%. De la inmigración vive el populismo... En Europa, y también algo en EEUU, el Estado de bienestar concede derechos a cambio de nada. El inmigrante tradicional tenía un plan A: trabajar. Ahora el plan A es trabajar, pero hay un Plan B porque tenemos una red social muy generosa. En España, en los años previos a la crisis, vinieron unos cuatro millones de inmigrantes en edad laboral. Estalló la crisis y gran parte se quedó en paro, pero se fue una proporción minoritaria porque con nuestros subsidios estaban mejor que en su país. Otro problema es que si no se regula en número, la inmigración crea un exceso de oferta de mano de obra que compite con la local y eso baja los salarios, en especial de la clase media baja. Esa es la gente que en todo Occidente está enfadadísima porque los sueldos no suben. Otra cosa que ha sucedido en Europa y EEUU es que los inmigrantes han ido entrando ilegalmente y cuando ya eran muchos y no se podían expulsar se les ha regularizado. En Europa ha habido unas 300 regularizaciones en los últimos 20 años. Es absurdo no aceptar la inmigración que viene a ocupar una vacante laboral. Pero ese no es el modelo que tenemos. De ahí el populismo, Trump... Donald Trump tiene cinco hijos. Pero de tres mujeres distintas. Ese es otro tema. En Europa hay 10 países de primera cuyo primer ministro o equivalente no tiene niños.En Alemania, los dos últimos cancilleres, Schröder y Merkel, entre los dos se han casado seis veces y han tenido cero hijos biológicos. Pero también en Francia, Italia, Reino Unido, los tres primeros ministros del Benelux,Suiza,Suecia, Irlanda. Hace 80 años sólo había dos número uno que no tenían hijos: Hitler y Manuel Azaña. Si los líderes no tienen hijos y la familia no está en el discurso público es difícil fomentar la natalidad. Ante esa pasividad, ¿Es usted el ejemplo de que la sociedad civil debe implicarse en lo que delegamos en los políticos? A los políticos este tema les incomodaba e incluso muchos estaban de acuerdo con que hubiese poca natalidad. Hace 30 o 40 años había un crecimiento de población explosivo y el consenso de que era negativo. Incluso había economistas que decían que si la población seguía creciendo, el incremento de la economía no redundaría en más renta per cápita, no sería posible salir de la pobreza. En mi libro cuento cómo el informe Kissinger decía que si la población crece a ritmos muy fuertes, aunque la economía crezca la pobreza no se reduce. Es el pensamiento único... A las personas nos gusta vivir sobre una base de certezas morales (mi casa, mi familia, mi trabajo...) Cuando alguien cuestiona el statu quo al decir que la sociedad tiene un problema porque no nacen niños, incomoda. Occidente tiene una gran satisfacción por lo conseguido en los últimos 200 años. Se han superado situaciones de precariedad, de morirnos por todo tipo de enfermedades, las mujeres han conseguido la igualdad, vivimos en sociedades mucho menos autoritarias en las que hay una libertad teórica de pensamiento.Sin embargo, cuando se cuestionan determinadas verdades la gente se lanza a degüello, ya no es elEstado el que censura, pero es otro tipo de censura. Que en las redes sociales llega a límites increíbles... La crítica es un regalo.Decía Wiston Churchill que es como el dolor en el cuerpo humano, es lo que te avisa de problemas.Ahora, cuando es bilis por cuestionar el estabishment, es otra cosa. El tiempo pone cada cosa en su sitio y ya está habiendo una concienciación del envejecimiento de la población. ¿Qué propone para que nazcan más niños? Es un problema complejo que está ligado al modelo social.La modernización ha traído menos natalidad. Lo primero es tomar conciencia. Hay que revalorizar el prestigio de las madres, mostrar lo bonito que son los bebés, que en realidad nos encantan, es algo instintivo. No es lo mismo exponerlo en público que no. También dar el mensaje duro de que el país necesita niños, como se ha hecho en Francia.También hay medidas económicas con una base muy clara. Hay que incentivar (para el conservador), ayudar (para el socialdemócrata), compensar (para el liberal), cada uno en su ideología lo que quiera. Pero hay que compensar a las familias una parte significativa de lo que cuesta tener niños. No todo.Porque entonces habrá gente que tendrá hijos sólo por dinero. Eso ha pasado y moralmente es un desastre. Esa compensación tiene que centrarse en la mujer pero no sólo. También el hombre juega un papel importante. Y hay que tener cuidado con favorecer sólo a la mujer que trabaja fuera del hogar, como ahora. Si queremos incentivar la natalidad tiene que ser a todo tipo de mujeres, no sólo a unas en función de la ideología. La sociedad actual asocia el tener muchos hijos a pertenecer a algunos grupos religiosos o a no trabajar... Los valores dominantes son hostiles a la natalidad y sobre todo a la familia numerosa. Y es feo porque hay personas que libérrimamente han decidido tener muchos hijos y en un país que necesita niños tendríamos que aplaudirles. El desarrollo de la inteligencia artificial puede tentarnos a dejar en segundo plano el debate de la natalidad y confiar nuestro futuro a robots... Eso está pasando. Antes de nada hay que pensar que tener hijos completa la vida, el cariño no te lo va a poder dar una máquina. Luego, en el mundo tecnológico casi todo lo que se predice o llega más tarde de lo que se espera o llega antes. Si fiamos la natalidad a la robótica y sale bien no hay problema pero si sale mal es una catástrofe. Los científicos dicen que las máquinas nos jubilarán dentro de 100 años no de 20. Es como la inmortalidad. Hay quien anuncia la muerte de la muerte, pero la realidad es que la esperanza de vida crece pero no a un ritmo disruptivo, sino evolutivo. Menudo panorama, una sociedad envejecida y si confiamos en los robots, sin afecto... Una sociedad menguante. Lastrada en lo económico y en lo afectivo. Los ancianos son caros y pesados de cuidar. Veremos cosas moralmente indeseables. La presión hacia la eutanasia no deseada va a ser creciente porque los recursos son escasos.
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
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Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
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2017.06.09 10:31 Yattedigo "Trump es malo, pero no tanto como Calígula. Aunque como Nerón, se hizo popular insultando a las élites y a los líderes utilizando la calumnia".

Joseph Zappala presentó sus credenciales al Rey en el año 1989 como embajador de Estados Unidos en Madrid. Es un tipo de las películas de Scorsese, neoyorquino, descendiente de italianos; su abuelo nació en Corleone, como los grandes jefes de la mafia. Siente una atracción irresistible por España, está casado con una castellana y daría unos cuantos millones de los muchos que tiene por la nacionalidad española. El republicano que contribuyó a hacer presidentes, amigo de Trump, se asombra al ver cómo tratamos a su presidente. "No es un monstruo, sino el único que puede ganar la guerra al IS. Yo lo he visto fracasar varias veces y volver a empezar. No es más buitre o menos patriota que los otros buitres. Y eso de la posverdad es un cuento de los políticos que viven en Washington y de Washington". Le digo que según los periódicos serios ha mentido 500 veces desde que está en la Casa Blanca y que nosotros creíamos que los americanos no soportaban los embustes. Entonces, él se carcajea mientras levanta el vaso de vino español que cree que es mejor que el francés: "No es Calígula, te lo aseguro", dice como resumen final. Tom Holland, autor de Rubicón y Dinastía, está de acuerdo con el amigo estadounidense. Dijo recientemente: "Trump es malo, pero no tanto como Calígula. Aunque como Nerón, se hizo popular insultando a las élites y a los líderes utilizando la calumnia". O sea que eso de la posverdad nació cuando se confundían las fábulas y los mitos con los hechos verdaderos. Virgilio, poeta oficial del Imperio romano, idealizó los campos y los pastores para que la gente no emigrara a Roma. Creó héroes romanos para dar un sentido épico a la gestión de Augusto, según Holland, primer jefe mafioso e inventor del populismo. Cervantes cita a Virgilio 94 veces en El Quijote. Es el maestro en el uso de la hipálage, figura retórica que consiste en aplicar a un sustantivo un adjetivo que corresponde a otro sustantivo. La hipálage de Virgilio alucinaba a Borges. Ejemplos: los árboles que cantan o los ruiseñores que florecen.También Virgilio fue víctima de la posverdad. Hay una leyenda romana según la cual el poeta montó el funeral de una mosca, su animal de compañía, para salvar su patrimonio, porque el Segundo Triunvirato entregó a los soldados las fincas de los vencidos como botín y sólo se salvaban de la expropiación las tierras que tuvieran tumbas. Virgilio enterró la mosca en un ataúd dorado durante una ceremonia fúnebre con plañideras y recital de poetas. Se gastó 800.000 sestercios. Esa majadería apócrifa no está verificada por los historiadores, y además no pudo ser verdad que la mascota estuviera muchos años junto al poeta porque la vida de esos insectos es brevísima. El chisme fue sacado de una obra menor, Culex, en la que un pastor honra a un mosquito que al picarle, le salvó la vida. Según Zappala, dos mil años antes de Trump se inventó la posverdad y los romanos creían que Rómulo fue amamantado por una loba.
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2016.12.13 01:18 alforo_ "Mensajeros de la Paz" es una ONG que dirige el sacerdote responsable de una Fundación del PP

El Otro País
Como la estrategia de la araña, el Gobierno Partido Popular (PP) que preside José María Aznar, utiliza cualquier resquicio que puede para introducirse en sectores suceptibles de captar votos cara a las convocatorias electorales, aprovechándose de grupos franquistas desechados, Organizaciones No Gubernamentales (ONG), asociaciones o plataformas ultraderechistas, recicladas en demócratas de toda la vida; también, al mismo tiempo, el PP usa estas organizaciones sin ánimo de lucro de negocios y pagar en 'especias' todos los imprescindibles apoyos electorales y políticos.
Es el caso de Mensajeros de la Paz, una ONG cuya presidenta de honor es Ana Botella, mujer de Aznar, presidente de Gobierno. En la revista Claro Oscuro, una de las que tiene Mensajeros de la Paz, publicación superlujosa donde las haya, el cura ultraderechista Ángel García Rodríguez, presidente ejecutivo de esta ONG, dice que Mensajeros de la Paz está trabajando en 22 países, contamos con 296 hogares funcionales donde tenemos acogidos a más de 2.300 niños y jóvenes, después de haber atendido a 21.000. Asimismo se han atendido más de 4 millones (sic) de llamadas de personas mayores a través del Teléfono Dorado, además de los 3.000 ancianos que atendemos en nuestras residencias. En la publicación, dedicada a la Edad Dorada, Claro Oscuro informa sobre la Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED) que dirigen en La Bañeza, León, por decisión del Gobierno a propuesta de Ana Botella.
Mensajeros de la Paz abarca un complejo entramado de asociaciones y fundaciones, cuyos dirigentes son altos ejecutivos, propietarios de empresas y destacados dirigentes del PP, sobre todo. Los estatutos declaran su aconfesionalidad y ausencia de ánimo de lucro; sin embargo, Mensajeros de la Paz supera cada año la cifra de trescientos mil millones de pesetas contables en activos, patrimonio y movimientos bancarios. Ángel García Rodríguez, sacerdote diocesano, es quien lleva el timón del barco multimillonario, cuyos negocios penetran en la Cooperación Internacional, en programas públicos para la infancia, jóvenes, mujeres y pensionistas, Teléfono Dorado, atención residencial, programas educativos (privados y concertados), programas preventivos, socio-sanitarios y una gran nómina de beneficiosas firmas, con apoyo económico y político del Gobierno Aznar.
Mensajeros de la Paz fue constituida y registrada como ONG en 1972, por iniciativa de Ángel García Rodríguez. En pleno franquismo, este cura fue apoyado por el almirante Luis Carrero Blanco, vicepresidente del Gobierno en la dictadura. Ángel García aprovechó sus lazos evangélicos para construir un imperio, con la cobertura de la misericoria de Dios como reseña en sus publicaciones. En los estatutos de Mensajeros de la Paz dicen que no tienen afán de lucro, es laica y, además, es apolítica.
Estafas en el nombre de Dios
Pero al cerrarle la puerta a la verdad, la realidad se cuela por la ventana. Para entenderlo, reseñemos algunos detalles sin importancia. El beneficio medio anual que obtiene Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, supera los seis mil millones de pesetas libres de impuestos; entre sus afiliados hay una pléyade de falangistas, ex-militantes de Fuerza Nueva, viejos activos de la Guardia de Franco, ex-jóvenes cachorros fascistas que fueron procesados por sus hazañas heróicas, guerrilleros de Cristo Rey, policías de la Brigada Político-Social (BPS), somatenes, nostálgicos franquistas y sobre todo una numerosa corte de miembros del Opus Dei.
El Padre Ángel, así le llaman sus acólitos, celebra anualmente, con misas, los aniversarios de la muerte del dictador, de José Antonio Primo de Rivera, fundador de Falange; de Luis Carrero Blanco, su admirado protector; y por supuesto, del beato José María Escrivá de Balaguer, fundador del Opus Dei y santo devoto del Padre Ángel.
La ONG que gestiona Ángel García Rodríguez, Mensajeros de la Paz, es el auténtico vivero de cachorros del PP, que antes eran activos duros contra los antifranquistas militantes. Hoy, esta ONG sin ánimo de lucro, hace proselitismo para el PP como hace campañas electorales a favor del partido aznarista, pues no en vano la preside su protectora y patrocinadora. Durante las campañas electorales, el Padre Ángel remite cartas a sus afiliados y personas acogidas en las residencias de ancianos que él regenta con dinero que sale de los Presupuestos Generales del Estado; en esa carta les dice que elija lo que usted considere mejor, pero hágalo pensando en Dios Nuestro Señor y en quien vele por nuestra fe cristiana como el Partido Popular del Señor Don José María Aznar López.
Las millonarias cuentas corrientes de Mensajeros de la Paz, la ONG sin ánimo de lucro, no aguantan las más clementes auditorías; el negocio de Dios, como le llama el Padre Ángel, tiene tantas ramificaciones que, para Hacienda y sus inspectores, la gestión resulta muy opaca, y hemos querido incoar expedientes a Mensajeros de la Paz, pero lo impiden desde arriba. Otra cosa será que alguien vaya por vía judicial. Los ingresos ilegales de esta ONG son mil veces superiores a las cantidades declaradas; y sus recursos legales, uno de los más altos. Mensajeros de la Paz recibe de la Agencia de Cooperación mucho más dinero que el que declaran oficialmente; sumando a las subvenciones legales, partidas de ayuntamientos (Madrid se lleva la palma), comunidades autónomas, grandes bancos, cajas de ahorro, ministerios, multinacionales y grandes empresa, la cantidad administrada por el Padre Ángel resulta incalculable. Una de las entradas, en partidas millonarias indeclaradas, procede de los Fondos Reservados.
El patrimonio inmobiliario de esos Mensajeros de la Paz supera los trescientos edificios, cedidos por ayuntamientos (José María Álvarez del Manzano, alcalde del PP en Madrid, es quien más indulgencias plenarias tiene), instituciones públicas; como también de algunos albaceatos que apodera el Padre Ángel, legados testamentarios, donaciones pías y hasta de préstamos a fondo perdido.
Entre sus bienhechores nunca podría faltar la Casa Real, con los apoyos del rey, la reina, príncipe, infantas-princesas y respectivos consortes. Tampoco (cosas veredes Sancho) Felipe González, Manuel Chaves y José Bono; por exótico, reseñaremos el apoyo recibido de Mijail Gorbachov. El Padre Ángel también logro engatusar a la UNESCO. Entre las firmas más destacadas que apoyan el negocio de Ana Botella y del Padre Ángel, están las cuestionadas multinacionales McDonald's y Disneyland; como Telefónica, que regala integramente el Teléfono Dorado para consultas permanentes; Iberia, que resuelve los viajes píos a Roma, Lourdes y Fátima; Airtel y, cómo no, Radio Televisión Española (RTVE), ente que dirige el conspicuo González Ferrari, al que en el Pirulí rebautizaron como voz de su amo y bienpagáo. RTVE retransmite en directo actos públicos organizados por Ana Botella y el Padre Ángel, como la lectura ininterrumpida de la Biblia (del lunes al jueves de Semana Santa, que pueden seguir por teléfono, televisión en directo, videoconferencia e internet); o la inaguración de la UNED (Universidad de La Bañeza, en León), regida por Mensajeros de la Paz.
Entre las actividades educativas organizadas por el Padre Ángel, destaca el Día de los Abuelos, celebrado en los jardines de su complejo residencial, los belenes fantásticos de cada Navidad, las citas programadas con famosos, visitas al Real Madrid con la Fundación Pequeño Deseo, constituida por RBA Internacional, multinacional de la industrial cultural, para que el joven Alfonso visitara el Estadio Bernabeu; concurso de disfraces y bailes, comidas fraternales con paellas gigantes y un extenso repertorio educacional que patrocinan sociedades multinacionales, grandes bancos, entidades financieras e instituciones públicas.
Los Convenios de Colaboración de la ONG los gestiona Ana Botella desde su lujoso despacho en la sede de Mensajeros de la Paz (General Vara del Rey, número 9, en Madrid); además de Iberia y Fundación Telefónica, están los acuerdos suscritos con Fundación Cofares, AENA, Antena 3TV, Fundación Puleva, Azucarera Ebro Agrícolas, Fundación Madritel y otros onerosos con ayuntamientos, fundaciones y patronatos para dirigir residencias de personas mayores. El patrimonio personal del Padre Ángel resulta incalculable; tan creíble como su nepotismo; familiares suyos trabajan con él y aunque es el Padre Ángel quien rige todos sus negocios, con Mensajeros de la Paz a la cabeza, sus allegados gestionan los trabajos, la contabilidad y labores invisibles, como hace Nieves Tírez Jiménez, bracito derecho le dicen, que es, además, la secretaria personal del avispado cura sin ánimo de lucro.
Además de Ana Botella y el Padre Ángel García, cabezas visibles de Mensajeros de la Paz, a la ONG pertenecen ministros y ex-ministros, franquistas y tardos; miembros de Tácito; Álvarez del Manzano, alcalde de Madrid, y María Eulalia Miró, su esposa, que a su vez es presidenta de Mensajeros de la Paz en Madrid; Ana Rodríguez Mosquera, presidenta honoraria en su comunidad y esposa de José Bono, presidente de Castilla-La Mancha; asimismo, pertenecen o han colaborado con Mensajeros de la Paz, varios personajes de menor calibre, como Concepción Dancausa, Secretaria General de Asuntos Sociales; Javier Urra, Defensor del Menor en Madrid; Lidia San José, Belinda Washintong, Paz Padilla, Matías Prats, Lina Morgan, Luisa Fernanda Rudí, Esperanza Aguirre, Carmen Posada, las actrices Florinda Chico y Miriam Díaz-Aroca.
Caras visibles, mundillo oscuro
Asimismo, forman parte de su entramado Sandra Mayers, deportista y militante de derecha; los cardenales Ángel Suquía y Marcelo Martín, franquista el último de aquí te espero, encarnizado fustigador del también cardenal Enrique Tarancón, al que llamó rojo de los infiernos cuando éste exigió como presidente de la Conferencia Espiscopal española, democratizar profundamente la estructura del Estado y en consecuencia el verticalismo de la Iglesia católica.
En la nómina de colaboradores de Mensajeros de la Paz, está Rodrigo Rato, vicepresidente del Gobierno; Miguel Ángel Cortés, secretario de Estado; Eduardo Zaplana, presidente de la Comunidad de Valencia; Camilo Lorenzo, obispo de Astorga; para rizar el rizo, figura el cardenal Pio Laghi, nuncio papal en Argentina durante la dictadura militar de Videla, al que calificó de cruzado de Dios, haciendo que fuese bajo palio en varias misas celebradas por él; asimismo, bendijo su acción política, pues lo hace para gloria del Señor Jesucristo, como denunciaron Madres de Plaza de Mayo. La lista es tan extensa que es difícil pormenorizarla. Con el botón de muestra parece suficiente.
El patrimonio fundacional de Mensajeros de la Paz era de 366.715 pesetas. Sin embargo, según la contabilidad oculta que figura dentro de la documentación de esa ONG, aquella cantidad es ridícula, pues la cifra es más de doscientos mil millones en su presupuesto anual. El uno de abril de 1997, Mensajeros de la Paz alquiló una planta en Madrid, en el número 47 de la calle Goya, pagando 2.700.000 pesetas al mes a Josefina Cimino Varela, la propietaria, que entonces residía en Santander.
Los ingresos de Mensajeros de la Paz en 1978 llegan a 75.877.510 de pesetas con gasto de 75.674.875. Es decir, la contabilidad cuadrada. Ese año, Mensajeros de la Paz organizó un concierto del que obtuvo 800.000 pesetas de beneficio, al que hay que sumar 7.240.243 pesetas, que figura textualmente en otra cuenta como beneficio de bingos. Ese año, Mensajeros de la Paz recibió 38.688.181 pesetas legales-oficiales de subvenciones. Pero en 1979, la cifra legal se disparó. El presupuesto de Mensajeros de la Paz fue de 51.574.250 de pesetas; según la documentación que corresponde a ese año fiscal, los beneficios de bingos eran 96 millones de pesetas redondas; en 1997, Mensajeros de la Paz declaró unos ingresos de 267.490.912 en pesetas, cantidad de las que 255.500.036 procedían de subvenciones públicas legales, gastando 114.612.148 de pesetas, quedando un saldo a su favor de más de 150 millones de pesetas.
Sólo el patrimonio inmobiliario que administra Mensajeros de la Paz (concesion de instituciones públicas, organismos estatales y Conferencia Episcopal española), está valorado oficialmente en más de novecientos mil millones de pesetas. Por ejemplo, el seminario de La Bañeza, en León, cedido por el Obispado de Astorga (16.000 metros cuadrados construidos y 12.000 útiles), está valorado en 35.900 millones de pesetas por el Colegio de Arquitectos.
Las relaciones con el PP
La presidencia honorífica de Ana Botella la ejecuta Ricardo de León Egües, también responsable de la Fundación Humanismo y Democracia que preside el democristiano Javier Rupérez, actual embajador del Gobierno PP en Washington, amigo y protector de la ultraderecha anticubana, y animador aquí de opositores fascistas anticubanos como Carlos Alberto Montaner y Guillermo de Gortázar, diputado por el PP éste último, casado con Pilar del Castillo, actual ministra de Cultura, y enlace del presidente José María Aznar con la Fundación Nacional Cubano-Americana, muchos de cuyos dirigentes fueron procesados en Estados Unidos por tráfico de armas, asesinatos mafiosos, atentados políticos y narcotráfico. La Fundación Humanismo y Democracia tuvo en sus filas a José María Aznar desde el 4 de mayo de 1994 hasta el 11 de noviembre de 1996, llevando ya cinco meses presidiendo el Gobierno.
En su momento, la Coordinadora de Organizaciones No Gubernamentales de Cooperación para el Desarrollo (CONGDE) manifestaba su extrañeza por la casualidad de que León Egües estuviera en Mensajeros de la Paz y al mismo tiempo fuese responsable de la Fundación Humanismo y Democracia. Ricardo de León Egües perteneció al Gobierno Autónomo navarro cuando Juan Cruz Alli tomó posesión de la presidencia del mismo, el 25 de septiembre de 1991. Ricardo de León Egües fue asesor del Ejecutivo autonómico y, después, aunque nombrado por Alli, sería consejero para el Bienestar Social a petición del presidente Aznar, que tiene con Unión del Pueblo Navarro (UPN) un acuerdo de fusión en la Comunidad. La Fundación Humanismo y Democracia nació el 13 de octubre de 1977, según escritura pública número 3.929, formalizada por José María Prada González, notario de Madrid. La integraban Fernando Álvarez de Miranda, que fue Defensor del Pueblo; Óscar Alzaga y Rafael Arias Salgado (después ministro de Fomento con el primer Gobierno del PP); Luis Vega Escandón, que presidió la Jornada de la Asamblea de las Asociaciones La Cruz de los Ángeles y Mensajeros de la Paz el 31 de marzo del año 1973 en Oviedo; José Luis Cudos Samblacat, así como Iñigo Cavero, Geminiano Carrascal Martín, Julen Guimón, Modesto Fraile, Pilar Salarrullana y Luis Gómez-Acebo, ucedistas y aliancistas y algún componente de Tácito que ayudó a José María Aznar a encarrilar al PP en su ficticio viaje hacia el centro. Javier Rupérez, embajador del Ejecutivo en Washintong, donde tiene muchos amigos, es presidente de la Internacional Liberal; uno de sus vicepresidentes de la Internacional es el contrarrevolucionario Carlos Alberto Montaner, quien tiene una biografía encubierta de oscuras acciones y plagios literarios y que, públicamente, en directo (en un programa que condujo Mercedes Milás), amenazó al sacerdote jesuita José Ignacio Ellacuría pocas semanas antes de que fuese asesinado junto a sus compañeros en la capital salvadoreña. La vida y milagros de Montaner corresponden a otro capítulo. El 14 de mayo del año 1985, el democristiano Javier Tussell fue nombrado director de la Fundación Humanismo y Democracia. Tussell recibió el encargo de establecer relaciones con la Fundación Konrad Adenauer, que coordinaría Carlos Moro Moreno, delegado de Gobierno en Castilla-La Mancha. Poco años después, Carlos Moro Moreno sería implicado en el escándalo del lino, tras ser acusado por José Bono como un cazaprima por recibir comisiones para manipular estos cultivos. Una finca familiar, dedicada a la explotación agrícola, sufre un incendio, perdiendo algunas hectáreas; cuando las llamas asolaban la tierra, el capataz no dejó entrar a los bomberos, diciéndoles que tenía la orden del amo y que tenía controlado aquel fuego cuando la dotación estaba viendo que el siniestro total aún estaba en pleno auge. Pero entre compensaciones de las aseguradoras, las subvenciones públicas y los pagos estatales, el incendio supondría un monto superior al beneficio obtenido en las cinco últimas temporadas.
Una línea 900 de Telefónica
La luz de crear Mensajeros de la Paz le vino a la cabeza a Ángel García Rodríguez, en 1963. El Padre Ángel estudiaba en el seminario diocesano de Oviedo. Ángel García Rodríguez se preguntó qué haría, dice en charlas pastorales. Nueve años después, fundaba su organización en compañía de María Antonia Camacho Vacas, José Manuel Alfonso Ramos, Domingo Pérez Fernández, Azucena Aguado Calvo, Miguel Coviella Corripio, Miguel Jover Bellod, Amparo Pintado Cespedes y Rodrigo Pérez Perela. Parte de los fundadores crea el 23 noviembre del año 1996, la asociación Edad Dorada, con el número 161.791 en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. En Mensajeros de la Paz y Asociación Edad Dorada, coinciden el Padre Ángel y María Antonia Camacho Vacas.
Asociación Edad Dorada-Mensajeros de la Paz (nombre completo) se declara independiente, aconfesional y apolítica (artículo segundo de los estatutos), sin ánimo de lucro (artículo cuarto), con proyección e implantación mundial en países en vías de desarrollo. Esta ONG escrituraba un patrimonio fundacional de 500.000 pesetas. Pero en 1999 tenía previsto ingresar unos 976 millones, de los que casi 618 figuran en el apartado subvenciones, donaciones y legados, aparte de los 437 millones por los ingresos de patrocinadores y colaboradores. Mensajeros de la Paz tienen aún más facetas, pues además de presentarse como ONG, organización benéfica, fundación caritativa y asociación, auspicia la Fundación Teléfono Dorado, que explota, como su nombre indica, el Teléfono Dorado que según dicen ellos ha recibido más de tres millones y medio de llamadas para paliar la soledad de personas mayores. Esta Fundación, constituida en agosto de 1998, también está presidida por el Padre Ángel, e integrada por Pedro Mella Fernández, vicepresidente; María de las Nieves Tírez Jiménez, secretaria general de la Fundación y secretaria personal del propio sacerdote; José Ramón Campos Mulero, Antonio Rodríguez Peña y Francisco Limonche Valverde, quienes figuran como vocales y asesores.
Francisco Limonche Valverde es alto cargo de Telefónica Internacional, compañía multinacional que expanden en Latinoamérica, con muchos intereses comerciales en aquel continente. Gracias a la solidaridad de las personas que nos ayudan, es posible que esta Asociación avance en su espíritu fundacional, se lee en una una revista de la Asociación Teléfono Dorado.
Gracias a la gestión directa de Ana Botella con su amigo Juan Villalonga, quien actualmente reside en Miami con el billón de pesetas que obtuvo por irse de la firma, Telefónica contribuye a la tarea de solidaridad con la Línea 900 (900 22 22 23) cuyo importe por llamadas corre siempre a cuenta de Telefónica, mientras los trabajadores de SINTEL continúan esperando pacientemente que resuelvan el desaguisado de una de las grandes estafas de la democracia.
Según el Padre Ángel, el equipo de operarios que atienden las llamadas constituye un equipo integral compuesto por psicólogos, médicos y personas desinteresadas.
Todo este trabajo se nutre de voluntarios. Durante la noche, las líneas son desviadas al domicilio particular de algunos voluntarios. Sin embargo, según varias denuncias archivadas, esos empleados del Padre Ángel, al tiempo que atienden el Teléfono Dorado, someten a las personas solitarias que les llaman a un premeditado y completo interrogatorio, previamente asesorados por el Padre Ángel y el consentimiento de Ana Botella, con preguntas sobre su estado psíquico, necesidades espirituales y estado legal de sus viviendas, si son propietarios, de cualquier otro patrimonio y, sobre todo, de la pensión que reciben. La mayoría firma la tutela para las gestiones correspondientes; cuando mueren, según una cláusula, esa propiedad pasa a engrosar el patrimonio de Mensajeros de la Paz-Edad Dorada. Según el Padre Ángel García, uno de los problemas más graves de todos nuestros mayores es la soledad.
Ana Botella con despacho lujoso
Pero lo que el Padre Ángel no dice es que tiene también un teléfono comercial, 906, el Teléfono de la Solidaridad, cuyo lema es llama y te sentirás reconfortado y solidario. Quienes se sientan animado con ese ardid, escucharán un fragmento de la Biblia grabado con la voz del Padre Ángel. El precio de cada llamada al Teléfono de la Solidaridad, según Telefónica, es 47'24 pesetas el minuto. Sin embargo, según informan al final de la lectura religiosa, el coste de la consulta es 93 pesetas por cada minuto. Mensajeros de la Paz tiene por objeto acoger en Hogares Funcionales a menores privados de ambiente familiar o abandonados, a jóvenes con problemas, en dificultad social y a personas mayores que se encuentran solas, junto a proyectos de cooperación internacional, según puede leerse textualmente en la ficha que la CONGDE (Coordinadora de las ONG) posee. La sede social está en el centro de Madrid, en pleno Rastro madrileño. El edificio, cedido a perpetuidad por el Ayuntamiento de Madrid, como no podía ser menos, nunca pasaría desapercibido; pintado de verde, reza en letras amarillas que allí está Mensajeros de la Paz, Teléfono Dorado y, bajo un dibujo de su gran teléfono, figura el número 900 22 22 23. Mensajeros de la Paz comparte el edificio con las oficinas de la Asociación Provida, franquista y ultramontana organización que tiene en su lucha contra el aborto la bandera de sus enjuagües, miserias y negocios.
El Estado Mayor del Padre Ángel, que tiene allí uno de sus despachos dorados, está en la primera planta. Por supuesto, Ana Botella, presidenta de honor, tiene también su lujoso bufete, provisto de todas las comodidades, incluido un sofá terapéutico para descansar durante las pausas de su tarea, sobre todo entre los momentos tensos en los que despacha las cuentas del negocio con el Padre Ángel, único capítulo en el que no intervienen nadie más que ellos dos, y siempre solos. Según comentarios del Padre Ángel a quien quiere oirle, doña Ana Botella utiliza simbólicamente los despachos para atender llamadas de personas mayores.
Allí siempre hay revuelos de personas, la mayoría de la tercera edad, mientras los teléfono no paran de sonar. Todos corren de un lado a otro. La entrada está decorada con imágenes religiosas y retratos del Padre Ángel, su fundador. La mano derecha de este avispado cura es Nieves Tírez Jiménez, su secretaria, socia en la Fundación Teléfono Dorado, que es quien coordina la apretada agenda de inauguraciones, actividades sociales y visitas a campos de refugiados, levantados por soldados y voluntarios. Programas financiados, dirigidos y coordinados siempre por el ministerio de Defensa, el PP y el Gobierno Aznar como campañas de imagen que divulgan sus adelantados en prensa, radio y televisión, con nombres y apellidos, una de cuyas copias confidenciales está en nuestro poder, que haremos pública cuando lo consideremos más oportuno.
Este singular cura, quien afirma que no le gusta ponerse el alzacuellos, dice que no descuido mi obligación como sacerdote. Su despacho está presidido por una talla en madera de la Virgen, remozada con flores de plástico. Las paredes de su oficina están repletas de fotografías suyas con muchos dirigentes políticos que han estado en los gobiernos desde la cuestionada transición hasta hoy. Desde Felipe González y José María Aznar, Camilo José Cela, el rey Juan Carlos, la reina Sofía, los príncipes y otros miembros de la familia real hasta José Bono y un nutrido iconostasio de personajes ligados a la vida pública, social y, como dice el Padre Ángel en su propio endiosamiento, famosos de siempre que nos dan mucha cancha en prensa; por supuesto, la presidenta Ana Botella es la actriz de todas sus paredes.
Pero el Padre Ángel pretende ser la cara amable de la ONG, aunque no ha podido a pesar de su pardo protagonismo y su obsesión por fotografiarme con las personalidades que nos visiten, para promocionar nuestras insuperables obras cristianas para mayor gloria del Santo Dios, Nuestro Señor. Asturiano, nacido en Mieres el 13 de marzo de 1937, lo que no está claro es hasta dónde llega ese ministerio cristiano, estatutariamente laico; y es que, nunca mejor dicho, Dios está en todas partes. Mensajeros de la Paz cuenta con unas cien residencias de la tercera edad repartidas por todo el territorio del Estado español, numerosos pisos tutelados y casas de acogida. Más de treinta pisos tienen en Madrid, donde Mensajeros de la Paz ha obtenido también, a través de innumerables subvenciones, legales y encubiertas, más de dos mil ochocientos noventa millones de pesetas, y sólo en el año 1999.
Humanización y Comercio
El Padre Ángel tiene buenas relaciones con la nobleza y los dirigentes políticos. Él mismo declaraba que no puedo decir que sea aconfesional o apolítico; nosotros no le preguntamos a la gente de qué religión es, pero tampoco le decimos que no sea católica. Nosotros somos del Gobierno español, esté quien esté. En Méjico o allá donde tengamos un proyecto, lo mismo de los mismo. Prueba de ese eclecticismo es que en la página web de Mensajeros por la Paz, diseñada, regalada y financiada por Telefónica, bajo el calificativo de nuestros amigos, están las fotos del Padre Ángel con personajes del más ramplón espectro político y social, destacando el relieve de las que figura con los famosos, como él denomina a toda la corte de impresentables que abarrotan las revistas del corazón o, lo que es parecido, esas publicaciones antiperiodísticas, ruines y dañinas, que desgraciadamente invaden la vida de este país. y ha nombrado a las primeras damas de cada comunidad autónoma española presidentas de honor de la citada organización.
El nuevo luminoso proyecto para que los mayores no se sientan solos, fue inaugurado hace a mediados de 1999 bajo los auspicios de la infanta Mercedes de Borbón, con apoyo de Alicia Koplowitz, que cedió los terrenos, abriendo el Centro Terapéutico de Animales de Compañía para mayores; perros y gatos para la Tercera Edad. En el luminoso complejo del Padre Ángel y Ana Botella participan la Organización Nacional de Ciegos Españoles (ONCE), Fundación Purina y la Escuela de Adiestramiento de la Guardia Civil, así como otras instituciones, destacando entre ellas el ministerio de Interior, cuya aportación económica procede de los Fondos Reservados. Las iniciativas sobrepasan la frontera. Mensajeros de la Paz y el Padre Ángel están presentes en Benin, Bolivia, Brasil, Costa de Marfil y Costa Rica; en Ecuador, Guatemala, México, Miami, Panamá, Perú, Tanzania, Kenia y Uganda, como consta en el Registro Nacional de Asociaciones del ministerio de Interior. Otra de las iniciativas que ha tenido a bien instaurar el Padre Ángel ha sido el Día de los Abuelos. Para ello quiso contar con el apoyo de las grandes superficies comerciales; sin embargo, algunas se negaron a secundar la iniciativa porque es para negocios de Ana Botella y el Padre Ángel, lo que provocó la ira del cura, quien decidió hacerles la guerra, como quedaba patente en varios artículos de Júbilo, otra de las publicaciones de Mensajeros de la Paz, esa ONG que dice no tener ánimo de lucro.
Cuando una voluntaria le preguntó al Padre Ángel por qué, el cura dijo que el objetivo es humanizar la figura de los abuelos; a lo que la voluntaria replicó con otra pregunta, diciéndole que ¿desde cuándo la humanización pasa por patentes y marcas? El Padre Ángel no cejó en su empeño y, contra viento y marea, el Día de los Abuelos lo celebra desde la primera edición con diferentes actos en cualquier territorio de nuestro país al que lleguemos.
Para el Padre Ángel, el Día de los Abuelos bien vale una misa, como la que tuvo lugar en Santiago de Compostela, dentro de la catedral, concelebrada por dos abuelos que se ordenaron al enviudar, y que legaron todo su patrimonio a favor de Mensajeros de la Paz.
Aquella misa cantada fue retransmitida, por mandato de Ana Botella a Javier González Ferrari, a través de TVE, la privada Televisión Española del PP. Pocos días antes, el Padre Ángel se entrevistó con Manuel Veiga, presidente de la Asamblea de Extremadura, al que pidió que actuase de portavoz ante otros presidentes de parlamentos autonómicos, para que reconocieran oficialmente la fiesta. El Padre Ángel también consiguió que el Papa bendijera su iniciativa; contó también con el apoyo de la Casa Real; como homenaje, el Padre Ángel y Ana Botella decidieron nombrar Abuelos de Oro al rey y a la reina.
Como es fácil comprobar, el Padre Ángel y la propia Ana Botella aprendieron la lección del dictador y saben que hay que tenerlo todo atado y bien atado.
El negocio de Mensajeros de la Paz es un saco sin fondo, cuyas cuentas millonarias benefician a unos y otras. Pero aquel vivero del PP también tiene los pies de barro. Las vinculaciones de Mensajeros de la Paz con la Confederación Católica de Padres de Alumnos (CONCAPA) que fundó Carmen Alverar, con la Iglesia católica, sobre todo con su cúpula, son verdades axiomáticas; es decir, que no es necesario demostrarse. Pero más vinculados están a los Servicios Secretos según un Informe Confidencial del Cesid, para los que han hecho trabajos cuando se les ha solicitado de manera oficiosa y personal. Como se verá, todo queda en casa, pues el espionaje lo hacen de forma habitual y sistemática. Mucho espiar a rebeldes, rojos y ocupas y después resulta que al Servicio Secreto del Estado se le cuela la delincuencia en la cresta del propio Gobierno. La policía identificó al intérprete, protegido por el Padre Ángel (quien acompañaba al presidente José María Aznar y Ana Botella en su promocionada visita a los refugiados albaneses que tenían acogidos), como a un mafioso kosovar que estaba buscando. Gran sorpresa para quienes le seguían la pista, al verlo en televisión; era de toda confianza en la ONG denominada Mensajeros de la Paz. fuente:http://www.losgenoveses.net/Nacionalcatolicismo/padreangel1.html
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2016.10.28 18:00 EDUARDOMOLINA Cuando los diputados que tomaban las calles eran del PP. La protesta contra la investidura de Rajoy, a la que han mostrado su respaldo dirigentes de Unidos Podemos, ha recibido críticas de los conservadores. La cúpula del PP, sin embargo, sí salía a la calle para mostrar su desacuerdo con Zapatero

http://www.infolibre.es/noticias/politica/2016/10/28/politica_antiterrorista_aborto_matrimonio_gay_las_causas_por_las_que_manifestaba_pp_56824_1012.html
"La manifestación convocada por la Coordinadora 25S para protestar el próximo sábado contra la investidura de Mariano Rajoy ha despertado las críticas de políticos conservadores, que han insinuado que la protesta pretende interferir en el desarrollo de la sesión. También han cuestionado el respaldo de algunos miembros de Unidos Podemos a la convocatoria.
Lo hizo el partido, como organización, a través de un mensaje publicado en su cuenta de Twitter. "Algunos intentan deslegitimar lo que decide el Congreso, porque creen en la democracia sólo cuando les conviene", podía leerse en el mensaje publicado en la red social. También se sumó a esta crítica el vicesecretario de Comunicación, Pablo Casado, que considera que la Coordinadora 25S actúa como los chavistas, "asaltando la Asamblea Nacional en Venezuela". "Ese es el modelo antidemocrático de Podemos", denunció. A pesar de que los organizadores no planean siquiera pasar frente a la Cámara baja y que únicamente IU y En Marea se han mostrado dispuestos a participar directamente, dirigentes como Javier Maroto no han tardado en reaccionar vinculando a la formación morada con la protesta. "Un buen político no es el que grita más, ni el que justifica un escrache en la universidad, ni el que promueve rodear el Congreso en la investidura", dijo este martes. Y añadió: "Estar en la calle sí, pero para escuchar" y resolver problemas.
Lo cierto es que aunque Podemos e IU han anunciado que respaldan la marcha, únicamente la federación de izquierdas participará directamente en la misma. De igual forma, En Marea –que agrupa a Podemos, Anova y la federación gallega de IU– anunció por boca de su portavoz en el Congreso, Alexandra Fernández, que sí acudirá a la marcha. Por su parte, Compromís apoya la movilización, pero no participará en ella.
13 manifestaciones seis años
Sin embargo, hace no mucho tiempo eran los conservadores los que se ponían detrás de las pancartas. Entre los años 2004 y 2010, el Partido Popular convocó, apoyó o participó en hasta trece manifestaciones en las que se clamaba duramente contra la posición del Gobierno de Zapatero. La política antiterrorista, el matrimonio homosexual y la decisión del Gobierno socialista de reformar la ley del aborto fueron los temas principales contra los que salieron a protestar a la calle diferentes altos cargos de la cúpula del PP.
A pesar de que las marchas no eran convocadas por la formación conservadora, el PP cumplía la función de movilizador social. En una entrevista en la cadena Cope, Mariano Rajoy reconoció que su partido era el que movilizaba "todas las manifestaciones". “Lo tengo muy pensado, lo que no he pensado es si es bueno o malo decirlo. Mi partido es el que moviliza todas las manifestaciones. Es el que respalda, moviliza y las llena”, dijo entonces.
Sin duda la política antiterrorista de Zapatero fue la cuestión que más movilizó a los conservadores, que salieron a la calle en señal de protesta hasta en diez ocasiones bajo este pretexto. Aunque la mayor parte de ellas fueron convocadas por la Asociación de Víctimas contra el Terrorismo (AVT), los pesos pesados del PP de la época no solían faltar.
La primera de estas movilizaciones se celebró el 22 de enero de 2005. En esa ocasión, la AVT protestaba "ante la probable salida a la calle de algunos de los más brutales pistoleros de ETA", en relación a la excarcelación de Iñaki de Juana Chaos tras haber cumplido 18 años de cárcel. El entonces secretario general del PP en Madrid, Francisco Granados –ahora en prisión en el marco de la operación Púnica– ordenó difundir SMS a miembros del partido reclamando su asistencia. La marcha finalizó con el intento de agresión perpetrado por algunos de los manifestantes contra el entonces ministro de Defensa, José Bono.
En junio de ese mismo año la AVT volvió a convocar una nueva manifestación en la capital en contra de la posible política de diálogo del Gobierno con la banda terrorista. La marcha estuvo respaldada, de nuevo, por la cúpula del PP. Acudieron dirigentes como el propio Mariano Rajoy; el expresidente José María Aznar; el exministro Eduardo Zaplana, el actual presidente del Senado Pío García-Escudero; la entonces alcaldesa de Valencia Rita Barberá, el hoy comisario europeo Miguel Arias Cañete, la exlíder del PP vasco María San Gil, el exministro Alberto Ruiz-Gallardón o la expresidenta del PP de Madrid y hoy concejala Esperanza Aguirre.
En febrero de 2006 las víctimas convocaron una nueva marcha en la que la mayor parte de las consignas fueron destinadas al entonces jefe del Ejecutivo. "¡Zapatero, embustero!" o "¡Zapatero vete con tu abuelo!", fueron los lemas más coreados. En la manifestación, a la que acudieron más de 100.000 personas, acudieron también Mariano Rajoy, el exministro del Interior Ángel Acebes, Eduardo Zaplana, Esperanza Aguirre, Alberto Ruiz-Gallardón y José María Aznar.
En junio de ese mismo año, bajo los lemas Negociación en mi nombre ¡No! y Queremos saber la verdad, la AVT volvió a reunir a cerca de 200.000 personas en la madrileña Plaza de Colón para protestar contra la política antiterrorista impulsada desde el Ejecutivo y para exigir “toda la verdad” sobre los atentados del 11-M. Era la cuarta marcha en menos de año y medio. Mariano Rajoy, la hoy presidenta del Congreso Ana Pastor, el expresident valenciano Francisco Camps, Arias Cañete y Eduardo Zaplana fueron algunos de los asistentes de la cúpula del PP.
El 1 de octubre de 2006, en Sevilla, y el 25 de noviembre en Madrid, fueron las siguientes citas previstas por la AVT. La primera marcha estuvo encabezada por el entonces secretario general del PP, Ángel Acebes, y el presidente regional, Javier Arenas. En la segunda manifestación se pudo ver a un emocionado Rajoy, que repetía que se sentía "orgulloso de ser español" acompañado de Esperanza Aguirre, María San Gil y Alberto Ruiz-Gallardón, entre otros.
La última vez que Rajoy acudió a una marcha relacionada con el terrorismo fue el 10 de marzo de 2007. De hecho, esa fue también la primera convocada por el PP. Tuvo lugar tras la excarcelación del etarra Iñaki de Juana Chaos, cuando tras su huelga de hambre se le concedió el segundo grado. Detrás de Rajoy estaba la entonces líder del PP vasco, María San Gil, y entre el público, José Antonio Ortega Lara, funcionario de prisiones que estuvo 532 días secuestrado por ETA. Hace tiempo que ambos están alejados del PP.
Aborto y matrimonio homosexual
Pero la lucha contra la política antiterrorista no ha sido la única causa por la que, en el pasado, se han manifestado los conservadores. El PP también apoyó con una amplia representación de cargos del partido la marcha organizada por el Foro de la Familia en junio de 2005 contra la ley que reconocía el matrimonio homosexual.
El partido estuvo representando por Ángel Acebes, Eduardo Zaplana, Ana Pastor, Miguel Arias Cañete, Jaime Mayor Oreja, Ana Botella y Federico Trillo, entre otros, que encabezaron la manifestación sosteniendo la pancarta con el lema Por la libertad y la familia. Entre la lona que abría la manifestación, sostenida por miembros de la organización convocante, y la que portaban los miembros del PP, marcharon cerca de una veintena de obispos.
A mediados de octubre de 2009, y con motivo de la decisión del Ejecutivo socialista de reformar la ley del aborto, el Foro de la Familia y el PP volvieron a marchar en una multitudinaria manifestación celebrada en Madrid. Aunque los conservadores, en un primer momento, se resistieron a participar activamente en la manifestación, la presencia en el acto de la secretaria general del PP, María Dolores de Cospedal, aunque fuese a título personal, evidenció un respaldo político explícito.
Por su parte, Rajoy decidió no acudir para no politizar la marcha, pero animó a los ciudadanos a que se concentrasen. Entre los más de 265.000 manifestantes que recorrieron algunas calles de la capital, se encontraban algunos de los pesos pesados en la cúpula del PP. El expresidente Aznar, Esperanza Aguirre, Jaime Mayor Oreja, Ana Mato, Ana Pastor y varias decenas más de parlamentarios del partido marcharon bajo las consignas "¡España unida lucha por la vida!" o "¡Vida sí, aborto no!"."
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2016.07.18 15:48 anticasta La guerra civil está llegando a Francia

"Estamos al borde de una guerra civil". Esa cita no vino de un fanático o un loco. No, vino del jefe de la Seguridad Nacional de Francia, la DGSI (Dirección General de la Seguridad interior), Patrick Calvar. De hecho, él ha hablado muchas veces del riesgo de una guerra civil. El 12 de julio, advirtió a una comisión parlamentaria, encargada de una introspección de los ataques terroristas del año 2015, y en torno a los mismos.
En mayo de 2016, ofreció casi el mismo mensaje a otra comisión de parlamentarios, esta vez a cargo de la Defensa Nacional. "Europa", dijo, "está en peligro. El extremismo está en aumento en todas partes, y ahora estamos volviendo nuestra atención a algunos movimientos de extrema derecha que se están preparando para una confrontación".
¿Qué tipo de confrontación? "Enfrentamientos intercomunitarios", dijo, educadamente, para "una guerra contra los musulmanes". "Uno o dos más ataques terroristas", añadió, "y podríamos tal vez ser testigos de una guerra civil".
En febrero de 2016, frente a una comisión del Senado a cargo de la Información de Inteligencia, dijo otra vez: "Estamos ahora mirando a la extrema derecha que está a la espera de más ataques terroristas para entablar una confrontación violenta".
No se sabe si el terrorista al volante del camión, que arremetió contra la multitud el Día de la Bastilla, el 14 julio en Niza y asesinó a más de 80 personas, será el detonante de una guerra civil francesa, pero podría ayudar a ver qué es lo que crea el riesgo en una Francia y otros países, como Alemania o Suecia.
La razón principal es el fracaso del Estado.
  1. Francia está en guerra, pero al enemigo nunca se lo nombra
Francia es el principal objetivo de repetidos ataques islamistas; las carnicerías terroristas islámicas más importantes tuvieron lugar en la revista Charlie Hebdo y el supermercado Hypercacher de Vincennes (2015); el Teatro Bataclan, sus restaurantes cercanos y el estadio Stade de France, (2015); el fallido atentado en el tren Thalys; la decapitación de Hervé Cornara (2015); el asesinato de dos policías en Magnanville en junio (2016), y ahora el atropellamiento con el camión en Niza, en el día de conmemoración de la Revolución Francesa de 1789.
La mayor parte de esos ataques fueron cometidos por musulmanes franceses: ciudadanos que regresaron de Siria (los hermanos Kouachi en Charlie Hebdo), o islamistas franceses (Larossi Abballa que mataron a una familia de la policía en Magnanville, en junio de 2016), que más tarde afirmaron su lealtad a Estado Islámico (ISIS). El asesino del camión en Niza era un tunecino, pero estaba casado con una francesa, con la que tuvo tres hijos, y vivía tranquilamente en esa ciudad hasta que decidió asesinar a más de 80 personas y herir a varias docenas más.
Después de cada uno de estos trágicos episodios, el presidente François Hollande se ha negado a nombrar al enemigo, se negó a nombrar al islamismo -y especialmente se negó a nombrar a los islamistas franceses- como el enemigo de los ciudadanos franceses.
Para Hollande, el enemigo es una abstracción: "terrorismo" o "fanáticos". Incluso cuando el presidente se atreve a nombrar al "islamismo" como el enemigo, se niega a decir que va a cerrar todas las mezquitas salafistas, prohibir las organizaciones de la Hermandad Musulmana y salafistas en Francia, o prohibir velos para las mujeres en la calle y en la universidad. No, en cambio, el presidente francés reafirma su determinación por las acciones militares en el extranjero: "Vamos a reforzar nuestras acciones en Siria e Irak", dijo el presidente después del ataque en Niza.
Para el presidente de Francia, el despliegue de soldados en su patria es solamente para acciones defensivas: una política de disuasión, no un rearme ofensivo de la República en contra de un enemigo interno.
Así, frente a este fracaso de nuestra elite -que fue elegida para guiar al país a través de los peligros nacionales e internacionales-¿cuán asombroso es si los grupos paramilitares se están organizando para tomar represalias?
Como Mathieu Bock-Côté, sociólogo en Francia y Canadá, dice en Le Figaro:
"Las élites occidentales, con una obstinación suicida, se resisten a nombrar al enemigo. Frente a los ataques en Bruselas o París, prefieren imaginar una lucha filosófica entre la democracia y el terrorismo, entre la sociedad abierta y el fanatismo, entre la civilización y la barbarie".
  1. La guerra civil ya ha comenzado y nadie quiere llamarla por su nombre
La guerra civil comenzó hace dieciséis años, con la Segunda Intifada. Cuando los palestinos ejecutaron ataques suicidas en Tel Aviv y Jerusalén; los musulmanes franceses comenzaron a aterrorizar a los judíos que viven en paz en Francia. Durante dieciséis años, los judíos - en Francia - fueron asesinados, atacados, torturados y apuñalados por ciudadanos musulmanes franceses, supuestamente para vengar a la población palestina en Cisjordania. Cuando un grupo de ciudadanos franceses que son musulmanes declara la guerra a otro grupo de ciudadanos franceses que son judíos, ¿cómo lo llama a eso? Para el establishment francés, no es una guerra civil, sólo un lamentable malentendido entre dos comunidades "étnicas".
Hasta ahora, nadie quería establecer una conexión entre estos ataques y el ataque asesino en Niza contra personas que no eran necesariamente judías - y llámela por su nombre: una guerra civil.
Para el muy políticamente correcto establishment francés, el peligro de una guerra civil comenzará solamente si alguien toma represalias contra los musulmanes franceses; si todo el mundo solamente se somete a sus demandas, todo está bien. Hasta ahora, nadie pensaba que los ataques terroristas contra los judíos por parte de los musulmanes franceses; contra los periodistas de Charlie Hebdo por los musulmanes franceses; contra un empresario que fue decapitado hace un año por un musulmán francés; contra el joven Ilan Halimi por parte de un grupo de musulmanes; contra los niños escolares de Toulouse por un musulmán francés; contra de los pasajeros del tren Thalys por un musulmán francés, contra las personas inocentes en Niza por un musulmán casi francés eran los síntomas de una guerra civil. Estas matanzas siguen siendo vistas, hasta hoy en día, como algo parecido a un trágico malentendido.
  1. El establishment francés cree que el enemigo son los pobres, los viejos y los decepcionados
En Francia, ¿quiénes son los que más se quejan de la inmigración musulmana? ¿Los que más sufren del islamismo local? ¿Quiénes más le gusta beber una copa de vino o comer un sándwich de jamón y mantequilla? Los pobres y los viejos que viven cerca de las comunidades musulmanas, porque no tienen dinero para mudarse a otro lugar.
Hoy en día, como resultado, millones de pobres y ancianos en Francia están dispuestos a elegir a Marine Le Pen, presidente del derechista Frente Nacional, como próximo presidente de la República; por la sencilla razón de que el único partido que quiere luchar contra la inmigración ilegal es el Frente Nacional.
Sin embargo, debido a que estos ancianos y pobres franceses quieren votar por el Frente Nacional, se han convertido en el enemigo del establishment francés, de derecha e izquierda. ¿Qué les está diciendo el Frente Nacional a estas personas? "Vamos a restaurar a Francia como nación de los franceses". Y los pobres y los viejos le creen, porque no tienen otra opción.
Del mismo modo, los pobres y los ancianos en Gran Bretaña no tuvieron más remedio que votar por el Brexit. Tomaron la primera herramienta que les dieron para expresar su decepción por vivir en una sociedad que ya no les gusta. No votaron para decir, "maten a estos musulmanes que están transformando mi país, robando mi trabajo y chupando mis impuestos". Ellos sólo están protestando contra una sociedad a la que una élite globalizada había comenzado a transformar sin su consentimiento.
En Francia, las elites globalizadas hicieron una elección. Decidieron que los "malos" votantes en Francia son gente poco racional, demasiado tonta, demasiado racista para ver la belleza de una sociedad abierta a las personas que a menudo no se quieren asimilar, que quieren que usted se asimile a ellos, y que amenazan con matarle si no lo hacen.
Las elites globalizadas hicieron otra elección: tomaron partido en contra de sus propios ancianos y pobres porque esa gente ya no los quieren votar. Las elites globalizadas también optaron por no luchar contra el islamismo, porque los musulmanes votan a nivel mundial a favor de la élite globalizada. Los musulmanes en Europa también ofrecen un gran "zanahoria" para la elite globalizada: votan colectivamente.
En Francia, el 93% de los musulmanes votaron por el actual presidente, François Hollande, en 2012. En Suecia, los socialdemócratas informaron que el 75% de los musulmanes suecos votaron por ellos en las elecciones generales de 2006; y los estudios muestran que el bloque "rojo-verde" consigue un 80-90% de los votos musulmanes.
  1. ¿Es inevitable la guerra civil? ¡Sí!
Si el establishment no quieren ver que la guerra civil ya ha sido declarado primero por los extremistas musulmanes -si ellos no quieren ver que el enemigo no es el Frente Nacional en Francia, la AfD en Alemania, o los Demócratas de Suecia- sino el islamismo en Francia, en Bélgica, en Gran Bretaña, en Suecia; entonces una guerra civil sobrevendrá.
Francia, al igual que Alemania y Suecia, tienen un ejército y una policía lo suficientemente fuertes como para luchar contra un enemigo islamista interno. Pero en primer lugar, tienen que llamarlo por su nombre y tomar medidas en su contra. Si no lo hacen, si dejan a sus ciudadanos nativos en la desesperación, sin otros medios que no sean armarse y tomar represalias. Sí, la guerra civil es inevitable.
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2016.04.30 08:22 EDUARDOMOLINA El PP teme no llenar los colegios electorales de apoderados el 26-J.- La desmovilización de las bases preocupa en Génova, que lanza una ofensiva para ilusionar a los jóvenes.

http://www.elespanol.com/espana/20160429/120988186_0.HTML
"El cronómetro para la nueva cita electoral ya está en marcha y el PP teme que el 26 de junio el partido no cuente con interventores y apoderados suficientes ante la desconexión que existe entre la cúpula y las bases. Los conservadores han presumido siempre de su fuerza en las citas electorales, el día que tradicionalmente centenares de voluntarios han acudido en masa a los alrededores de las urnas para ayudar a los ciudadanos a decidir su voto si aún tienen alguna duda. Sin embargo, las bases del partido en algunas provincias han dejado de movilizarse y la cúpula del partido ya ha preparado una ofensiva centrada en la movilización de Nuevas Generaciones para el 26-J.
En el PP son conscientes de que “existe un distanciamiento real entre los militantes de base y la cúpula del partido. Es evidente”. Sin embargo, cuentan con que quedan dos meses para las nuevas elecciones y las direcciones regionales ya se han puesto manos a la obra para conseguir cubrir el mayor número de colegios electorales posible.
En Madrid capital, en algunos distritos como Tetuán, Retiro y Salamanca, se convocó a los interventores y apoderados que ayudaron el 20-D para agradecerles el gesto y pedirles un esfuerzo extra en esta nueva vuelta. “Fue un aperitivo para agradecerles públicamente su labor desinteresada e intentar hacerles entender lo importante que es que vuelvan a ayudar el 26-J. Tenemos que demostrar que somos los más fuertes y llenar todos los colegios electorales es una manera de demostrarlo”, reconocen fuentes internas del partido.
La situación de ruptura entre simpatizantes y el aparato es especialmente alarmante en algunas comunidades como Cataluña, País Vasco o la Comunidad Valencia. En las elecciones autonómicas del 27-S, los conservadores tuvieron tan poca ayuda de militantes de base que tuvieron que reclutar a más de mil voluntarios de Valencia para supervisar el recuento de votos.
Valencia, la tierra a reconquistar.- En el País Vasco, la llegada a la dirección del partido de Alfonso Alonso ha supuesto un balón de oxígeno para tender puentes hacia la base. “Antes, el partido estaba totalmente roto. Los militantes están muy enfadados y no quieren ir a actos de partido. Ahora parece que se está recomponiendo la confianza poco a poco”. La mayor quiebra entre base y cúpula está ahora en la Comunidad Valenciana. Sin embargo, la dirección del partido se resiste a perder este feudo histórico y se ha propuesto recuperar parte del voto perdido. La operación Taula en general y el enroque de Rita Barberá a su escaño del Senado ha “terminado de colmar la paciencia de todos: es imposible que confíen en nosotros si no soltamos lastre con los señalados”, aseguran fuentes del partido regional.
Recuperar la ilusión del militante se ha convertido en una de las obsesiones del partido hasta tal punto que fue el propio Mariano Rajoy quien cerró el domingo pasado una convención con los más jóvenes del partido en Córdoba. Tampoco faltaron los vicesecretarios con los que los más jóvenes sí se sienten representados: Pablo Casado, Andrea Levy y Javier Maroto. En el foro, decenas de jóvenes se quejaron ante la dirección del partido la desazón que les produce defender las siglas del partido. Algunas de las críticas más repetidas fueron que “por culpa de la corrupción nadie se atreve a decir que es del PP”; “no sabemos qué decir cuando nos dicen que tenemos el partido lleno de corruptos”; “hace falta más contundencia”.
Una nueva imagen.- Fue Pablo Casado quien pidió a todos que, a pesar de las dificultades, acudan a todos los sitios donde les llamen para vender su producto y dejar claro que la corrupción es cosa de personas, no de partidos. En Madrid, la presidenta de la gestora, Cristina Cifuentes, organizó el jueves un acto para dar la bienvenida a los militantes que acaban de incorporarse al partido.
Además de vender un nuevo PP alejado al que representaba Esperanza Aguirre, la idea que querían transmitir es que “el partido se está renovando, hay gente que hoy quiere formar parte del Partido Popular y tenemos que transformar la energía negativa que nos ha arrastrado durante tanto tiempo en positiva. No hay tiempo que perder”, aseguran fuentes internas a la gestora.
El PP celebrará un Comité Ejecutivo Nacional el 3 de mayo para formar el equipo de campaña y dar el respaldo interno a Mariano Rajoy. Además, volverán a poner a todos los barones autonómicos en alerta para que movilicen a sus respectivos aparatos y despierten el espíritu de los voluntarios del partido. “Si conseguimos decirles correctamente a los militantes lo importante que es su ayuda el 26-J para el PP, aún no tenemos todo perdido”.
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2016.04.28 07:25 jwd52 La situación actual de seguridad en Ciudad Juárez, y cosas turísticas que ver y hacer por allá

Buenas noches /mexico,
Primero, un poco de información sobre mi situación: soy estadounidense, casado con una mexicana, y llevo dos años viviendo en Aguascalientes con mi esposa. Hace como un año empezamos a tramitar sus papeles para ser residente de EE.UU., y ahora en los últimos días de mayo tenemos que ir a Ciudad Juárez para su entrevista en el consulado de mi país.
Vamos a estar ahí unos cuatro días, pues cada día ella tiene una cita necesaria para preparar antes de la entrevista. El chiste es que cada cita apenas va a durar como una o dos horas, y vamos a tener bastante tiempo libre cada día.
De ahí surgen mis preguntas: ¿Qué hay que hacer en Ciudad Juárez? Y en sus opiniones, ¿Sería seguro salir a conocer la ciudad?
Sé que la situación allá hoy en día está mucho mejor que hace unos años, pero todavía cuando escucho el simple nombre de Ciudad Juárez… pues… ¡me da algo de miedo! Llevo unos años viviendo en este país, hablo español a un buen nivel y sé manejarme de una manera responsable, pero todavía a verme es muy obvio que soy extranjero y no sé si eso sería un peligro extra allá o no.
Quizás todas mis preocupaciones son totalmente sin razón (y ojalá que sí), pero me gustaría escucharlo de alguien que conoce bien Ciudad Juárez. Y si piensan que estaría bien salir a explorar, ¿Cuáles consejos me podrían ofrecer? ¿Cuáles lugares hay que conocer? Y ¿Cuál es la mejor forma de transportarnos dentro de la ciudad?
Espero sus respuestas, y muchas gracias por la ayuda.
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2015.09.29 07:08 astromule ¿Cómo obtener la ciudadanía polaca? [para descendientes]

Edit 03: Por favor, no envíen MP. No tengo más información que la publicada en esta guía.
¡Hola! Quería compartir en el /sub de Argentina la guía que armé para facilitar la tramitación de la ciudadanía polaca, para todos los que sean descendientes y estén interesados. Al finalizar el texto van a encontrar el punto "20", con las traducciones correspondientes al vocabulario polaco. Las traducciones que aparecen antes fueron hechas con el traductor de Google, por lo que son inexactas. Para mayor seguridad, entonces, por favor revisen la última parte.
Edit 02: Para buscar sobre tus antepasados tenés tres opciones:
https://familysearch.org/
Museo de la Inmigración
Cemla
Edit 01: Si necesitás información sobre tus antepasados podés consultar el siguiente apartado:
Información desde 1882 a 1950 Usted podrá conocer en qué fecha, barco y con cuál oficio llegó su antepasado al país, a partir de la base de datos que ha elaborado el Centro de Estudios Migratorios Latinoamericanos, con el material histórico que se conserva en la Dirección Nacional de Migraciones. DIRECCIONES DE CONSULTA: Museo de la Inmigración: Av. Antártida Argentina 1355 Edificio 6 Ciudad Autónoma de Buenos Aires Tel.: 4317-0285 Horarios: Martes a Domingos de 12:00 a 20:00 hs. http://www.migraciones.gov.aaccesible/indexN.php?datos_museo
Si bien cada caso varía, hay una serie de documentos que siempre les van a pedir.
Pasos:
1) Copia certificada (y no partida) de mi papá, mi hermano y mía. Como mi hermano y yo nacimos en Provincia, el trámite se hace en el Registro de las Personas en la Ciudad de La Plata, calles 1 y 60. No hay que sacar turno previo: se va directamente, se pide "copia certificada del acta de nacimiento" y a la semana lo tienen. El trámite sale $35 por cada copia.
Llevá las partidas o actas anteriores que tengas, porque eso facilita la búsqueda por parte de los empleados administrativos.
Como mi papá nació en Capital tengo que pedir copia certificada de acta de nacimiento en Uruguay 753, donde está la sede del Registro Civil de la Ciudad de Buenos Aires.
2) En el mismo Registro de las Personas pedí el certificado de defunción de tu abuelo. Sabía la fecha estimada, pero al no tener un certificado de defunción previo, me cobraron alrededor de $40 por la búsqueda. El trámite demora dos semanas. El certificado de defunción es vital porque allí figura la fecha de nacimiento de tu abuelo y quiénes fueron sus padres, información que te van a pedir en Migraciones.
3) Andá a cemla.com/buscado Escribí el apellido de tu abuelo en un rango amplio de años (cinco, por ejemplo), si no sabés bien la fecha en que llegó. Si buscás el apellido de tu abuela, recordá que si se casó tenés que buscarlo por el apellido del esposo.
Si figura en el registro (nombre, apellido, barco, fecha de arribo), tenés que ir hasta Independencia 20 y pedirles que te impriman el certificado. Se va sin turno y el trámite (la impresión) es muy rápido y sale $25.
4) Accedé www.migraciones.gov.aturnos/verificar_jurisdiccion.php
Tipo de trámite: “solicitud de certificado”.
De acuerdo a tu lugar de residencia será el Registro al que tengas que ir. Por ejemplo, si ponés lugar de residencia “La Plata”, tenés que ir al registro de La Plata y no al de Av. Antártida Argentina.
5) Una vez que tenés tu turno, tenés que presentarte en Migraciones, que en La Plata está en 1 y 43, frente a la estación de ferrocarril, entrando a la derecha en “informes” con el turno que imprimiste de internet tenés que sacar otro turno, para que atiendan por ventanilla.
6) ¿Qué documentación tenés que presentar en la ventanilla para que elaboren el certificado?
-DNI y copia de las dos primeras hojas; libreta de familia y/o partida de nacimiento tuya y de tu papá. Acá tenés que acreditar el vínculo con tu abuelo. Yo llevé todo lo anterior y fui con mi papá, que es el descendiente directo, lo que facilita el inicio de trámite. Pero si sos nieto y tenés la documentación anterior te lo tienen que iniciar igual.
-El certificado que te imprimieron en el CEMLA y fotocopia.
-Nombre y apellido de tu abuelo, fecha de nacimiento y padres de tu abuelo.
-Pagar $50 en un Bapro.
La elaboración del certificado lleva dos semanas y se retira con el DNI.
7) En el Registro de las Personas, con la libreta de familia, pedí el acta de matrimonio de mis padres. El trámite demora una semana.
8) Fui hasta la embajada de Polonia para solicitar el formulario de no naturalización.
Se va sin turno , se toca timbre y se espera hasta que te reciban en la sala de estar.
¿Qué datos necesito? Nombre y apellido de abuelo, nombre y apellido de padre y de madre de tu abuelo, fecha de nacimiento, lugar de nacimiento; además de completar los datos del solicitante (para el caso, los míos).
Se abonan 42 USD y lo firman en el momento.
9) Después de la embajada, con el oficio firmado que te entregan en la embajada, vas hasta la Cámara Nacional Electoral. Se accede por la calle 25 de mayo al 245.
Tenés que llevar una fotocopia de la hoja que te entregaron en la embajada y comprar en el Banco Ciudad (se encuentra en la esquina de la Cámara Nacional Electoral) un “sello judicial”, que sale $10 y se abona por caja.
El trámite en la Cámara demora 2 semanas y el papel lo puede ir a retirar cualquier persona que lo presente.
10) No es indipensable el oficio de no naturalización de la embajada. Si tenés la documentación necesaria, podés ahorrarte los 42 USD tramitándolo directamente en la Cámara.
Requisitos: http://www.pjn.gov.aPublicaciones/00003/00051194.Pdf
Formulario: http://www.buenos-aires.diplo.de/contentblob/2092594/Daten/276755/No_Argentino_Download.pdf
11) Policía Científica: Fui a la Policía Científica, Azopardo 670, donde tenés que pedir un certificado de antencedes de tu abuelo/abuela.
Ese certificado contiene información como el pasaporte con el que ingresó al país, número de cédula y otros datos.
Demoran 10 días en hacerlo.
12) Recibo confirmación ciudadanía padre en mi domicilio.
13) Se va al consulado y se inicia el trámite para el pedido de la confirmación de los hijos: Tres meses después, recibo las confirmaciones de mi hermano y mía (que llegan al domicilio del apoderado), junto con los 3 documentos verdes que acreditan la inscripción en el registro civil de Polonia (las hojas verdes llegan a mi domicilio). De estas hoja sólo será necesario presentar la primera (vienen en pares, con una copia de cada uno de los originales).
La diferencia entre los dos documentos es que la confirmación (hoja blaca) dice “wojewoda mazowiecki”, mientras que el acta del registro civil (hoja verde) dice rzeczpospolita polska.
14) Pasaporte: se debe sacar el turno online en http://www.e-konsulat.gov.pl/. Atento, porque la inscripción online abre sólo una vez por mes. El turno abre en horario de oficina, de 9 a 16, pero la última vez abrieron a las 10 am y se agotaron a las 11 am.
14.1 http://www.e-konsulat.gov.pl/
14.2 País: Argentina; oficina consular: Buenos Aires.
14.3 (izquierda) Información de pasaportes.
14.4 Data wizyty, “Día de visita”; Godzina wizyty, “horario de visita”; “Zarezerwuj termin wizyty”, reservar una cita; chcę zarezerwować termin dla, “quiero reservar una fecha para”.
14.5 ¿Cuántos turnos online tengo que sacar? Tantos como personas haya interesadas en tener el pasaporte. Es decir, si son padre y dos hermanos, se deben sacar tres turnos, uno detrás del otro.
14.6 Leer con atención este punto, porque es el más importante del proceso: Hay que hacer click PRIMERO en el casillero numérico, “chcę zarezerwować termin dl”, (http://i.imgur.com/5wYO0t7.jpg), lo cual es indispensable, porque de lo contrario, uno no puede escribir nada en "data" ni en "Godzina".
14.7. Les va a aparecer un formulario en polaco, con los siguientes campos
Termin wizyty, fecha de la visita: la que quede para elegir.
Imie, nombre.
Nazwisko, apellido
Adres, dirección.
Telefon, teléfono.
Email, email.
Opis sprawy, descripción del caso. Escriban “confirmación de ciudadanía” en castellano.
Donde les pregunta por el PESEL, no escriban nada. Eso es para los que están renovando un pasaporte polaco anterior.
14.8. Tengan la información memorizada y apúrense para anotarse, porque los turnos se agotan en seguida.
14.9. Si todo anduvo bien, les aparecerá un formulario con las palabras “formularz wizyty w konsulacie”, formulario de visita en el consulado. Impriman este documento, porque es su comprobante para sacar el turno.
15) ¿Cuántos turnos online tengo que sacar? Tantos como personas haya interesadas en tener el pasaporte. Es decir, si son padre y dos hermanos, se deben sacar tres turnos, uno detrás del otro.
16) ¿Qué documentos tengo que llevar para obtener el pasaporte, una vez que conseguí el turno online?:
16.1. confirmación de la ciudadanía polaca del solicitante original + fotocopia.
16.2 acta de nacimiento polaco (hoja verde, original + fotocopia)
16.3 formulario de solicitud de pasaporte completado, sin tachaduras, con letra de imprenta y en idioma polaco.
Datos a completar: 16.4 hoja que comienza con “wniosek”
  1. nazwisko, apellido del solicitante.
  2. nazwisko rodowe, otra vez el apellido.
  3. imiona... los nombres de tus padres, tal como figuran en la confirmación de ciudadanía.
  4. data i miejsce, fecha de nacimiento 00/00/0000 y lugar.
  5. obywatelstwo: “Polskie”.
  6. dokladny: dirección.
  7. województwo: código postal más ciudad.
  8. poprzednie: teléfono.
16.5 hoja que comienza con “9.rysopsis”
wzrost w: altura
kolor: color de los ojos
znaki szczegolne: signos distintivos
plec: sexo, si es masculino, marcar “mezcyzna”. Si es femenino, el otro.
rodzaj dokumentu tozsamosci seria i numer: creo que son las palabras “DNI” en polaco (donde dice “rodzaj”) y el número donde dice “data waznosci”.
nazwisko i imie: nombre del padre.
miejsce: otra vez el teléfono.
16.6 una foto tamaño biométrica que se saca a 4 cuadras del consulado: Coronel Diaz 2541.
16.7 DNI copia (y original para mostrarlo)
  1. Si no uso un gestor de Argentina, ¿qué otras opciones tengo?
Conforme a las disposiciones del Código de Procedimiento Administrativo polaco, en vigor desde el 11 de abril 2011, los solicitantes residentes fuera de Polonia tienen la obligación de nombrar a un apoderado para la correspondencia residente en Polonia, autorizado a recibir a su nombre la correspondencia referente al trámite (incluida la decisión final).
La declaración con los datos del apoderado (nombre, apellido, dirección completa en Polonia), redactada en polaco, debe firmarse por el solicitante (o por su apoderado a efectuar el trámite) y presentarse como documento a parte junto a la solicitud de confirmación de ciudadanía. A partir del 11 de abril de 2011 el consulado no interviene en la entrega de las cartas dirigidas por las autoridades voivodales al solicitante, referentes a la completación de la documentación, a las entregas de confirmaciones de ciudadanía u otro tipo de correspondencia: el Voivoda competente envía la correspondencia directamente al apoderado. Si el solicitante no designa a un apoderado, la correspondencia se queda en las actas de la oficina voivodal sin notificarlas al interesado. La ley no admite excepciones a esta regla.
Es decir, según lo que entiendo, existen tres opciones.
17.1. Gestor argentino.
  1. Pariente polaco+traductor.
17.3. Traductor de polaco residente en Polonia.
El trámite yo lo hice a través de un gestoapoderado argentino.
El en foro http://www.polonia-es.com/ habían recomendado al traductor polaco Wiktor Niekrasz,
http://www.wiktorniekrasz.globtra.com/es
La otra opción que se me ocurre en consultar a https://www.facebook.com/unionpolaca.enberisso?fref=ts a http://www.upranet.com.a_esp/, o a alguna otra comunidad de polacos en el país, para conseguir traductor+domicilio en Polonia.
18) Entregué toda la documentación para el pasaporte. ¿Cuándo me lo entregan? Tarda dos meses; se avisa en la página de la embajada, http://www.buenosaires.msz.gov.pl/es/dep_cons/pasaporte/, con un mensaje que dice “ya están disponibles los pasaportes solicitados hasta...”. Los pasaportes pueden retirarse los miércoles entre las 14.00 y 16.00 horas de forma personal
19) Si mi pareja no tiene ciudadanía polaca, ¿puede conseguirla si se casa conmigo? En principio sí, pero no es tan sencillo ya que
  1. Tiene que haber vivido en Polonia por tres años;
  2. estar casados desde hace dos años;
  3. rendir un examen C1 de idioma polaco.
20) Traducciones corregidas
wniosek o wydanie paszportu albo paszportu tymczasowego: solicitar la emisión de una pasaporte o de un pasaporte temporario
Data wizyty: fecha de visita
Godzina wizyty: horario de visita
Zarezerwuj termin wizyty: reservar la fecha para la visita (pedir una cita)
chce zarezerwowac termin dla: quisiera reservar la fecha para... (debería ir seguido por una persona)
Termin wizyty: fecha/horario de visita
Imie: Primer nombre
Nazwisko: apellido
Adres: dirección
Telefon: número de teléfono
Email: correo electrónico
Opis sprawy: descripción del asunto
formularz wizyty w konsulacie: formulario de visita en el consulado
wniosek: formulario/pedido (por escrito)
nazwisko rodowe i inne w przypadku zmiany: familia/nombre de soltera y otro nombre si fue modificado
imiona: primeros nombres
imiona rodziców, nazwisko rodowe matki: primeros nombres de los padres, nombre de soltera de la madre
data i miejsce urodzenia: fecha y lugar de nacimiento
obywatelstwo: ciudadanía
dokladny adres miejsca stalego pobytu: dirección precisa del lugar permanente de residencia
wojdewództwo, nr telefonu: voivodeship (unidad administrativa polaca), número de teléfono
poprzednie miejsca stalego pobytu: lugares previos de residencia
rysopis: descripción física (por ejemplo, detalles del rostro)
wzrost w centymetrach: altura en centímetros
kolor oczu: color de ojos
znaki szcególne: signos distintivos (por ejemplo, cicatrices)
plec: sexo (género)
mezcyzna: hombre
kobieta: mujer
rodzaj dokumentu tozsamosci, seria i numer: tipo de documento de identidad, serie y número
data waznosci, organ wydajacy: fecha de validez del documento y agencia que lo otorgó
nazwisko i imie osoby, ktora mozna powiadomic w razie koniexznosci: último y primer nombre de una persona para ser notificada en caso de urgencia miejsce zamieszkania, telefon kontaktowy: lugar de residencia, número de teléfono de contacto
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